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domingo, 16 de outubro de 2016

Por que os católicos amam tanto Nossa Senhora?

Fonte: padrepauloricardo.org.br
Nós, católicos, realmente amamos muito Nossa Senhora, e temos muitas razões para isso.
Os católicos precisamos admitir: realmente, nós falamos muito de Nossa Senhora; realmente, nós rezamos muito a ela e somos (extremamente) devotos dos mistérios que envolvem a sua vida;realmente, as nossas casas estão cheias de imagens de Nossa Senhora; realmente, nós usamos todo tipo de adereços para mostrar que a amamos: terços, escapulários, broches, correntinhas, chaveiros, estampas... O que não nos faltam são sinais para demonstrarmos que, de fato, todo católico é mariano e a Igreja Católica está intimamente ligada à pessoa de Nossa Senhora.
Reconhecer isso é muito importante para mantermos um debate saudável e frutuoso com os protestantes. Quando eles nos acusam de "carregar nas tintas" com Maria, quando criticam as nossas procissões, ladainhas e novenas, quase sempre insinuando um "exagero" de nossa parte, não devemos ter medo de afirmar a nossa verdadeira identidade. Ao invés de ficarmos nos desculpando — como muitas vezes fazemos, respondendo às frases decoradas do adversário —, é preciso que estudemos com profundidade a nossa fé, para que estejamos em condições de dar a quem quer nos peça as razões de nossa devoção à Virgem Maria.
Mas voltemos ao nosso ponto inicial. Realmente, nós amamos muito Nossa Senhora. Mas isso tem uma razão de ser, que se chama Jesus Cristo. Quem quer que compreenda um pouco o mistério da pessoa de Cristo é incapaz de permanecer indiferente ou apático à Virgem Maria.
Antes de mais nada, é preciso que tenhamos em mente o que aconteceu naquele grande dia, narrado pelo Evangelho de São Lucas, quando o arcanjo Gabriel anunciou a Maria que ela seria a mãe de Jesus. Para entendermos bem o que se passou naquela data, vamos nos servir também de outros trechos das mesmas Escrituras, extraindo daí as conclusões necessárias para a nossa vida cristã.
Após a saudação, Gabriel revela a Maria algo extraordinário que irá acontecer: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus" (Lc 1, 31). A frase é impressiva porque, conforme Maria dirá mais adiante (cf. Lc 1, 34), ela não conhece homem algum, é virgem. Ora, que uma virgem conceba e dê à luz um filho, já é algo extraordinário. Mas coisa ainda maior do que isso está para ser revelada.
"Ele será grande — continua o anjo — e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim" (Lc 1, 32-33). O que São Lucas evangelista condensa na expressão "Filho do Altíssimo", São João o explica com detalhes no prólogo de seu Evangelho (cf. Jo 1, 1ss): "O Verbo se fez carne, e habitou entre nós", ele diz, o Verbo "que estava desde o princípio junto de Deus" e que "era Deus". Isso significa que Maria, sendo virgem, não seria mãe simplesmente de um homem, mas do próprio Deus encarnado.
Talvez já tenhamos passado muitas vezes por essa passagem dos Evangelhos — às vezes até sem lhe dar a devida atenção —, mas, agora, eu convido você a prestar mais atenção ao que está sendo dito pelo Autor Sagrado.
Antes mesmo que os fatos narrados na Bíblia acontecessem, as pessoas sabiam quem era Deus. Através das coisas que existem na natureza, elas eram capazes de perceber, com a sua razão, a existência de um criador, do que os filósofos anteriores a Cristo chamaram de "o ato puro" e "o primeiro motor imóvel". Os judeus, por sua vez, foram escolhidos por esse ente transcendente para receber algo a mais sobre a Sua identidade: aprenderam não somente que Deus existia e que era eterno e infinito, mas também que Ele era um ser pessoal, que amava as Suas criaturas e Se preocupava com elas, a ponto de Se comunicar com seres de carne e osso — os patriarcas e os profetas — para revelar a Sua vontade aos homens.
"Muitas vezes e de muitos modos Deus falou outrora aos nossos pais, pelos profetas", diz o autor da Carta aos Hebreus. "Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo" (Hb 1, 1-2). O que acontece no episódio da Anunciação é de uma grandeza absolutamente fora do comum: o Criador dos céus e da terra, não satisfeito em falar com os homens, quer tornar-se um deles; não contente em enviar mensageiros, deseja mandar ao mundo o Seu próprio Filho.
Que Ele "queira" e "deseje" fazer-se homem, no entanto, precisa ser bem entendido: como não existe "mudança de planos" em Deus, como Ele é "o mesmo ontem, hoje e sempre" (Hb 13, 8), o decreto pelo qual escolheu vir ao mundo não está inserido no tempo, é eterno; do mesmo modo, tampouco o meio e as circunstâncias que Ele escolheu para descer ao mundo estavam sujeitos a alguma hesitação. Por isso, também é possível dizer que Maria foi predestinada, desde sempre, a ser a mãe de Deus feito homem.
Os protestantes não aceitam que se chame Maria de "Mãe de Deus", mas a coisa é muitíssimo clara: ela o é! Como criatura humana, obviamente, ela não deu origem à natureza divina, mas gerou a carne humana de Cristo, que está hipostaticamente unida à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade — e isso é suficiente para que a chamemos de "Mãe de Deus". Se não pudermos fazê-lo, tampouco poderemos dizer que temos uma mãe, afinal, nem mesmo as nossas mães nos deramtudo o que somos. Os seres humanos somos formados de corpo e alma e os nossos pais dão origem apenas à nossa parte material (nossa alma espiritual é criada diretamente por Deus). Mesmo assim, quando perguntam o nome da mãe de alguma pessoa, ninguém fica fazendo estas distinções: "Ele não tem mãe, só o corpo dele, o resto veio de Deus". Se alguém perguntasse de quem Jesus era filho, igualmente, mesmo quem acreditasse em Sua divindade não perderia tempo nessas minúcias. Basta tomar como exemplo Santa Isabel, que, à visita de Maria, não hesitou em chamá-la de "Mãe do meu Senhor" (μήτηρ τοῦ Κυρίου μου, no original grego) (Lc 1, 43).
De qualquer modo, ainda que os protestantes não reconheçam o dogma da maternidade divina de Nossa Senhora, tal como proclamada no antiquíssimo Concílio de Éfeso, em 431, isso não muda os fatos narrados no Evangelho de São Lucas: que Deus, saindo da eternidade, escolhe Maria como instrumento para entrar na história dos homens e salvá-los.
Isso, por si só, explica dois outros importantes versículos do mesmo Evangelho.
O primeiro é a saudação do anjo Gabriel a Maria, chamando-a de "cheia de graça" (Lc 1, 28). Essa plenitude de graça, que é a santidade de Maria, foi concedida a ela por Deus justamente por causa de sua maternidade divina, como reconheceu o Papa Pio IX, ao proclamar o dogma da Imaculada Conceição: "A beatíssima Virgem Maria (…), em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original" [1]. A expressão "Salvador do gênero humano" é importante porque mostra que também Maria, sendo criatura humana, precisou ser salva. Isso não está em questão, pois é ela mesma quem canta, em seu Magnificat: "Meu espírito exulta em Deus, meu Salvador" (Lc 1, 47). A salvação de que gozou a Santíssima Virgem, no entanto, não foi como a ação restituidora e atrasada de um remédio, mas como a ação protetora e preservante de uma vacina.
O segundo versículo é a afirmação contida no mesmo cântico mariano, de que "todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas" (Lc 1, 48-49) — coisas grandiosas, poderíamos dizer, que não foram operadas na vida de nenhuma outra criatura; coisas grandiosas e de uma ordem absolutamente superior a quaisquer benefícios que Deus conceda aos homens; "maravilhas", diz uma outra tradução, que fazem a Igreja venerá-la acima de todos os anjos e santos do Céu, com culto especial, como explica Santo Tomás de Aquino:
"Como a Virgem bem-aventurada é uma simples criatura racional, não lhe é devida uma adoração de latria, mas unicamente uma veneração de dulia; de forma mais eminente, contudo, do que às outras criaturas, por ser a mãe de Deus. Por isso, se diz que lhe é devido não um culto de dulia qualquer, mas de hiperdulia." [2]
Chega a ser um insulto, portanto, dizer (ou até mesmo insinuar) que Maria foi uma mulher qualquer — insulto esse que não atinge apenas a Virgem Maria, mas a própria Pessoa Trinitária do Filho, que por um decreto eterno a escolheu e a honrou como Sua mãe. O fato de Maria estar intimamente ligada ao mistério da união hipostática reveste-a de uma dignidade sublime, maior do que a de todos os santos e santas do Céu… juntos! A que outra mulher, de fato, Deus enviou um anjo do Céu para comunicar que ela seria mãe de Seu Filho? A quem mais é possível chamar de "mãe do meu Senhor", como declarou Santa Isabel a Maria? Em que personagem bíblica ou mesmo da história humana Deus realizou uma obra tão estupenda quanto esta?
Essas são, portanto, as verdadeiras perguntas que precisam ser respondidas.
Não adianta abrir Êxodo 20 e acusar, com o dedo da outra mão em riste, que católicos são idólatras porque "fazem imagens", porque, tomando ao pé da letra o texto bíblico, toda fotografia é uma imagem: para cumprir o preceito divino, de acordo com a exegese iconoclasta, álbuns de família precisariam ser rasgados e fotos de perfil do Facebook deletados — sem falar da arca da aliança, enfeitada de querubins por ordem do mesmo Deus que deu as tábuas da Lei a Moisés (cf. Ex 25, 18).
O que Deus proíbe desde sempre é que se preste culto de adoração à criatura em vez do Criador; tanto não impede, porém, a honra e a veneração às criaturas à medida em que participam de Seu senhorio, que Ele manda, na mesma passagem de Êxodo 20, que os homens honrem os seus pais, sob a promessa recompensatória de uma longa vida sobre a terra (cf. Ex 20, 12).
Jesus de Nazaré, a propósito, modelo perfeito de obediência à Lei, é retratado também por São Lucas sendo submisso aos seus pais (cf. Lc 2, 51). O próprio Jesus honrou Maria Santíssima. Se Ele o fez — e o faz até hoje, pois não deixou de ser seu filho —, tampouco nós deixaremos de amá-la.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Nossa Senhora de Fátima

Gabriel Chalita
13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima. Reflitamos sobre os valores que se extraem das aparições em Fátima. Escolheu Maria pastores. Pastores são aqueles que cuidam de animais. Que pastoreiam. Que têm o poder de fazer com que os animais conheçam suas vozes e os sigam. Mas Maria não escolheu pastores adultos, experientes. Escolheu três crianças: Lucia, Jacinta e Francisco. Os adultos duvidaram, os donos da verdade afirmavam que a verdade é que esses fatos nunca ocorreram. As crianças foram em frente. Queriam ouvir a voz daquela Senhora. Saber dos seus ensinamentos. Viver a experiência única de amar a mãe do Amor. Maria, a mãe de Jesus, é uma só. Com títulos diversos. Nossa Senhora de Fátima é a mesma que Nossa Senhora Aparecida ou que Nossa Senhora de Lourdes e assim por diante. É a mesma que Nossa Senhora das Dores ou da Piedade ou da Paz. Quanta paz têm aqueles campos de Fátima em Portugal. Quanta paz tiveram aquelas crianças ao serem portadoras da mensagem da Mãe.

Os donos da verdade, de nossos dias, são descrentes desses fatos. Ou, então, não gastam tempo para falar desses mistérios. Preferem o enlouquecimento de uma busca desenfreada pelo ter e pelo poder. Ousam pisar ou pesar sobre os outros para subir. Não sobem. Descem. Não compreendem os valores essenciais para uma vida com significados.

Mas há os que, crentes na bondade do mundo e dos homens, seguem a luz que encantou a todos na última aparição em que o sol se fez gigante. São peregrinos do bem, buscam a vivência do amor, ensinamento maior de seu filho, Jesus. São os que compreenderam o mistério de Fátima: fazer com que a paz vença os ódios e as perseguições. A humanidade seria mais bonita se os valores dos pastores e das crianças, do cuidar e do ser simples, prevalecessem. Ouvir a voz do pastor e olhar para o alto para compreender onde moram os sinais. E para o alto dedicar a vida.

13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima. Vale a pena pensar, rezar, fazer.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

As dores de Maria

Fonte: Cleofas
Costuma a piedade cristã venerar de modo especial as sete dores da Virgem Maria. Santa Brígida diz-nos em suas Revelações, aprovadas pela Igreja, que Nossa Senhora prometeu conceder sete graças a quem rezar, em cada dia, sete Ave-Marias em honra das suas Dores e Lágrimas. Dum modo especial vos queremos desagravar contra a Vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus, Mãe dos homens. Outros, não vos podendo ultrajar diretamente, descarregaram nas Vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo das crianças inocentes, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.

Virgem Santíssima, aqui prostrados aos Vossos pés, nós vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios, comunhões e orações, tantas ofensas destes vossos filhos ingratos.

Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem vos honramos e amamos como Mãe, suplicamos para os nossos pecados, misericordioso perdão.

Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que nos consagramos inteiramente ao Vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus. Assim seja.

Eis as promessas:

1 – Porei a paz em suas famílias.

2 – Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.

3 -Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei em suas aflições.

4 – Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.

5 – Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.

6 – Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o Rosto de Sua Mãe Santíssima.

7 – Obtive de meu Filho para os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o meu Filho e eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

Pelo sinal da santa cruz… Abri, Senhor, meus lábios. E a minha boca pronunciará o Vosso louvor. Meu Deus, em meu favor e amparo atende. E dos meus inimigos defende. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Pelos séculos dos séculos. Amém.

Preparação

Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos para promover a memória e o culto de Vossas Dores e Lágrimas, particulares graças para uma sincera penitência,oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos méritos de Vossas Dores e Lágrimas, a graça…

Virgem sem mácula, Mãe de piedade, cheia de aflição e de amargura; com toda a humildade de meu coração eu vos suplico que ilustreis o meu entendimento e acendais minha vontade, para que com espírito fervoroso e compassivo contemple as dores que se propõem nesta Santa Coroa, e possa conseguir as graças e favores prometidos, aos que se ocupam neste santo exercício. Amém.


Primeira Dor

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes com a profecia de Simeão, quando vos disse que Vosso coração seria o alvo da paixão de vossas dores, obrigando-vos em memória desta dor, com: um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.

Segunda Dor

Compadeço-me, Senhora, de Vós, pela dor que sofrestes no desterro ao Egito, pobre e necessitada naquela longa viagem. Fazei, Senhora, que eu seja livre das perseguições de meus inimigos: obrigando-vos em memória desta dor, com: um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.

Terceira Dor

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes, com a perda de vosso Filho em Jerusalém por três dias. Concedei-me lágrimas de verdadeira dor para chorar minhas culpas, pelas vezes que perdi a meu Deus, e que o ache para sempre: obrigando-vos…

Quarta Dor

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes vendo Vosso Filho com a cruz sobre seus ombros, caminhando para o Calvário entre escárneos, baldões e quedas. Fazei, Senhora, que leve com paciência a cruz da mortificação e dos trabalhos: obrigando-vos…

Quinta Dor

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes vendo morrer Vosso Filho, pregado numa cruz entre dois ladrões. Fazei, Senhora, que viva crucificado a meus vícios e paixões: obrigando-vos…

Sexta Dor

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes ao receberdes em vossos braços aquele Santíssimo Corpo de Jesus, exangue por tantas chagas e feridas. Fazei, Senhora, que meu coração viva ferido do amor divino, e morto a todo amor profano: obrigando-vos…

Sétima Dor

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes em vossa soledade, depois de sepultado vosso Filho. Fazei, Senhora, que eu fique sepultado para tudo o que é terreno e viva só para Deus e para Vós: obrigando-vos…

Oração

Dai-nos, Senhora, compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a “Mãe das Dores”, para que possamos participar de Vossos sofrimentos e Vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no Céu. Amém.

domingo, 24 de abril de 2016

Um belo conto sobre Nossa Senhora

Fonte: Aleteia

Ele renunciou aos próprios olhos para poder contemplar Nossa Senhora!
E a resposta dela a esse pequeno órfão foi muito mais que iluminadora!

A catedral de Notre-Dame de Paris é muito rica em histórias e milagres. Eis o relato de um deles, recolhido em um belo conto medieval.

Um menino órfão, que vivia aos cuidados dos padres da catedral de Notre-Dame, começou a andar um pouco triste e pensativo. O padre, vendo a tristeza no rosto inocente, se aproximou e lhe perguntou:

– O que está acontecendo? Por que tens andado pensativo e tão triste?

– É que eu vejo que muitos meninos têm mãe para poderem abraçar, mas eu não tenho…

Compadecido da situação do menino inocente, o padre lhe falou com sorriso caridoso:

– Meu filho, você não sabe que tem a mãe mais bela de todas as mães? Para as crianças que não conheceram sua mamãe na terra, Nossa Senhora assume uma maternidade toda especial!

Contente e já confortado, o menino saiu de lá com a convicção alegre de que a sua mãe era a mais linda de todas as mães!

Toda vez que ia até a catedral, ele rezava de modo mais especial; porém, fazia agora um pedido inesperado: o menino queria ver a sua mãe pessoalmente – e, para isso, não só rezava, mas fazia também sacrifícios.

Num daqueles dias maravilhosos do mês de maio, Paris estava toda florida e a catedral ornada de flores. Logo pela manhã, o menino foi encontrado desmaiado perto da imagem de Nossa Senhora. Socorrido pelo padre e cercado pelos fiéis, ele acordou nos braços do religioso com um sorriso celestial. Perguntam-lhe o que tinha acontecido. E ele respondeu:

– Minha mãe atendeu meu pedido! Nossa Senhora me apareceu! E ela é, realmente, a mais linda de todas as mães!

– Mas o que aconteceu com seus olhos? – perguntou-lhe o padre, vendo o olho direito do menino todo branco e opaco.

– É que Nossa Senhora me perguntou se, para poder vê-la, eu aceitava não enxergar mais do olho direito.

O milagre se espalhou como um vendaval pela região. Muitas pessoas iam à catedral pela manhã para ver o menino rezar à Santíssima Virgem.

Perguntavam-lhe o que estava pedindo dessa vez. E ele sempre respondia:

– Quero ver novamente a minha mamãe tão linda que está no céu!

– Mas e se Nossa Senhora lhe perguntar se você aceita perder também o outro olho e ficar cego definitivamente?

O pequeno respondia:

– Minha mãe que está no céu é tão linda que, depois de vê-la mais uma vez, eu não quero mais ver nada deste mundo!

E assim passou-se um mês em orações e penitências. Certa manhã, enquanto rezava diante da imagem de Nossa Senhora, o menino ergueu a cabeça, sorriu e desmaiou novamente.

Todos os que estavam no local se perguntavam se ele teria visto a mais uma vez a Santíssima Virgem. O tumulto se agrandava.

O padre acolheu o menino em seus braços e o chamava pelo nome… A face do pequeno resplandecia de um brilho extraordinário… Ainda com os olhos fechados, ele exclamou:

– Eu vi minha mamãe!

E, ao abrir os olhos… os dois estavam normais.

Nossa Senhora lhe restituíra o olho direito, devolvendo-lhe a visão perfeita!

É que a sua imensa fé de criança não precisava dar nenhuma prova de sinceridade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Assunção: Maria na glória do Céu

João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj)
Teólogo e Comunicador



Tenho um carinho todo especial pelo dogma da Assunção de Maria. Minha mãe nasceu na vigília desta solenidade litúrgica, no dia 14 de agosto. Se nome é Maria da Glória. Quando entrei para o seminário, em plena adolescência, um dos padres nos dizia com piedade que Maria é como a mãe da gente lá em casa: silenciosa, humilde e servidora. Certamente ele descrevia a sua própria mãe, mas isso não tinha nada a ver com aquela professora, catequista e líder falante, cheia de iniciativa que Deus me presenteou como mãe. Aos poucos fui descobrindo que Pe. Zezinho tem toda razão quando nos ensina a cantar: “em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus Maria deixou…” Maria é simples e humilde, silenciosa e serviçal, mas é também uma mulher cheia de questionamentos e iniciativas. Não seria qualquer jovem que após receber a notícia de que seria a Mãe de Deus, sairia de casa enfrentando 120 quilômetros de montanhas e perigos para ajudar sua prima Isabel que já estava gravida há seis meses.

Maria assumiu a proposta de Deus se fazendo serva do Senhor e dos irmãos. Por isso foi assumida de corpo e alma no céu. Assunção pode ser traduzida como “elevação” mas também como “ser assumida”. Quando escrevi a última estrofe do disco “Os Mistérios do Terço” procurei traduzir esta verdade com o seguinte verso: “E no quinto mistério coroada é Maria, que foi serva e por isso é rainha”.

Há quem pense que este dogma não tem muitos fundamentos nas páginas da Bíblia. Mas se pensarmos a “assunção” como “elevação” torna-se cheio de sentido o verso do Magnificat que canta: “Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes” (Lc 1,52). É mais do que uma cena cinematográfica de uma mulher sendo elevada acima das nuvens. É um jeito bonito de pensar que aquela que foi fiel a missão de Nazaré até ao pé da cruz, permaneceu unida ao seu filho na hora da luz, ou seja, da ressurreição e da ascensão. O fim de sua vida terrena foi uma serena passagem que os primeiros cristãos de “dormição”, ou “trânsito”. A primeira cristã também foi a primeira assumida eternamente no coração de Deus.

No dia 1º de novembro de 1950, por meio da Bula Munificenticimus Deus, o papa Pio XII declarou que esta verdade é um consenso natural entre nós, ou seja, um dogma: “[…] pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu”.

São João Paulo II disse em uma de suas catequeses em julho de 1997: “A Assunção constitui o ponto de chegada da luta que empenhou o amor generoso de Maria na redenção da humanidade e é fruto da sua singular participação na vitória da Cruz.” Recentemente o Papa Francisco publicou uma encíclica social sobre o cuidado da terra: Laudato si’. Nela existe um parágrafo que faz referência à Maria, evocando a sua assunção: “Elevada ao céu, é Mãe e Rainha de toda a criação. No seu corpo glorificado, juntamente com Cristo ressuscitado, parte da criação alcançou toda a plenitude da sua beleza. Maria não só conserva no seu coração toda a vida de Jesus, que ‘guardava’ cuidadosamente (cf. Lc 2,51), mas agora compreende também o sentido de todas as coisas. Por isso, podemos pedir-Lhe que nos ajude a contemplar este mundo com um olhar mais sapiente.” (Nº 241) Olhar para Maria na Glória do céu nos ajuda a fortalecer a esperança enquanto caminhamos e cantamos na história, entre dores e amores, luzes e cruzes… Nossa mãe chegou lá e abriu a porta do céu e nos aguarda para que também sejamos elevados e assumidos na glória!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

12 de Dezembro - Nossa Senhora de Guadalupe

Fonte: Paulinas
Como toda aparição de Nossa Senhora, a que é venerada hoje é emocionante também. Talvez esta seja uma das mais comoventes, pelo milagre operado no episódio e pela dúvida lançada por um bispo sobre sua aparição a um simples índio mexicano.
Tudo se passou em 1531, no México, quando os missionários espanhóis já haviam aprendido a língua dos indígenas. A fé se espalhava lentamente por essas terras mexicanas, cujos rituais astecas eram muito enraizados. O índio João Diogo havia se convertido e era devoto fervoroso da Virgem Maria. Assim, foi o escolhido para ser o portador de sua mensagem às nações indígenas. Nossa Senhora apareceu a ele várias vezes.
A primeira vez, quando o índio passava pela colina de Tepyac, próxima da Cidade do México, atual capital, a caminho da igreja. Maria lhe pediu que levasse uma mensagem ao bispo. Ela queria que naquele local fosse erguida uma capela em sua honra. Emocionado, o índio procurou o bispo, João de Zumárraga, e contou-lhe o ocorrido. Mas o sacerdote não deu muito crédito à sua narração, não dando resposta se iria, ou não, iniciar a construção.
Passados uns dias, Maria apareceu novamente a João Diogo, que desta vez procurou o bispo com lágrimas nos olhos, renovando o pedido. Nem as lágrimas comoveram o bispo, que exigiu do piedoso homem uma prova de que a ordem partia mesmo de Nossa Senhora.
Deu-se, então, o milagre. João Diogo caminhava em direção à capital por um caminho distante da colina onde, anteriormente, as duas visões aconteceram. O índio, aflito, ia à procura de um sacerdote que desse a unção dos enfermos a um tio seu, que agonizava. De repente, Maria apareceu à sua frente, numa visão belíssima. Tranqüilizou-o quanto à saúde do tio, pois avisou que naquele mesmo instante ele já estava curado. Quanto ao bispo, pediu a João Diogo que colhesse rosas no alto da colina e as entregasse ao religioso. João ficou surpreso com o pedido, porque a região era inóspita e a terra estéril, além de o país atravessar um rigoroso inverno. Mas obedeceu e, novamente surpreso, encontrou muitas rosas, recém-desabrochadas. João colocou-as no seu manto e, como a Senhora ordenara, foi entrega-las ao bispo como prova de sua presença.
E assim fez o fiel índio. Ao abrir o manto cheio de rosas, o bispo viu formar-se, impressa, uma linda imagem da Virgem, tal qual o índio a descrevera antes, mestiça. Espantado, o bispo seguiu João até a casa do tio moribundo e este já estava de pé, forte e saudável. Contou que Nossa Senhora "morena" lhe aparecera também, o teria curado e renovado o pedido. Queria um santuário na colina de Tepyac, onde sua imagem seria chamada de Santa Maria de Guadalupe. Mas não explicou o porquê do nome.
A fama do milagre se espalhou. Enquanto o templo era construído, o manto com a imagem impressa ficou guardado na capela do paço episcopal. Várias construções se sucederam na colina, ampliando templo após templo, pois as romarias e peregrinações só aumentaram com o passar dos anos e dos séculos.
O local se tornou um enorme santuário, que abriga a imagem de Nossa Senhora na famosa colina, e ainda se discute o significado da palavra Guadalupe. Nele, está guardado o manto de são João Diego, em perfeito estado, apesar de passados tantos séculos. Nossa Senhora de Guadalupe é a única a ser representada como mestiça, com o tom de pele semelhante ao das populações indígenas. Por isso o povo a chama, carinhosamente, de "La Morenita", quando a celebra no dia 12 de dezembro, data da última aparição.
Foi declarada padroeira das Américas, em 1945, pelo papa Pio XII. Em 1979, como extremado devoto mariano, o papa João Paulo II visitou o santuário e consagrou, solenemente, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A mais antiga oração de Nossa Senhora

No ano de 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III. Neste fragmento estava escrito: “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”.
Esta oração conhecida com o nome “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Tem ela uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).
Este título é o mais belo e importante privilégio da Virgem Santíssima. Já no século II, era dirigido à Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso no ano de 431. Maria, Mãe de Deus! Qual é, na mente da Igreja e da Tradição, o genuíno e profundo sentido deste dogma mariano central? São Tomás afirma que pelo fato de ser mãe de Deus: “A Bem Aventurada Virgem Maria está revestida de uma dignidade quase infinita, a causa do bem infinito que é o mesmo Deus. Portanto, não se pode conceber nada mais elevado que ela, como nada pode haver mais excelso que Deus”(Suma Teológica 1, q.25, a.6 ad 4.). E, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica.
Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (João 2,1;19,25[a72]), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como “a Mãe de meu Senhor” (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (CIC 495)
O Concílio de Éfeso tem a glória de ser o grande Concílio Mariano, pois seu dogma destruiu a maior heresia contra a Virgem e pôs a pedra angular de toda a Mariologia. A igreja com o decorrer do tempo iria descobrindo os grandes tesouros encerrados na Maternidade Divina de Maria.
Porém, é necessário compreender o que a Igreja quer dizer quando fala em Maria como mãe de Deus. Jesus Cristo, segunda pessoa da Santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do “verbo encarnado”, do Filho de Deus feito homem.
Maria deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é.
Convém ainda recordar que esta questão já foi tratada na era patrística, isto é, no Cristianismo primitivo. De fato, Nestório, bispo de Constantinopla, negava o título de “Theotokos” (“Mãe de Deus”) a Maria. Nestório sabia muito bem que isto significava a consequente negação da natureza de Cristo, homem e Deus.
A mesma história patrística mostra a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431, reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as ideias nestorianas.
Por Diácono Inácio de Almenida EP.
Fonte: Gaudium Press

terça-feira, 6 de maio de 2014

Maio, mês de Maria: confie sua família a Ela

Aleteia
Durante o mês de maio, as famílias têm a oportunidade especial de transformar seu lar em um lugar de encontro com o Senhor, graças à intercessão de Nossa Senhora.
Sempre ouvimos as reclamações de pessoas que querem crescer na fé, estar mais perto de Jesus, mas não sabem como. É comum escutar: "Eu não sei rezar!", "Há muito barulho na minha casa, impossível rezar!".
Como fazer, então, para que a minha família viva na presença de Deus?
Terço que une
"Família que reza unida permanece unida", dizia São João Paulo II. Por isso, vale a pena intensificar a oração do terço em família durante este mês. Contemplando Jesus por meio da oração do terço, cada um dos membros da família recupera também a capacidade de voltar a olhar nos olhos, para comunicar-se, perdoar-se mutuamente e recomeçar com um pacto de amor renovado pelo Espírito Santo (cf. Rosarium Virginis Mariae, 41).
Virgem peregrina
A Virgem peregrina é uma imagem de Maria que visita as casas daqueles que se comprometem a recebê-la. Esta é uma oportunidade de aprender a ser discípulos de Cristo e de difundir a Boa Nova cada dia. Nossa Senhora intercede pelas nossas necessidades e, ao fazer isso, Ela cumpre sua missão de nos educar e nos preparar para o encontro com o Senhor Jesus.
Consagração a Nossa Senhora
Finalmente, também existe a opção para aqueles que querem se consagrar a Maria. Esta consagração pode ser feita em família e renovada com frequência.
O mês de maio é um tempo propício para meditar sobre a bênção de ter Nossa Senhora entre nós, para colocar-nos em sua presença como família e, junto a Ela, aproximar-nos com amor de Jesus.
Estes três recursos são excelentes meios para manter-nos firmes na fé e em nossas tradições e valores, mas principalmente para fortalecer os vínculos familiares e centrar-nos no essencial: em Deus que é Amor.
Não tenhamos medo de nos aproximar de Jesus por meio de Nossa Senhora. Maria nos espera e nos diz: "Não tenha medo. Não estou eu aqui, que sou sua Mãe?".

(Artigo publicado originalmente por El Pueblo Católico)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Se ama tanto o filho, não despreze a mãe

Nossa Senhora é exemplo de fé e testemunho para qualquer cristão

Adenilton Turquete
Site Aleteia
Este é um tópico que estou preparando há quase um ano, rascunho aqui, acolá, ideias que vêm e que vão. Finalmente chegou o momento de postar sobre este assunto tão importante para mim, tanto pessoalmente, quanto no que tange à compreensão da religiosidade.
Desde o primeiro momento em que comecei a participar de uma igreja evangélica percebi a ausência de alguém que sempre fez parte da minha vida, especialmente na infância. Na igreja evangélica a figura de Nossa Senhora passa totalmente desapercebida. Raramente é mencionada em uma pregação, muitos menos é tema dos famosos congressos do "Círculo de Oração".
Aos 9 anos de idade minha avó me alertou sobre isso quando falei a ela que que tinha vontade de ir a uma igreja protestante: - lá elas não amam Nossa Senhora com nós amamos... disse a Dona Eva.
É interessante perceber que um personagem central da Bíblia passe desapercebido enquanto outras mulheres como a Rainha Ester, Rute, Débora e Sarah são reverenciadas e tidas como heroínas da fé.
É claro que isso se deve ao pensamento anti-catolicismo implantado no desenvolvimento das igrejas evangélicas/protestantes no Brasil. A ênfase em combater a idolatria mariana, ou marianismo como alguns definem, colocou a figura de Maria em um isolamento no meio evangélico.
Precisamos procurar entender que Maria é fundamental para a existência do Evangelho e da Igreja. Maria não é coadjuvante na História da Igreja, ela é e sempre será uma das protagonistas, sempre terá uma posição de honra na galeria dos heróis da fé. 
Ela é exemplo de fé e testemunho para qualquer cristão. Modelo de fidelidade e de servo. Maria é uma mulher singular, especial e única na humanidade. Vamos analisar biblicamente o Magnificat:
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. 
Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

Cheia de Graça - A palavra Graça está associada à figura de Nossa Senhora de uma forma muito especial, curiosamente que o advento de Cristo trouxe a chamada Dispensação da Graça, que substitui a Dispensação da Lei. A lei diz "olho por olho, dente por dente", a Graça diz compaixão, perdão e misericórdia. A Graça vem por intermédio de Cristo, não por Maria, mas a vinda da Graça se dá por meio de Maria. Ela encontrou Graça diante de Deus, ela entre todas as mulheres da Terra.

Descerá sobre ti o Espírito Santo - A força motora da Igreja é o Espírito Santo, em Atos dos Apóstolos capítulo 2 vemos a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e discípulos de Nosso Senhor. Maria estava entre eles. É perceptível a distinção daquelas pessoas antes e o depois de serem cheias do Espírito Santo. A transformação da motivação e da atitude dos discípulos é evidente, basta olhar para Pedro, que se tornou um orador eloquente e discursou para mais de 3.000 pessoas convertendo todos ao Caminho da Graça.


Mãe de Deus - Algum tempo atrás debati com alguns pastores sobre acerca de ser correto ou não chamarmos Maria de Mãe de Deus. Embora os pais do protestantismo reverenciassem Maria de forma singular, a tradição desenvolvida pelas igrejas evangélicas rejeita terminantemente esta afirmação. Meu argumento se baseou nisso: Jesus não é meio homem e meio Deus, ele é 100% homem e 100% Deus, portanto não é possível distinguir uma coisa da outra. Ele é Deus que se faz carne para conviver conosco.

Eis aqui a Serva do Senhor - Esta é uma grande lição de humildade, ao saber que geraria a Deus em seu ventre Maria não reivindicou títulos e reconhecimento humano, mas fez-se a menor de todas as servas de Deus, permitindo que a vontade dEle fosse feita.
Um servo não tem vontade própria, nem liberdade de ir e vir, naquele momento aquela jovem renunciou a seu futuro, seus projetos e sonhos para viver integralmente no centro dos planos de Deus. Não existe exemplo maior de entrega e dedicação, ela doou a sua vida para este fim. Assim como Nosso Senhor doou a sua vida pela humanidade ao vir a este mundo. 
Fonte: Compartilhando a Graça

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Nossa Senhora do Ó - 18 de dezembro

“O mistério do evangelho é a conceição do verbo no ventre virginal de Maria Santíssima;  o título da festa é a expectação do parto e desejos da mesma Senhora, de baixo do nome do Ó, e porque o Ó é um circulo, e o ventre virginal outro círculo...” (Pe. Antônio Vieira)

Quando lemos nas escrituras que: “Maria guardava todas as coisas em seu coração” entendemos que a palavra de Deus encontrou eco, desde sempre, no Imaculado Coração de Maria.
O sim de Maria encheu o Céu de Júbilo, o coração de Deus transbordou de alegria, pois a criação teria uma nova e definitiva oportunidade e conforme Santo Agostinho: “Eva chorou, Maria exultou. A mãe de nossa raça nos trouxe a tristeza; a mãe de Deus a alegria.”
O cotidiano de Maria em nada mudou com a encarnação do Verbo, seus dias foram marcados pelo trabalho silencioso, os afazeres domésticos enchiam o tempo de Nossa Senhora.
Nos momentos de folga, tecia as mantas do enxoval, bordava os modestos cueiros e em cada ponto divagava em seus pensamentos e exclamava conforme nos relata Pe. Antônio Vieira “os desejos da Virgem Santíssima, que todos eram Oh! Quando chegará aquele dia! Oh! Quando chegará aquela ditosa hora, em que veja com meus olhos e em meus braços ao filho de Deus e meu! Oh! Quando... Estes desejos da Senhora começaram na concepção e acabaram no parto.”
Segundo alguns autores, a denominação de Nossa Senhora do Ó deriva de ser a letra “O” símbolo de imortalidade e, portanto de Deus, de quem Maria é mãe.
A festa da Expectação do parto da Ssma. Virgem foi instituída por Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, e tinha como objetivo lembrar as alegrias de Maria, em sua doce espera.
“As antífonas do Ó”
Desde o dia 17 de dezembro até o dia 23 do mesmo mês, antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas, são cantadas sete antífonas, uma por dia.
Todas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo Vinde.
Todas estas antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias e tem suas origens por volta do ano 600.
Desde a primeira até a última, Jesus é invocado como sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel. Ex: 17 de dezembro. Ó sabedoria que procede da boca do altíssimo, vós estendei-vos até os confins da terra e tudo dispondes com a fortaleza e benignidade.
-Vinde ensinar-nos o caminho da sabedoria.
O culto e a devoção a Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, veio para o Brasil com os portugueses e aqui a devoção popularizou-se com a freguesia de Nossa Senhora Do Ó em São Paulo.
Geralmente a imagem de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, representa a Virgem Maria com seu ventre sagrado desenvolvido, tendo as mãos sobre o peito, e no ventre encontramos as inscrições J.H.S.
O mais importante, para nós, é lembrar que os Ós de Maria estavam carregados da certeza de estar trazendo em seu ventre, a esperança de um povo.
Ó! Doce certeza, em um mundo de tantas incertezas.
Ó! Feliz, sempre Virgem Maria.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Setembro, um mês mariano

Fonte: Zenit
Irmã Agnese Scavetta

O mês de setembro conheceu o sincero chamamento do papa Francisco à paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro: “Guerra nunca mais! Guerra nunca mais! A paz é um dom precioso demais, que tem que ser promovido e protegido... Não é o uso da violência que leva à paz... A guerra chama a guerra, a violência chama a violência”.
Nós ecoamos a pergunta do Santo Padre: “O que podemos fazer pela paz no mundo?”. Oração, penitência e jejum têm sido desde sempre as armas do povo de Deus para implorar pelo dom da paz, através da intercessão de Maria, Rainha da Paz.
No mês de setembro, a liturgia nos apresentou três festas marianas:
Em 8 de setembro, a Natividade de Maria: o nascimento de Maria é a esperança de toda a humanidade, é ela que nos traz o Filho de Deus, que ensina ao homem que a paz é o fruto do perdão.
Em 12 de setembro, o Santíssimo Nome de Maria: recorda a batalha de Viena, nos dias 11 e 12 de setembro de 1683, quando o exército da Liga Cristã, guiado pelo rei da Polônia, João Sobieski, freou o avanço turco na Europa. A batalha foi vencida em nome de Maria. O beato Marco de Aviano, frade capuchinho e capelão das armadas cristãs, mandou colocar uma imagem de Nossa Senhora de Loreto em cada bandeira, enquanto a incessante oração do terço subia aos céus, pelos lábios de mulheres, idosos e crianças.
Em 15 de setembro, Nossa Senhora das Dores: a mãe de Deus conheceu a dor e a violência dos homens que matavam o seu Filho na cruz, mas ela, como o Filho, repetia em seu coração: “Pai, perdoai-os, porque não sabem o que fazem!”.

A Rainha da Paz cuida do mundo

Bento XV, em 1918, em ação de graças pelo final da Primeira Guerra Mundial, pediu que o escultor romano Guido Galli fizesse a estátua de Maria, Rainha da Paz, que ainda hoje pode ser admirada na esplêndida Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
A Virgem Maria é representada sobre um trono de mármore. Da sua cabeça, cai um manto que se desdobra em ondas suaves. As vestes são longas. Fechado sobre o peito há um laço, e Maria é adornada por um fino bordado com arabescos.
Os olhos de Maria se voltam para baixo: seu olhar é triste e severo. Ela alça a mão esquerda para o alto e parece dizer: “Chega! Nunca mais a guerra!”.
A mão direita sustenta docemente o Menino Jesus, que está de pé, esperando um sinal da Mãe para deixar cair o ramo de oliveira que segura na pequena mão direita. Aos pés do trono, uma pomba com as asas abertas observa o ramo de oliveira, pronta para recolhê-lo tão logo o Rei Menino o deixe cair. À base do trono, rosas e lírios indicam os frutos da beleza e da renovação que só a paz divina pode dar.
Contemplando a imagem de Maria, Rainha da Paz, do profundo do coração, unamo-nos ao grito de toda a humanidade, implorando: “Maria, Rainha da Paz, rogai por nós!”.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Presença de ternura


Em Nova Iorque, realizou-se, anos atrás, uma célebre exposição internacional, atraindo turistas de todo o mundo. Era o triunfo do engenho humano, presente em todos aqueles pavilhões: computadores eletrônicos, o homem viajando à lua, explorando os abismos do mar. Amostras, as mais refinadas, de todo o arsenal tecnológico acumulado nas últimas décadas. Os visitantes passavam surpresos de deslumbramento a outro.
À noite, todo aquele parque monumental transformava-se numa festa iluminada: fontes e chafarizes coloridos, fogos de artifício, cinema e restaurantes ao ar livre...
Detalhe curioso, porém; o pavilhão do Vaticano foi o mais visitado, em meio àquela montanha tecnológica, exaltando a inteligência humana.
Ali, sem nenhum aviso prévio, o turista silenciava... Silenciava, ao natural, diante da Pietá, de Michelangelo. Os gracejos morriam, as gargalhadas findavam, os comentários morriam na garganta. Um respeitoso silêncio-oração impregnava o ambiente. Dentro daquela exposição mundial, a Virgem Santíssima sustentando sobre os joelhos maternos seu filho morto. Em plena Nova Iorque, uma das maiores cidades do mundo, a famosa Pietá surgia como um símbolo vigoroso, lembrando que Deus continua vivo no coração dos homens, no coração dos cidadãos do século XX. Século de tantos contrastes chocantes, materializado, hedonista, superficial, voando baixinho espiritualmente e muito pouco santo em tantas áreas...
Aquele silêncio reverente era uma homenagem irrefutável a Deus. Um preito filial à mulher mais amada e mais venerada do mundo: Maria, filha de Joaquim e Ana. Naquele silêncio coletivo, internacional, ecoava a profecia da própria Virgem Maria: “Bem-aventurada chamar-me-ão todas as gerações, através dos tempos”.
Prodigioso o destino dessa criança de Israel, da tribo de Davi, humilde camponesa igual a tantas outras... Pouquíssimas linhas consagraram-lhe os evangelistas. Mas, sem ela o plano da Redenção não teria acontecido. Em sua humildade Deus a encontrou. É sempre com os mais humildes e despojados que a Providência divina opera as maravilhas.
Maria, a silenciosa. Maria, a sempre presente. Presença infinitamente discreta. Presença sofrida. Presença de Mãe, que mais inspira do que ordena. Que mais encoraja e nunca violenta. Presença maternal, cujo sorriso, cujo olhar e cujas lágrimas falam mais alto do que as palavras... E sua presença de carinho e ternura, de generosidade e amor permanece como um oásis da humanidade. (Fonte: Maria de Deus, Maria do povo - Padre Roque Schneider - Ed. Santuário, pg. 66)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Consagração do mês de Maio a Maria


Já no século XIII, Afonso, o Sábio, rei de Castela, havia associado a beleza de Maria à beleza do mês de Maio, em um dos seus cantos poéticos. No século seguinte, o bem-aventurado dominicano Henri Suso, por ocasião da festa das flores, no primeiro dia de Maio, costumava trançar, com belas e viçosas flores, delicadas coroas para a Virgem Maria.
Em 1549, o beneditino, de nome Seidl, publicou um livro intitulado “O mês de Maio espiritual”. São Filipe Neri já exortava os jovens a manifestar um culto particular a Maria, durante o mês de Maio, reunindo crianças em torno do altar da Santa Virgem para oferecer-lhe as flores da primavera. No correr do tempo, os jesuítas recomendavam que, na véspera do dia primeiro de Maio, as pessoas deveriam erguer em seus lares, um altar a Maria, ornamentado com flores e luzes e, a cada dia do mês, a família deveria se reunir para fazer algumas orações em honra da Santíssima Virgem, antes de fazer um sorteio que indicaria, a cada um, a virtude que deveria praticar no dia seguinte.Esta devoção mariana perpetuou-se, mundo afora, até os nossos dias.

O culto da Santíssima Virgem na Igreja
Os cristãos rezam a Maria, desde o alvorecer da Igreja. Inicialmente, porque, como ensina a Bíblia (e em particular, o Evangelho segundo São Lucas), a virgem de Nazaré é a Mãe de Cristo Jesus, Filho de Deus, que se encarnou em seu seio virginal para a Salvação da humanidade; a seguir, porque Maria é, igualmente a Mãe de todos nós, desde que o próprio Jesus, do alto de sua Cruz, lhe confiou o apóstolo João e, por meio deste, todos os seres humanos que se reconhecem como sendo filhos de Deus, fazendo, então, de sua Mãe, a nossa Mãe universal (cf Jo 19, 26).

Maria, Mãe universal e ternamente amada Hoje, ainda, em todas as latitudes do globo terrestre e em todas as culturas e idiomas, homens e mulheres de todas as condições, rezam para a Virgem de Nazaré assim como cada filho se volta para a sua terna e muito amada mãe.

Basta que descubramos o lugar reservado à Virgem Maria na liturgia, tanto católica quanto ortodoxa, nas orações marianas, tais os grandes hinos da mais antiga tradição da Igreja (entre eles, o famoso hino Acatista do IV século), e ainda, na mais conhecida das orações marianas de nosso tempo, o terço e seu desenvolvimento, o Rosário, ou mesmo no célebre Magnificat, comentado pelo próprio Martin Lutero, para a glória da Virgem. E mais, nas inumeráveis progressões em todos os domínios da arte consagrada à Virgem (de onde destacamos os célebres ícones bizantinos, conhecidos em todo o mundo), para que se possa medir a amplidão do culto a ela dedicado em toda a cristandade.

Maria é venerada; somente Deus é adorado
Entretanto, o culto prestado à Virgem Maria pelos cristãos não tem a mesma natureza que o culto prestado a Deus: Maria não é uma divindade que se adora; a adoração é devida somente a Deus. Maria é uma criatura a quem nós veneramos. Não obstante, o culto prestado à Virgem Maria é superior àquele prestado a todos os outros santos, pois Maria de Nazaré é a única, entre todas as criaturas feitas por Deus, que porta os títulos gloriosos, tais: “Mãe de Deus”, Mãe do Redentor”, “Mãe da Igreja”, “Rainha do Céu e da Terra”...

E como ressaltam os Santos e os Doutores da Igreja: Maria não guarda para si os filhos que lhe foram confiados: ela não cessa de os conduzir a seu Filho a ponto que nós poderíamos resumir a finalidade do culto a Maria na Igreja da forma seguinte:
                                     “Tudo a Jesus, por Maria”. 

 Fonte: www.mariedenazareth.org


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Solenidade de Nossa Senhora de Aparecida

Fonte: Zenit

Por Gabriel Frade, professor de Liturgia e Sacramentos
Apresentamos o comentário à solenidade de Nossa Senhora de Aparecida, redigido pelo professor Gabriel Frade. Natural de Itaquaquecetuba (São Paulo), Gabriel Frade é leigo, casado e pai de três filhos. Graduado em Filosofia e Teologia pela Universidade Gregoriana (Roma), possui Mestrado em Liturgia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora D’Assunção (São Paulo). Atualmente é professor de Liturgia e Sacramentos no Mosteiro de São Bento (São Paulo) e na UNISAL – Campus Pio XI. É tradutor e autor de livros e artigos na área litúrgica.

12 de outubro: Solenidade de Nossa Senhora de Aparecida
Padroeira do Brasil
Leituras: Est 5, 1b-2;7,2b-3; Sl 44; Ap 12, 1.5.13a.15-16a; Jo 2, 1-11
A história é bastante conhecida. O conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da capitania, ao fazer uma viagem para o interior, em direção à terra das Minas, passa pelo vale do Paraíba.
Ao chegar em Guaratinguetá (SP), nas cercanias da atual cidade de Aparecida, se faz necessária a preparação de um banquete para toda a comitiva. Alguns pescadores, depois de várias tentativas infrutíferas, continuam lançando suas redes no rio Paraíba do sul no afã de buscar o pescado para a mesa de sua excelência. Puxam a rede, mas é só desilusão: não há um peixe sequer, apenas a sujeira habitual do fundo do rio. Em determinado lance, em meio à sujeira na rede, os pescadores percebem algo pequenino que lhes chamou particularmente a atenção: era o corpo de uma estátua. Via-se claramente que era a imagem de uma santa.

12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida

Durante o ano litúrgico, Maria é invocada em festas especiais, sob vários títulos com os quais a veneramos. Outubro é todo dedicado a Nossa Senhora do Rosário cuja memória é feita no dia sete. Entretanto, de modo muito especial se comemora no dia 12, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil - devoção nacional. Simples e encantadora a história da imagem sob a invocação de APARECIDA. Aparecida, porque foi encontrada no Rio Paraíba por três pescadores naquele longínquo 1717 Foi um encontro inesperado: primeiramente, do corpo e depois da cabeça da pequena imagem de argila enegrecida pelo lodo.
A Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que foi encontrada no rio Paraíba, é de terracota, isto é, argila que, depois de modelada, é cozida em forno apropriado, medindo 40 centímetros de altura. A cor acanelada com que se apresenta atualmente, deve-se ao fato de ter sido exposta, durante anos, à fumaça das chamas das velas e dos candeeiros. Em 1978, sofreu um atentado que a reduziu em quase duzentos fragmentos. Então, precisou ser totalmente reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. A partir de 8 de setembro de 1904, quando foi coroada, a imagem passou a usar, oficialmente, a coroa ofertada pela Princesa Isabel, em 1884, bem como o manto azul-marinho.
Temos em Maria, o exemplo de mulher forte e fiel. Desde a visita do anjo em Nazaré até o cenáculo em Jerusalém, onde, juntamente com os apóstolos, se mantinha em oração suplicante, passando pelos momentos dolorosos da cruz do Filho, Maria “permanecia de pé”. E assim, "de pé", ela continua, como Mãe e Mestra, nos orientando e nos conduzindo para Deus. Quantas vezes ela nos aponta o caminho correto diante das dificuldades e incertezas da vida: “fazei o que Ele vos disser”. Sob sua proteção, vamos avançando nas estradas da vida, peregrinos a caminho da casa do Pai. Neste dia 12 de outubro, celebramos a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (“Nossa Senhora Aparecida”), a padroeira do Brasil. Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos proteja e ajude a sermos sempre fiéis a Jesus.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!


"Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!"
Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.
A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo. 
Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor. 
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
(Fonte: Canção Nova)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

2 de agosto - Festa de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula

No calendário litúrgico franciscano, o dia 2 de agosto é dedicado à celebração da Festa de Nossa Senhora dos Anjos, popularmente conhecida como "Porciúncula". Na introdução do texto litúrgico do missal e da liturgia das horas, se diz o seguinte:
"O Seráfico Pai Francisco, por singular devoção à Santíssima Virgem, consagrou especial afeição à capela de Nossa Senhora dos Anjos ou da Porciúncula. Aí deu início à Ordem dos Frades Menores e preparou a fundação das Clarissas; e aí completou felizmente o curso de seus dias sobre a terra. Foi aí também que o Santo Pai alcançou a célebre Indulgência , que os Sumos Pontífices confirmaram e estenderam a outras muitas igrejas. Para celebrar tantos e tão grandes favores ali recebidos de Deus, instituiu-se também esta Festa Litúrgica, como aniversário da consagração da pequenina ermida".

Oração a Nossa Senhora dos Anjos 
“Augusta Rainha dos céus e soberana Senhora dos Anjos,
Que recebeste de Deus o poder e a missão
De esmagar a cabeça de Satanás,
Nós vos pedimos humildemente:
Enviai as legiões celestes para que, sob
Vossas ordens persigam os demônios;
Combatam-nos em toda a parte, reprimam
a sua audácia e os precipitem no abismo.  
Quem é como Deus?
Santos, anjos e arcanjos, protegei-nos, defendei-nos!
Ó boa e terna Mãe, vós sereis sempre
O nosso amor e a nossa esperança!
Ó divina mãe, enviai os vossos anjos,
Para que nos defendam e afastem de nós o cruel inimigo!
Assim seja!” 
(Papa Leão XIII).