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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Papa pede que jovens transformem dom recebido na JMJ em resposta cotidiana

Fonte: Comunidade Shalom
O Papa Francisco retomou esta quarta-feira as Audiências Gerais, que estiveram suspensas no mês de julho. Devido ao calor, o encontro dos fiéis com o Pontífice foi realizado na Sala Paulo VI. Em sua catequese, o pontífice recordou sua recente viagem à Polônia, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Mais uma vez, disse Francisco, os jovens responderam à convocação: “Vieram de todo o mundo, uma festa de cores, de vários rostos, de línguas e histórias diferentes. Vieram também com suas feridas, com seus interrogativos, mas sobretudo com a alegria de se encontrar; e mais uma vez formaram um mosaico de fraternidade. Eu não sei como fazem: falam línguas diferentes, mas conseguem se entender! E por que? Porque têm esta vontade de caminhar juntos, de fazer pontes, de fraternidade!

Para o Pontífice, uma imagem emblemática das JMJs são as bandeiras dos países carregadas pelos jovens, que se tornam “mais belas, se purificam, e nações em conflito ficam lado a lado”. E Francisco pediu aos jovens que fizessem o mesmo na Sala Paulo VI, já que entre os fiéis havia participantes da JMJ de Cracóvia.

Obras de Misericórdia

Neste grande encontro jubilar – prosseguiu -, os jovens do mundo acolheram a mensagem da Misericórdia, para levá-la a todos os lugares nas obras espirituais e corporais. “Agradeço a todos os jovens que vieram a Cracóvia! E agradeço aos que se uniram a nós de todas as partes da Terra! Que o dom que receberam se torne resposta cotidiana ao chamado do Senhor.” O Papa recordou uma jovem romana, Susanna, que morreu de meningite depois de participar da JMJ de Cracóvia.

Francisco acrescentou que além da Jornada, sua viagem foi uma visita à Polônia, em que pôde rezar diante da imagem de Nossa Senhora, em Chestochova, Mãe do povo polonês. “Sob aquele olhar, se compreende o sentido espiritual do caminho deste povo, cuja história está ligada de modo indissolúvel à Cruz de Cristo. A Polônia recorda hoje a toda a Europa que não pode existir futuro para o continente sem os valores que estão em sua base, que têm por sua vez a visão cristão do homem.” Entre esses valores, o Papa citou a misericórdia, de que foram testemunhas dois grandes apóstolos da nação: Santa Faustina Kowalska e S. João Paulo II.

Por fim, a viagem teve também uma dimensão universal, num mundo chamado a responder ao desafio de uma guerra em pedaços, que o está ameaçando. E assim Francisco relatou sua visita aos campos de concentração nazistas:

Silêncio em Auschwitz

“E aqui, o grande silêncio da visita a Auschwitz-Birkenau foi mais eloquente do que qualquer palavra. Naquele silêncio, ouvi a presença de todas as almas que passaram por lá; senti a compaixão, a misericórdia de Deus, que algumas almas santas souberam levar naquele abismo. Naquele grande silêncio rezei por todas as vítimas da violência e da guerra. E ali, naquele lugar, compreendi mais do que nunca o valor da memória, não somente como recordação de eventos passados, mas como advertência e responsabilidade pelo hoje e o amanhã, a fim de que a semente do ódio e da violência não germine e lance raízes nos sulcos da história.”

E prosseguiu: E nesta memória, também hoje há tantos homens e mulheres que sofrem as guerras. Olhando aquela crueldade, naquele campo de concentração, logo pensei na crueldade de hoje, que se assemelham: não tão concentrada naquele lugar, mas espalhada no mundo. Este mundo que está doente de crueldade, de dor, de guerra, de ódio, de tristeza. E por isso lhes peço a oração: que o Senhor nos dê a paz!

O Papa concluiu agradecendo a todos os que tornaram possível esta viagem, de modo especial ao Presidente da Polônia, ao Cardeal-Arcebispo de Cracóvia e aos jornalistas. E recordou uma repórter italiana que morreu enquanto fazia a cobertura de sua viagem.

Ao saudar os diversos grupos presentes na Sala Paulo VI, o Papa recordou que no dia 4 de agosto se celebra a memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes e especialmente dos párocos. Francisco recordou ainda que neste mesmo dia irá à Porciúncula, por ocasião dos 800 anos do “Perdão de Assis”.

“Será uma peregrinação muito simples, mas muito significativa neste Ano Santo da Misericórdia”, afirmou o Papa, pedindo a oração de todos.

sábado, 30 de julho de 2016

Papa no hospital pediátrico: ‘Quem cumpre obras de misericórdia não tem medo da morte’

O Papa Francisco visitou, na tarde desta sexta-feira (29/07), o Hospital Pediátrico Universitário (UCH) de Prokocim, em Cracóvia.

É o maior hospital pediátrico do sul da Polônia que a cada ano cura cerca de 200 mil crianças. A sua construção iniciou sob os auspícios da diáspora polonesa nos Estados Unidos, e mais tarde o seu funcionamento contou com a ajuda financeira do governo estadunidense. Está na vanguarda nas operações de separação de gêmeos siameses, nos tratamentos de queimaduras e problemas cardíacos em crianças.

Este hospital foi visitado, em 13 de agosto de 1991, por São João Paulo II. Na capela do edifício estão conservadas algumas relíquias do santo, há adoração perpétua do Santíssimo Sacramento, e se celebra a missa cotidiana para as crianças, seus país, os funcionários do hospital e os estudantes de medicina. O cuidado pastoral e a capelania estão aos cuidados dos Padres Dehonianos.

O Papa Francisco foi acolhido pela primeira-ministra polonesa, Beata Szydło, e por cinquenta crianças doentes com os seus pais. O Santo Padre saudou um por um, e os acariciou. Recebeu como presente alguns desenhos e depois foi visitar outras crianças nas repartições de emergência.

Segue, na íntegra, a saudação do Papa Francisco em sua visita ao Hospital Pediátrico de Prokocim.

Queridos irmãos e irmãs!

Na minha visita a Cracóvia, não podia faltar o encontro com os pequeninos pacientes deste hospital. Saúdo todos vocês e agradeço cordialmente à senhora Primeira-Ministra as amáveis palavras que me dirigiu. A minha vontade era poder demorar-me um pouco com cada criança doente, junto de sua cama, abraçar cada uma, ouvir nem que fosse só por um momento cada uma de vocês e, juntos, fazer silêncio perante certas perguntas para as quais não há resposta imediata. E rezar.

Várias vezes o Evangelho nos mostra o Senhor Jesus, que encontra os doentes, os acolhe e vai também de bom grado ter com eles. Sempre se dá conta deles, fixa-os como uma mãe olha para o filho que não está bem e, dentro d’Ele, sente-se movido pela compaixão.

Como gostaria que nós, como cristãos, fôssemos capazes de permanecer ao lado dos doentes à maneira de Jesus, com o silêncio, com uma carícia, com a oração. Infelizmente, a nossa sociedade está poluída pela cultura do «descarte», que é o contrário da cultura do acolhimento. E as vítimas da cultura do descarte são precisamente as pessoas mais fracas, mais frágeis; isto é uma crueldade. Diversamente, é bom ver que, neste hospital, os mais pequeninos e necessitados são acolhidos e cuidados. Obrigado por este sinal de amor que nos oferecem! O sinal da verdadeira civilização, humana e cristã, é este: colocar no centro da atenção social e política as pessoas desfavorecidas.

Às vezes, as famílias se veem sozinhas a tomar conta deles. O que fazer? A partir deste lugar, onde se vê o amor concreto, gostaria de dizer: multipliquemos as obras da cultura do acolhimento, obras animadas pelo amor cristão, amor a Jesus crucificado, à carne de Cristo. Servir com amor e ternura as pessoas que precisam de ajuda nos faz crescer, a todos, em humanidade; e nos abre a passagem para a vida eterna: quem cumpre obras de misericórdia não tem medo da morte.

Desejo encorajar todos aqueles que fizeram, do convite evangélico a «visitar os doentes», uma opção pessoal de vida: médicos, enfermeiros, todos os profissionais de saúde, assim como os capelães e os voluntários. Que o Senhor os ajude a bem realizar o seu trabalho, tanto neste como em qualquer outro hospital do mundo. Não posso me esquecer aqui, o trabalho das religiosas, de muitas religiosas que doam suas vidas nos hospitais. Que o Senhor os recompense dando-lhes a serenidade interior e um coração sempre capaz de ternura.

Obrigado a todos por este encontro! Levo-os comigo, no afeto e na oração. E também vocês, por favor, não se esqueçam de rezar por mim.

Fonte: Rádio Vaticano

Na cerimônia de acolhida, Papa deixou aos jovens mensagem sobre misericórdia e alegria de viver

Fonte: Canção Nova

O Papa Francisco participou nesta quinta-feira, 28, da cerimônia de acolhida dos jovens da Jornada Mundial da Juventude, em curso em Cracóvia. Com sua típica simplicidade, foi de trem que ele se deslocou até o Parque Blonia, local do encontro.


Três jovens foram escolhidos para fazer uma breve saudação ao Papa: uma jovem asiática, uma do leste europeu e uma brasileira. Como presente, os jovens entregaram ao Papa um “kit do peregrino”.

Em seu discurso, o Papa partiu do tema dessa Jornada, “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7), destacando que é o próprio Jesus que diz isso, foi Ele que convocou os jovens para esse encontro. “Juntos faremos desta Jornada uma verdadeira Festa Jubilar”.

Francisco disse que é bonito ver como tantos jovens abraçam a vida; essa é uma questão que toca seu coração desde quando ele era bispo. “Quando Jesus toca o coração dum jovem, duma jovem, estes são capazes de ações verdadeiramente grandiosas”.

E sabendo da paixão que os jovens colocam em sua missão, o Papa enfatizou que a misericórdia tem sempre o rosto jovem, uma vez que um coração misericordioso não se acomoda, mas sabe ir ao encontro dos outros.

“Um coração misericordioso sabe ser um refúgio para quem nunca teve uma casa ou perdeu-a, sabe criar um ambiente de casa e de família para quem teve de emigrar, é capaz de ternura e compaixão. Um coração misericordioso sabe partilhar o pão com quem tem fome, um coração misericordioso abre-se para receber o refugiado e o migrante. Dizer misericórdia juntamente convosco é dizer oportunidade, dizer amanhã, compromisso, confiança, abertura, hospitalidade, compaixão, sonhos”.
Jovens em festa acolhendo o Papa Francisco / Foto: Reprodução CTV

“Jovens aposentados”

O Santo Padre disse que fica triste quando encontra jovens que parecem “aposentados” antes do tempo, jovens que desistiram antes do jogo, que caminham com o rosto triste, como se a vida não tivesse valor. Esses são jovens “chateados” e “chatos”, disse, que correram atrás de vendedores de “falsas ilusões” e tiveram roubado o melhor de si.

O Papa então perguntou aos jovens se eles querem uma vida alienante ou uma vida com a força da graça e já indicou o caminho para uma vida renovada: Jesus Cristo.

“Peçamos ao Senhor: lançai-nos na aventura da misericórdia! Lançai-nos na aventura de construir pontes e derrubar muros, lançai-nos na aventura de socorrer o pobre (…) Queremos acolher-Vos nesta Jornada Mundial da Juventude, queremos afirmar que a vida é plena quando é vivida a partir da misericórdia; esta é a parte melhor que nunca nos será tirada”.


terça-feira, 26 de julho de 2016

Começou hoje a JMJ à espera de Francisco

Fonte: Comunidade Shalom

Tudo pronto em Cracóvia para a chegada, amanhã, quarta-feira, do Papa Francisco. Uma visita muito aguardada por ocasião da 31ª Jornada Mundial da Juventude no Jubileu da Misericórdia. Pela primeira vez, o Pontífice argentino estará na terra natal de São João Paulo II. E precisamente a Karol Wojtyla “artífice das JMJ” é dedicada a cerimônia de abertura do evento com a Missa presidida, no final da tarde de hoje, pelo Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz.

“É preciso levar ao mundo o fogo da misericórdia”. A exortação de São João Paulo II retorna hoje a ressoar na sua Cracóvia. Precisamente ao iniciador, o artífice da JMJ, dedica-se – na véspera da chegada do Papa Francisco à Polônia – a cerimônia de abertura da 31ª Jornada Mundial da Juventude centralizada no tema “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. Antes da grande missa celebrada pelo histórico Secretário de Karol Wojtyla, o Arcebispo de Cracóvia Stanislaw Dziwisz, será realizada uma sugestiva peregrinação da “Chama da Misericórdia”, que de Lagiewniki, lugar que lembra imediatamente St. Faustina Kowalska, chegará ao grande parque de Błonia, no centro de Cracóvia, onde será celebrada a Missa de abertura da JMJ.

Em seu caminho, a Chama da Misericórdia vai tocar todos os lugares significativos da vida de São João Paulo II, da igreja de São Floriano, onde foi jovem sacerdote à catedral na colina de Wawel Hill, que, de 1963 a 1978, foi a “sua” igreja quando era pastor da arquidiocese de Cracóvia. Presentes na Missa – em que se prevê a participação de mais de 500 mil jovens -, como é tradição, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude: a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora “Salus Populi Romani”, enquanto alguns jovens vestirão camisetas com logotipos das edições anteriores da JMJ.

A cidade, com suas longas avenidas e grandes parques, já foi invadida pacificamente por uma multidão de jovens festivos, enquanto para garantir a segurança dos eventos, as autoridades previram o deslocamento de 40 mil membros das forças de ordem. Com a cerimônia de abertura no final da tarde de hoje, poderá ser visto o “mosaico de misericórdia e harmonia”, do qual Francisco falou há poucos dias na sua vídeo-mensagem à Polônia. Um mosaico que amanhã, com a chegada do Papa, será ainda mais enriquecido neste Ano Santo que precisamente em Cracóvia, “a capital da divina misericórdia”, irá viver o seu Jubileu dos Jovens.


Grande, é evidente, a ênfase que todos os meios de comunicação poloneses reservam à visita iminente de Francisco, dez anos depois da visita apostólica do Papa Bento XVI e 14 anos após a última visita de Karol Wojtyla à sua Polônia natal: JPII visitou 9 vezes o seu país durante o seu pontificado. De alguma forma, a 15ª viagem apostólica internacional do Papa Bergoglio está estruturada em três dimensões: além dos eventos da JMJ, de fato, emerge o encontro do Papa com a Igreja e a nação polonesa, nos 1050 anos do Batismo do Polônia, e, naturalmente, a visita a Auschwitz-Birkenau, que será marcada pelo silêncio e pela oração. Um momento tocante, para o qual o Papa pediu o “dom das lágrimas”, e que deverá ser uma das etapas mais significativas não só desta viagem, mas de todo o pontificado do Papa Francisco.

domingo, 24 de julho de 2016

Tudo pronto para a JMJ de Cracóvia: Estas são as 10 novidades que deve conhecer

Fonte: ACI Digital

Faltam apenas alguns dias para o começo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Cracóvia (Polônia), da qual participarão centenas de milhares de jovens do mundo todo e que terá a presença do Papa Francisco.

Nesse sentido, o porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, apresentou hoje em coletiva de imprensa o programa da viagem e alguns detalhes até então desconhecidos deste multitudinário encontro de jovens católicos, idealizado por São João Paulo II e cuja primeira edição foi em 1985.

Estas são as 10 coisas que você não pode deixar de saber sobre esta edição da JMJ:

1. A “misericórdia” será o tema em torno do qual será centrada toda a JMJ, por ocasião do Jubileu da Misericórdia celebrado na Igreja universal até o próximo mês de novembro.

2. São João Paulo II não só será recordado porque a Polônia é a sua terra natal, mas sim pela sua encíclica Dives in Misericordia.

3. É a 15ª viagem do Papa Francisco, que até agora nunca tinha ido à Polônia. Além disso, é a segunda vez que este país acolhe uma JMJ, pois organizou uma em Czestochowa em 1991. Bento XVI também realizou uma viagem à Polônia em 2006.

4. Um dos encontros do Papa Francisco será com os bispos do país, o qual será estritamente reservado.

5. Em todos os grandes eventos da JMJ, o Evangelho será proclamado em polonês e língua paleo-eslava, a mesma usada na liturgia greco-católica.

6. Durante sua visita ao campo de concentração nazista de Auschwitz, o Pontífice não pronunciará discurso algum, mas reinará o silêncio como sinal de dor e compaixão pela morte de mais de um milhão de pessoas neste lugar durante o Holocausto. Além disso, rezará diante da cela em que esteve preso São Maximiliano Kolbe exatamente no 75º aniversário do dia em que foi condenado à morte.

7. Francisco se encontrará com alguns judeus sobreviventes do campo de concentração. Um deles tem 101 anos e hospeda um peregrino da JMJ.

8. Durante a vigília de oração do Papa Francisco com os jovens, em 30 de julho, serão ouvidos os testemunhos de um sírio, um paraguaio e um polonês. No dia seguinte, domingo, Francisco abençoará duas casas das Cáritas.

9. Não há nenhuma preocupação específica pela segurança, afirmou o Pe. Lombardi, referindo-se aos últimos ataques terroristas por jihadistas na Europa.

10. Há cerca de 400 mil inscritos para a JMJ, a maioria da Espanha e da Itália, e espera-se que na Vigília e na Missa de encerramento com o Pontífice participem quase 2 milhões de pessoas. Também participarão cerca de 800 bispos e 70 cardeais de todo o mundo.

Papa envia mensagem à Polônia

Fonte: Vaticano

Foi divulgada na terça-feira (19/07), a vídeo-mensagem do Papa Francisco para a viagem apostólica à Polônia, em vista da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realizará em Cracóvia de 26 a 31 deste mês.

Ano Jubilar

“Já está próxima a trigésima primeira Jornada Mundial da Juventude, que me chama a encontrar os jovens de todo o mundo, reunidos em Cracóvia, proporcionando-me também a feliz ocasião de encontrar a amada nação polonesa. Tudo será vivido sob o signo da Misericórdia, neste Ano Jubilar, e com grata e devota memória de São João Paulo II, que foi o artífice das Jornadas Mundiais da Juventude e guia do povo polonês no seu caminho histórico recente rumo à liberdade”, disse o pontífice.

O Papa agradeceu aos jovens poloneses que há muito tempo estão se preparando, sobretudo com a oração, para o grande evento de Cracóvia. “Agradeço-lhes de coração por tudo aquilo que estão fazendo e pelo amor com o qual fazem. Desde já os abraço e os abençoo”, frisou ainda Francisco.

Rosto da Misericórdia

“Queridos jovens de várias partes da Europa, África, América, Ásia e Oceania! Abençoo também os seus países, seus anseios e seus passos rumo a Cracóvia, para que seja uma peregrinação de fé e fraternidade. Que o Senhor Jesus lhes dê a graça de experimentar em si mesmos esta sua palavra: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia».”

“Sinto um grande desejo de os encontrar para oferecer ao mundo um novo sinal de harmonia, um mosaico de rostos diferentes, de tantas raças, línguas, povos e culturas, mas todos unidos no nome de Jesus, que é o Rosto da Misericórdia.”

Amoris laetitia

“E agora uma palavra a vocês, queridos filhos e filhas da nação polonesa! Sinto que é um grande dom do Senhor ir até vocês, porque são um povo que na sua história passou por muitas provações, algumas muito duras, mas avançou com a força da fé, sustentado pela mão materna da Virgem Maria. Estou certo de que a peregrinação ao Santuário de Czestochowa será para mim uma imersão nesta fé provada, que me fará muito bem. Agradeço-lhes as orações com as quais estão preparando a minha visita. Agradeço aos Bispos e sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos fiéis leigos, especialmente às famílias, a quem idealmente entrego a Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris laetitia. A «saúde» moral e espiritual duma nação vê-se pelas suas famílias: por isso, São João Paulo II tinha tanto no coração os noivos, os casais jovens e as famílias. Continuem por esta estrada!”

“Queridos irmãos e irmãs, envio-lhes esta mensagem como penhor do meu afeto. Permaneçamos unidos na oração. Nos vemos na Polônia!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O que levar para a JMJ

A Jornada Mundial da Juventude é um tempo extraordinário de alegria, riso, encontro e oração. Para vivenciá-lo da melhor forma possível, preparamos uma lista das coisas que você precisa durante a JMJ.

“Não esqueça de ter roupas adequadas para respeitar os locais de culto e adoração. E também não traga coisas valiosas com você, como relógios ou jóias.”, comenta Fabíola Goulart, participante da JMJ Rio 2013 e voluntária do Departamento de Comunicação da JMJ Cracóvia 2016.

“Traga somente o que é necessário, não sobrecarregue a si mesmo desnecessariamente! É muito importante ter bons sapatos para caminhada, lanterna, roupas que o permitam sentar no chão e lembrancinhas do seu país.”, acrescenta Ton Oliveira, participante das JMJs em Sidney, Madri e Rio, e voluntário do Departamento de Comunicação da JMJ Cracóvia 2016.
Seu documento de identidade ou passaporte (obrigatório) e o visto (se for necessário)
Uma mochila com proteção contra chuva. É importante que a mochila seja leve para transportar e grande o suficiente para abrigar tudo o que você precisará durante a JMJ.
Um colchonete
Um saco de dormir
Garrafa de água (infelizmente não somos camelos…)
Lanterna
Toalha
Produtos de higine
Sapatos para caminhada e sandálias
Chinelos para banho
Roupas para clima ensolarado ou chuvoso
Chapéu para proteger do sol
Óculos de sol
Ventilador portátil
Protetor solar (provavelmente nenhum de nós quer parecer uma beterraba)
Repelente
Todos os remédios necessários
Desinfectante para mãos
Um saco de lixo para proteger o seu saco de dormir da chuva
Adesivos/bandeiras/pulseiras/lembrancinhas do seu país
Rádio (ou telefone) para ouvir as traduções dos Atos Centrais no seu idioma
Câmera fotográfica para imortalizar os momentos agradáveis
Um guia de conversação
O seu sorriso
Fonte: Krakow 2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cracóvia terá Consulado itinerante do Brasil durante a JMJ

Fonte: ACI Digital
A Embaixada do Brasil em Varsóvia, na Polônia, informou que manterá um Consulado itinerante em Cracóvia durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a fim de atender os peregrinos brasileiros. Todos os serviços consulares regulares, tais como emissão de passaportes e legalizações, estarão disponíveis.
O atendimento ao público no Consulado itinerante será de 23 de julho a 1° de agosto, inclusive nos fins de semana, das 10h às 15h horas, na Rua Salwatorska 22.

Sobre esta iniciativa, o Embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Denis Fontes de Souza Pinto, explicou que “todas as vezes em que há grandes eventos internacionais onde há uma participação grande de brasileiros, o Governo brasileiro, se não há nenhum consulado ou um setor consular de uma embaixada brasileira onde ocorre o evento, cria um Consulado itinerante”.

“Ou seja – esclareceu o embaixador –, nós abriremos um escritório onde haverá agentes consulares brasileiros para ajudar e dar apoio a todos aqueles brasileiros que precisem”.

A ideia do Consulado itinerante é dar assistência aos peregrinos brasileiros”, concluiu.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Organizadores da JMJ Cracóvia 2016 anunciam 5 novidades



Fonte: ACI Digital
Faltando seis semanas para Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, na Polônia, continuam os preparativos para o encontro do Papa Francisco com aproximadamente dois milhões de jovens provenientes de 185 países. Confira a seguir as cinco novidades que foram anunciadas pelos organizadores.

1. Missas em latim e homilias em italiano

O Mestre das Celebrações Litúrgicas do Papa Francisco, Dom Guido Marini, indicou que os eventos centrais da JMJ com o Papa Francisco – como a Missa Final – serão celebrados em latim e as homilias serão pronunciadas em italiano.

Acrescentou que a liturgia terá elementos da Igreja Católica Grega devido à quantidade de peregrinos dessa região que estarão na JMJ.

2. Máxima segurança

O Ministério de Assuntos Interiores indicou que para garantir a máxima segurança da JMJ, haverá 20 mil policiais, 2400 bombeiros, 1500 guardas de fronteira e 800 membros do Escritório de Proteção do Governo. Além disso, 400 soldados poloneses e 350 estrangeiros participarão como peregrinos nos eventos da JMJ entre os dias 26 e 31 de julho.

3. “Estrados da Misericórdia”

Já terminaram de construir os estrados no parque de Blonia e no Campus da Misericórdia, onde o Papa Francisco presidirá alguns eventos principais durante a JMJ como a Vigília e a Missa Final.

Possui um estilo simples, com a imagem de Jesus Misericordioso no centro de ambos os altares e à esquerda estão as de São João Paulo II e Santa Faustina Kowalska, considerados como “os apóstolos da misericórdia”.

No lado esquerdo, foi colocada uma cruz e a pedra do altar será a mesma utilizada pelo Papa São João Paulo II em sua última visita a Polônia em 2002 e pelo Papa Bento XVI em sua visita apostólica em 2006.

4. Confissões com o Papa

No dia 30 de julho, o Papa Francisco visitará o Santuário da Divina Misericórdia Lagiewniki e se tornará o primeiro Pontífice que atenderá confissões nesse lugar. Segundo informações da página oficial da JMJ, o Santo Padre confessará cinco jovens em italiano, espanhol e francês.

5. Obras de caridade no Campus da Misericórdia

No Campus da Misericórdia – onde será celebrada no dia 30 de julho a Vigília de Oração e, no dia 31, a Missa Final com o Papa Francisco – construíram duas obras de caridade que respondem ao apelo do Ano da Misericórdia.

O Diretor da Cáritas na Arquidiocese de Cracóvia, Pe. Bogdan Kordula, indicou que está sendo construído “um lugar de reabilitação física e de lazer para pessoas maiores de idade. Além disso, será acolhida permanentemente certa quantidade de idosos a fim de oferecer-lhes a melhor atenção possível”.

Também será organizado um armazém de 800 metros quadrados chamado “Pão da Misericórdia” e ali será guardada a comida destinada aos mais pobres”.