quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Papa Francisco envia mensagem a brasileiros pela Campanha da Fraternidade 2016
Uma oferta para Jesus: a “Ficha de Vivência Quaresmal”
- Vida de oração (o que rezarei a mais durante este tempo, todos os dias):
- Jejum e penitência (o que retirarei da minha alimentação diariamente, exceto aos domingos):
- Esmola e obras de misericórdia (o que farei para ir ao encontro do meu próximo, praticando as obras de misericórdia corporais e espirituais):
- Vícios a combater (quais das minhas más tendências combaterei nesta Quaresma, evitando as ocasiões, as situações e os atos):
- Livro da Escritura para ler (que livro lerei completamente, de preferência um destes: Êxodo, Números, Deuteronômio ou a Epístola aos Romanos):
- Leitura espiritual (também é recomendável escolher um livro para a leitura espiritual. Algumas sugestões: “Mostra-me teu Rosto” ou “O Silêncio de Maria”, de Inácio Larrañaga; “A Leitura de Deus”, de Garcia Columbás; “A Imitação de Cristo”, de Tomás de Kempis; ou a obra mística anônima “Relatos de um Peregrino Russo”):
- Confissão sacramental (data em que a prepararei e farei):
sexta-feira, 27 de março de 2015
Quando termina a Quaresma? O que é Tríduo Pascal?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
A melhor Quaresma da sua vida
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Cinzas: Páscoa no horizonte
O Ano Litúrgico é um “tempo terapêutico” que toca, desvela e transforma todas as dimensões da vida. A partir desta perspectiva, a Quaresma e a Páscoa são consideradas tempos de intensa mobilização para a mudança interior e comunitária. A expressão bíblica para indicar essa transformação é “metánoia”, que indica mudança, conversão, fazer o retorno, ter diante dos olhos outro caminho a percorrer, tomar outro atalho com uma mudança de direção.
Acabou a euforia. E agora?
O carnaval passa rápido. Mas ainda que dure três dias, quando acaba pode deixar um sabor amargo.
quinta-feira, 6 de março de 2014
A Quaresma começa hoje e você ainda está a tempo de testar seus conhecimentos sobre este período tão especial para os católicos.
Responda às perguntas a seguir, com suas próprias palavras, e depois compare suas respostas com as que aparecem na segunda página.
1. O que significa a palavra “Quaresma” e em que consiste?
2. Quais são os dias de jejum e como eles são vividos?
3. Por que é feita uma cruz de cinzas na testa dos católicos, na Quarta-Feira de Cinzas?
4. Como se chamam os dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e o 1º Domingo da Quaresma?
5. Cite 3 práticas de piedade que a Igreja recomenda na Quaresma.
6. O que significa a palavra “esmola”?
7. Quais são os dias de abstinência e em que consistem?
8. Mencione pelo menos 3 formas diferentes de orar.
9. Que aclamação da Missa é suprimida durante a Quaresma?
10. Que oração da Missa é suprimida durante a Quaresma?
11. Além da oração, esmola e jejum/abstinência, o que a Igreja nos pede naQuaresma?
12. De que maneiras concretas você vai viver a oração, esmola, jejum/abstinência e a reconciliação com Deus nesta Quaresma?
1. Significa “quarenta”. É um tempo penitencial para examinar a nossa alma, arrepender-nos dos nossos pecados, endireitar o caminho e reorientar nossos passos rumo a Deus, para chegar bem preparados para a Semana Santa, na qual celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
2. Os dias de jejum são dois: Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira Santa. Ele é obrigatório dos 18 aos 59 anos. Os doentes são isentos. O jejum consiste em ter um café da manhã e jantar leves (comendo, por exemplo, a metade do que você comeria normalmente) e uma refeição completa (porém, simples) no almoço.
3. Esta prática não é realizada só por costume nem muito menos por superstição, e sim como sinal de arrependimento dos próprios pecados e propósito e emenda, de conversão.
4. Na liturgia da Igreja, esses dias são conhecidos como “Quinta-Feira depois das Cinzas”, “Sexta-Feira depois das Cinzas” e “Sábado depois das Cinzas”.
5. Oração, esmola e jejum/abstinência.
6. Misericórdia de Deus. Então, dar esmola não significa necessariamente dar uma moeda a um mendigo, mas em ser misericordiosos como Deus é misericordioso (cf. Lc 6, 36), ter compaixão dos outros, em especial dos mais carentes e sofredores, e fazer o que estiver ao nosso alcance para assisti-los sem humilhá-los.
7. A abstinência consiste em uma privação voluntária. É obrigatória a partir dos 14 anos. Consiste em abster-se de comer carne na Quarta-Feira de Cinzas, em todas as sextas-feiras da Quaresma – especialmente na Sexta-Feira Santa. Mas não podemos nos conformar com este mínimo, e sim buscar outras formas de abstinência que possam nos ajudar a fortalecer-nos espiritualmente, e também ajudar os outros. Por exemplo: abster-se de julgar e criticar, de reclamar, de ver televisão etc.
8. Há muitas formas de orar. Por exemplo: oração de adoração, de louvor, de ação e graças, de petição de perdão, de intercessão, de contemplação. A Missa contém todas elas e, por isso, é a melhor oração que existe.
9. A aclamação antes do Evangelho, conhecida como “Aleluia”.
10. A oração do Glória.
11. Ela nos convida a buscar o sacramento da Confissão para experimentar a felicidade de receber o perdão e o abraço de Deus. É como “deixar nossa ficha limpa” e recomeçar nosso caminho rumo à santidade.
12. Aqui a resposta depende de você, e só será incorreta se você disser que não fará nada.
RESULTADOS
De 10 a 12 acertos: Excelente! Você realmente sabe o que é a Quaresma. Agora, aproveite-a!
De 7 a 9 acertos: Você tem um bom conhecimento sobre a Quaresma, mas ainda falta um aprofundamento. Procure conhecer melhor a sua fé e viva-a!
De 4 a 6 acertos: Seu conhecimento sobre a Quaresma é limitado. Aproveite esta época para descobrir a riqueza da sua fé. Não se conforme com o que você aprendeu na infância!
Menos de 3 acertos: Pode ser que você tenha acertado estas poucas respostas inclusive por acaso. Não se resigne a ignorar sua fé. Você está perdendo um grande tesouro!
terça-feira, 20 de março de 2012
Quaresma: tempo de confissão, por quê?
Porque é o Sacramento da Misericórdia de Deus. Quase todo dia a gente cai e se levanta. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dEle, que é o caminho da santidade. Pela confissão a gente recupera aquele estado de purificação e santidade que recebemos no Batismo.
Quem inventou a Confissão?
Jesus Cristo. Ele sempre convidou à penitência e à mudança de vida. Ele oferece sempre o perdão. “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15); “Vai e não peques mais” (Jo 8,11); “estão perdoados os teus pecados” (Mt 9,2); “A quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23).
Por que se confessar com o sacerdote, se ele também é pecador?
Ninguém cresce sozinho, nem na vida biológica, nem na vida profissional… Nem na vida cristã. Precisamos uns dos outros. Somos uma comunidade de irmãos. Jesus deu aos Apóstolos (e seus sucessores) o poder de perdoar pecados: “a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,23).
Só Deus perdoa os pecados. Jesus exerce esse Poder Divino, e, em virtude de sua autoridade, transmite esse poder aos homens, para que o exerçam em seu Nome. Não é o padre quem nos perdoa, pois ele mesmo, ao final da confissão, diz: "Eu te perdoo EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. É Deus quem nos perdoa através do sacerdote.
Muitas pessoas não sabem, mas os padres também se confessam com outros padres. Da mesma forma os bispos, os cardeais e o Papa. Eles também se confessam com frequência e muitos possuem até um orientador espiritual para os auxiliar na caminhada rumo a Deus.
Com que frequência devo me confessar?
A Igreja recomenda AO MENOS uma confissão por ano, na ocasião da Páscoa. Mas não é verdade que ninguém gosta de receber o salário mínimo? Pois é. Na nossa vida espiritual também deve ser assim. Não devemos nos contentar com o mínimo. Devemos nos confessar sempre que nossa consciência nos acusar de alguma falta.
Quais as consequências do pecado e da falta de confissão?
As consequências negativas do pecado não são apenas a nivel individual. São, de igual modo, comunitárias e eclesiais (para toda a Igreja).
Podemos fazer uma comparação com uma imagem para que você possa compreender melhor. A Igreja seria como o pneu de uma roda de bicicleta. Essa roda possui vários raios (varetas) que se ligam ao pneu. Nós somos esses raios. Cada vez que alguém peca, um raio entorta e o movimento da roda fica comprometido. Se o pecado é grave, o raio entorta bastante. Por isso, é preciso que todos os raios da roda estejam bem ajustados, para que o todo não seja comprometido.
Como fazer uma boa confissão?
1. Reze ao Espírito Santo pedindo sua Luz para conhecer a Palavra e reconhecer sinceramente seus pecados.
2. Examine sua consciência, faça uma revisão de vida, desde a sua última confissão.
3. Arrependimento ou contrição por ter pensado ou agido contra os ensinamentos de Deus. Pedir ao Espírito Santo a graça de reconhecer seu pecado, e de sentir dor por ter pecado.
4. Confissão ou ato de acusação ao Padre. Chegando diante dele diga-lhe: “Padre, dá-me a benção porque pequei. Há… tantos meses (anos) não me confesso. Meus pecados são…” confesse somente os seus pecados; não precisa dar justificativas ou explicações de seus pecados.
5. Penitência: são as obras que o Padre exorta a fazer (orações, jejuns, oferta aos pobres, reparação…) reze, também, o ato de contrição, como segue o exemplo:
“Meu Deus, eu me arrependo de todo o meu coração, de vos ter ofendido, porque sei que sois bom e amável. Prometo com a vossa graça nunca mais pecar. Meu Jesus Misericórdia”.
6. Compromisso ou bom propósito de mudança de vida a partir da confissão.
Permalink: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2009/03/14/quaresma-tempo-confissao/
segunda-feira, 19 de março de 2012
Confissão em preparação para a Páscoa
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
A caminhada para a Páscoa
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2012
Ele continua, dizendo que a Sagrada Escritura adverte quanto ao perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de "anestesia espiritual", que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. Coloca como exemplo dessa situação, duas parábolas de Lucas: a parábola do bom Samaritano em que o sacerdote e o levita "passam ao largo" do homem assaltado e espancado pelos salteadores e a parábola do rico avarento, em que o homem rico não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta. Nos dois casos, diz o Papa, deparamo-nos com o contrário de "prestar atenção", de olhar com amor e compaixão. E ainda nos questiona o Papa: "O que é que impede este olhar feito de humanidade e carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nosso interesses e preocupações próprias." E complementa, "sempre devemos ser capazes de "ter misericórdia por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre."
quinta-feira, 31 de março de 2011
ORAÇÃO, JEJUM, MISERICÓRDIA...
quinta-feira, 10 de março de 2011
Como viver bem esse tempo forte de meditação, oração, jejum e esmola?
quarta-feira, 9 de março de 2011
A coerência entre fé e vida
Durante o tempo da Quaresma, agora iniciado, um aspecto será muito importante em nossa vida de conversão: a transparência, a sinceridade de coração. Quando ouvimos que não é apenas para rasgar as vestes externas, mas o coração; que não é para pronunciar os louvores de Deus apenas com os lábios, mas com o coração, recordamos a advertência do Sermão da Montanha no domingo que precedeu a Quaresma: não basta dizer Senhor, Senhor!
Entra no reino quem tem diante dos olhos, como seu horizonte, a vontade de Deus, as suas palavras. Daí a urgência, para nós e para as nossas comunidades, de sermos transparentes e coerentes. Que estejamos unidos com a Igreja que santifica, instrui, guia acolhendo, anunciando nos fatos e nas suas escolhas concretas a misericórdia de Deus, fazendo sentir-se perdoados, encontrando realmente os pobres. Somos chamados a olhar o mundo e os homens com o olhar misericordioso do Pai para que não nos tornemos cegos, olhando somente para nós mesmos.
São Palavras para estarem em nossa mente e em nossas atitudes (como se as amarrássemos na fronte e nas mãos), de tal forma que concretamente e com toda transparência busquemos uma vida de sincera conversão. Ouvir e colocar a Palavra em prática! Somente se estivermos abertos à graça de Deus e assim formos capacitados a amar, perdoar, acolher e respeitar, a nossa vida estará firme, será segura, porque estaremos colocando em prática o que disse o Senhor. Só assim nossa vida estará sendo construída sobre a rocha.
Construir a casa sobre a areia, ou seja, quando apenas ouvimos, mas não colocamos em prática, é o mesmo que buscar a si mesmo, fechar-se, não sendo capaz de olhar para frente, não dar-se conta, pensar pequeno, cuidar apenas dos próprios interesses. Precisamos construir sobre a rocha, colocando em prática a Palavra, construir sobre o coração de Deus!
Corremos o risco de uma vida fechada como se vivêssemos uma dissociação que faz movimentar a vida em vias paralelas ou em andares separados. De uma parte Deus, a quem dirigimos a nossa oração, a nossa meditação, a nossa ação em seu Nome; de outra, os nossos interesses e o resto da vida. É como se provássemos salvar a obediência a Deus e, ao mesmo tempo, subtrairmo-nos às exigências que a conversão exige. É nessa direção que precisamos buscar a coerência neste tempo quaresmal agora iniciado. Que a nossa vida transpareça as nossas convicções e vice-versa.
Nos domingos anteriores, quando escutamos a boa notícia da figura do homem novo no Sermão da Montana, meditamos sobre as palavras de Jesus, que diz que nós não podemos servir a dois senhores: eis que às vezes a nossa vida é uma desastrada tentativa de servir a dois senhores. O Evangelho sugere-nos que é da nossa vida cotidiana que se compreende verdadeiramente se temos ou não um só Senhor; é da vida cotidiana que dizemos aos outros quem é verdadeiramente o nosso Senhor.
Que o tempo de conversão e o silêncio da Quaresma nos encontrem disponíveis a dar passos nessa direção, correspondendo melhor ao chamado de Deus para vivermos o nosso Batismo, a nossa vida cristã com coerência e alegria.
D. Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ





