sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Imagens bentas quebradas: o que fazer?
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Separar do pecado o pecador
Não podemos fazer do pecado um projeto de vida
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Os Sacramentos agem no inconsciente?
Dom Aloísio Roque Oppermann - SCJ Arcebispo de Uberaba, MG
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Santidade, conversão, correção
sábado, 25 de junho de 2011
Simplesmente barro nas mãos do oleiro
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A água viva do Espírito Santo
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O sentido do Pentecostes
O Catecismo da Igreja Católica diz que: "No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito" (CIC, n. 731).
Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d'Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.
Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: "O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo" (CIC, n. 691).
A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.
O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: "Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o 'cartão de visita' da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas" (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).
Temos necessidade do Espírito Santo Paráclito no nosso tempo: Veni, Sancte Spiritus!
Padre Reinaldo (Comunidade Canção Nova)
sábado, 23 de abril de 2011
Entenda o significado do beijo na Cruz na Sexta-feira Santa
Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós.
Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue.
Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crufixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não pára ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverênciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o fato que foi através da Cruz que fomos salvos.
Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. "Jesus está vivo!" Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu. A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o simbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação.
Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
O Tríduo Pascal
É significativo que entre os Padres da Igreja, tanto santo Ambrósio quanto santo Agostinho concebam o tríduo pascal como unidade que abarca tanto o sofrimento quanto a glorificação de Jesus. Assim, o Bispo de Milão, em um de seus escritos, refere-se aos três sagrados dias como os “três dias nos quais ele sofreu, desceu ao túmulo e ressuscitou, os três dias sobre os quais disse: ‘destruam este templo e em três dias eu o porei de pé’.” Santo Agostinho, em uma de suas cartas, refere-se aos “três mais sagrados dias de sua crucificação, sepultamento e ressurreição.” ...
sábado, 16 de abril de 2011
O Domingo de Ramos
Quantas lições nos deixam essa festa litúrgica!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Fraternidade e Ecologia Humana
terça-feira, 5 de abril de 2011
VIII Centenário da Consagração de Santa Clara
quinta-feira, 31 de março de 2011
ORAÇÃO, JEJUM, MISERICÓRDIA...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Os dedos teclam o que está no coração

Sim, estamos sedentos de ouvir Deus falar. No fundo do coração e de sua consciência, o ser humano quer Deus e O procura; mas “como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rom 10, 14).
Eis aqui o desafio que nos é proposto por Bento XVI: mostrar o Rosto de Cristo nesta cultura digital. Teclar o que está contido num coração conquistado por Jesus, mostrar que o pedido da humanidade ainda está contido na prece que fazemos em cada Eucaristia: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei salvo”.
Em meio a "exabytes" de vozes, guardemos "A Palavra" e fiquemos com Jesus Cristo, para que o mundo seja salvo. Basta o Verbo, o Filho de Deus, revelado a nós e transbordado por nosso intermédio para que, também, essa cultura “high-tech” sinta o suave “perfume de Cristo” (cf. II Cor 2, 15). Esta é a profecia que devemos levar ao mundo digital, pois, se a boca fala do que está cheio o coração, os dedos teclam o que também está nele.
“Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós” (Atos 17, 27)
Vamos movimentar este blog. Convido você para atender o apelo de Bento XVI no mundo digital. Vamos fazer uma "Revolução Jesus" na internet e ecoar a Palavra de Deus que diz "Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará" (Ef 5, 14).
Daniel Machado
quinta-feira, 10 de março de 2011
Como viver bem esse tempo forte de meditação, oração, jejum e esmola?
quarta-feira, 9 de março de 2011
A coerência entre fé e vida
Durante o tempo da Quaresma, agora iniciado, um aspecto será muito importante em nossa vida de conversão: a transparência, a sinceridade de coração. Quando ouvimos que não é apenas para rasgar as vestes externas, mas o coração; que não é para pronunciar os louvores de Deus apenas com os lábios, mas com o coração, recordamos a advertência do Sermão da Montanha no domingo que precedeu a Quaresma: não basta dizer Senhor, Senhor!
Entra no reino quem tem diante dos olhos, como seu horizonte, a vontade de Deus, as suas palavras. Daí a urgência, para nós e para as nossas comunidades, de sermos transparentes e coerentes. Que estejamos unidos com a Igreja que santifica, instrui, guia acolhendo, anunciando nos fatos e nas suas escolhas concretas a misericórdia de Deus, fazendo sentir-se perdoados, encontrando realmente os pobres. Somos chamados a olhar o mundo e os homens com o olhar misericordioso do Pai para que não nos tornemos cegos, olhando somente para nós mesmos.
São Palavras para estarem em nossa mente e em nossas atitudes (como se as amarrássemos na fronte e nas mãos), de tal forma que concretamente e com toda transparência busquemos uma vida de sincera conversão. Ouvir e colocar a Palavra em prática! Somente se estivermos abertos à graça de Deus e assim formos capacitados a amar, perdoar, acolher e respeitar, a nossa vida estará firme, será segura, porque estaremos colocando em prática o que disse o Senhor. Só assim nossa vida estará sendo construída sobre a rocha.
Construir a casa sobre a areia, ou seja, quando apenas ouvimos, mas não colocamos em prática, é o mesmo que buscar a si mesmo, fechar-se, não sendo capaz de olhar para frente, não dar-se conta, pensar pequeno, cuidar apenas dos próprios interesses. Precisamos construir sobre a rocha, colocando em prática a Palavra, construir sobre o coração de Deus!
Corremos o risco de uma vida fechada como se vivêssemos uma dissociação que faz movimentar a vida em vias paralelas ou em andares separados. De uma parte Deus, a quem dirigimos a nossa oração, a nossa meditação, a nossa ação em seu Nome; de outra, os nossos interesses e o resto da vida. É como se provássemos salvar a obediência a Deus e, ao mesmo tempo, subtrairmo-nos às exigências que a conversão exige. É nessa direção que precisamos buscar a coerência neste tempo quaresmal agora iniciado. Que a nossa vida transpareça as nossas convicções e vice-versa.
Nos domingos anteriores, quando escutamos a boa notícia da figura do homem novo no Sermão da Montana, meditamos sobre as palavras de Jesus, que diz que nós não podemos servir a dois senhores: eis que às vezes a nossa vida é uma desastrada tentativa de servir a dois senhores. O Evangelho sugere-nos que é da nossa vida cotidiana que se compreende verdadeiramente se temos ou não um só Senhor; é da vida cotidiana que dizemos aos outros quem é verdadeiramente o nosso Senhor.
Que o tempo de conversão e o silêncio da Quaresma nos encontrem disponíveis a dar passos nessa direção, correspondendo melhor ao chamado de Deus para vivermos o nosso Batismo, a nossa vida cristã com coerência e alegria.
D. Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Mensagem do Papa para as Comunicações Sociais
Foi apresentada no dia 24 de janeiro, dia de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a Mensagem de Bento XVI para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado no dia 5 de junho de 2011, como tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. Leiam o texto completo em nossa página de formação, clicando aqui.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Nota da CNBB sobre ética e programas de TV
Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1o, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Secretário Geral da CNBB
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Solenidade da Imaculada Conceição
Esta verdade é reconhecida desde os primórdios do cristianismo, quando muitos Padres e Doutores da Igreja exaltavam a grandeza de Maria utilizando expressões como “cheia de graça”, “lírio da inocência”, “mais pura que os anjos”.
No ocidente, já no século VIII, celebrava-se a festa litúrgica da Imaculada Conceição aos oito de dezembro, mas ela foi definida oficialmente em 1476 pelo Papa Sisto IV, mesmo antes do reconhecimento como dogma de fé, no século XIX.
Em 1830, quando a Virgem apareceu a Santa Catarina Labouré, ela pediu que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
No dia 8 de dezembro de 1854, a Igreja, através do Papa Pio IX reconheceu e declarou solenemente o dogma: Maria, isenta do pecado original. “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis.”
É sempre conveniente lembrar que dogma é uma verdade de fé assim como a "Trindade de Deus" e a "inerrância da Escritura". Todo cristão católico, batizado deve crer na Imaculada Conceição. Em vista dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus preservou o "Tabernáculo", que seria a morada para o seu Filho Unigênito. Deus não escolheu qualquer virgem. Segundo Lucas, naquele tempo, Ele enviou um Anjo a uma jovem virgem em Nazaré e assim a saudou: “Ave, cheia de graça (sem pecado), o Senhor está contigo”.
Em 1858, em sua aparição a Santa Bernadette Soubirous, em Lourdes, a própria Virgem declarou: Eu sou a Imaculada Conceição!
Quase desde o seu descobrimento, o Brasil vive sob o manto de Maria Imaculada. Nossa Pátria, desde 1646 esteve consagrada à Imaculada Conceição, pois naquele ano, o Rei D. João IV, consagrou Portugal e todos os seus domínios a Nossa Senhora da Conceição. O Brasil quis se devotar desde seus primórdios de nação plenamente emancipada à mesma Padroeira Imaculada - sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em 1930, atendendo a uma solicitação do Episcopado Brasileiro, o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida, como Padroeira Principal do Brasil.
Celebremos hoje, a Virgem Imaculada que foi preservada do pecado e com o seu “sim”, deu ao mundo o Salvador da humanidade.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
(Hoje é dia de ir à Missa para honrar a Mãe de Deus e nossa também!)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Advento

Nesta semana iniciamos o Advento, tempo de preparação para o Natal. É um tempo de alegre expectativa, quando revivemos a primeira vinda de Jesus, que veio, vem e sempre virá e aguardamos a sua segunda vinda, no final dos tempos.
Infelizmente, hoje em dia, o tempo do Advento tem sido esvaziado do seu sentido espiritual para dar lugar às feéricas luzes dos enfeites natalinos, aos shoppings repletos de pessoas em busca de presentes e objetos desnecessários, às canções populares de Natal, que servem como fundo musical a um consumismo desenfreado, à banalização do sagrado.
Essa dessacralização do tempo de espera do Natal do Senhor, afasta-nos da oração e da conversão que a Igreja nos pede. Este é o tempo propício para a reflexão em família, através das novenas de Natal, tempo para mudança interior, perdão e reconciliação e para participação nas belas celebrações, plenas de espiritualidade, que vão preparando os nossos corações para a alegria da chegada do Senhor. A cada Natal, a Igreja nos convida a uma transformação pessoal, individual, que poderá nos levar a uma transformação social e comunitária.
Que possamos ter um novo olhar para a verdadeira celebração do Natal, apresentando a Deus um coração renovado e sincero. Que neste tempo do Advento, possamos abrir espaço em nossos corações para aprofundar o verdadeiro sentido do Natal, não fazendo dele uma simples lembrança ou um pano de fundo para uma festa profana, onde o mais importante é presente mais caro ou a ceia mais luxuosa, mas trazendo para o hoje o nascimento daquela frágil criança que veio para revelar o verdadeiro Amor e renovar a humanidade.
Por isso, nesse tempo de preparação para o Natal, nada mais adequado do que desejar um bom Advento. Ainda não é tempo de desejar um feliz Natal - é como desejar um bom final de semana em plena segunda-feira! Agora é tempo de vivermos o Advento: conversão, vivência familiar, despojamento, testemunho, expectativa e esperança!
Jesus está chegando e quer nos encontrar de coração renovado! Vem, Senhor Jesus!




