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sábado, 1 de outubro de 2016

Hoje é celebrada Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja

Fonte: ACI Digital

“Quero passar meu céu fazendo o bem na terra”, dizia Santa Teresa de Lisieux, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, cuja festa é celebrada neste dia 1º de outubro. A santa carmelita, mesmo com sua vida contemplativa, tornou-se a padroeira das missões e doutora da Igreja.
Santa Teresa viveu somente 24 anos. Mas, deixou um grande legado de amor para a Igreja, o qual se tornou muito conhecido com o passar do tempo.
Marie Françoise Thérèse Martin nasceu em Alençon (França), em 2 de janeiro de 1873, filha do casal Louis Martin e Zélia Guérin, que foram canonizados no ano passado pelo Papa Francisco.
Uma família modesta e temente a Deus, que teve como frutos oito filhos antes da caçula Teresa. Quatro deles, porém, morreram ainda novos, restando em vida Maria, Paulina, Leônia e Celina.
Teresinha entrou para o Mosteiro das Carmelitas em Lisieux aos 15 anos de idade, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Entregou-se com inteira decisão e consciência à tarefa de ser santa. Sem perder o ânimo, diante da aparente impossibilidade de alcançar os pontos mais elevados da renúncia de si mesma, costumava repetir: “Deus não inspira desejos impossíveis. Não tenho que me fazer mais do que sou, mas sim me aceitar tal como sou, com todas minhas imperfeições”.
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre como um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.
Teresinha tinha um profundo desejo em seu coração de ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Queria ser tudo, até que descobriu sua vocação: “No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor”.
Santa Teresa morreu de tuberculose, em 30 de setembro de 1897, dizendo suas últimas palavras: “Oh!… amo-O. Deus meu,… amo-Vos!”.
Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus.
Foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925, pelo Papa Pio XI, que a declarou “Patrona Universal das Missões Católicas”, em 1927.
Em 19 de outubro de 1997, São João Paulo II a proclamou doutora da Igreja. Na ocasião, disse: “Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”.
“O desejo que Teresa expressou de ‘passar seu céu fazendo o bem na terra’ segue cumprindo-se de modo admirável. Obrigado, Pai, porque hoje nos faz próxima de uma maneira nova, para louvor e glória de seu nome pelos séculos!”, concluiu São João Paulo II.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A infância espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus

Pe. Paulo Ricardo
O conceito de "infância espiritual" existe na Igreja desde o seu começo. Basta ir ao Evangelho e notar que a condição que Jesus estabelece para que seus discípulos entrem no Reino dos céus é que se transformem em criancinhas (cf. Mt 18, 3). Esta verdade foi desenvolvida por muitos teólogos medievais, mas só atingiu seu cume em uma jovem carmelita do século XIX, Teresa de Lisieux, também conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face.
A "infância espiritual", este tesouro da espiritualidade católica, é vivenciada por todos aqueles que buscam a Deus e querem ser santos. A despeito das tendências jansenistas da França oitocentista, Santa Teresinha tinha consciência daquilo os padres do Concílio Vaticano II chamariam de "a vocação de todos à santidade na Igreja". Nesta, diz a constituição Lumen Gentium, "todos (...), quer pertençam à Hierarquia quer por ela sejam pastoreados, são chamados à santidade, segundo a palavra do Apóstolo: 'esta é a vontade de Deus, a vossa santificação' (1 Ts 4, 3; cf. Ef 1, 4)".

Deus chama à santidade não somente as grandes almas, mas também "une légion de petites âmes – uma legião de almas pequeninas", escreve Santa Teresa, no manuscrito B do livro "História de uma alma". Neste clássico da espiritualidade cristã, ela traça os moldes de sua doutrina da "pequena via", através de uma simples parábola:
"Como pode uma alma tão imperfeita como a minha aspirar à plenitude do Amor?... Ó Jesus! meu primeiro, meu único Amigo, Tu que amo UNICAMENTE, dize-me que mistério é esse. Por que não reservas essas imensas aspirações para as grandes almas, para as águias que planam nas alturas?... Considero-me apenas um mero passarinho coberto de leve penugem, não sou uma águia, só tenho dela os olhos e o coração, pois apesar da minha extrema pequenez ouso fixar o Sol Divino, o Sol do Amor, e meu coração sente em si todas as aspirações da águia..."
Santa Teresinha contempla os grandes santos – as águias – e vê a sua pequenez, comparando-se a "um mero passarinho coberto de leve penugem". No entanto, ela percebe em si uma contradição: não é uma águia, mas "sente em si todas as aspirações" de uma águia; não é majestosa como ela, mas tem os seus olhos e o seu coração.
No dia 6 de agosto de 1897, em confidência à sua irmã Inês, Teresa explicou "o que ela entendia por 'permanecer criancinha' perante o bom Deus":
"É reconhecer o seu nada, é esperar tudo do bom Deus, assim como uma criança pequena espera tudo do pai; é não se preocupar com nada e, de modo algum, fazer fortuna. Mesmo entre os pobres, dá-se à criança o que lhe é necessário, mas assim que ela cresce o pai não quer mais alimentá-la, dizendo-lhe: 'Agora vá trabalhar, você pode se sustentar'."
"Foi para não escutar isso que eu não quis crescer, sentindo-me incapaz de ganhar a vida, a vida eterna do Céu. Permaneci, então, sempre pequena, tendo uma só ocupação: colher flores, as flores do amor e do sacrifício, oferecendo-as ao bom Deus, para seu agrado."
No crescimento espiritual, há uma lei contrária à do crescimento físico. Naquele, deve prevalecer sempre o primado da graça, pelo qual a pessoa se torna cada vez mais dependente de Deus. O santo, quanto mais santo, mais depende d'Ele, mais reconhece sua dependência e sua pequenez.
Porém, sabendo que "é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações" (At 14, 22), este processo não se dá sem sofrimento. Para se chegar à plena "infância espiritual", é preciso passar pela noite escura da alma, pela purificação. Prossegue Santa Teresinha, no manuscrito B de seu livro:
"O passarinho quer voar para esse Sol brilhante que encanta seus olhos, quer imitar as águias, suas irmãs, que vê chegar ao lar divino da Trindade Santíssima... ai! o que pode fazer é bater as asinhas, voar, porém, não está em seu pequeno alcance! O que será dele? Morrer de tristeza por se ver tão impotente?... Oh não! o passarinho nem vai ficar aflito. Com total abandono, quer ficar olhando seu divino Sol; nada poderá assustá-lo, nem o vento nem a chuva, e se nuvens escuras vierem esconder o Astro de Amor o passarinho não trocará de lugar. Sabe que, além das nuvens, seu Sol continua brilhando, que seu brilho não cessará. Às vezes, o coração do passarinho é vítima de tempestade, parece não acreditar que existem outras coisas além das nuvens que o envolvem. Esse é o momento da felicidade perfeita para o pobre serzinho frágil. Que felicidade ficar aí, assim mesmo; fixar a luz invisível que escapa à sua fé!!!..."
Em certos momentos, o passarinho se aflige e é tentado pela incerteza, pela dúvida: será que existe o Sol, além das densas nuvens que pairam no ar? Será possível ver o amor de Deus nesta vida crucificada e cheia de sofrimentos? A alma, então, se lança totalmente nos braços de Deus, como uma criança inteiramente dependente de seus pais, e é-lhe dada a certeza da fé. Ela diz:meu Deus, eu não vos compreendo, mas eu vos amo.
A "infância espiritual" também consiste em não dar demasiada importância aos próprios pecados. Ainda em confidência à sua irmã, Teresinha revela:
"Ser criança é ainda não atribuir a si própria as virtudes praticadas, acreditando-se capaz de alguma coisa; é reconhecer que o bom Deus coloca este tesouro na mão de sua criancinha para que ela se sirva dele quando precisar; mas é sempre o tesouro do bom Deus. Enfim, é nunca desanimar por causa de seus erros, pois as crianças caem com frequência, porém são pequenas demais para se machucar muito."
A experiência de Santa Teresinha do Menino Jesus convida os cristãos a se tornarem como crianças, pois "o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham" (Mt 19, 14).


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mês missionário e mês franciscano

Permalink: http://www.freimaffeiofm.com.br/2011/10/mes-missionario-e-mes-franciscano/


O mês de outubro é dedicado as missões, e justamente é com Santa Terezinha, a padroeira das missões, que o mês se inicia, ela que foi a grande missionária sem ao menos ter saído de seu Mosteiro. Do mesmo modo, rememoramos o grande missionário, o missionário da Paz, São Francisco de Assis. Esta duas personalidades presentearam o mundo com suas vidas autenticamente radicais testemunhas da vivência da Boa-Nova. 
Santa Terezinha do Menino Jesus nasceu na França em Alençon no ano de 1973. Ainda muito jovem pediu ao seu pai que gostaria de ser religiosa no mosteiro das Carmelitas de Lisieux, no entanto, devido a sua idade não lhe era permitido. Então, foi até o Santo Padre para pedir permissão, este por sua vez concedeu-lhe esta dádiva. Ao ingressar no Mosteiro Carmelita dedicou toda a sua vida em função de uma vivência na simplicidade evangélica. Seguindo a tradição carmelita, descobriu a pequena via da infância espiritual, inspirada na simplicidade, na humildade e na confiança total no amor misericordioso do Pai celestial. A este modo de viver, ela tentou inculcar especialmente nas noviças do seu mosteiro. 
A pequenina do menino Jesus ofereceu toda a sua vida ao ideal missionário, e é por esta razão que ela foi proclamada padroeira das missões. Quando esteve enferma rejeitou os cuidados médicos para que por meio das suas dores pudesse unir-se ao Cristo crucificado em favor das missões do mundo todo. E, é por isso que ao iniciar o mês de Outubro a Igreja conclama a todo cristão a unir-se ao ideal missionário de Santa Teresa do Menino Jesus. 
São Francisco, dentro desta mesma perspectiva, também, dedicou-se a ser missionário. A Legenda dos Três Companheiros nos relata que quando a primitiva comunidade dos frades menores chegou ao numero de oito irmãos Francisco enviou-lhes aos quatro cantos do mundo e lhes exortou acerca do “modo” de como se devia ir. 
Francisco estando cheio de Espírito do Senhor disse a seus irmãos: 
“Consideremos, Irmãos caríssimos, nossa vocação pela qual, misericordiosamente nos chamou Deus, não apenas para nossa salvação, mas para a de muitos, a fim de irmos pelo mundo exortando todos, mais pe¬lo exemplo que pela palavra, a fazerem penitência de seus pecados e se recordarem dos mandamentos de Deus. Não temais por serdes poucos e parecerdes ignorantes, mas com segurança anunciai com simplicidade a penitência, confiando no Senhor que venceu o mundo; ele, com o seu espírito fala por vós e em vós, a fim de exortar a todos a que se convertam a ele e observem seus mandamentos. Encontrareis alguns homens fiéis, mansos e benignos que, com alegria, receberão a vós e a vossas palavras, e muitos outros infiéis, soberbos e blasfemos que, com injúrias, resistirão a vós e ao que direis. Proponde, pois, em vossos corações, suportar tudo com paciência e humildade”. 
O homem de Assis, assim como, Terezinha do menino Jesus, soube auscultar o chamamento do Senhor a Salvação, no entanto, não foi egoísta, desejou que muitos outros fossem salvos e conhecessem a mensagem do Amor ensinada pelo Senhor. 
Ir pelo mundo, na concepção franciscana denota um “modo” de ir, este modo é o da Paz, é justamente isto que o Senhor ao enviar os setenta e dois discípulos exortou-os: “Em qualquer casa que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ ”(2) 
Francisco não só desejava que seus irmãos pudessem ir pacificamente pelo mundo, mas que pelo exemplo evangelizasse, e assim, conclamasse a todos a fazer penitência e recordar os mandamentos. (Lembrando que recordar é viver.) O Pobrezinho de Assis, também advertiu seus confrades que não temesse tal missão e com segurança e simplicidade, confiantes em Deus pudesse anunciar a mensagem salvadora. 
Os irmãos estando cientes de que na missão iriam encontrar pessoas fiéis e infiéis, mansos e soberbos, benignos e blasfemos, os quais iram recebê-los uns com alegria e outros com injurias, porém quando estando confiantes no Sumo Bem com o propósito firme suportaria tudo com paciência e humildade. 
O missionário da Paz, como nos ensina Francisco, é todo aquele que se abre a ação divina e permite que o Senhor “com o seu espírito fale por vós e em vós”. O Reino de Deus é anunciado desta maneira, simples e sutil, para tanto, Cristo nos convida a rogar ao dono da messe que envie mais operários para sua messe, pois “a messe é grande, mas os operários são poucos.” 
Francisco de Assis nos exorta a vivermos, hoje, como missionários da paz, assim como viveu Santa Terezinha. O mundo necessita que sejamos instrumentos da paz, e por isso Francisco e Terezinha nos aponta a direção. Que neste mês missionário possamos nos comprometer com a missão do Senhor a de Anunciarmos a Paz e sermos missionário onde quer que estejamos. 
Que a paz esteja em sua casa! 
Frei Osvaldo Maffei, OFM 

domingo, 2 de outubro de 2011

1º de outubro - Santa Teresinha do Menino Jesus - Padroeira da Diocese de Uberlândia

Ó Jesus, que posso fazer para salvar as almas? A Vossa Palavra se me revela cheia de viva Luz: uma vez dissestes aos Vossos discípulos, mostrando-lhes os campos cheios de trigo maduro: ‘Erguei os olhos e vede como já estão os campos maduros para a messe... Em verdade vos digo, abundante é a messe, mas poucos os operários. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe’. Que mistério! Ó meu Jesus, não sois Onipotente? Não são as criaturas de quem as fez? Porque pois, Jesus, dizeis: ‘Pedi ao Senhor da messe que envie operários’?... A única razão é que nos tendes tão incompreensível Amor, que quereis partilhar conosco a Salvação das almas. Nada quereis fazer sem nós. Vós, Criador do universo, aguardais a prece de uma pobre almazinha para resgatar outras almas e também salvas, tanto quanto ela, ao preço de todo o Vosso Sangue.Não é minha vocação ir ceifar nos campos o trigo maduro; Vós ó Jesus, não me dizeis: ‘Abaixa os olhos, vê o campo e vai ceifar’. Minha missão é mais sublime. Eis a palavra que me dirigis: ‘Levanta os olhos e vê. Vê no céu como há lugares vazios. A ti compete preenchê-los... És o meu Moisés em oração na montanha; pede-me operários e Eu os enviarei. Só aguardo uma prece, um suspiro de teu coração!’... Eis a missão que me confiais, ó Jesus: formar apóstolos evangélicos que salvarão milhões de almas de quem serei mãe.” 
Manuscrito de Sta Teresinha
Tradução:
"Eu vim ao Carmelo
para salvar as almas
e sobretudo para rezar
pelos sacerdotes".

Fonte: http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com