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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A emocionante oração do Papa Francisco na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Fonte: ACI Digital
Em suas palavras antes da oração do Ângelus no domingo, 1º de janeiro, Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o Papa Francisco também incluiu uma bela e emocionante oração à Virgem.
A seguir, a oração completa do Santo Padre:Obrigado, ó Santa Mãe do Filho de Deus Jesus, Santa Mãe de Deus!
Obrigado pela sua humildade que atraiu o olhar de Deus.
Obrigado pela fé com a qual acolheu a sua Palavra.
Obrigado pela coragem com que disse: eis-me aqui, esquecendo-se de si, fascinada pelo Santo Amor e tornando-se uma só coisa com a sua esperança.
Obrigado, ó Santa Mãe de Deus!
Reza por nós, peregrinos no tempo. Ajude-nos a caminhar na via da paz.
Amém

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Maio, um mês dedicado à mãe divina

Fonte: Blog Frei Vitório
Estava relendo a Saudação à Bem-Aventurada Virgem Maria, de São Francisco de Assis, a sua meditação sobre a Ave Maria, e a sua ampliação desta prece. “Ave, palácio do Senhor! Ave, tabernáculo do Senhor! Ave, casa do Senhor! Ave, vestimenta do Senhor! Ave, serva do Senhor! Ave, mãe do Senhor!”. Este mês remete a dimensão maternal na comemoração de todas as mães. É o mês de Maria! Mães para celebrar a origem da nossa existência como filhos da terra, filhos da luz. É sempre bom fazer a Antífona do Ofício da Paixão, de São Francisco de Assis: “Santa Virgem Maria, entre as mulheres do mundo não nasceu nenhuma semelhante a ti, ó filha e serva do altíssimo e sumo Rei e Pai celeste, mãe de nosso santíssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo”.

Deus, que tudo pode e tudo podia fazer nascer de sua vontade, uma coisa Ele não quis: não quis ser Pai de si mesmo e se fez Mãe na Mãe Divina, a Mãe Maria, mulher escolhida pela sombra do Altíssimo para ser a Mãe de seu Filho e Mãe de todos nós. A força divina cria à sua imagem e semelhança uma obra-prima de seu afeto. O que é gerado no escuro do mistério é dado à luz. No ventre escondido da mulher, durante um novenário de meses, é germinada uma semente divina de onde sairá uma nova luz para o mundo. Neste mês celebramos a Mãe Maria e todas as mães. Ventre de mulher é como a Arca da Aliança, guarda com cuidado os sonhos de Deus para parir para a humanidade a vontade, os segredos, os caminhos do Senhor. A força divina realiza na mulher o milagre da reprodução. Vale citar aqui as belas palavras de Michel Quoist: “Sentia falta dela e então a fiz. Fiz a minha Mãe antes que ela me fizesse. Era mais garantido. Agora sou um Homem de verdade, como todos os homens. Nada mais preciso invejar-lhes, pois já tenho Mãe. Mãe de verdade. Estava sentindo falta dela”. Dá para entender Francisco quando ele diz que Ela é casa, palácio, tabernáculo, veste, serva, virtude, rainha, plenitude da graça, virgem feita igreja. Ave Maria, que coisa linda!

Imagem: "Francisco e Maria", de Francisco de Zurbarán

Frei Vitório Mazzuco OFM

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Setembro, um mês mariano

Fonte: Zenit
Irmã Agnese Scavetta

O mês de setembro conheceu o sincero chamamento do papa Francisco à paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro: “Guerra nunca mais! Guerra nunca mais! A paz é um dom precioso demais, que tem que ser promovido e protegido... Não é o uso da violência que leva à paz... A guerra chama a guerra, a violência chama a violência”.
Nós ecoamos a pergunta do Santo Padre: “O que podemos fazer pela paz no mundo?”. Oração, penitência e jejum têm sido desde sempre as armas do povo de Deus para implorar pelo dom da paz, através da intercessão de Maria, Rainha da Paz.
No mês de setembro, a liturgia nos apresentou três festas marianas:
Em 8 de setembro, a Natividade de Maria: o nascimento de Maria é a esperança de toda a humanidade, é ela que nos traz o Filho de Deus, que ensina ao homem que a paz é o fruto do perdão.
Em 12 de setembro, o Santíssimo Nome de Maria: recorda a batalha de Viena, nos dias 11 e 12 de setembro de 1683, quando o exército da Liga Cristã, guiado pelo rei da Polônia, João Sobieski, freou o avanço turco na Europa. A batalha foi vencida em nome de Maria. O beato Marco de Aviano, frade capuchinho e capelão das armadas cristãs, mandou colocar uma imagem de Nossa Senhora de Loreto em cada bandeira, enquanto a incessante oração do terço subia aos céus, pelos lábios de mulheres, idosos e crianças.
Em 15 de setembro, Nossa Senhora das Dores: a mãe de Deus conheceu a dor e a violência dos homens que matavam o seu Filho na cruz, mas ela, como o Filho, repetia em seu coração: “Pai, perdoai-os, porque não sabem o que fazem!”.

A Rainha da Paz cuida do mundo

Bento XV, em 1918, em ação de graças pelo final da Primeira Guerra Mundial, pediu que o escultor romano Guido Galli fizesse a estátua de Maria, Rainha da Paz, que ainda hoje pode ser admirada na esplêndida Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
A Virgem Maria é representada sobre um trono de mármore. Da sua cabeça, cai um manto que se desdobra em ondas suaves. As vestes são longas. Fechado sobre o peito há um laço, e Maria é adornada por um fino bordado com arabescos.
Os olhos de Maria se voltam para baixo: seu olhar é triste e severo. Ela alça a mão esquerda para o alto e parece dizer: “Chega! Nunca mais a guerra!”.
A mão direita sustenta docemente o Menino Jesus, que está de pé, esperando um sinal da Mãe para deixar cair o ramo de oliveira que segura na pequena mão direita. Aos pés do trono, uma pomba com as asas abertas observa o ramo de oliveira, pronta para recolhê-lo tão logo o Rei Menino o deixe cair. À base do trono, rosas e lírios indicam os frutos da beleza e da renovação que só a paz divina pode dar.
Contemplando a imagem de Maria, Rainha da Paz, do profundo do coração, unamo-nos ao grito de toda a humanidade, implorando: “Maria, Rainha da Paz, rogai por nós!”.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Assunção da Virgem Maria

Padre Paulo Ricardo
A Assunção de Maria torna-se para nós um sinal de esperança certa e de consolação!
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade...» (Lc 1, 39). As palavras deste trecho evangélico fazem-nos vislumbrar, com os olhos do coração, a jovem de Nazaré a caminho da cidade da Judeia, onde morava a sua prima, para lhe oferecer os seus serviços. Aquilo que nos surpreende acima de tudo, em Maria, é a sua atenção repleta de ternura pela sua parente idosa. Trata-se de um amor concreto, que não se limita a palavras de compreensão, mas que se compromete pessoalmente numa verdadeira assistência. À sua prima, a Virgem não dá simplesmente algo que lhe pertence; Ela dá-se a si mesma, sem nada exigir como retribuição. Ela compreendeu de maneira perfeita que, mais do que um privilégio, o dom recebido de Deus constitui um dever, que a empenha no serviço aos outros, na gratuidade que é própria do amor.
A minha alma proclama a grandeza do Senhor...(Lc 1, 46). No seu encontro com Isabel, os sentimentos de Maria brotam com vigor no cântico do Magnificat. Através dos seus lábios exprimem-se a expectativa repleta de esperança dos «pobres do Senhor», e a consciência do cumprimento das promessas, porque Deus «se recordou da sua misericórdia» (cf. Lc 1, 54).
É precisamente desta consciência que brota a alegria da Virgem Maria, que transparece no conjunto do cântico: alegria de saber que Deus olha para Ela, apesar da sua fragilidade (cf. Lc 1, 48); alegria em virtude do serviço que lhe é possível prestar, graças às grandes obras que o Todo-Poderoso realizou em seu favor; alegria pela antecipação das bem-aventuranças escatológicas, reservadas aos humildes e aos famintos (cf. Lc 1, 52-53).
Depois do Magnificat chega o silêncio; nada se diz acerca dos três meses da presença de Maria ao lado da sua prima Isabel. Talvez nos seja dita a coisa mais importante: o bem não faz ruído, a força do amor expressa-se na discrição tranquila do serviço quotidiano.
Mediante as suas palavras e o seu silêncio, a Virgem Maria aparece como um modelo ao longo do nosso caminho. Não se trata de um caminho fácil: em virtude da culpa dos seus pais primitivos, a humanidade traz em si a ferida do pecado, cujas consequências ainda continuam a fazer-se sentir nas pessoas remidas. Mas o mal e a morte não terão a última palavra! Maria confirma-o através de toda a sua existência, sendo testemunha viva da vitória de Cristo, nossa Páscoa.
Os fiéis compreenderam-no, reconhecendo nela «a mulher revestida de sol (Ap 12, 1), a Rainha que resplandece junto do trono de Deus e intercede em favor deles.
No dia de hoje, a Igreja celebra a gloriosa Assunção de Maria ao Céu, de corpo e alma. Os dois dogmas da Imaculada Conceição e da Assunção estão intimamente ligados entre si. Ambos proclamam a glória de Cristo Redentor e a santidade de Maria, cujo destino humano já está perfeita e definitivamente realizado em Deus.
E quando Eu tiver partido e vos tiver preparado um lugar, voltarei e levar-vos-ei comigo para que, onde Eu estiver, vós estejais também, disse-nos Jesus (Jo 14, 3). Maria é o penhor e o cumprimento da promessa de Cristo. A sua Assunção torna-se para nós um sinal de esperança certa e de consolação (Lumen gentium, 68).
João Paulo II, Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, 15 de Agosto de 2004

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Presença de ternura


Em Nova Iorque, realizou-se, anos atrás, uma célebre exposição internacional, atraindo turistas de todo o mundo. Era o triunfo do engenho humano, presente em todos aqueles pavilhões: computadores eletrônicos, o homem viajando à lua, explorando os abismos do mar. Amostras, as mais refinadas, de todo o arsenal tecnológico acumulado nas últimas décadas. Os visitantes passavam surpresos de deslumbramento a outro.
À noite, todo aquele parque monumental transformava-se numa festa iluminada: fontes e chafarizes coloridos, fogos de artifício, cinema e restaurantes ao ar livre...
Detalhe curioso, porém; o pavilhão do Vaticano foi o mais visitado, em meio àquela montanha tecnológica, exaltando a inteligência humana.
Ali, sem nenhum aviso prévio, o turista silenciava... Silenciava, ao natural, diante da Pietá, de Michelangelo. Os gracejos morriam, as gargalhadas findavam, os comentários morriam na garganta. Um respeitoso silêncio-oração impregnava o ambiente. Dentro daquela exposição mundial, a Virgem Santíssima sustentando sobre os joelhos maternos seu filho morto. Em plena Nova Iorque, uma das maiores cidades do mundo, a famosa Pietá surgia como um símbolo vigoroso, lembrando que Deus continua vivo no coração dos homens, no coração dos cidadãos do século XX. Século de tantos contrastes chocantes, materializado, hedonista, superficial, voando baixinho espiritualmente e muito pouco santo em tantas áreas...
Aquele silêncio reverente era uma homenagem irrefutável a Deus. Um preito filial à mulher mais amada e mais venerada do mundo: Maria, filha de Joaquim e Ana. Naquele silêncio coletivo, internacional, ecoava a profecia da própria Virgem Maria: “Bem-aventurada chamar-me-ão todas as gerações, através dos tempos”.
Prodigioso o destino dessa criança de Israel, da tribo de Davi, humilde camponesa igual a tantas outras... Pouquíssimas linhas consagraram-lhe os evangelistas. Mas, sem ela o plano da Redenção não teria acontecido. Em sua humildade Deus a encontrou. É sempre com os mais humildes e despojados que a Providência divina opera as maravilhas.
Maria, a silenciosa. Maria, a sempre presente. Presença infinitamente discreta. Presença sofrida. Presença de Mãe, que mais inspira do que ordena. Que mais encoraja e nunca violenta. Presença maternal, cujo sorriso, cujo olhar e cujas lágrimas falam mais alto do que as palavras... E sua presença de carinho e ternura, de generosidade e amor permanece como um oásis da humanidade. (Fonte: Maria de Deus, Maria do povo - Padre Roque Schneider - Ed. Santuário, pg. 66)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O mundo inteiro espera a resposta de Maria

Ouviste, ó Virgem, que vais conceber e dar à luz um filho, não por obra de homem – tu ouviste – mas do Espírito Santo. O Anjo espera tua resposta: já é tempo de voltar para Deus que o enviou. Também nós, Senhora, miseravelmente esmagados por uma sentença de condenação, esperamos tua palavra de misericórdia.
Eis que te é oferecido o preço de nossa salvação; se consentes, seremos livres. Todos fomos criados pelo Verbo eterno, mas caímos na morte; com uma breve resposta tua seremos recriados e novamente chamados à vida.
Ó Virgem cheia de bondade, o pobre Adão, expulso do paraíso com a sua mísera descendência, implora a tua resposta; Abraão a implora, Davi a implora. Os outros patriarcas, teus antepassados, que também habitam a região da sombra da morte, suplicam esta resposta. O mundo inteiro a espera, prostrado a teus pés.
E não é sem razão, pois de tua palavra depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua raça.
Apressa-te, ó Virgem, em dar a tua resposta; responde sem demora ao Anjo, ou melhor, responde ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra; profere a tua palavra e concebe a Palavra de Deus; dize uma palavra passageira e abraça a Palavra eterna.
Por que demoras? Por que hesitas? Crê, consente, recebe. Que tua humildade se encha de coragem, tua modéstia de confiança. De modo algum convém que tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Neste encontro único, porém, Virgem prudente, não temas a presunção. Pois, se tua modéstia no silêncio foi agradável a Deus, mais necessário é agora mostrar tua piedade pela palavra.
Abre, ó Virgem santa, teu coração à fé, teus lábios ao consentimento, teu seio ao Criador. Eis que o Desejado de todas as nações bate à tua porta. Ah! se tardas e ele passa, começarás novamente a procurar com lágrimas aquele que teu coração ama! Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela entrega a Deus, abre pelo consentimento. Eis aqui, diz a Virgem, a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38).
-- Das Homilias em louvor da Virgem Mãe, de São Bernardo, abade (século XII)