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domingo, 6 de abril de 2014

Você tem dúvidas sobre a Confissão? O Papa Francisco responde

Fonte: Aleteia
Padre Fabian
Em uma das suas catequeses (Audiência Geral de 19/2/2014), o Papa falou precisamente da confissão, um sacramento muitas vezes considerado “fora de moda” e cada vez menos praticado. No entanto, ela é um meio concreto para viver uma experiência da misericórdia do Deus vivo, que liberta o nosso coração do peso do pecado que nos oprime.
Deixemo-nos ensinar pelo Santo Padre, que responde de maneira muito simples e direta a várias objeções que costumamos colocar ao sacramento da Reconciliação.
Os trechos a seguir são palavras do Papa Francisco. O texto completo pode ser lido clicando aqui. Aqui, apenas colocamos alguns títulos, para que identifiquemos melhor seu conteúdo.

Para que serve o sacramento da Confissão?
O Sacramento da Reconciliação é um Sacramento de cura. Quando me confesso é para me curar, para curar a minha alma, o meu coração e algo de mal que cometi. O ícone bíblico que melhor os exprime, no seu vínculo profundo, é o episódio do perdão e da cura do paralítico, onde o Senhor Jesus se revela médico das almas e, ao mesmo tempo, dos corpos (cf. Mc 2, 1-12; Mt 9, 1-8; Lc 5, 17-26).

A celebração deste sacramento é um ato eclesial?
Ao longo do tempo, a celebração deste Sacramento passou de uma forma pública — porque no início era feita publicamente — para a pessoal, para a forma reservada da Confissão. Contudo, isto não deve fazer-nos perder a matriz eclesial, que constitui o contexto vital.
Com efeito, a comunidade cristã é o lugar onde o Espírito se torna presente, que renova os corações no amor de Deus, fazendo de todos os irmãos um só em Cristo Jesus. Eis, então, por que motivo não é suficiente pedir perdão ao Senhor na nossa mente e no nosso coração, mas é necessário confessar humilde e confiadamente os nossos pecados ao ministro da Igreja.

Por que precisamos nos confessar na frente de um padre?
Na celebração deste Sacramento, o sacerdote não representa apenas Deus, mas toda a comunidade, que se reconhece na fragilidade de cada um dos seus membros, que ouve comovida o seu arrependimento, que se reconcilia com eles, os anima e acompanha ao longo do caminho de conversão e de amadurecimento humano e cristão.
Podemos dizer: eu só me confesso com Deus. Sim, podes dizer a Deus "perdoa-me", e confessar os teus pecados, mas os nossos pecados são cometidos também contra os irmãos, contra a Igreja. Por isso, é necessário pedir perdão à Igreja, aos irmãos, na pessoa do sacerdote.

Eu sinto vergonha de me confessar, o que faço?
"Mas padre, eu tenho vergonha...". Até a vergonha é boa, é saudável sentir um pouco de vergonha, porque envergonhar-se é bom. Quando uma pessoa não se envergonha, no meu país dizemos que é um "sem-vergonha": um "sin verguenza". Mas até a vergonha faz bem, porque nos torna mais humildes, e o sacerdote recebe com amor e com ternura estaconfissão e, em nome de Deus, perdoa.

A confissão também é um momento de desabafo humano?
Até do ponto de vista humano, para desabafar, é bom falar com o irmão e dizer ao sacerdote estas coisas, que pesam muito no nosso coração. E assim sentimos que desabafamos diante de Deus, com a Igreja e com o irmão.
Não tenhais medo da Confissão! Quando estamos em fila para nos confessarmos, sentimos tudo isto, também a vergonha, mas depois quando termina a Confissão sentimo-nos livres, grandes, bons, perdoados, puros e felizes. Esta é a beleza da Confissão!

Uma pergunta do Papa também para quem está lendo este texto:
Gostaria de vos perguntar — mas não o digais em voz alta; cada um responda no seu coração: quando foi a última vez que te confessaste? Cada um pense nisto... Há dois dias, duas semanas, dois anos, vinte anos, quarenta anos? Cada um faça as contas, mas cada um diga: quando foi a última vez que me confessei? E se já passou muito tempo, não perca nem sequer um dia; vai, que o sacerdote será bom contigo. É Jesus que está ali presente, e é mais bondoso que os sacerdotes, Jesus receber-te-á com muito amor. Sê corajoso e vai confessar-te!

terça-feira, 20 de março de 2012

Mutirão de Confissões

No dia 20/3, em nossa Matriz de São Francisco de Assis e Santa Clara, acontecerá um Mutirão de Confissões em preparação para a Páscoa.
Horários: das 15h às 17h e das 19h às 22h.
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos darei descanso” 

Quaresma: tempo de confissão, por quê?

Por que se confessar?
Porque é o Sacramento da Misericórdia de Deus. Quase todo dia a gente cai e se levanta. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dEle, que é o caminho da santidade. Pela confissão a gente recupera aquele estado de purificação e santidade que recebemos no Batismo.

Quem inventou a Confissão?
Jesus Cristo. Ele sempre convidou à penitência e à mudança de vida. Ele oferece sempre o perdão. “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15); “Vai e não peques mais” (Jo 8,11); “estão perdoados os teus pecados” (Mt 9,2); “A quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23).

Por que se confessar com o sacerdote, se ele também é pecador?
Ninguém cresce sozinho, nem na vida biológica, nem na vida profissional… Nem na vida cristã. Precisamos uns dos outros. Somos uma comunidade de irmãos. Jesus deu aos Apóstolos (e seus sucessores) o poder de perdoar pecados: “a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,23).
Só Deus perdoa os pecados. Jesus exerce esse Poder Divino, e, em virtude de sua autoridade, transmite esse poder aos homens, para que o exerçam em seu Nome. Não é o padre quem nos perdoa, pois ele mesmo, ao final da confissão, diz: "Eu te perdoo EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. É Deus quem nos perdoa através do sacerdote.
Muitas pessoas não sabem, mas os padres também se confessam com outros padres. Da mesma forma os bispos, os cardeais e o Papa. Eles também se confessam com frequência e muitos possuem até um orientador espiritual para os auxiliar na caminhada rumo a Deus.

Com que frequência devo me confessar?
A Igreja recomenda AO MENOS uma confissão por ano, na ocasião da Páscoa. Mas não é verdade que ninguém gosta de receber o salário mínimo? Pois é. Na nossa vida espiritual também deve ser assim. Não devemos nos contentar com o mínimo. Devemos nos confessar sempre que nossa consciência nos acusar de alguma falta.

Quais as consequências do pecado e da falta de confissão?
As consequências negativas do pecado não são apenas a nivel individual. São, de igual modo, comunitárias e eclesiais (para toda a Igreja).
Podemos fazer uma comparação com uma imagem para que você possa compreender melhor. A Igreja seria como o pneu de uma roda de bicicleta. Essa roda possui vários raios (varetas) que se ligam ao pneu. Nós somos esses raios. Cada vez que alguém peca, um raio entorta e o movimento da roda fica comprometido. Se o pecado é grave, o raio entorta bastante. Por isso, é preciso que todos os raios da roda estejam bem ajustados, para que o todo não seja comprometido.

Como fazer uma boa confissão?
1. Reze ao Espírito Santo pedindo sua Luz para conhecer a Palavra e reconhecer sinceramente seus pecados.
2. Examine sua consciência, faça uma revisão de vida, desde a sua última confissão.
3. Arrependimento ou contrição por ter pensado ou agido contra os ensinamentos de Deus. Pedir ao Espírito Santo a graça de reconhecer seu pecado, e de sentir dor por ter pecado.
4. Confissão ou ato de acusação ao Padre. Chegando diante dele diga-lhe: “Padre, dá-me a benção porque pequei. Há… tantos meses (anos) não me confesso. Meus pecados são…” confesse somente os seus pecados; não precisa dar justificativas ou explicações de seus pecados.
5. Penitência: são as obras que o Padre exorta a fazer (orações, jejuns, oferta aos pobres, reparação…) reze, também, o ato de contrição, como segue o exemplo:
“Meu Deus, eu me arrependo de todo o meu coração, de vos ter ofendido, porque sei que sois bom e amável. Prometo com a vossa graça nunca mais pecar. Meu Jesus Misericórdia”.
6. Compromisso ou bom propósito de mudança de vida a partir da confissão.
Permalink: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2009/03/14/quaresma-tempo-confissao/

segunda-feira, 19 de março de 2012

Confissão em preparação para a Páscoa

Vamos ao encontro de Cristo na confissão. Ele é o bom pastor que conhece as suas ovelhas e as ovelhas escutam a sua voz chamando: Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados com o peso de vossos fardos e eu vos aliviarei. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. 

Deus fala pelo profeta Ezequiel: “Eu mesmo vou apascentar as ovelhas, procurarei aquela que se perdeu, reconduzirei a desgarrada, curarei a que se feriu ou que estiver doente e guardarei a que estiver gorda. (Ez 34,15-16). 

Quando decidimos confessar devemos pensar mais em Cristo do que nos nossos pecados. Claro que é necessário um bom exame de consciência, porém a força motivadora que nos move até o confessionário é a alegria do encontro com Cristo, pois Ele nos espera pacientemente. 
Como o Filho Pródigo, cada confissão é o reencontro com o Pai e experimentar novamente a alegria de ser salvo. Devemos sentir desejo por este encontro com a misericórdia. 
Durante toda a vida teremos que pedir perdão muitas vezes e o Senhor sempre nos perdoa. Somos amparados na esperança do salmista: “Tende piedade de mim Senhor, segundo a vossa imensa misericórdia. 
Sempre pedimos mais que merecemos e recebemos de Deus, mais do que pedimos. Deus não despreza um coração contrito. Por isso Deus nos pede somente a Contrição perfeita, ou seja, o reconhecimento humilde e sincero de nossas culpas, a acusação pessoal destes pecados, associada à dor pelo pecado. 
São Josémaria Escrivá ensinava que a confissão dever ser: concisa, concreta, clara e completa. Vale a pena cuidar bem destes quatro aspectos da confissão. 
A confissão também proporciona luz de Deus e fortaleza para nossa luta diária. Todo Sacramento é uma torrente transbordante de graças especiais (sacramentais) que são um auxílio indispensável. Mesmo não tendo pecados mortais a confessar, confessar-se dos pecados do dia-a-dia mostra uma delicadeza de alma e ajuda a evitar as ocasiões de pecar. A confissão sincera deixa sempre na alma uma grande paz. (Padre Funchal – Diocese de Osasco)