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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Nossa Senhora do Ó - 18 de dezembro

“O mistério do evangelho é a conceição do verbo no ventre virginal de Maria Santíssima;  o título da festa é a expectação do parto e desejos da mesma Senhora, de baixo do nome do Ó, e porque o Ó é um circulo, e o ventre virginal outro círculo...” (Pe. Antônio Vieira)

Quando lemos nas escrituras que: “Maria guardava todas as coisas em seu coração” entendemos que a palavra de Deus encontrou eco, desde sempre, no Imaculado Coração de Maria.
O sim de Maria encheu o Céu de Júbilo, o coração de Deus transbordou de alegria, pois a criação teria uma nova e definitiva oportunidade e conforme Santo Agostinho: “Eva chorou, Maria exultou. A mãe de nossa raça nos trouxe a tristeza; a mãe de Deus a alegria.”
O cotidiano de Maria em nada mudou com a encarnação do Verbo, seus dias foram marcados pelo trabalho silencioso, os afazeres domésticos enchiam o tempo de Nossa Senhora.
Nos momentos de folga, tecia as mantas do enxoval, bordava os modestos cueiros e em cada ponto divagava em seus pensamentos e exclamava conforme nos relata Pe. Antônio Vieira “os desejos da Virgem Santíssima, que todos eram Oh! Quando chegará aquele dia! Oh! Quando chegará aquela ditosa hora, em que veja com meus olhos e em meus braços ao filho de Deus e meu! Oh! Quando... Estes desejos da Senhora começaram na concepção e acabaram no parto.”
Segundo alguns autores, a denominação de Nossa Senhora do Ó deriva de ser a letra “O” símbolo de imortalidade e, portanto de Deus, de quem Maria é mãe.
A festa da Expectação do parto da Ssma. Virgem foi instituída por Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, e tinha como objetivo lembrar as alegrias de Maria, em sua doce espera.
“As antífonas do Ó”
Desde o dia 17 de dezembro até o dia 23 do mesmo mês, antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas, são cantadas sete antífonas, uma por dia.
Todas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo Vinde.
Todas estas antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias e tem suas origens por volta do ano 600.
Desde a primeira até a última, Jesus é invocado como sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel. Ex: 17 de dezembro. Ó sabedoria que procede da boca do altíssimo, vós estendei-vos até os confins da terra e tudo dispondes com a fortaleza e benignidade.
-Vinde ensinar-nos o caminho da sabedoria.
O culto e a devoção a Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, veio para o Brasil com os portugueses e aqui a devoção popularizou-se com a freguesia de Nossa Senhora Do Ó em São Paulo.
Geralmente a imagem de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, representa a Virgem Maria com seu ventre sagrado desenvolvido, tendo as mãos sobre o peito, e no ventre encontramos as inscrições J.H.S.
O mais importante, para nós, é lembrar que os Ós de Maria estavam carregados da certeza de estar trazendo em seu ventre, a esperança de um povo.
Ó! Doce certeza, em um mundo de tantas incertezas.
Ó! Feliz, sempre Virgem Maria.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Consagração do mês de Maio a Maria


Já no século XIII, Afonso, o Sábio, rei de Castela, havia associado a beleza de Maria à beleza do mês de Maio, em um dos seus cantos poéticos. No século seguinte, o bem-aventurado dominicano Henri Suso, por ocasião da festa das flores, no primeiro dia de Maio, costumava trançar, com belas e viçosas flores, delicadas coroas para a Virgem Maria.
Em 1549, o beneditino, de nome Seidl, publicou um livro intitulado “O mês de Maio espiritual”. São Filipe Neri já exortava os jovens a manifestar um culto particular a Maria, durante o mês de Maio, reunindo crianças em torno do altar da Santa Virgem para oferecer-lhe as flores da primavera. No correr do tempo, os jesuítas recomendavam que, na véspera do dia primeiro de Maio, as pessoas deveriam erguer em seus lares, um altar a Maria, ornamentado com flores e luzes e, a cada dia do mês, a família deveria se reunir para fazer algumas orações em honra da Santíssima Virgem, antes de fazer um sorteio que indicaria, a cada um, a virtude que deveria praticar no dia seguinte.Esta devoção mariana perpetuou-se, mundo afora, até os nossos dias.

O culto da Santíssima Virgem na Igreja
Os cristãos rezam a Maria, desde o alvorecer da Igreja. Inicialmente, porque, como ensina a Bíblia (e em particular, o Evangelho segundo São Lucas), a virgem de Nazaré é a Mãe de Cristo Jesus, Filho de Deus, que se encarnou em seu seio virginal para a Salvação da humanidade; a seguir, porque Maria é, igualmente a Mãe de todos nós, desde que o próprio Jesus, do alto de sua Cruz, lhe confiou o apóstolo João e, por meio deste, todos os seres humanos que se reconhecem como sendo filhos de Deus, fazendo, então, de sua Mãe, a nossa Mãe universal (cf Jo 19, 26).

Maria, Mãe universal e ternamente amada Hoje, ainda, em todas as latitudes do globo terrestre e em todas as culturas e idiomas, homens e mulheres de todas as condições, rezam para a Virgem de Nazaré assim como cada filho se volta para a sua terna e muito amada mãe.

Basta que descubramos o lugar reservado à Virgem Maria na liturgia, tanto católica quanto ortodoxa, nas orações marianas, tais os grandes hinos da mais antiga tradição da Igreja (entre eles, o famoso hino Acatista do IV século), e ainda, na mais conhecida das orações marianas de nosso tempo, o terço e seu desenvolvimento, o Rosário, ou mesmo no célebre Magnificat, comentado pelo próprio Martin Lutero, para a glória da Virgem. E mais, nas inumeráveis progressões em todos os domínios da arte consagrada à Virgem (de onde destacamos os célebres ícones bizantinos, conhecidos em todo o mundo), para que se possa medir a amplidão do culto a ela dedicado em toda a cristandade.

Maria é venerada; somente Deus é adorado
Entretanto, o culto prestado à Virgem Maria pelos cristãos não tem a mesma natureza que o culto prestado a Deus: Maria não é uma divindade que se adora; a adoração é devida somente a Deus. Maria é uma criatura a quem nós veneramos. Não obstante, o culto prestado à Virgem Maria é superior àquele prestado a todos os outros santos, pois Maria de Nazaré é a única, entre todas as criaturas feitas por Deus, que porta os títulos gloriosos, tais: “Mãe de Deus”, Mãe do Redentor”, “Mãe da Igreja”, “Rainha do Céu e da Terra”...

E como ressaltam os Santos e os Doutores da Igreja: Maria não guarda para si os filhos que lhe foram confiados: ela não cessa de os conduzir a seu Filho a ponto que nós poderíamos resumir a finalidade do culto a Maria na Igreja da forma seguinte:
                                     “Tudo a Jesus, por Maria”. 

 Fonte: www.mariedenazareth.org