Mostrando postagens com marcador Papa Bento XVI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papa Bento XVI. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de janeiro de 2015

Livros sobre Jesus de Nazaré de Bento XVI são um presente para a Igreja, diz o Papa

Fonte: ACI Digital
Ao entregar os prêmios Ratzinger deste ano, o Papa Francisco recordou o trabalho realizado pelo seu predecessor, o hoje Bispo emérito de Roma Bento XVI, com seus livros sobre Jesus de Nazaré, e assegurou que se trata de “um presente à Igreja e a todos os homens, daquilo que tinha de mais precioso: seu conhecimento de Jesus”.
Os galardoados deste ano com o Prêmio Ratzinger, instituído em 2011 pela Fundação Vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI, foram o biblista inglês e ministro da Comunhão Anglicana Richard A. Burridge, junto ao docente de teologia dogmática e vice-diretor do instituto Papa Bento XVI, de Ratisbona (Alemanha), Christian Schaller.
O Santo Padre recordou que quando Bento XVI apresentou o primeiro dos seus três livros sobre Jesus, “alguns disseram: ‘mas o que é isso? Um Papa não escreve livros de teologia, escreve encíclicas!’. O Papa Bento certamente estava ciente deste problema, mas inclusive nesse caso, como sempre, seguiu a voz do Senhor com a sua consciência iluminada”.
“Com estes livros ele não fez magistério, no sentido próprio, e tampouco um estudo acadêmico. Ele fez um presente à Igreja e a todos os homens, daquilo que tinha de mais precioso: o seu conhecimento de Jesus, fruto de anos e anos de estudo, de confrontação teológica, de oração -porque todos sabemos que Bento XVI fazia teologia de joelhos – e tudo isso colocou a disposição de todos da forma mais acessível”, disse.
O Papa assegurou que “ninguém pode medir o bem que o Papa Bento fez com este dom, só o Senhor sabe!”.
“Mas todos temos a percepção, que muitas pessoas, graças aos livros sobre Jesus de Nazaré, alimentaram a sua fé, aprofundaram sobre ela, ou inclusive se aproximaram de Cristo pela primeira vez de maneira adulta, combinando as exigências da razão com a busca do rosto de Deus”.
“Ao mesmo tempo”, disse o Papa, “a obra de Bento XVI estimulou uma nova série de estudos do Evangelho entre a história e a cristologia”.
Ao concluir, Francisco felicitou os premiados “também em nome do meu amado predecessor”.
“Que o Senhor abençoe sempre o vosso trabalho a serviço de seu Reino”, finalizou.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

As três lições de Bento XVI

Aleteia
No início de fevereiro do ano passado, ninguém podia imaginar. As notícias sobre o Papa se concentravam no “Vatileaks”, um episódio que fez Bento XVI “sofrer injustamente e, com ele, muitas pessoas”, segundo explicou alguns dias atrás o cardeal Pietro Parolin.
Doze meses depois, o Papa Francisco foi eleito o personagem do ano pela revista Time, e o Facebook reconheceu que ele foi o trending topic do ano. Inclusive na Rússia, o nível de consenso sobre este Papa supera 71%, algo sem precedentes na história.
Mas como isso foi possível? A resposta está na renúncia profética de Bento XVI. Aqui estão as três lições que o Papa emérito deixa para a Igreja:

Primeira lição: uma Igreja humilde
A mansidão do gesto de renúncia de Bento XVI mostrou como a credibilidade da Igreja não procede do poder ou da influência política ou econômica. A credibilidade da Igreja depende de seu apego à verdade. E, como dizia Santa Teresa de Jesus, a humildade é a verdade. O mundo rendeu-se perante o gesto de humildade, baseado na verdade.

Segunda lição: uma Igreja que arrisca
Em segundo lugar, Bento XVI mostrou de maneira evidente o que já disse o Papa Francisco: “prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja fechada e doente”. O primeiro gesto de renúncia de um papa em uma época moderna estava cheio de questionamentos e perigos. Se fosse submetido a uma consulta de cardeais, seguramente a maioria teria desaconselhado. Os fatos demonstram, um ano depois, a grandeza dessa frase de Bergoglio, que Bento XVI viveu na própria pele.

Terceira lição: uma Igreja com fé
Se alguém tivesse previsto no início do ano passado o que estaria por vir, seria considerado louco. Com sua renúncia, Bento XVI mostrou que quem governa a barca de Pedro não é um homem com nome e sobrenome. Quando a Igreja vive a fé até o fim, experimenta uma força regeneradora inusitada: é a força de Jesus de Nazaré, Deus feito homem para aquele que crê.
Fonte: Il Sismografo

sexta-feira, 8 de março de 2013

Palavras de Bento XVI

“...Consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005...” (Declaração de renúncia – 11/02/2013)

“... O Senhor me chama a ‘subir o monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário, se Deus me pede isto é para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual tenho buscado fazê-lo até agora, mas de modo mais adequado à minha idade e às minhas forças...” (última oração do Ângelus – 24/2) 

“... o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber cotidianamente a sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galiléia: o Senhor nos doou tantos dias de sol e de leve brisa, dias no qual a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis...” (última catequese do papa – Audiência de 27/2) 

“... pode-se tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva hoje!...” (última catequese do papa – Audiência de 27/2) 

“...Não abandono a cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado...” (última catequese do papa – Audiência de 27/2) 

“... Deus guia a sua Igreja, a apoia mesmo e, sobretudo, nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está próximo a nós e nos acolhe com o seu amor...” (última catequese do papa – Audiência de 27/2) 

“... Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio...” (Discurso de despedida – 28/2)

“... continuarei a ser próximo na oração, especialmente nos próximos dias, a fim de que estejam plenamente dóceis à ação do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor vos mostre aquilo que é desejado por Ele. E entre vós, entre o Colégio cardinalício, há também o futuro Papa ao qual já hoje prometo a minha incondicional reverência e obediência...” (Palavras aos cardeais – 28/2)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Termina o pontificado de Bento XVI

Fonte: Canção Nova
Desde às 16h (horário de Brasília, 20h em Roma), desta quinta-feira, 28, terminou o Pontificado de Bento XVI, após quase oito anos à frente da Igreja Católica, e teve início o período de Sé Vacante. Esse horário foi escolhido pois era a hora em que Bento XVI costumava terminar seu dia de trabalho.

Como sinal do fim do Pontificado de Bento XVI, o Cardeal Carmelengo, que atualmente é Dom Tarcísio Bertone, irá quebrar o Anel do Pescador (anel do Papa) e lacrar o apartamento e o escritório papal, à espera do novo Pontífice, como estabelece a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.
O Anel do Pescador é o sinal visível da autoridade do Papa, que ele recebe em momento solene no início do seu Pontificado e usa no dedo anular direito. O anel, confeccionado em ouro, traz gravado o nome do Pontífice e a imagem em relevo do Apóstolo Pedro pescando sobre uma barca. Com a morte de cada Papa, ou neste caso, a renúncia, o Cardeal Camerlengo quebra o símbolo na presença dos representantes do Colégio dos Cardeais.
Durante a Sé Vacante, toda a Igreja é convidada a se unir em oração, aos Sagrados Pastores e aos Cardeais eleitores do Sumo Pontífice, e “implorar a Deus o novo Papa como dom de sua bondade e Providência”, orienta a constituição Universi Dominici Gregis.

Confira as perguntas mais frequentes sobre o futuro de Bento XVI
- Bento XVI vai aparecer ao público após a renúncia?
Não estão previstas aparições após 28 de fevereiro. Em sua chegada a Castel Gandolfo, Bento XVI deverá saudar os vizinhos e visitantes da fachada principal da Casa Pontifícia. Esta deverá sera sua última aparição pública.
- Onde Bento XVI irá morar?
Bento XVI residirá em Castel Gandolfo de 28 de fevereiro até o final de abril ou início de maio. A partir de então, o Papa emérito residirá no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’ no Vaticano. Até outubro de 2012 residiam ali as Irmãs de Clausura visitandinas. Os trabalhos de reforma foram iniciados em novembro de 2012 e serão concluídos nos próximos meses.
- Por que o Pontífice escolheu ficar num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal?
Bento XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI mora no Vaticano há mais de três décadas.
- Quem vai assessorar o Papa emérito?
Quer em Castel Gandolfo, quer no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’, Bento XVI será acompanhado por Dom Georg Gaenswein, seu secretário particular, que permanece no cargo de Prefeito da Casa Pontifícia.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

22 de fevereiro - Festa da Cátedra de Pedro

A Cátedra de São Pedro ficará vazia no dia 28 de fevereiro 
Pe. Joãozinho, scj - Teólogo, escritor e compositor 
No dia 22 de fevereiro a liturgia nos convida a celebrar a Festa da Cátedra de Pedro. Mais do que uma simples "cadeira" ou mesmo um "trono", a palavra "cátedra" indica a autoridade para ensinar. 
Quando na Bíblia se diz que alguém "sentou e começou a ensinar" significa que seu ensino é repleto de fundamento e autoridade. Foi assim, por exemplo, no conhecido Sermão da Montanha: "Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele" (Mt 5,1). Até na linguagem comum se afirma que um professor eficiente é um "catedrático". A igreja onde fica a cátedra do bispo é chamada de "catedral".
Quando a Igreja Católica celebra esta festa, reconhece que entre os doze apóstolos houve um que ocupou o primeiro lugar e que recebeu a missão de confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22, 31-32). Vemos no Evangelho que Pedro sempre encabeça a lista dos apóstolos. Além disso, ele fala com Jesus em nome dos doze, como está no evangelho escolhido para a Missa deste dia: Mateus 16,13-19. 
O mestre convida os discípulos para ir até uma região montanhosa chamada "Cesaréia de Felipe". Ali faz uma pergunta intrigante: "Quem dizem por aí que Eu Sou"? As respostas são as mais variadas. Jesus, então, vai além. Pergunta: "E para vocês, quem Eu Sou?" Certamente houve um silêncio e uma troca silenciosa de olhares. Todos se perguntavam: quem terá coragem de dar uma resposta tão pessoal?! Foi Pedro quem tomou a palavra pronunciou a profissão de fé que fez dele o primeiro Papa do Cristianismo: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!" 
Conhecemos o que Jesus disse: "Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus." Foi isso que deu a Pedro a sua “cátedra”, ou seja, autoridade.
Neste ano vivemos esta festa de uma maneira totalmente diferente e inesperada. No dia 11 de fevereiro o Papa Bento XVI, surpreendeu o mundo anunciando a sua renúncia [...] A partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a Cátedra de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice". 
Muito se especulou sobre o motivo de sua renúncia. A melhor explicação, porém, continua sendo a do próprio Papa: “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado."
Muito mais do que alinhar-se à avalanche de especulações que a imprensa tem feito em torno da renúncia do Papa,o católico praticante que ama a sua Igreja, neste momento está em comunhão de prece com o Santo Padre. É um momento intenso e tenso, mas Bento XVI disse recentemente que pode sentir a prece e o carinho do povo de Deus "quase fisicamente". É o mistério da Igreja que nos unifica no Corpo Místico de Cristo.
No dia 22 de fevereiro de 2006, o próprio Bento XVI fez uma reflexão sobre o significado da "Cátedra de Pedro". Lembrou tratar-se de uma tradição muito antiga, vivida em Roma deste o século IV. Antes disso, disse o Papa, a “cátedra” foi no Cenáculo, em Jerusalém; depois foi na cidade de Antioquia, na hoje Turquia, onde Pedro foi o primeiro bispo; somente depois a “cátedra” foi transferida para Roma que recebeu a missão de congregar todos os povos da terra. 
O Papa evocou numerosos testemunhos de santos e doutores da Igreja para explicar o significado espiritual da “cátedra de Pedro”. Um deles, São Jerônimo, escreve assim: “Decidi consultar a cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma ali, onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado, a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bem-aventurança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja” (Cartas I, 15, 1-2). O Papa terminou esta catequese pedindo que todos rezassem pelo seu ministério de sucessor de Pedro: “[...] invocai o Espírito Santo a fim de que sustente sempre com a sua luz e a sua força o meu serviço quotidiano a toda a Igreja. Por isto, bem como pela vossa atenção devota, agradeço-vos de coração.”
Atendamos a este pedido de Bento XVI, particularmente nesta semana intensa que ele e todos nós viveremos. Neste domingo, dia 24 de fevereiro, ele rezará o último "Angelus" de seu pontificado. Na quarta-feira, dia 27, presidirá a última audiência pública para milhares de peregrinos. No dia 28, pela manhã, saudará pessoalmente todos os cardeais presentes em Roma, sem discursar e, às 17h, irá para seu retiro em Castel Gandolfo, onde ficará até que seja eleito o novo Papa. Neste dia, às 20h, Bento XVI não será mais Papa, viverá silenciosa e intensamente o ministério de intercessor.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa e os oportunistas da imprensa secular


Fonte: padrepauloricardo.org

Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias. No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.
Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma "revolução" sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as "reformas" do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da "Infalibilidade Papal", proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.
É verdade que uma renúncia tal qual a de Bento XVI nunca houve na história da Igreja. A última resignação de um papa aconteceu ainda na Idade Média e em circunstâncias bem diversas. Todavia, isso não significa que o Papa Ratzinger tenha modificado ou inventado qualquer novo dogma ou lei eclesiástica. O direito à renúncia do ministério petrino já estava previsto no Código do Direito Canônico, promulgado pelo Beato João Paulo II em 1983. Portanto, de modo livre e consciente - como explicou no seu discurso - Bento XVI apenas fez uso de um direito que a lei canônica lhe dava e nada nos autoriza a pensar que fora diferente. Usar desse pretexto para fazer afirmações tacanhas sobre dogmas e reformas na Igreja é simplesmente ridículo. Quem faz esses comentários carece de profundos conhecimentos sobre a doutrina católica, sobretudo a expressa no Concílio Vaticano II.
Outros comentaristas foram mais longe nas especulações e atestaram que a renúncia do Papa devia-se às pressões internas que ele sofria por seu perfil tradicionalista e conservador. Além disso, as crises pelos escândalos de pedofilia e vazamentos de documentos internos também teriam pesado na decisão. Não obstante, quem conhece o pensamento de Bento XVI sabe que ele jamais tomaria essa decisão se estivesse em meio a uma crise ou situação que exigisse uma particular solicitude pastoral. E isso ficou muito bem expresso na sua entrevista com o jornalista Peter Seewald - publicada no livro Luz do Mundo - na qual o Papa explica que em momentos de dificuldades, não é possível demitir-se e passar o problema para as mãos de outro.
Mas de todas as notícias veiculadas por esses jornais, certamente as mais esdrúxulas foram as que fizeram referência às antigas "profecias" apocalípiticas que prediziam o fim da Igreja Católica. Numa dessas reportagens, um notório jornal do Brasil dizia: "O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa "Profecia de São Malaquias", que anuncia o fim da Igreja e do mundo". É curioso notar o repentino surto de fé desses reconhecidos laicistas logo em teorias que proclamam o fim da Igreja. Isso tem muito a dizer a respeito deles e de suas intenções.
Por fim, também não faltaram os especialistas de plantão e teólogos liberais chamados pelas bancadas dos principais jornais do país para pedir a eleição de um papa "mais aberto". Segundo esses doutos senhores, a Igreja deveria ceder em assuntos morais, permitindo o uso da camisinha, do aborto e casamento gay para conter o êxodo de fiéis para as seitas protestantes. A essas pretensões deve-se responder claramente: A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.
O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.
Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. "Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos", denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.

O Papa volta a explicar o motivo de sua renúncia

Fonte: Canção Nova
No início da audiência geral desta quarta-feira, 13, o Papa Bento XVI reiterou o motivo pelo qual renunciou ao ministério petrino. Acolhido por um longo aplauso dos fiéis presentes para a catequese, o Santo Padre voltou a explicar que examinou sua consciência diante de Deus e está consciente de que não está mais em condições de prosseguir como Bispo de Roma, ministério a ele confiado em 19 de abril de 2005. Veja abaixo o que disse o Papa:

"Caros irmãos e irmãs, 
Como sabeis, decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou a 19 de abril de 2005. Fi-lo em plena liberdade, para o bem da Igreja, depois de ter rezado longamente e de ter examinado diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade desse ato, mas também consciente de já não estar em condições de prosseguir o ministério petrino com aquela força que ele exige. Sustenta-me e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, O qual nunca fará faltar a sua guia e o seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com que me tendes acompanhado. (aplausos). Obrigado, senti quase fisicamente nestes dias nada fáceis para mim, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me traz. Continuai a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor o guiará".

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa

Prof. Felipe de Aquino
O Papa Bento XVI, por razões de saúde e de idade, decidiu renunciar ao Papado, tendo em vista se sentir sem saúde necessária para cumprir sua árdua missão, que exige intenso trabalho diário, muitas viagens, audiências, discursos, etc. 
Toda a Igreja Católica, e também os não católicos, são testemunhas da grandeza deste homem que deu sua vida pela Igreja. Antes de tudo o nosso agradecimento a Deus por tão grande dádiva para a Igreja. Durante 25 anos ele foi Prefeito da Congregação da Fé da Santa Sé, auxiliar fiel e dedicado ao Papa João Paulo II. Deus seja louvado por Bento XVI! 
A renúncia do Papa é algo legal, prevista no Código de Direito Canônico da Igreja, que diz no Cânon 187 – “Qualquer um, cônscio de si, pode renunciar a um ofício eclesiástico por justa causa”. 
O pedido de renúncia deve ser feito à autoridade superior; mas, como na Igreja não há autoridade superior ao Papa, seu pedido de renúncia é suficiente para consumar sua decisão. 
É uma decisão corajosa, lúcida e coerente do Papa Bento XVI, pois ele mesmo disse ao jornalista Peter Seewald, em uma entrevista, que poderia renunciar se um dia chegasse a conclusão que não tinha mais condições de governar a Igreja. Este gesto mostra a sua coerência e a certeza de que quem governa a Igreja é Jesus Cristo e que o Espírito Santo é quem guia e assiste o Papa, seja ele quem for, legitimamente eleito.

Bento XVI anuncia sua renúncia como Papa

Hoje, 11 de fevereiro de 2013, dia de Nossa Senhora de Lourdes, nosso Santo Padre, Bento XVI, anunciou que vai renunciar à sua função como Papa, no dia 28 de fevereiro próximo. Veja abaixo, o texto integral do anúncio:

Caríssimos Irmãos,

"Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".

sábado, 15 de dezembro de 2012

Bento XVI reza pelas vítimas e sobreviventes do massacre no EUA

Agência Ecclesia


O Papa enviou uma mensagem aos sobreviventes e familiares da "tragédia insensata" que, nesta sexta-feira, 14, causou a morte de vinte crianças e pelo menos sete adultos numa escola primária do estado norte-americano do Connecticut.
"O Santo Padre foi prontamente informado do tiroteio da Escola Primária de Sandy Hook, em Newtown, e pediu-me para transmitir o seu sentimento de pesar e a certeza da sua proximidade na oração às vítimas e suas famílias, e a todos os afetados pelo chocante acontecimento", refere o texto assinado pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Tarcisio Bertone, publicado no site da Diocese de Bridgeport.
"No rescaldo desta tragédia insensata", o Papa pede a Deus para "consolar todos aqueles que choram e para sustentar toda a comunidade com a força espiritual que triunfa sobre a violência pelo poder do perdão, esperança e amor reconciliador", refere a mensagem.
Segundo a imprensa, um atirador de 20 anos terá alegadamente morto o pai, dirigindo-se depois à escola, protegido com um colete à prova de bala, onde assassinou a mãe, que estaria a dar aulas, vinte crianças entre os cinco e dez anos e responsáveis pelo estabelecimento de ensino, como o diretor e o psicólogo, tendo cometido suicídio logo após.
O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, cardeal Timothy Dolan, sublinhou que a "tragédia de pessoas inocentes a morrer por causa da violência despedaça a paz de todos".
Em nota publicada no site do episcopado católico norte-americano o prelado oferece as suas orações pela comunidade de Newtown, para que possa enfrentar na "paz" as mortes e os feridos.
"Uma vez mais manifestamo-nos contra a cultura de violência que está a infectar o nosso país enquanto nos preparamos para dar as boas vindas ao Príncipe da Paz no Natal", diz o arcebispo de Nova Iorque.
O texto de D. Timothy Dolan lança um apelo à pacificação: "Todos nós somos chamados a trabalhar pela paz nas nossas casas, nas nossas ruas e no nosso mundo, agora mais do que nunca".

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bento XVI lança livro sobre a infância de Jesus

O livro final da trilogia do Papa Bento XVI sobre “Jesus de Nazaré” vai ajudar a “repensar o mistério do Natal”. Isso foi o que disse em Braga, o presidente do Pontifício Conselho da Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi. O Cardeal é um dos responsáveis pela apresentação mundial da obra.
“Este livro terá um relevo particular para os crentes, por causa do tema da encarnação, sobretudo nas proximidades do Natal, mas também tem um valor para todos, porque aborda o tema das crianças, da maternidade, da paternidade, do massacre dos inocentes, da fuga do Egito”, disse.
Segundo Dom Ravasi, os episódios abordados pelo Papa enfrentam “temas dramáticos”, que não interessam “apenas aos crentes”. O novo livro, que aborda a infância de Jesus é apresentado nesta terça-feira, 20, pelo Cardeal Ravasi e pela teóloga brasileira María Clara Bingemer. No dia seguinte, 21, será lançada em Portugal uma edição em português.
O livro vai abordar os chamados “evangelhos de infância”, sobre os primeiros anos de vida de Cristo, e é apresentado pelo próprio Papa como uma introdução aos dois livros precedentes sobre a figura e a mensagem de Cristo.
Cardeal Ravasi, um especialista no estudo da Bíblia, destaca que os evangelhos têm de ser lidos a partir da história e da literatura, mas também com um “olhar teológico” que remete para a “dimensão transcendente”.
O primeiro volume de ‘Jesus de Nazaré’ tinha sido publicado em 2007 e era dedicado ao começo da vida pública de Cristo (desde o batismo à transfiguração). A segunda parte da obra foi apresentada em março de 2011, dando destaque aos momentos que precederam a morte de Jesus e a sua ressurreição. Toda a obra começou a ser escrita no verão de 2003, antes da eleição de Joseph Ratzinger como Papa.

Informações do Portal Canção Nova.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Igreja celebra a abertura do Ano da Fé

Fonte: TV Aparecida e Canção Nova
O mundo todo está em sintonia com o Ano da Fé que foi aberto hoje (11) pelo Santo Padre o Papa no Vaticano. 
A abertura aconteceu às 10h horário de Roma (05h horário de Brasília) com a presença dos bispos sinodais e os presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo. 
Diversos lideres da Igreja participaram da celebração de abertura do Ano da Fé que marcou ainda os 50 anos do Concílio Vaticano II, e os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. 
Durante a abertura do Ano da fé o Papa Bento XVI ressaltou que é preciso ser preencher o vazio espiritual que se observa no tempo atual. 
“Se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras, mas porque é necessário, mais ainda do que há 50 anos!” – exclamou. “Nas últimas décadas, observamos o avanço de uma "desertificação" espiritual, mas, no entanto, é precisamente a partir da experiência deste vazio que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós, homens e mulheres. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus, que liberta do pessimismo” reforçou. 
Três bispos brasileiros estiveram ao lado do Papa na abertura do Ano da Fé,o Cardeal-Arcebispo emérito de Belo Horizonte, Dom Serafim Fernandes de Araújo,o Bispo emérito de Iguatu, Ceará, Dom José Mauro Ramalho de Alarcón Santiago e Dom Raymundo Damasceno Assis, Cardeal-Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. 
Sobre o Ano da Fé, Dom Damasceno destacou que este período, convocado pelo Papa, "é um tempo de conversão a Deus, de fortalecer nossa fé no Cristo Ressuscitado e renovar nosso compromisso com a missão evangelizadora diante dos desafios atuais". 

 O cardeal recordou ainda que, nesta quinta-feira, e durante todo este ano, a Igreja celebra os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, e o Santo Padre nos convida a ler os documentos conciliares dentro de uma ótica evangelizadora. 
 "É importante redescobrir os conteúdos da nossa fé professada, celebrada, vivida e rezada, e refletir sobre o próprio ato da fé, com o qual se crê. Esse é o compromisso de todo cristão, principalmente neste ano", afirmou Dom Damasceno. 
 Comprometidos com esse pedido do Santo Padre, afirmou o cardeal, a CNBB está relançando os documentos do Concílio Vaticano II e uma nova edição do Catecismo e do Compêndio da Igreja Católica. 

Informações: Rádio Vaticano

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Entrando pela porta da Fé

Sandro Arquejada
Blog “A esperança não decepciona” (Rm 5,5)
Permalink: http://blog.cancaonova.com/sandro/2012/10/05/entrando-pela-porta-da-fe/ 

No dia 17 de Outubro de 2011 o Santo Padre divulgou a Carta Apostólica “Porta Fidei” (Porta da Fé) na qual proclamou o Ano da Fé. Este terá início neste ano, no próximo dia 11, data de comemoração dos cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II e de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e encerará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, em 24 de Novembro de 2013.
Mas qual a importância e o porque em celebrar-se o Ano da Fé?
Não é a primeira vez que a Igreja o celebra. O último foi em 1967, no pontificado de Paulo VI, motivado, já naquela época, em dar uma resposta de fé diante das inúmeras ideologias que buscavam desconsiderar Deus do pensamento coerente e racional.
Assim também, hoje, o Papa Bento XVI, afirma haver entre nós um “diversa mentalidade que, particularmente, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre a fé e ciência autêntica”. 
Este novo Ano da Fé, tem igualmente o objetivo de impulsionar os cristãos a aprofundarem o conhecimento sobre a Igreja, dissipando assim, a nuvem negra dos erros de doutrina.O Sumo Pontífice refere-se ao Ano da Fé como, um “tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece” e “tempo de particular reflexão e redescoberta da fé”.
O documento – “Porta Fidei”, afirma ainda, que, para alcançarmos uma maior amplitude do dom da Fé, na sociedade e na pessoa em particular, cada um deve confessar e anunciar publicamente a própria fé. Devemos ter a responsabilidade social daquilo que acreditamos. Ou seja, é preciso declarar com a vida o Evangelho do Cristo, não ficarmos tímidos ou tomar partido da maioria, diante das questões contrárias a essência do ser humano e expressar com alegria nossa adesão a fé, pois somos detentores das palavras portadoras da verdade e da vida que Jesus nos deixou. 
Várias vezes Bento XVI insistiu neste exemplo “através do testemunho prestado pela vida dos crentes, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra da verdade que o Senhor Jesus nos deixou”, “em nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção e esperança”. 
Entretanto, para que o nosso testemunho esteja de acordo com a fé que professamos é preciso um empenho de nossa parte, particularmente nesse período, em conhecer e propagar aquilo que a Igreja colheu nestes dois mil anos de história, afinal, o mundo pede respostas cada vez mais racionais e acertadas. E além de podermos responder satisfatoriamente ao mundo, em recompensa a esse esforço e estudo estaremos aderindo a fé católica cada vez mais com inteligência e vontade. 
Entre os principais meios, para se chegar a esse conhecimento da fé, o Papa cita os textos deixados em herança pelo Concílio Vaticano II, afirmando que: “é necessário fazê-los ler de forma que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificativos e normativos do Magistério.” Bento XVI fala fortemente sobre a importância do Concílio Vaticano II: “Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça que beneficiou a Igreja no século XX”. 
Também o Pontífice destacou a importância do Catecismo da Igreja Católica, Bento XVI considera-o como “subsídio precioso e indispensável. na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Ali se apresenta não uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja”, afirmou o papa. 
Enfim, devemos recorrer constantemente a esse documento, em nossas catequeses, em grupos de estudo e pastorais, como também na formação pessoal. Ainda, salienta o Papa que, sobretudo, o Ano da Fé é um “repassar a história da nossa fé” para “tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor”. Este, com certeza será uma período de celebrarmos a nossas certezas e princípios, firmar valores para descobrirmos cada vez mais a felicidade e a honra de estar na única e verdadeira Igreja de Cristo. 
Entremos portanto, pela Porta da Fé. 

sábado, 30 de junho de 2012

Arcebispos recebem pálio

Fonte: CNBB
"Devemos ser pastores para a unidade e na unidade". Com estas palavras o papa Bento XVI entregou no dia 29, o pálio a 40 arcebispos de todo o mundo, entre os quais os brasileiros dom Murilo Sebastião Ramos Krieger (Salvador-BA), dom Pedro Brito Guimarães (Palmas-TO); dom Jacinto Bergmann (Pelotas-RS); dom Hélio Adelar Rubert (Santa Maria-RS); dom Pedro Ercílio Simon (Passo Fundo-RS); dom Sérgio da Rocha (Brasília-DF) e dom Dimas Lara Barbosa (Campo Grande-MS).
A celebração comemorou também os 60 anos de ordenação sacerdotal do papa. Na homilia, Bento XVI recordou sua ordenação e as palavras de Jesus “Já não sois servos, mas amigos” durante a cerimônia. 
"Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande arcebispo, o cardeal Faulhaber, com voz um pouco debilitada, mas firme, nos dirigiu, a nós, novos sacerdotes, no final da cerimônia de Ordenação”, disse o papa. “Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. ‘Já não sois servos, mas amigos’: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase de cerimônia; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Ele me chama de amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo peculiar", acrescentou Bento XVI.
Na hora do Angelus, o papa saudou os arcebispos de Angola e do Brasil que receberam o pálio. “Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular os arcebispos de Angola e do Brasil a quem hoje impus o Pálio, com os familiares e amigos que os acompanham. À Virgem Maria confio as vossas vidas, famílias e dioceses, para todos implorando o precioso dom do amor e da unidade sobre a rocha de Pedro, ao dar a Bênção Apostólica”.
O pálio
Segundo o canonista e ex-assessor da CNBB, dom Hugo Cavalcanti, o pálio significa união com o papa, fidelidade ao magistério e encargo pastoral.
“O pálio entregue aos arcebispos tem estes significados sugestivos: um laço estreito de união com o Papa, Pastor universal visível do rebanho, e de fidelidade ao seu Magistério na Igreja. Foi Pedro, de fato, que recebeu de Jesus o encargo de ‘apascentar minhas ovelhas’’, explica o canonista.
“O pálio ainda é sinal do encargo pastoral entregue aos bispos; Jesus Cristo associa a si, neste suave jugo, os pastores postos à frente de cada uma das Igrejas particulares. É um ‘peso de amor’, também dito ‘ofício de caridade’ (amoris officium), que os bispos devem exercer em nome de Cristo”, acrescenta dom Hugo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Papa concede audiência à Renovação Carismática

Fonte: Zenit 
O Santo Padre recebe o movimento no seu 40º aniversário, em 26 de maio
O Santo Padre Bento XVI concede à Renovação Carismática (RC) uma audiência especial no seu 40º aniversário de fundação na Itália. É um grande presente para os membros do movimento, que, na vigília de Pentecostes, no próximo sábado, se reunirão na Praça de São Pedro para ser recebidos pelo papa. 

Milhares de peregrinos de toda a Itália se encontrarão no maior evento deste ano "jubilar" da RC, revivendo os encontros anteriores com os papas Paulo VI e João Paulo II. Às 9 horas da manhã acontece a abertura do evento, com oração, cantos e testemunhos, organizados pelo Comitê Nacional e pelo Serviço Nacional da Música e do Canto da RC. 

Às 10h da manhã, em sinal de comunhão com todas as igrejas onde a RC está presente e ativa, será celebrada a missa presidida pelo cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana. Depois da missa, o Santo Padre chegará à praça para se reunir com os fiéis, que ouvirão as suas palavras de acolhimento. Em nome de todos os membros, o presidente nacional da RC italiana, Salvatore Martinez, cumprimentará e agradecerá ao papa pelo encontro. 

Bento XVI quis conceder à Renovação Carismática uma indulgência plenária nas condições habituais para todos os participantes na audiência. 

Martinez se manifestou sobre o evento extraordinário de 26 de maio fazendo um convite, que reproduzimos: 

“Uma grande festa está sendo preparada. Nós gostaríamos que não faltasse nenhum dos nossos amigos, parentes, simpatizantes da nossa experiência de vida ou interessados em experimentá-la. Será uma alegria acolher a todos, juntos, unidos em uma só voz, para agradecermos ao papa por este presente especial. Não nos cansamos ​​de gritar ao mundo as maravilhas de Pentecostes. Nestes primeiros quarenta anos, nós começamos a sentir o gosto da vida nova no Espírito e uma nova alegria de viver que queremos compartilhar com todos. Nós acreditamos, mais do que nunca, nas surpresas do Espírito e esperamos que este encontro com o Sucessor de Pedro, no Ano da Fé e do Sínodo sobre a Nova Evangelização, signifique um novo impulso de testemunho, um novo começo da nossa história. Queremos que o termo renovação não seja um ideal abstrato a ser perseguido, mas uma jornada, uma prática já em ato, pronta para ser compartilhada”. 
A RC tem mais de 200 mil membros na Itália, agrupados em mais de 1.900 grupos e comunidades.
Permalink: http://www.zenit.org/article-30383?l=portuguese

sábado, 11 de fevereiro de 2012

11 de fevereiro - Dia Mundial do Enfermo

Trecho final da Mensagem do Papa para este dia

O tema desta mensagem para a 20ª Dia Mundial do enfermo, “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou”, olha também para o próximo 'Ano da fé” que iniciará em 11 de outubro de 2012, ocasião propícia e preciosa para redescobrir a força e a beleza da fé, para aprofundar os conteúdos e para testemunhá-la na vida de cada dia. (Carta Apostólica Porta da fé, 11 de outubro de 2011). Desejo encorajar os doentes e sofredores a encontrar sempre uma âncora segura na fé, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, pela oração pessoal e pelos Sacramentos, enquanto convido os Pastores a serem sempre mais disponíveis para as celebrações aos enfermos. Sob o exemplo do Bom pastor e como guias do rebanho confiado a Eles, os sacerdotes sejam cheios de alegria, atenciosos com os mais fracos, os simples, os pecadores, manifestando a infinita misericórdia de Deus com as palavras seguras da esperança (Santo Agostinho, carta 95)

A todos os que trabalham no mundo da saúde, como também as famílias que nos próprios parentes veêm o rosto sofrido do Senhor Jesus, renovo o meu agradecimento e da Igreja, porque, na competência profissional e no silencio, mesmo sem proferir o nome de Cristo, o manifestam concretamente (Homilia, Santa Missa do Crisma, 21 de abril de 2011)

A Maria, Mãe da Misericórdia e saúde dos enfermos, elevamos o nosso olhar confiante e a nossa oração, à sua materna compaixão, vivida ao lado do Filho que morria na cruz, acompanhe e sustente a fé e a esperança de cada pessoa doente e sofrida no caminho da cura das feridas do corpo de do Espirito.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2012

O Papa pede para termos misericórdia de quem sofre

Na mensagem para a Quaresma 2012, divulgada nessa terça-feira, 7, no Vaticano, o Papa Bento XVI propôs uma reflexão sobre o trecho tirado da Carta aos Hebreus que diz "prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras" (10,24). O santo Padre deteve-se especialmente no versículo 24 que "em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, o dom da reciprocidade e a santidade pessoal.
O primeiro elemento "prestar atenção" nos convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar indiferente ao destino dos irmãos. Nas palavras do Santo Padre, a voz do Senhor chama cada um de nós a cuidar do outro e "se cultivarmos esse olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão." 
Ele continua, dizendo que a Sagrada Escritura adverte quanto ao perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de "anestesia espiritual", que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. Coloca como exemplo dessa situação, duas parábolas de Lucas: a parábola do bom Samaritano em que o sacerdote e o levita "passam ao largo" do homem assaltado e espancado pelos salteadores e a parábola do rico avarento, em que o homem rico não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta. Nos dois casos, diz o Papa, deparamo-nos com o contrário de "prestar atenção", de olhar com amor e compaixão. E ainda nos questiona o Papa: "O que é que impede este olhar feito de humanidade e carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nosso interesses e preocupações próprias." E complementa, "sempre devemos ser capazes de "ter misericórdia por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre."
O Santo Padre nos alerta ainda, que o "prestar atenção" ao outro inclui, também, a solicitude pelo seu bem espiritual. Ele recorda um aspecto da vida cristã que anda esquecido: o da "correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna." Enfatiza que a tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de "corrigir os que erram. É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal... entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota de uma verdadeira solicitude pelo bem do irmão."
O segundo elemento do versículo 24 é o dom da reciprocidade. Conforme exorta o Papa, "os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo...Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que os membros tenham a mesma solicitude de uns para com os outros (1Cor 12,25) - afirma São Paulo - porque somos um e o mesmo corpo.
O terceiro elemento, nos diz Bento XVI,  que "nos estimularmos ao amor e às boas obras" significa caminhar juntos na santidade, impelindo-nos a considerar a vocação à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a "aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo".
Por fim, o Santo Padre nos conclama a acolhermos o convite, sempre atual, para tendermos à "medida alta da vida cristã" (João Paulo II). Que sintamos a urgência de esforçar-nos por adiantar no amor, no serviço e nas boas obras.
Leia na íntegra a Mensagem do Santo Padre

sábado, 28 de janeiro de 2012

O alerta do Santo Padre

“Em muitas partes da Terra, a Fé corre o perigo de se apagar como uma chama que não encontra mais alimento.”
Papa Bento XVI
27 de Janeiro de 2012

* * *

"Ide, pois, e ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos ordenei. Eu estou sempre convosco, até o fim dos tempos."
 (Mt 28, 19-20).

Perante o alerta do Santo Padre e conhecendo o apelo de Nosso Senhor para ensinarmos e dar testemunho da Fé a todas as nações, que temos feito?

Com a graça de Deus, a intercessão poderosíssima de Nossa Senhora, o ensinamento dos Bem-Aventurados Apóstolos e o testemunho dos gloriosos Mártires, não tenhamos medo de ensinar e de defender a Fé e a Doutrina Católica!

O mundo precisa de nós para manter a chama Fé acesa.

Fonte: Blog A Saúde da Alma

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Se Cristo é o nosso Rei, o amor vence o ódio

Fonte: Zenit 
Na Audiência Geral de quarta-feira, a reflexão do papa Bento XVI olha para a iminente solenidade de Cristo Rei, que será celebrada no próximo domingo. 
O Salmo meditado durante a Audiência é de fato o 109 segunda a tradição greco-latina (110 segundo a tradição hebraica): a oração nele incluída no se referia à entronização de um rei davídico, mas com o Novo Testamento esta se torna “celebração do Messias vitorioso, glorificado a direita de Deus”. 
O primeiro versículo declama: “Assenta-te à minha direita, até que eu faça de teus inimigos o escabelo de teus pés.” (Sal 109,1). Esta entronização é relacionada, como profecia messiânica nos evangelhos (cfr Mat 22,41-45; Mar 12,35-37;Luc 20, 41-44) que falam da realeza de Jesus Cristo, como descendente de Davi. 
O rei divino, entretanto, deve obedecer ao Senhor que o entrega o cetro. Ele é agora empossado de “uma responsabilidade que deve viver na dependência e na obediência, tornando-se um sinal, dentro do povo, da presença potente e providente de Deus”, comentou o Santo Padre. 
“O domínio sobre os inimigos -prosseguiu o Pontífice- a glória e a vitória são dons recebidos, que fazem do soberano um mediador do triunfo divino sobre o mal; Ele domina sobre os inimigos, transformando-os, vence com seu amor”. 
No versículo 4, o salmista proclama:”O Senhor está à sua direita!”. Quase uma inversão de papéis que, na verdade, indica a proteção que Deus reserva ao soberano no momento da batalha. 
É somente quando o Senhor está ao seu lado que o rei pode combater o mal e vencê-lo. “Diz-nos : sim, no mundo há tanto mal, existe uma batalha permanente entre o bem e o mal e parece que o mal é mais forte – acrescentou o Papa – Não! Mais forte é o Senhor, o nosso verdadeiro Rei e sacerdote, Cristo, porque combate com a força de Deus e apesar de todas as coisas que nos fazem duvidar sobre o êxito da história, vence Cristo, vence o bem, vence o amor, não o ódio”. 
O conteúdo messiânico do Salmo 109, como recordou Bento XVI, é evidenciado também por Santo Agostinho que escreve: “Era necessário conhecer o filho unigênito de Deus, que estava por vir entre os homens, para assumir o homem e se tornar homem através da natureza assumida: ele seria morto, ressuscitado, elevado ao céu, assentaria à direita do Pai e cumpriria entre as nações aquilo que havia prometido”. 
O Salmo meditado hoje, nos ajuda, portanto a “olhar Cristo para compreender o sentido da verdadeira realeza, de viver no serviço e na doação de si, em um caminho de obediência e de amor levado até o fim” (cfr Joa13,1 e 19,30)”. 
“Rezando com este Salmo, peçamos então ao Senhor para nos conduzir pelo seu caminho, no seguimento a Cristo, o rei Messias, dispostos a subir com Ele o monte da cruz para alcançar com Ele a glória, e contemplá-lo sentado à direita do Pai, rei vitorioso e sacerdote misericordioso que doa perdão e salvação à todos os homens”, acrescentou o Papa. 
O Santo Padre concluiu a própria catequese convidando “a rezar mais com os Salmos, talvez criando o hábito de utilizar a Liturgia das Horas, as Laudes pela manhã, as Vésperas à tarde e as Completas antes de dormir. O nosso relacionamento com Deus só pode ser enriquecido no caminhar diário em sua direção e realizado com mais alegria e confiança”. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Festa de Todos os Santos - "Sejamos santos como Deus é santo!"

Fonte: ACI Digital
Ao presidir este meio-dia (hora local) a oração do Ângelus na Solenidade de Todos os Santos, o Papa Bento XVI assinalou que esta Festa constitui uma ocasião de ânimo para que todos os católicos sejam Santos como Deus é santo.
Em sua saudação em espanhol, o Papa disse que a liturgia de hoje "convida-nos a contemplar o amor infinito de Deus, que se reflete na vitória dos que já gozam de sua glória no céu".
"É o amor do Pai que nos chama a sermos filhos dele, entrega o seu próprio Filho para nos redimir com seu sangue purificador. Por isso nos proclama benditos mesmo quando sofremos tribulação, porque nele está nossa esperança".
"Respondamos –alentou o Papa– com generosidade e coerência a esse dom, que foi derramado em nossos corações, sendo santos como Deus é Santo, para que também em nós se manifeste sua glória".
Em sua reflexão em italiano, Bento XVI disse que a Festa de hoje "nos recorda que a santidade é a vocação originária de cada batizado. Cristo, de fato, que com o Pai e com o Espírito é o todo Santo, amou a Igreja como sua esposa e se deu a si mesmo por ela, a fim de santificá-la".
"Por esta razão todos os membros do Povo de Deus estão chamados a serem santos, segundo a afirmação do apóstolo Paulo: ‘A vontade de Deus é que sejam Santos’. Portanto, estamos convidados a olhar a Igreja não em seu aspecto temporário e humano, marcado pela fragilidade, mas sim como Cristo a quis, isto é ‘comunhão dos Santos’".
Depois de recordar que todos os estados de vida permitem chegar à santidade, o Papa recordou a celebração, amanhã 2 de novembro, da festa de todos os Fiéis Defuntos, que "nos ajuda a recordar os nossos seres queridos que nos deixaram e a todas as almas em caminho para a plenitude da vida, propriamente no horizonte da Igreja celeste, a que a Solenidade de hoje nos elevou".
O Papa Bento XVI ressaltou que a oração pelos mortos é "não só útil mas também necessária, assim que ela não só pode ajudá-los, mas também ao mesmo tempo faz eficaz sua intercessão em nosso favor".
O Papa fez votos para "que o pranto, devido ao desprendimento terreno, não prevaleça por isso sobre a certeza da ressurreição, sobre a esperança de alcançar a bem-aventurança da eternidade, ‘momento repleto de satisfação, no qual a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade’".
"O objeto de nossa esperança de fato é gozar da presença de Deus na eternidade. Jesus o prometeu a seus discípulos: ‘Eu os verei de novo e vosso coração se alegrará e nenhum poderá tirar-vos este gozo’".
Finalmente o Santo Padre sublinhou que "à Virgem, Rainha de Todos os Santos, confiamos nossa peregrinação para a pátria celeste, enquanto invocamos para os irmãos e as irmãs defuntos sua materna intercessão".