domingo, 16 de dezembro de 2012

Prof. Felipe de Aquino

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. (Jo 1, 8) 
Nas quatro semanas do Advento a Igreja nos leva a meditar e preparar o coração para celebrar as duas Vindas de Jesus Cristo. As cores e símbolos da liturgia nos ajudam nisso. A Coroa do Advento com as quatro velas que vão sendo acendidas uma a cada semana nos preparam e ensinam. 
A vela vermelha significa a Fé que o Menino traz ao mundo; a certeza de que Deus está conosco, armou a sua tenda entre nós; “revestido de nossa fragilidade, Ele veio uma primeira vez para realizar o seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”, diz um dos Prefácios do Advento. 
A vela branca a simboliza Paz; este Menino é o “Príncipe da Paz”, disse o profeta Isaías (11,1s). Quando o Seu Reino for implantado, “a justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar.” (Is 11, 5-8). 
A vela roxa (quase rosa) simboliza a alegria do Menino que chega para salvar. É a alegria mitigada pela cuidadosa vigilância do tempo da espera. 
A vela verde traz a simbologia da Esperança que o Deus Menino traz a todos os homens de todos os tempos e todos os lugares. “Sem Deus não há esperança”, disse há pouco o Papa Bento XVI na encíclia “Spe Salvi (Salvos pela Esperança); e “sem esperança não há vida”, concluiu o Pontífice. É esta esperança de uma vida feliz aqui e no Céu que o grande Menino veio anunciar com sua meiga e frágil presença na manjedoura de Belém. 
A primeira vinda de Cristo mostra todo o amor de Deus por nós. Ninguém mais tem o direito de duvidar desse Amor. Ele deixou a glória do Céu, dignou-se assumir a nossa frágil humanidade, para nos levar de volta para o Céu; Ele aceitou viver a nossa vida, derramar as nossas lágrimas, comer nosso pão de cada dia… e, por amor puro a cada um de nós dar um mergulho nas sombras da morte para destruí-la. 
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1, 1s). 
O amor de Deus não é o amor de novelas, com músicas românticas e palavras sensuais; é amor que se revela por fatos, atos, renúncia, sofrimento… É amor que gera a vida. 
São João apresenta o Menino que vai chegar: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam… Ele era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. A Luz de Cristo resplandeceu nas trevas mas essas não a compreederam; as trevas fogem da luz, tem medo dela, porque a luz revela o erro. Quem faz o mal, pratica o crime, busca a calada da noite para que a luz não o denuncie. Por isso Jesus foi logo perseguido pelo cruel tirano Herodes Magno. 
Disse a Lumen gentium que “só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem”; Ele é “a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”; é por isso que o Papa João Paulo II disse em sua primeira encíclica “Redemptor Hominis” que: “ o homem que não conhece Jesus Cristo permanece para si mesmo um desconhecido, um mistério inexplicável, um enigma insondável”. 
Sem Jesus Cristo o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor e das estrelas… é um coitado e um perdido como muitos filósofos ateus que se debateram em meio de suas trevas e acabaram arrastando muitos outros consigo para uma vida vazia e triste. Não foi à toa que muitos jovens suicidaram-se lendo o “Werther” de Goethe e a “Comédia Humana” de Balzac. Depois de ler “A Nova Heloisa” de Jean Jacques Rosseau uma jovem estourou os miolos em uma praça de Genebra e vários jovens se enforcaram em Moscou depois de ler “Os sete que se enforcaram” de Leonid Andreiv”. Só Jesus Cristo “é a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”. Um dia Karl Wusmann, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo… e viveu. (J. Mohana, Sofrer e Amar). 
“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.” O Natal nos traz esta certeza e esta enorme alegria: somos filhos amados de Deus; que nos fez para Ele, por amor. Ele fez para nós as estrelas, o cosmos, as pedras , os rios, as montanhas, os animais, os peixes das águas e os pássaros do Céu, o doce fruto da terra, o perfume das flores, a harmonia das cores e o mar que murmura o Seu Nome a cantar… Obrigado Senhor!

(Fonte: blog Canção Nova)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Árvore de Natal é sinal da Luz de Cristo, diz Bento XVI

Fonte: Canção Nova Notícias
“Apesar das tentativas de se apagar o nome de Deus da história, a sua luz continua a resplandecer sobre a humanidade através de Cristo”. Foi o que afirmou o Papa Bento XVI na manhã desta sexta-feira, ao receber em audiência a delegação da pequena cidade molisana de Pescopennataro, que neste ano doou ao Papa a árvore de Natal que ornamenta a Praça São Pedro. 
Na tarde desta sexta-feira, às 16h30, horário italiano, o pinheiro foi iluminado durante uma cerimônia que contou com a presença, entre outros, do Secretário Geral do Governatorado, Dom Giuseppe Sciacca.
Cada vez que o homem quis apagar no mundo a luz acesa com o nascimento de Jesus, o resultado foi uma escuridão feita de horrores. A iluminação da árvore de Natal na Praça São Pedro sugere a Bento XVI uma reflexão feita de luzes e sombras. 
A primeira reflexão, deslumbrante, de Deus feito homem, “vindo para dissipar as trevas”. A segunda, obra dos homens, quando nas várias épocas tentou apagar a luz de Cristo para acender flashes ilusórios e enganadores, teve como consequência a abertura de períodos marcados por trágicas violências sobre o homem. “
“Isto porque, quando se tenta cancelar o nome de Deus nas páginas da história, o resultado é que se traçam linhas tortas, onde até mesmo as palavras mais belas e nobres perdem o seu verdadeiro significado. 
Pensemos as expressões como “liberdade”, “bem-comum”, “justiça”. Privadas de suas raízes em Deus e no seu amor, no Deus que mostrou o seu vulto em Jesus Cristo, estas realidades permanecem muitas vezes à mercê dos interesses humanos, perdendo sua ligação com as exigências de verdade e de responsabilidade civil”, afirmou o Santo Padre.
Falando aos habitantes da pequena localidade de Pescopennataro, - pouco mais de 300 pessoas - Bento XVI destacou que ninguém conseguiu suprimir a história de luz e de amor iniciada dois mil anos trás em Belém: “Esta luz altíssima, em que a árvore de Natal é um sinal e uma recordação, - disse o santo Padre -, não só não diminuiu sua intensidade com o passar dos séculos e dos milênios, como continua a resplandecer sobre nós e a iluminar cada ser humano que vem ao mundo, especialmente quando atravessamos momentos de incerteza e dificuldade”.
Por fim o Santo Padre agradeceu a oferta da árvore, um abeto de 24 metros, cuja madeira será utilizada em trabalhos de solidariedade.

Bento XVI reza pelas vítimas e sobreviventes do massacre no EUA

Agência Ecclesia


O Papa enviou uma mensagem aos sobreviventes e familiares da "tragédia insensata" que, nesta sexta-feira, 14, causou a morte de vinte crianças e pelo menos sete adultos numa escola primária do estado norte-americano do Connecticut.
"O Santo Padre foi prontamente informado do tiroteio da Escola Primária de Sandy Hook, em Newtown, e pediu-me para transmitir o seu sentimento de pesar e a certeza da sua proximidade na oração às vítimas e suas famílias, e a todos os afetados pelo chocante acontecimento", refere o texto assinado pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Tarcisio Bertone, publicado no site da Diocese de Bridgeport.
"No rescaldo desta tragédia insensata", o Papa pede a Deus para "consolar todos aqueles que choram e para sustentar toda a comunidade com a força espiritual que triunfa sobre a violência pelo poder do perdão, esperança e amor reconciliador", refere a mensagem.
Segundo a imprensa, um atirador de 20 anos terá alegadamente morto o pai, dirigindo-se depois à escola, protegido com um colete à prova de bala, onde assassinou a mãe, que estaria a dar aulas, vinte crianças entre os cinco e dez anos e responsáveis pelo estabelecimento de ensino, como o diretor e o psicólogo, tendo cometido suicídio logo após.
O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, cardeal Timothy Dolan, sublinhou que a "tragédia de pessoas inocentes a morrer por causa da violência despedaça a paz de todos".
Em nota publicada no site do episcopado católico norte-americano o prelado oferece as suas orações pela comunidade de Newtown, para que possa enfrentar na "paz" as mortes e os feridos.
"Uma vez mais manifestamo-nos contra a cultura de violência que está a infectar o nosso país enquanto nos preparamos para dar as boas vindas ao Príncipe da Paz no Natal", diz o arcebispo de Nova Iorque.
O texto de D. Timothy Dolan lança um apelo à pacificação: "Todos nós somos chamados a trabalhar pela paz nas nossas casas, nas nossas ruas e no nosso mundo, agora mais do que nunca".

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Convite ao Recital de Natal

EnCantos de Natal 2012

Venha celebrar a magia do Natal com muita música e alegria!

Coral jovem Irmão Sol Irmã Lua, 
Coro São Francisco e Santa Clara, 
Grupo Cantante da Superintendência Regional de Saúde, 
turma de alunos do prof. Luiz Henrique, 
cantores e instrumentistas convidados. 
Participação especial: Fábio Viana (regência).

Domingo, dia 16 de dezembro às 20:30

Paróquia São Francisco e Santa Clara 
Av. Levino de Souza 2110 Umuarama - Uberlândia-MG 

Reapresentação: 20 de dezembro - Comunidade São Paulo 
Av. Segismundo Pereira - Bairro Santa Mônica - Uberlândia-MG

sábado, 1 de dezembro de 2012

O Advento

Fonte: Comunidade Shalom
Advento é uma palavra que vem do verbo latino: advenire, que se traduz por “vir para perto de, chegar bem junto de”. Na linguagem cristã católica, advento é o tempo que precede a grande festa do Natal. São as quatro semanas preparatórias para o natalício de Jesus Cristo. 
O significado da palavra é muito sugestivo. Advento é a atitude, é a decisão de alguém vir para perto de você. Ou também, de você se achegar bem perto de alguém. 
Quem é aquele que quer chegar bem perto de você? Que quer tempo, bastante tempo para ir chegando pertinho de você? E por que quer vir para junto de você, nas quatro semanas do advento? 
Quem é aquele de quem você quer aproximar-se mais, junto de quem você deseja ir durante o tempo do advento? 
Parece-me que se trata de alguém que muito ama você, já que ele tem um tempo marcado e longo para vir. Tenho a sensação que se trata de um personagem muito significativo, pois a proposta do tempo de aproximação é longa. Quem é que vem para junto de você?… Para junto de quem você irá, no advento? 
O personagem não poderia ser mais maravilhoso: Jesus ressuscitado. Sim, Jesus vivo, seu salvador pessoal, senhor de sua vida, seu mestre divino, seu amigo mais incondicional. É Ele quem quer vir para junto de você, no advento. Mas sei também que você irá ao seu encontro, para estar junto dele. 
Este encontro de vocês dois, desejado pelos dois, preparado carinhosamente por vocês, esperado ansiosamente pelos dois, transformar-se-á em Natal! Fará acontecer Natal! Trará o Natal para dentro do seu coração! Você será Natal!… Jesus vivo terá chegado e envolvido sua vida com seu amor salvador, com sua palavra de vida, com sua presença tão honrosa e transformadora. 
Tempo de advento é para isto: para esperar ansiosamente aquele que vem para perto, para dentro de você. Nesta espera, preparar-se em espírito, mente e corpo para o grande encontro com Jesus. 
Tempo de advento é para você caminhar ao seu encontro, como quem não consegue ficar esperando… Nesta caminhada, preparar seu coração para acolher com muito carinho aquele que vem. 
Este encontro entre você e Jesus, encontro que se chama Natal, Natal do coração, Natal de verdade, Natal celestial, deixará rastros maravilhosos de graças e luzes, de sabedoria de vida jovem e de felicidade. 
Advento: Jesus vem vindo. Vamos ao seu encontro! 
Padre Alirio Pedrini, SCJ


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rumo à Jornada Mundial da Juventude

Veja, abaixo, a reportagem da TV Integração sobre o encontro "Eis-me aqui, Senhor", ocorrido ontem, 25 de novembro, o qual, sob a coordenação de Padre Flávio e de membros de nossa paróquia, congregou nossos jovens e os de várias outras comunidades, em um clima de alegria, descontração e também, de espiritualidade.  Este encontro inicia a preparação dos jovens para a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro, em julho de 2013.

http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/triangulo-mineiro/mgtv-1edicao/t/triangulo-mineiro/v/catolicos-de-uberlandia-se-preparam-para-jornada-mundial-da-juventude/2262019/

domingo, 25 de novembro de 2012

Jornal Correio publica artigo sobre vocação sacerdotal em Uberlândia

Fonte: Jornal Correio de Uberlândia, edição de 25/11/2012

21 jovens de Uberlândia buscam formação para ser padres
O caminho é longo e o percurso pode chegar a 12 anos ou até mais, dependendo da maturidade da vocação de quem pretende se tornar padre. Essa vocação está relacionada à fé e aos ideais humanitários de doação e ajuda ao próximo. Embora sejam necessárias muita dedicação e abdicação, o número de padres é crescente no Brasil.
Passou de 14.198, em 1990, para 22.119, em 2010 – um crescimento de 55,7% em 20 anos, segundo dados do censo anual da Igreja Católica no Brasil de 2011. Em Uberlândia existem três seminários, sendo um diocesano e dois religiosos, com um total de 21 seminaristas.
O padre diocesano Márcio Gonçalves, da Paróquia Divino Espírito Santo do Cerrado, no bairro Jaraguá, zona oeste, explica que na Igreja Católica existem dois tipos de padres: os religiosos e os diocesanos. “Temos os padres religiosos, que pertencem a alguma congregação (como a dos padres Salesianos, Clareatianos, entre outras) ou ordem religiosa (como a dos Franciscanos ou Beneditinos) e os diocesanos, que atuam nas dioceses”, disse.
Geralmente, os padres vivem em comunidade. Os religiosos fazem votos de pobreza, obediência e castidade (abstenção de todo e qualquer ato sexual). Os diocesanos fazem votos de obediência e celibato (estado de solteiro). Feita a escolha, o jovem é encaminhado para um período de discernimento. “Ao longo de um ano ele vai avaliar sua vocação.”
Só assim poderá entrar para o Seminário Propedêutico, onde permanecerá de seis meses a um ano. Para isso, precisa terminar o ensino médio.
Quando conclui a fase inicial segue para os estudos de Filosofia e, depois, Teologia. Essa fase dura, no mínimo, sete anos. Terminada a faculdade, o seminarista passa por um estágio, pelo diaconato e só então é ordenado padre pelo bispo.
Seminário São José
O jovem Fábio Mendes, de 21 anos, de Belo Horizonte, vai se tornar padre diocesano e está no terceiro ano de Filosofia do Seminário São José, localizado no bairro Jardim Holanda, na zona oeste. Ele explica que o seminário onde mora e estuda é uma casa de formação secular que não tem um carisma específico, diferentemente das ordens religiosas que seguem o carisma de um santo. No local, moram cinco seminaristas, dois de Uberlândia e três de cidades da região.
A formação de Fábio Mendes e dos demais seminaristas se baseia nos pilares humano, acadêmico e espiritual. No dia a dia, estudam também música vinculada ao processo formativo. Eles levam de um e oito anos para serem ordenados padres. No caso deles, o uso do hábito não é necessário por ser a veste das ordens religiosas.

“Nossa vida não é peso nem sacrifício”, diz Seminarista Capuchinho

Quem se preparara para ser um padre capuchinho, além de estudar, cuida do convento onde mora, faz orações e se dedica aos trabalhos pastorais.
Davi de Souza, de Sabará (MG), de 21 anos, vive na Fraternidade São Francisco de Assis, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, no bairro Tibery, onde moram dez seminaristas, todos de outras cidades.
Os capuchinhos de Uberlândia atuam em obras sociais mantidas pela Ordem, como a Creche Santinho e a fazenda Stela Mares, que ajuda na recuperação de dependentes químicos. “A nossa realização está no serviço ao próximo. A nossa vida não é peso nem sacrifício, como muitos a veem. Temos nossas alegrias, dúvidas e sofrimentos”, disse o jovem.
Os capuchinhos seguem os princípios de São Francisco de Assis. Para sobreviver, recebem doações e trabalham. O que ganham é partilhado entre todos.
“Não somos desligados do mundo. Temos computadores, internet, recebemos visitas, temos celebrações e uma relação aberta fora da casa religiosa”, disse o seminarista Hilário Pereira, de 26 anos.
Ele está estudando Filosofia e já sonha com a ordenação, cinco anos depois de concluir o curso. “É um momento muito emocionante. Todo o sonho da missa com a família, os amigos. É muito marcante porque é a realização de um sonho que demora de 11 a 12 anos para ser concretizado.”

Cinco rapazes estudam em congregação voltada para crianças e jovens

No seminário da Congregação das Escolas de Caridade Instituto Cavanis, no bairro Chácaras Ibiporã, na zona sul, vivem seis rapazes com idade entre 21 e 26 anos. Eles são dos estados de Mato Grosso, São Paulo e Paraná. Os seminaristas Cavanis se preparam entre oito e dez anos antes de  se tornarem padres.
Em Uberlândia, os jovens trabalham com a comunidade e no Centro Educacional Cristina Cavanis, que pertence à Congregação. “Nós temos um carisma específico na formação de crianças e jovens”, disse o padre Adriano Sacardo, reitor do seminário.
Os padres Cavanis não são obrigados a usar o hábito (vestuário especial). Os votos são de pobreza, obediência e castidade. Para sobreviver, contam com doações e promoções nas comunidades onde atuam.
“A Cavanis é um tripé que reúne vida espiritual, fraterna e comunitária e a missão, mas também jogamos futebol, fazemos caminhada, participamos de encontro de jovens e da vida apostólica”, disse o padre Adriano Sacardo. Uma de suas alegrias é cantar nas missas. “Vou para o terceiro CD
gravado.”
Padre Márcio Gonçalves explica 
que há religiosos e diocesanos

Cidade tem 56 padres e 40 diáconos

Segundo a Diocese de Uberlândia, hoje na cidade existem 56 padres diocesanos, 12 religiosos e 40 diáconos permanentes, casados e ordenados. Tanto os padres como os religiosos não podem se casar. Já os diáconos permanentes podem ser solteiros, casados ou viúvos. Caso os casados se tornem viúvos, deverão permanecer celibatários.
O último censo da Igreja Católica no Brasil, de 2011, mostrou que entre 1990 e 2010 o número de padres aumentou 55,79%, de diáconos, 328,96%, enquanto o de freiras caiu 10,68%.
Segundo o bispo de Uberlândia, dom Paulo Francisco Machado, o maior interesse dos homens pela vida religiosa deve-se ao fato de o padre ainda ter visibilidade maior em seu ministério. “Enquanto a freira muitas vezes fica no convento, o padre tem visibilidade. Eu vejo muito o aspecto humano.
Vivemos numa sociedade diferente em que não se valoriza tanto a generosidade, a gratuidade, por isso há uma diminuição geral das vocações.”

sábado, 24 de novembro de 2012

Que possamos lembrar o Natal de Jesus Cristo...

Israel Belo de Azevedo

Um convite a que esqueçamos o Natal
Passeando num grande e bonito shopping center, não tive como não admirar uma belíssima árvore de Natal decorando o ambiente.
Ela impressiona pela tamanho e pela largura, ocupando todos os andares do vão do imenso shopping. De qualquer andar, pode ser contemplada.
Simulando uma árvore (com tons de floresta), há enfeites prateados por toda a sua extensão.
No andar térreo, pode-se andar no seu interior, assentar-se ou "interagir" com bonecos de famílias reunidas.
Do lado de fora, os animais nos ajudam a viajar por um mundo imaginário, o mundo do natal.
Não há como não pararmos, olharmos e até, se estivermos preparados, tirarmos uma foto.
Este foi o meu roteiro.
E aqui a história termina.
Mas é preciso continuá-la.
Afastei-me por um pouco.
Incomodou-me que os animais não imitam os da variada fauna brasileira e que as plantas não emulam as da lindíssima flora brasileira. 
Conformei-me.
A tristeza maior foi por outra razão.
Procurei na árvore algo que lembrasse o que ela queria lembrar: o Natal de Jesus Cristo.
Nada encontrei, nem mesmo as estilizadas estrelas, tão comuns. Nada.
Diante dela, todos sabem que se trata de uma árvore de natal. Mas ela está ali exatamente para nos fazer esquecer o natal de Jesus Cristo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bento XVI lança livro sobre a infância de Jesus

O livro final da trilogia do Papa Bento XVI sobre “Jesus de Nazaré” vai ajudar a “repensar o mistério do Natal”. Isso foi o que disse em Braga, o presidente do Pontifício Conselho da Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi. O Cardeal é um dos responsáveis pela apresentação mundial da obra.
“Este livro terá um relevo particular para os crentes, por causa do tema da encarnação, sobretudo nas proximidades do Natal, mas também tem um valor para todos, porque aborda o tema das crianças, da maternidade, da paternidade, do massacre dos inocentes, da fuga do Egito”, disse.
Segundo Dom Ravasi, os episódios abordados pelo Papa enfrentam “temas dramáticos”, que não interessam “apenas aos crentes”. O novo livro, que aborda a infância de Jesus é apresentado nesta terça-feira, 20, pelo Cardeal Ravasi e pela teóloga brasileira María Clara Bingemer. No dia seguinte, 21, será lançada em Portugal uma edição em português.
O livro vai abordar os chamados “evangelhos de infância”, sobre os primeiros anos de vida de Cristo, e é apresentado pelo próprio Papa como uma introdução aos dois livros precedentes sobre a figura e a mensagem de Cristo.
Cardeal Ravasi, um especialista no estudo da Bíblia, destaca que os evangelhos têm de ser lidos a partir da história e da literatura, mas também com um “olhar teológico” que remete para a “dimensão transcendente”.
O primeiro volume de ‘Jesus de Nazaré’ tinha sido publicado em 2007 e era dedicado ao começo da vida pública de Cristo (desde o batismo à transfiguração). A segunda parte da obra foi apresentada em março de 2011, dando destaque aos momentos que precederam a morte de Jesus e a sua ressurreição. Toda a obra começou a ser escrita no verão de 2003, antes da eleição de Joseph Ratzinger como Papa.

Informações do Portal Canção Nova.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O fim do mundo

Reflexões de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará
Fonte: Zenit
Não é brincadeira! O mundo vai acabar! Com toda certeza, um dia Deus será tudo em todos, as coisas antigas passarão, contemplaremos o Filho do Homem vir nas nuvens com grande poder e glória (Mc 13,26). Mas... "quanto àquele dia, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai" (Mc 13,24-32).
É da segunda carta de São Pedro a recomendação: "O que esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura, sem mancha e em paz. Considerai também como salvação a paciência de nosso Senhor" (2 Pd 3,12-15). Aliás, já vivemos no fim dos tempos, desde que veio o Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Inaugurou-se, pela bondade de Deus, o tempo novo. Somos por ele chamados a viver nesta terra antecipando e apressando o dia de Deus (cf. 2 Pd 3,12).
Logo, nenhuma preocupação com o fim do mundo, mas muita ocupação em viver neste mundo com justiça e piedade. Quando se completar a obra, esta chegará ao seu término, será completa, chegará ao fim! Vale a pena buscar um roteiro de viagem para a caminhada nesta terra, ocupando-nos com o que constrói desde já o Reino de Deus, no qual também os seus filhos reinarão.
Temos uma virtude, que é dom de Deus recebido de presente no Batismo, a esperança, que nos dá a certeza de não estarmos num beco sem saída. Não fomos jogados neste mundo, como obra do acaso! Temos nome diante a face de Deus, somos reconhecidos e tratados como filhos e destinados à felicidade. O Pai do Céu fez este mundo como paraíso para suas criaturas, e é nossa missão lutar para que ele seja assim e para todos. Daí, faz parte da missão do cristão reconstruir, consertar, tomar iniciativa, espalhar o bem, semear por acreditar na colheita, não só aquela do final dos tempos, mas as muitas e sucessivas florações do jardim de Deus em torno a nós. Em qualquer etapa da viagem, a meta é certa!
Não perder tempo, mas preencher com amor a Deus e ao próximo cada instante da existência. Quem chega ao fim de um dia maravilhosamente cansado, depois de ter feito o bem, será feliz e realizado. Nem terá tempo para medo de escuridão ou dos inexistentes fantasmas que podem povoar a "louca da casa", a imaginação. Não terá medo da morte, pois sabe que ela um dia chegará no melhor momento da existência de cada pessoa. É que Deus, sendo Amor, colherá a flor da vida de cada filho ou filha no tempo certo, pois para ele um dia é como mil anos e mil anos como um dia (Sl 89,4). Ninguém na ociosidade! Não perder tempo!
Ao longo da estrada, há sinais oferecidos por Deus, mostrando o rumo da viagem. Pode ser o irmão caído beira do caminho, um grito que pede atenção. Ali, há que descer da montaria de nosso orgulho ou falta de tempo, derramando o óleo e o vinho do afeto (Cf. Lc 10,30-37), dando o que pudermos para que aquele que caiu seja confiado à "estalagem" chamada Igreja, a quem cabe cuidar da humanidade até o Senhor voltar! Muitas vezes será a palavra anunciada, "oportuna e inoportunamente" (2 Tm 4,2), cujo som ecoa e chega ao ouvido e ao coração. Até o Senhor voltar, sinal será a comunidade que participa da Eucaristia, enquanto espera sua vinda, clamando quotidianamente "Vem, Senhor Jesus". Na Eucaristia, torna-se presente o sacrifício de Cristo, sua Morte e Ressurreição. Mesa preparada, irmãos acolhidos, Céu que se antecipa e nos faz missionários! Acolher a todos e fazer crescer a Igreja.
Quem escolhe o seguimento de Jesus Cristo prestará atenção nos "sinais dos tempos", aprendendo com as lições de sua história pessoal e dos acontecimentos. Para dar um exemplo, ao ler ou ouvir as notícias diárias de crises, crimes ou desastres, saberá ir além dos sustos ou escândalos. Ao invés de achar que o fim do mundo está chegando, porá mãos à obra, buscando todos os meios para que o dia de amanhã seja melhor do que hoje. Será sua tarefa ir além das eventuais emoções oferecidas pelos acontecimentos, para edificar com serenidade e firmeza o futuro. Se para tanto haveremos sempre de contar com a graça de Deus, que ninguém se esqueça de que, após a criação do mundo, o cuidado com tudo o que era "muito bom" (Cf. Gn 1,1-31) foi entregue ao homem e a mulher. Responsabilidade!
Mais ainda! Quem olha ao seu redor, verá que a viagem se faz em comunhão com outras pessoas. Ninguém tem todos os dons e todas as capacidades. O apóstolo São Paulo já ensinava, comparando com o corpo a vida da Igreja (Cf. 1 Cor 12,1-31) o jeito de partilhar com os outros na aventura da existência nesta terra. Enquanto caminhamos, é bom aprender as leis da eternidade, onde Deus será tudo em todos. Partilhar os dons e os bens, superar a ganância e aproveitar todas as ocasiões para estar com os outros, construindo um mundo de irmãos. Na eternidade, não haverá luto, nem dor, egoísmo ou tristeza! É bom antecipá-la!
Assim, ouvir a Igreja que fala do fim dos tempos, será uma positiva provocação a todos os cristãos. Atenção aos avisos de trânsito na estrada do Reino definitivo: "A meta é certa!"; "Não perder tempo!"; "Acolher a todos e fazer crescer a Igreja!"; "Responsabilidade!"; "Antecipar os valores da eternidade!" Poderemos então rezar confiantes: "Senhor nosso Deus, fazei que nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas". Amém! Maranatha! Vem, Senhor Jesus! Amém!
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém