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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O dia certo para desmontar o presépio e a árvore de Natal

Imagem do presépio de nossa Paróquia, inspirado nos presépios napolitanos
Fonte: Revista Fiel Católico
O NATAL, uma das épocas mais esperadas do ano, em que os cristãos celebram o nascimento de Jesus Cristo, ao contrário do que muitos pensam, não termina depois das festas. Muitos correm a desmontar o presépio e retirar todos os enfeites que lembram a Natividade do Senhor logo após o dia 25 de Dezembro.
Tanto a árvore de Natal quanto o presépio fazem parte das pias tradições do Natal, e todos os anos casas e ruas são enfeitadas em como símbolo da reverência por esse tempo de espera e alegria pela Encarnação do Salvador do mundo. Os ambientes tornam-se mais agradáveis, e um sutil sentimento de júbilo, inexplicável, incontido, toma conta dos corações e mentes mais sensíveis, até mesmo dos não cristãos. Enfeites, árvores e presépios são alegorias, símbolos que serve para nos fazer lembrar desse época tão santa e tão importante.
Geralmente, o recomendado é que se monte o presépio, a árvore e os enfeites de Natal pelo início do Tempo do Advento, que começa com as vésperas do domingo mais próximo ao dia 30 de novembro. E para desmontá-lo, tem alguma data certa? A resposta é sim. E se possível, desmonte neste dia, pois isso também é uma piedosa e importante tradição, principalmente para os católicos.
Apesar de muita gente achar que se deve desmontar o presépio e a árvore de Natal no dia da Epifania, mais conhecido como Dia de Reis, em que os "Reis Magos" visitaram o Menino Jesus recém-nascido, não é essa data em que se deve desmontar a árvore e o presépio. - Dom Tomé, bispo diocesano de São José do Rio Preto (SP), esclarece: "O dia de desmontar o Presépio, corretamente, é sempre no dia seguinte à Solenidade do Batismo de Jesus, quando se encerra o Tempo do Natal. Esta é uma solenidade móvel, sem data fixa".
Neste ano, 2014, a festa do Batismo do Senhor será em 12 de janeiro. Desmonte o presépio, portanto, no dia 13. É nesse dia que começa o Tempo Comum na Liturgia.

Outras imagens do presépio de nossa Paróquia, que poderá ser visitado até o dia 12 de janeiro, na igreja matriz de São Francisco de Assis e Santa Clara.







segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O presépio hoje

Fonte: Zenit
Por Antonio Gaspari

São Francisco e a história de uma tradição natalina
     Presépio de nossa comunidade, inspirado nos presépios italianos

Quem inventou o presépio? Por que o fez? O que tem a ver São Francisco com a história do presépio? Qual é o significado? Por que esta tradição resiste ao longo do tempo?
Para conhecer e aprofundar a história do presépio e a sua atualidade também no mundo moderno de hoje, ZENIT entrevistou o padre Pietro Messa, diretor da Escola Superior de Estudos Medievais e Franciscanos da Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.
Qual a relação entre São Francisco e o presépio?
Em 1223, exatamente no dia 29 de novembro, o Papa Honório III com a Bula Solet annuere aprovou definitivamente  a Regra dos Frades Menores. Nas semanas seguintes Francisco de Assis dirigiu-se para o eremitério de Greccio, onde expressou seu desejo de celebrar o Natal naquele lugar.
Para uma pessoa do local ele disse que queria ver com os "olhos do corpo" como o menino Jesus, na sua escolha de humilhação, foi deitado numa manjedoura. Portanto, determinou que fossem levados para um lugar estabelecido um burro e um boi – que de acordo com a tradição dos Evangelhos apócrifos estavam junto do Menino - e sobre um altar portátil colocado na manjedoura foi celebrada a Eucaristia. Para Francisco, como os apóstolos viram com os olhos corporais a humanidade de Jesus e acreditaram com os olhos do espírito na sua divindade, assim a cada dia quando vemos o pão e o vinho consagrados sobre o altar, acreditamos na presença do Senhor no meio de nós.
Na véspera de Natal em Greccio não haviam estátuas nem pinturas, mas apenas uma celebração Eucaristica numa manjedoura, entre o boi e o jumento. Só mais tarde é que este evento inspirou a representação do Natal através de imagens, ou seja, por meio do presépio, no sentido moderno.
Por que fez isso?
Francisco era um homem muito concreto e para ele era muito importante a encarnação, ou seja, o fato de que o Senhor fosse tangível por meio de sinais e de gestos, antes de mais nada, pelos sacramentos. A celebração de Greccio se coloca justamente neste contexto.
Como você explica a popularidade e a disseminação dos presépios?
Francisco morreu em 1226 e em 1228 foi canonizado pelo Papa Gregório IX; desde aquele momento a sua história foi contada, evidenciando a novidade e, graças também à obra dos Frades Menores, a devoção a São Francisco de Assis se espalhou sempre mais em um modo capilar. Como conseqüência também o acontecimento de Greccio foi conhecido por muitas pessoas que desejavam retratá-lo e replicá-lo, passando a apresentar e promover o presépio. Desta forma se tornou patrimônio da cultura e da fé popular.
Qual é o significado e por que a Igreja convida os fiéis a representar, construir, ter presépios em casa e em lugares públicos?
A Igreja sempre deu importância aos sinais, especialmente litúrgico sacramentais, tendo sempre o cuidado de que não terminassem numa espécie de superstição. Alguns gestos foram encorajados porque eram considerados adequados para a propagação do Evangelho e entre esses está justamente o presépio que na sua simplicidade dirige toda a atenção a Jesus.
Qual é a relação entre o presépio e a arte? Por que tantos artistas o têm pintado, esculpido, narrado, ....?
Devido à sua plasticidade o presépio presta-se às representações na qual o particular pode se tornar o sinal da realidade quotidiana da vida. E justo esses detalhes da vida humana - os vestidos dos pastores, as ovelhas pastando, o menino preso à saia da mãe, etc - foram representados também como indícios ulteriores do realismo cristão que emana da Encarnação.
O que você acha da devoção popular pelo presépio ainda muito difundida entre o povo? Deve ser estimulada ou limitada?
Como São Francisco, cada homem e mulher precisa de sinais; alguns já são incompreensíveis enquanto que outros pela sua simplicidade e imediatismo têm ainda uma eficácia. Entre estes podemos colocar o presépio e, portanto seja sempre bem vinda a sua propagação.
Tendo em conta este debate, sexta-feira, 18 novembro, foi realizada uma reunião na Pontifícia Universidade Antonianum (Hall Jacopone da Todi), com Fortunato lozzelli e Alessandra Bartolomei Romagnoli justamente sobre os lugares de Francisco de Assis na região do Lácio, com particular atenção para o santuário franciscano de Greccio.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O nosso presépio

Membros integrantes desta paróquia construíram este presépio em 2009, inspirados no presépio que aqui esteve exposto durante oito anos, criado pelo artista plástico Rossane Rossi e nos presépios napolitanos do século XVIII.
A equipe o construiu totalmente, esculpindo os personagens, fazendo suas vestimentas, construindo as casas, pontes, telhados e quase tudo o mais, num trabalho que se desenvolveu em 45 dias, aproximadamente. Inspirado nos presépios barrocos italianos, com um toque de brasilidade, tem como cenário, um painel ao fundo com uma vista de Assis, cidade em que nasceu São Francisco, numa homenagem ao nosso santo padroeiro que criou a primeira representação visualizada, teatralizada e celebrada de um presépio, em 1223, três anos antes de sua morte, em um bosque perto de Greccio.
Trata-se de uma encenação do acontecimento de Belém, em cenário de época, com figuras populares das mais diversas classes sociais, nas atividades cotidianas, num cenário antigo e novo, significando que o Natal acontece em todas as épocas, desde que os corações se abram ao nascimento do Salvador. A pequena Belém de 2000 anos atrás, foi Greccio há 800 anos e é a nossa cidade nos dias de hoje. O presépio aqui está representado por uma pequena cidade medieval italiana, mas poderia acontecer em uma de nossas grandes metrópoles e em lugar de uma gruta, o Menino Deus poderia estar nascendo em um barraco de favela ou no alto de um arranha-céu abandonado.
Neste presépio, o cenário onde se passa o nascimento de Jesus, separado do burburinho da aldeia é de uma beleza singular. O Nascimento não é retratado numa gruta como se vê na maioria dos presépios. A cena da Natividade é colocada nas ruínas de um templo pagão representando o fim do mundo antigo e do paganismo e o advento do cristianismo.
Como se vê, trata-se de uma representação, porém, em todo presépio existe um notável cunho de espiritualidade, um mistério sacrossanto, uma vez que nos leva a refletir se o Menino, que veio para ser um de nós, encontra guarida em nosso coração, em meio às tribulações cotidianas.
Enquanto contemplamos o presépio, pensemos: o que significa o Natal para nós?

(Vejam mais imagens do nosso presépio em nossa página de fotos)