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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Maio, um mês dedicado à mãe divina

Fonte: Blog Frei Vitório
Estava relendo a Saudação à Bem-Aventurada Virgem Maria, de São Francisco de Assis, a sua meditação sobre a Ave Maria, e a sua ampliação desta prece. “Ave, palácio do Senhor! Ave, tabernáculo do Senhor! Ave, casa do Senhor! Ave, vestimenta do Senhor! Ave, serva do Senhor! Ave, mãe do Senhor!”. Este mês remete a dimensão maternal na comemoração de todas as mães. É o mês de Maria! Mães para celebrar a origem da nossa existência como filhos da terra, filhos da luz. É sempre bom fazer a Antífona do Ofício da Paixão, de São Francisco de Assis: “Santa Virgem Maria, entre as mulheres do mundo não nasceu nenhuma semelhante a ti, ó filha e serva do altíssimo e sumo Rei e Pai celeste, mãe de nosso santíssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo”.

Deus, que tudo pode e tudo podia fazer nascer de sua vontade, uma coisa Ele não quis: não quis ser Pai de si mesmo e se fez Mãe na Mãe Divina, a Mãe Maria, mulher escolhida pela sombra do Altíssimo para ser a Mãe de seu Filho e Mãe de todos nós. A força divina cria à sua imagem e semelhança uma obra-prima de seu afeto. O que é gerado no escuro do mistério é dado à luz. No ventre escondido da mulher, durante um novenário de meses, é germinada uma semente divina de onde sairá uma nova luz para o mundo. Neste mês celebramos a Mãe Maria e todas as mães. Ventre de mulher é como a Arca da Aliança, guarda com cuidado os sonhos de Deus para parir para a humanidade a vontade, os segredos, os caminhos do Senhor. A força divina realiza na mulher o milagre da reprodução. Vale citar aqui as belas palavras de Michel Quoist: “Sentia falta dela e então a fiz. Fiz a minha Mãe antes que ela me fizesse. Era mais garantido. Agora sou um Homem de verdade, como todos os homens. Nada mais preciso invejar-lhes, pois já tenho Mãe. Mãe de verdade. Estava sentindo falta dela”. Dá para entender Francisco quando ele diz que Ela é casa, palácio, tabernáculo, veste, serva, virtude, rainha, plenitude da graça, virgem feita igreja. Ave Maria, que coisa linda!

Imagem: "Francisco e Maria", de Francisco de Zurbarán

Frei Vitório Mazzuco OFM

terça-feira, 5 de maio de 2015

Por que maio é o mês de Maria?

Fonte: Aletéia

No mês de maio, milhões de pessoas participam de romarias e peregrinações a santuários marianos, fazem orações especiais a Maria e lhe oferecem presentes, tanto espirituais quanto materiais.

Dedicar o mês de maio – também chamado de "mês das flores" no hemisfério norte – a Maria é uma devoção arraigada há séculos. Com sua poesia "Ben vennas Mayo", das Cantigas de Santa Maria, Afonso X o Sábio nos revela que esta tradição já existia na Idade Média.

A Igreja sempre incentivou tal devoção, por exemplo concedendo indulgências plenárias especiais e com referências em alguns documentos do Magistério, como a encíclica "Mense Maio", de Paulo Vi, em 1965.

"O mês de maio nos estimula a pensar e a falar de modo particular dEla – constatou João Paulo II em uma audiência geral, ao começar o mês de maio em 1979. De fato, este é o seu mês. Assim, o período do ano litúrgico [Ressurreição] e ao mesmo tempo o mês corrente, chamam e convidam os nossos corações a abrirem-se de maneira singular para Maria."

Mas, por que existe este mês, se outros contêm festas litúrgicas mais destacadas dedicadas a Maria? O beato cardeal John Henry Newman oferece várias razões em seu livro póstumo "Meditações e devoções".

"A primeira razão é porque é o tempo em que a terra faz surgir a terna folhagem e os verdes pastos, depois do frio e da neve do inverno, da cruel atmosfera, do vento selvagem e das chuvas da primavera", escreve de um país do hemisfério norte.

"Porque os dias se tornam longos, o sol nasce cedo e se põe tarde – acrescenta. Porque semelhante alegria e júbilo externo da natureza são os melhores acompanhantes da nossa devoção Àquela que é a Rosa Mística e a Casa de Deus."

"Ninguém pode negar que este seja pelo menos o mês da promessa e da esperança – continua. Ainda que o tempo não seja favorável, é o mês que dá início e é prelúdio do verão."

"Maio é o mês, se não da consumação, pelo menos da promessa, e não é este o sentido no qual mais propriamente recordamos a Santíssima Virgem Maria, a quem dedicamos o mês?", pergunta em sua obra, publicada em 1893.

Alguns autores, como Vittorio Messori, veem nesta manifestação da religiosidade popular uma cristianização de uma celebração pagã: a dedicação do mês de maio às deusas da fecundidade – na Grécia, Artemisa; em Roma, Flora. De fato, maio deve seu nome à deusa da primavera Maia.

Além disso, em muitos países, durante o mês de maio, comemora-se o Dia das Mães, e a lembrança se dirige também à nossa Mãe do céu.

Para muitos, maio é o mês mais bonito, como Maria é a mulher mais bela; o mês mais florido que conduz o coração até Ela, uma Palavra feita flor.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Maio, mês de Maria: confie sua família a Ela

Aleteia
Durante o mês de maio, as famílias têm a oportunidade especial de transformar seu lar em um lugar de encontro com o Senhor, graças à intercessão de Nossa Senhora.
Sempre ouvimos as reclamações de pessoas que querem crescer na fé, estar mais perto de Jesus, mas não sabem como. É comum escutar: "Eu não sei rezar!", "Há muito barulho na minha casa, impossível rezar!".
Como fazer, então, para que a minha família viva na presença de Deus?
Terço que une
"Família que reza unida permanece unida", dizia São João Paulo II. Por isso, vale a pena intensificar a oração do terço em família durante este mês. Contemplando Jesus por meio da oração do terço, cada um dos membros da família recupera também a capacidade de voltar a olhar nos olhos, para comunicar-se, perdoar-se mutuamente e recomeçar com um pacto de amor renovado pelo Espírito Santo (cf. Rosarium Virginis Mariae, 41).
Virgem peregrina
A Virgem peregrina é uma imagem de Maria que visita as casas daqueles que se comprometem a recebê-la. Esta é uma oportunidade de aprender a ser discípulos de Cristo e de difundir a Boa Nova cada dia. Nossa Senhora intercede pelas nossas necessidades e, ao fazer isso, Ela cumpre sua missão de nos educar e nos preparar para o encontro com o Senhor Jesus.
Consagração a Nossa Senhora
Finalmente, também existe a opção para aqueles que querem se consagrar a Maria. Esta consagração pode ser feita em família e renovada com frequência.
O mês de maio é um tempo propício para meditar sobre a bênção de ter Nossa Senhora entre nós, para colocar-nos em sua presença como família e, junto a Ela, aproximar-nos com amor de Jesus.
Estes três recursos são excelentes meios para manter-nos firmes na fé e em nossas tradições e valores, mas principalmente para fortalecer os vínculos familiares e centrar-nos no essencial: em Deus que é Amor.
Não tenhamos medo de nos aproximar de Jesus por meio de Nossa Senhora. Maria nos espera e nos diz: "Não tenha medo. Não estou eu aqui, que sou sua Mãe?".

(Artigo publicado originalmente por El Pueblo Católico)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Consagração do mês de Maio a Maria


Já no século XIII, Afonso, o Sábio, rei de Castela, havia associado a beleza de Maria à beleza do mês de Maio, em um dos seus cantos poéticos. No século seguinte, o bem-aventurado dominicano Henri Suso, por ocasião da festa das flores, no primeiro dia de Maio, costumava trançar, com belas e viçosas flores, delicadas coroas para a Virgem Maria.
Em 1549, o beneditino, de nome Seidl, publicou um livro intitulado “O mês de Maio espiritual”. São Filipe Neri já exortava os jovens a manifestar um culto particular a Maria, durante o mês de Maio, reunindo crianças em torno do altar da Santa Virgem para oferecer-lhe as flores da primavera. No correr do tempo, os jesuítas recomendavam que, na véspera do dia primeiro de Maio, as pessoas deveriam erguer em seus lares, um altar a Maria, ornamentado com flores e luzes e, a cada dia do mês, a família deveria se reunir para fazer algumas orações em honra da Santíssima Virgem, antes de fazer um sorteio que indicaria, a cada um, a virtude que deveria praticar no dia seguinte.Esta devoção mariana perpetuou-se, mundo afora, até os nossos dias.

O culto da Santíssima Virgem na Igreja
Os cristãos rezam a Maria, desde o alvorecer da Igreja. Inicialmente, porque, como ensina a Bíblia (e em particular, o Evangelho segundo São Lucas), a virgem de Nazaré é a Mãe de Cristo Jesus, Filho de Deus, que se encarnou em seu seio virginal para a Salvação da humanidade; a seguir, porque Maria é, igualmente a Mãe de todos nós, desde que o próprio Jesus, do alto de sua Cruz, lhe confiou o apóstolo João e, por meio deste, todos os seres humanos que se reconhecem como sendo filhos de Deus, fazendo, então, de sua Mãe, a nossa Mãe universal (cf Jo 19, 26).

Maria, Mãe universal e ternamente amada Hoje, ainda, em todas as latitudes do globo terrestre e em todas as culturas e idiomas, homens e mulheres de todas as condições, rezam para a Virgem de Nazaré assim como cada filho se volta para a sua terna e muito amada mãe.

Basta que descubramos o lugar reservado à Virgem Maria na liturgia, tanto católica quanto ortodoxa, nas orações marianas, tais os grandes hinos da mais antiga tradição da Igreja (entre eles, o famoso hino Acatista do IV século), e ainda, na mais conhecida das orações marianas de nosso tempo, o terço e seu desenvolvimento, o Rosário, ou mesmo no célebre Magnificat, comentado pelo próprio Martin Lutero, para a glória da Virgem. E mais, nas inumeráveis progressões em todos os domínios da arte consagrada à Virgem (de onde destacamos os célebres ícones bizantinos, conhecidos em todo o mundo), para que se possa medir a amplidão do culto a ela dedicado em toda a cristandade.

Maria é venerada; somente Deus é adorado
Entretanto, o culto prestado à Virgem Maria pelos cristãos não tem a mesma natureza que o culto prestado a Deus: Maria não é uma divindade que se adora; a adoração é devida somente a Deus. Maria é uma criatura a quem nós veneramos. Não obstante, o culto prestado à Virgem Maria é superior àquele prestado a todos os outros santos, pois Maria de Nazaré é a única, entre todas as criaturas feitas por Deus, que porta os títulos gloriosos, tais: “Mãe de Deus”, Mãe do Redentor”, “Mãe da Igreja”, “Rainha do Céu e da Terra”...

E como ressaltam os Santos e os Doutores da Igreja: Maria não guarda para si os filhos que lhe foram confiados: ela não cessa de os conduzir a seu Filho a ponto que nós poderíamos resumir a finalidade do culto a Maria na Igreja da forma seguinte:
                                     “Tudo a Jesus, por Maria”. 

 Fonte: www.mariedenazareth.org