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sábado, 3 de setembro de 2016

Deus fala através da Bíblia

Fonte: Comunidade Shalom

Por sua misericórdia, Deus nos revela o caminho a seguir, por sua Palavra viva nos guia e alimenta a nossa união como filhos muito amados que somos. Deixa-nos escrito, por mãos humanas, à luz do Espírito Santo, a caminhada do seu povo até a plena Salvação: Jesus. “Toda a Escritura divina é o único livro, e este livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo” (Catecismo, 134).

Para tornar a Palavra de Deus viva e atual em nossa vida é preciso que Cristo, pela ação do Espírito Santo, nos ilumine a compreensão da Escritura (Lc 24,45). Não podemos pegar a Escritura para ler como um livro de análise de seus diversos gêneros literários e contextos culturais e sociais, pois mais do que um texto materialmente rico, ela é a voz de Deus ontem, hoje e sempre. É preciso ler cuidadosamente, meditar (escutar), dialogar com Deus(orar) e acolher o Deus revelado (calar, adorar e entregar-se inteiramente a Ele). A leitura da Bíblia deve ser sempre orante, jamais mecânica e vazia, jamais para cumprir uma obrigação ou para procurar algo que nem ao menos se sabe o que é.

Para a interpretação da Bíblia conforme o Espírito Santo a inspirou, há três critérios segundo o Concílio Vaticano II (Catecismo 112-114):

1º. “Prestar muita atenção ‘ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira’.”

2º. “Ler a Escritura dentro ‘da Tradição viva da Igreja inteira’.”

3º. “Estar atento à coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação”.

Sendo assim, não podemos interpretar a Escritura de modo descontextualizado ou ainda de acordo com nossos critérios e interesses próprios. A Bíblia é a Palavra de Deus, nunca poderá ser usada como instrumento de opressão e de discórdia. Afinal, Deus é Amor. Amor que se revela, cresce, norteia, morre, ressuscita e está conosco todos os dias. Este Amor somente pode nos fazer melhores, pois, próximos do pleno e eterno Amor, podemos e devemos propagar e contribuir com um mundo melhor.

Dai-nos, Deus de misericórdia, a graça de nos reencontrarmos com Tua Escritura. Àqueles que já estão em íntima união com sua Palavra, aumentai o vigor. Àqueles que a conheceram, mas a deixaram de lado, despertai o desejo de descobri-la novamente. Àqueles que não a conhecem, enviai operários da Vossa Messe para apresentá-la e instruí-los. Assim seja.

sábado, 12 de setembro de 2015

Uma carta de Amor

Eduardo Machado
Educador e escritor


“Eu vim para escutar
tua palavra de amor...”

A Espiritualidade é, basicamente, uma experiência pessoal, vivida individualmente, e partilhada e alimentada na vida comunitária. Ela também se alimenta do texto sagrado e do diálogo pessoal e profundo com Deus através da oração e da vida sacramental. Daí nasce a experiência de ser Comunidade, se sentir Igreja. 
Por isso, a importância da dimensão do conhecimento que solidifica a Fé e lhe dá bases humanas, que também são necessárias. 
Conhecer a mensagem bíblica, compreender o ‘fio da meada’ da História da Salvação, os mistérios centrais da doutrina cristã: Fé; Trindade, Encarnação, Ressurreição, a realidade sacramental, tudo isso é importante para a caminhada do cristão. Nossa Fé tem uma História. A Bíblia conta essa história. E somos parte dela. 
Há várias formas de ler e meditar o texto bíblico. Há quem tenha uma Bíblia na cabeceira da cama e não começa ou termina o dia sem ler um trecho escolhido (a leitura do dia, por exemplo) ou alguma outra escolha, aleatória. Há quem tenha sua Bíblia, na mochila, no carro e, aí, a hora do engarrafamento vira, também, tempo de encontro com a Palavra de Deus. 
São pílulas no dia a dia, mas é preciso, também buscar alimento mais sólido, reservar tempo e espaço para um mergulho mais profundo na Palavra de Deus. 
Uma das formas de fazer isso é através da “Oração Inaciana”, método inspirado nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. 



A seguir, um resumo dos passos para “entrar” nessa experiência: 

01- Encontre um “lugar sagrado” no seu dia a dia. Um espaço tranquilo, onde você possa estar confortável (o corpo também reza), sem ser interrompido(a) ou incomodado(a). 

02- Considere o tempo que você terá para a oração. Seja fiel a ele. 

03- Respire pausada e profundamente. Inspire, junto com o ar, a graça, a paz, o amor de Deus presentes no Universo. Expire, expulsando de dentro de você, a tensão, as preocupações, o cansaço. Repita esse exercício várias vezes até se sentir pacificado(a).

04- Coloque-se e sinta-se na presença de Deus. Ele está no meio de nós. Ele está à sua frente, para lhe guiar. Atrás de você, para lhe proteger. Sobre você, para lhe iluminar. Dentro de você, para lhe fortalecer, ao seu lado, amigo e companheiro de caminhada... 

05- Leia pausadamente, frase por frase, sem pressa o texto bíblico escolhido, ou indicado. Essa primeira leitura é do conhecimento. 

06- Releia o texto. Essa segunda leitura é da sensibilidade. Tente perceber palavras ou frases que chamam sua atenção, tocam seus afetos. Repita-as, deixando que movam os sentimentos que estão no seu coração. É a hora em que Deus fala. Ouça-O...

07- Fale com Deus. Ele o(a) escuta. Responda, seguindo o caminho que lhe indica o coração: É hora de pedir, ou agradecer, ou louvar, ou decidir, ou silenciar... 

08- Termine sua oração com um pequeno gesto, uma palavra de “até logo” a Deus. 

09- Faça um “diário espiritual” dessas experiências. Anote (ou digite) os sentimentos, intuições, decisões e emoções experimentados durante a oração. 

10- Busque viver, na vida diária, as percepções experimentadas na leitura orante da Bíblia.

Hoje, diversas “ciências modernas” tem ressaltado a importância da meditação no equilíbrio do ser humano, destacando a importância da espiritualidade para que se tenha uma vida saudável, em todos os níveis e sentidos. A Bíblia é uma fonte preciosa dessa sabedoria. Encontrar no dia a dia, em meio ao corre-corre enlouquecido em que vivemos, espaços e momentos de mergulho profundo em nós mesmos, tendo a Bíblia como “mapa do caminho”, é resgatar o próprio sentido e significado da nossa vida. Deus, que é amor, criou cada um de nós por amor e para o amor. O amor é nosso berço, caminho e destino... 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mês da Sagrada Escritura

Dom Paulo Francisco Machado
Bispo de Uberlândia

Neste mês somos convidados pela mãe Igreja a buscar a sabedoria que vem do alto, mas essa não pode ser alcançada pela pessoa humana se o próprio Deus não se aproxima de nós, se não vem ao nosso encontro cheio de amor, de bondade. Recordamo-nos aqui das solenes palavras do Concílio Vaticano: Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Hb 1, 1-2). Com efeito, enviou o Seu Filho, isto é, o Verbo eterno, que ilumina todos os homens, para habitar entre os homens e manifestar-lhes a vida íntima de Deus (cfr Jo 1, 1-18). Jesus Cristo, Verbo feito carne, enviado "como homem para os homens", "fala, portanto, as palavras de Deus" (Jo 3,34) e consuma a obra de salvação que o Pai lhe mandou realizar (cfr Jo 5,36; 17,4). 
Portanto, o que Deus fez foi muito mais do que nos enviar uma amorosa carta, repleta de ternura. Ele não abandona a criatura, mas assume integralmente a nossa natureza, mostra-nos sua face e enche os nossos ouvidos das divinas palavras de Vida Eterna.
Será preciso ter sempre em mente, que nós, cristãos não somos o "povo do livro", mas seguidores, discípulos de Jesus Cristo. Ora, só é autêntico discípulo, quem ouve e atende a voz do Mestre. Foi a Igreja quem guardou os ensinamentos de seu Mestre e, hoje, os transmite a nós. Ela toma a Palavra de Deus e a proclama em cada celebração dos sacramentos e sacramentais. Parodiando o sacerdote e mártir africano Saturnino, morto em 304, sob a perseguição de Dioclesiano, podemos afirmar: "sem a Palavra de Deus (Bíblia) não podemos viver". 
No mês da Sagrada Escritura cabe-nos ter mair consciência da importância da Palavra de Deus para toda a vida cristã, não só ao ouvi-la com grande atenção e cuidado nas celebrações, mas também, no nosso dia a dia, fazendo da Mensagem Divina as delícias do nosso coração, pois conforme afirmava Orígenes "não se pode ser discípulo sem recostar nossa cabeça no peito de Jesus", isto é, sem ouvir as amorosas batidas de seu Divino Coração que nos fala "palavras de Vida Eterna".
Meu irmão, minha irmã como está a sua Bíblia: empoeirada num canto de estante, enfeitando o ambiente, mas não a sua vida? Ou, ensebada pelos seus dedos, marcada em algumas passagens, lida, relida, meditada, com as manchas de suas lágrimas, e finalmente espelhando seus sorrisos e alegrias?
Toma, pois, o Livro e lê!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Novas tecnologias ajudam a conhecer a Bíblia, diz bispo

Fonte: Canção Nova
Acessar a Bíblia no celular, fazer pesquisas sobre temas bíblicos na internet, participar de fóruns de debate sobre a Sagrada Escritura. Esses são avanços tecnológicos que configuraram novos hábitos e modos de conhecer a Palavra de Deus. A rede e as ferramentas hoje disponíveis criaram um “espaço” propício à propagação do Evangelho.
O documento “Igreja e internet”, do Pontifício Conselho para as Comunicações, afirma que os católicos “não devem ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma que a sua Boa Nova possa ser ouvida sobre os telhados do mundo”. O documento enfatiza o vasto alcance destes meios e sua popularidade.
Uma realidade incentivada pelo presidente regional da Comissão para a animação Bíblico Catequética, da CNBB, Dom Vilson Dias de Oliveira. “As novas tecnologias são fantásticas (...), abrem portas para que as pessoas possam crescer no amor à Palavra de Deus”. O bispo acredita que, principalmente para os jovens, estes meios, estimulam. “Conheço inúmeros jovens que carregam a Bíblia, o Catecismo e muitos outros documentos da Igreja em seus smartphones”.
A jovem universitária Gabrielle Sanchotene já se rendeu a essas facilidades. “Geralmente, carrego o tablet ou celular para onde vou, e isso possibilita que eu aproveite o tempo livre para estar em contato com a Palavra de Deus” . Por meio das redes sociais, a jovem procura partilhar o que aprendeu no estudo Bíblico, evidenciando a interação e instantaneidade dos novos dispositivos.
“A utilização desses meios é irreversível e devemos nos adequar a eles”, afirma o sacerdote da Comunidade Canção Nova, padre Arlon Cristian. Ele "leva" no tablet a Bíblia, o catecismo da Igreja Católica, livros de estudo, além de acessar a internet para pesquisa. Porém, alerta: “Nós temos de dominar estes dispositivos e não deixar que eles nos dominem, nos distraiam”.
Essa é uma preocupação apontada também por Dom Vilson. “Na catequese, por exemplo, no encontro de jovens, posso usar os aplicativos para atrair a atenção da garotada, mas durante um retiro será conveniente? (…) O ser humano se distrai facilmente, perde o foco”, explica.
O bispo comenta sobre o uso de dispositivos móveis durante a Missa. "Posso tomar contato com a liturgia diária através do meu smartphone, mas devo fazer isso antes de ir à Missa, ou logo que chegar à igreja. No momento em que a Missa começa, minha atenção deve estar voltada para aquele momento", ensina Dom Vilson.
O acesso à Bíblia proporcionado pelos novos meios ajudam no crescimento da fé, aponta o documento "Igreja e Internet", desde que usados de modo correto. "Não adianta você ter o melhor carro e não saber dirigir, como não resolve ter a melhor cozinha do mundo, a mais equipada, e não saber cozinhar. É importante que as pessoas interessadas em conhecer melhor a Palavra estejam ligadas à comunidade, ao corpo da Igreja", conclui Dom Vilson.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ouvintes e servidores da Palavra

Dom Nelson Westrupp - Bispo de Santo André
Fonte: CNBB
Ao longo do mês da Bíblia somos convidados a uma leitura mais assídua da Palavra de Deus. São Tiago recomenda receber com humildade a Palavra que em nós foi implantada e que é capaz de salvar as nossas almas. Não basta, porém, sermos meros ouvintes da Palavra, enganando-nos a nós mesmos, mas praticantes da Palavra (cf. Tg 1, 21-22). É a Palavra que nos salva. Mas para isso é necessário pô-la em prática como expressão de vida no amor. Não basta conhecer e saber o Evangelho; é preciso convertê-lo e transformá-lo em vida. Temos de ser terra boa, bem preparada, adubada, onde a Palavra do Senhor enraíza e cresce. 

A Palavra de Deus é amor. Quem ama, cumpre e vive a Palavra. Quem se aproxima dos pobres e dos mais necessitados e se compadece dos aflitos e sofredores, é praticante da Palavra, agrada aos olhos e ao coração de Deus. 
A Palavra de Deus é vida e ação. Quando a Palavra de Deus tiver produzido o seu fruto, voltará à nascente, cumprida a missão. Só será plenitude e perfeita compreensão, quando se tiver cumprido em nós (cf. Is 55, 10-11). 
Deus quer a salvação de todo ser humano, e o mundo inteiro é terra boa dos seus cuidados. Por isso, mandou profetas a preparar caminhos e, chegada a plenitude dos tempos, enviou o seu próprio Filho (Gl 4, 4), divina semente, Palavra de vida eterna. Não há terreno duro onde o Senhor não lance a semente. Preocupações, riquezas e cuidados podem sufocar a Palavra, mas o amor misericordioso do Pai não rejeita nenhum de seus filhos e filhas. A nossa mediocridade e lentidão de inteligência (cf. Lc 24, 25) não impedem a mão de Deus. 
A alma que lesse a Palavra sem a preocupação de vivê-la e pôr em prática sua mensagem, morreria de sede à beira da fonte de água viva. Portanto, redescubramos a maravilha da Palavra de Deus, que é “viva, eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4, 12). Redescubramos sua eficácia no próprio coração da Igreja, na sua liturgia e na oração, na evangelização, na vida pessoal e comunitária... 
Feitos discípulos(as) missionários(as) de Cristo, poderemos experimentar o sabor da Palavra de Deus (cf. Hb 6, 5), vivendo-a na comunidade eclesial e anunciando-a aos corações acolhedores. A Palavra do Senhor seja nossa alegria diária. Recomenda-se aos “servos da Palavra” no trabalho da evangelização a leitura orante da Palavra de Deus, caminho seguro para um salto de qualidade na vivência da fé e do amor. 
A leitura meditada e rezada da Palavra leva a um encontro vital e transformador com Cristo, tornando-nos discípulos(as) e servidores(as) da Palavra de Deus na missão da Igreja. Aliás, a “Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela” (VD, 3). Quais filhos e filhas desta Igreja, somos enviados para anunciar a todos a Palavra que é Cristo. Tendo-a escutado, respondamos “com a obediência da fé” (cf. Rm 1, 5; 16, 26) e “o ouvido do coração”, a fim de que as nossas palavras, opções e atitudes “sejam cada vez mais uma transparência, um anúncio e um testemunho do Evangelho”, e vivamos por Ele (cf. 1 Jo 4, 9)” (CNBB, Doc 97, n. 92). 
A exemplo de Maria Santíssima, vivamos a plena obediência da fé em sintonia com a Palavra de Deus. Escutando a Palavra com o ouvido do coração, cresceremos na fé, na esperança e no amor. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

São Jerônimo, rogai por nós!

(Fonte: Canção Nova)
Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória do grande "tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras": São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Ele nasceu na Dalmácia em 340, e ficou conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor da Igreja. É de São Jerônimo a célebre frase: "Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo".
Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma. Estando na "Cidade Eterna", Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, ele teve um sonho que foi determinante para sua conversão: neste sonho, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado as Sagradas Escrituras, mas somente escritos pagãos). No fim da permanência em Roma, ele foi batizado.
Após isso, iniciou os estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas uma prolongada doença obrigou-o a permanecer em Antioquia. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir na vida eremítica. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. Tendo estudado as línguas originais para melhor compreender as Escrituras, Jerônimo pôde, a pedido do Papa Dâmaso, traduzir com precisão a Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época). Esta tradução recebeu o nome de Vulgata. Assim, com alegria, dedicação sem igual e prazer se empenhou para enriquecer a Igreja universal. 
Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, continuando as traduções bíblicas, até falecer em 420, aos 30 de setembro com, praticamente, 80 anos de idade. A Igreja declarou-o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia e fixou o "Dia da Bíblia" no mês do seu aniversário de morte, ou ainda, dia da posse da grande promessa bíblica: a Vida Eterna.
São Jerônimo, rogai por nós!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O momento é agora!

Todo ano, quando chega setembro, observamos a natureza com ansiedade. Tendo passado o pior período da seca, aguardamos a chuva que se anuncia e vamos descobrindo aqui e ali, um tímido verde que brota. É a primavera que chega e colore os gramados ressequidos, lava as folhas das árvores com as primeiras chuvas e enche os ares com o canto dos pássaros. É a renovação da vida! Também na espiritualidade, a Igreja nos convida a uma renovação constante. Neste mês, somos convidados a  reverenciar as Escrituras Sagradas, onde a Palavra de Deus se faz vida. É através dela que nos renovamos. Ela é a SEMENTE DO REINO. O nosso coração é o solo em que ela deve ser plantada.
A Palavra de Deus é sempre boa, mas depende de nossa colaboração para que produza bons frutos. Para que possa produzir muito fruto em nossa caminhada espiritual devemos observar três recomendações do Evangelho: ARAR A TERRA. Essa é a primeira recomendação de Jesus. Temos que retirar os torrões duros, isto é, abrir nosso coração, para ouvir com atenção e amor tudo o que Ele quer nos falar. Quando a semente cai na terra não arada, ela fica por cima e os passarinhos a comem. Muitas vezes acontece isso, quando ouvimos a Palavra, na celebração ou na Santa Missa. Ficamos dispersos, pensando em outras coisas e a Palavra de Deus não consegue penetrar em nós.
A segunda recomendação é PERSEVERANÇA: como Jesus mesmo explicou, em um terreno pedregoso, a semente brota, a planta começa a crescer, mas não vai pra frente, porque as raízes não têm força para vencer as pedras. Isso, às vezes, acontece conosco ou com nossa comunidade. Ficamos alegres e motivados depois de uma bela celebração, um encontro ou reunião e voltamos para casa, cheios de boas intenções, querendo melhorar nossa vida cristã. Mas, se não temos perseverança e começamos faltar às oportunidades seguintes, então, a raiz da Palavra de Deus não penetra fundo em nossos corações. E aí, o que acontece? Qualquer dificuldade serve para nos desanimar: o sofrimento, a doença, a decepção com os irmãos de comunidade... Tudo e qualquer coisa é motivo para abandonarmos a comunidade, às vezes até a Igreja, ou, pior ainda, perdermos a fé. Assim, a Palavra de Deus, ouvida com frequência e perseverança, vai penetrando bem dentro de nós, dando força e ânimo para suportarmos tudo. Porque a esperança não decepciona!
Finalmente, a terceira recomendação é o DESAPEGO ÁS COISAS DO MUNDO. As vaidades, os prazeres do mundo e as preocupações são espinhos e  erva daninha que sufocam a Palavra. Jesus nos convida a capinar esse mato! Tiremos de nós as preocupações exageradas, o apego aos prazeres  da vida, a vaidade excessiva, que tomam todo o nosso tempo e não deixam a Palavra de Deus crescer e produzir frutos em nossa vida. Sejamos aquele bom terreno, bem preparado e bem cuidado, para que a Palavra  possa produzir frutos, cem por um, aqui em nossa Igreja. Agora é  hora de começarmos a construir a nossa felicidade sobre o alicerce da Palavra de Deus. Neste mês em que a Igreja nos convida a conhecer melhor a Bíblia e a praticar seus ensinamentos, sintamo-nos convocados a uma renovação interior, partindo do amor de Deus, que nos dá sua Palavra de vida, ao amor aos irmãos, a fim de transformar as estruturas morais e sociais deste mundo, tão mergulhado no egoísmo e tão distante dos valores ensinados por Cristo. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Mês da Bíblia 2011 - Livro do Êxodo

Fonte: www.blogpaulinos.com
Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”, com essa frase, de São Jerônimo, que a Igreja celebra, nesse mês de setembro, o Mês da Bíblia.
Neste ano, o estudo proposto pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será o Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”.
O Mês da Bíblia tem como tema “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”, e o lema “Aproximai-vos do Senhor”.
Mês da Bíblia
Mês de Setembro para a nossa Igreja no Brasil já é, por uma bonita tradição, sinônimo de MÊS DA BÍBLIA. O grande São Jerônimo, presbítero e doutor, cuja memória celebramos no final do mês de setembro, dia 30, nos motivou desde o início e motiva ainda hoje para a dedicação do mês de setembro inteiro para ser o da Bíblia. Sabemos da importância do trabalho bíblico de São Jerônimo realizando a tradução da Vulgata; e sua frase é emblemática: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”.
Também já é uma bonita tradição, a CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, oferecer um tema para o Mês da Bíblia para o estudo, a reflexão, a oração e a vivência da Palavra de Deus. O tema pode girar ou em torno de trechos bíblicos, ou de um Livro bíblico, ou até de um conjunto de Livros bíblicos. A escolha do tema para o Mês da Bíblia deste ano de 2011, concentrou-se no trecho do Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”. É necessário olharmos as etapas da travessia desértica do Povo de Deus, saindo do Egito e buscando a Terra Prometida: as dificuldades enfrentadas pelo Povo de Deus, tanto os problemas da natureza, quanto os desafios oriundos pela convivência humana, criaram a necesidade de enraizar e vivenciar a fé, a esperança e o amor em Deus. Queremos aprender com o Povo de Deus a realizarmos a nossa travessia de discipulado e missão. Eis, pois, o tema tão propício para o Mês da Bíblia de 2011: “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”. Mas, o fundamental em tudo isso, é estar próximo ao Senhor Deus. Assim, do capítulo 16, versículo 9, é tirado também o lema: “Aproximai-vos do Senhor”.