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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A essência de Madre Teresa e Padre Pio? Isto diz um Cardeal diante do coração do santo


Fonte: ACI Digital

Na sexta-feira, 23 de setembro, foi celebrada uma Missa pela festa de São Pio de Pietrelcina na Catedral Holy Cross em Boston (Estados Unidos), no evento final da visita da relíquia do santo frade capuchinho a esta cidade, que teve início no dia 21.

A Missa foi celebrada pelo Arcebispo de Boston, Cardeal Sean O’Malley, que durante a homilia assegurou que “o Padre Pio é como a Madre Teresa de Calcutá, a outra grande estrela do Jubileu da Misericórdia”.

“Pio de Pietrelcina foi um homem do povo, ele não era muito habilidoso ou sofisticado. Foi um simples frade transformado pelo amor de Deus. Se pudéssemos reduzir sua vocação a sua essência, poderíamos assinalar dois pilares da sua vida: a oração e a misericórdia”, explicou o Prelado.

Santa Teresa de Calcutá foi canonizada no último dia 4 de setembro, durante a celebração do Jubileu dos Voluntários e dos Operadores da Misericórdia.

O Purpurado indicou que ambos os santos se dedicaram “ao Santíssimo Sacramento, ao rosário, à meditação e à oração, o que lhes deu uma energia ilimitada para servir aos mais pobres entre os pobres. Nestes santos nós vemos o rosto de Deus”.

O Arcebispo de Boston recordou também que o santo dos estigmas propunha cinco elementos às pessoas que o buscavam para receber a direção espiritual: “confissão semanal, comunhão diária, leitura espiritual, meditação e exame de consciência”.

Nesse sentido, o Cardeal O’Malley explicou que o coração do Padre Pio, presente no templo para sua veneração, “é o símbolo da grandeza do amor de Deus. Esse amor que o levou a fazer tantos sacrifícios para servir ao Senhor e aos necessitados”.

“Peçamos que o exemplo de sua oração e misericórdia, os dois aspectos centrais da sua vida, sejam o antídoto para os muros que o mundo de hoje constrói diante de nós. As pessoas não têm tempo para a oração, para as obras de misericórdia e podemos ver o desastre do mundo sem ambas”, manifestou.

O Arcebispo disse que embora o Padre Pio não tenha publicado um livro ou compartilhado lições como um catedrático, “convenceu milhares de pessoas – inclusive em um período de ceticismo – de que os milagres não eram um mito”.

“Os arquivos do Santuário Nossa Senhora das Graças em San Giovanni Rotondo (Itália) contêm livros com os testemunhos de milhares de pessoas que foram curadas de doenças incuráveis através da intercessão do Padre Pio. Entretanto, mais pessoas foram profundamente tocadas pelo modo como celebrava a Eucaristia, do que pelas curas, êxtases ou profecias”, destacou.

“Poucos santos foram honrados com a devoção que ele recebeu. Há alguns anos, o jornal italiano ‘Famiglia Cristiana’ fez uma pesquisa que indicava que as pessoas na Itália rezavam mais ao Padre Pio do que a qualquer outro santo. Outro jornal publicou no título uma notícia que ‘nem todos os italianos acreditam em Deus, mas todos acreditam no Padre Pio’”.

“Nós devemos imitar este homem que amou tanto Deus e o seu próximo, a fim de que possamos ser verdadeiros discípulos que não temem a cruz”.

Em seguida, o Cardeal explicou que “como São Francisco de Assis, o Padre Pio se converteu em um crucifixo vivo. Enfrentou um terrível sofrimento físico, tortura espiritual e inclusive perseguição de alguns membros da Igreja”.

“Nosso medo à cruz é o que nos torna católicos medíocres. Como o Padre Pio, não devemos nos glorificar de nada, apenas na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, através da qual o mundo foi crucificado para nós e nós para o mundo”, sublinhou o Purpurado.

Ao terminar, o Cardeal O’Malley pediu que, no final deste Ano Jubilar, “abracemos este grande amor, estas grandes coisas que a vida do Padre Pio nos ensina: oração e misericórdia, compaixão pelo pecador, amor sem condições pelos doentes e pelos que sofrem”.

“Que o coração deste santo frade nos ajude a ter corações amorosos e nos guie ao coração de Cristo”, concluiu.

sábado, 10 de setembro de 2016

Pequenos fatos de uma Santa recente

Fonte: Gaudiumpress
É normal que após a canonização de Madre Tereza de Calcutá muita coisa emerja de memórias já quase esquecidas e surgidas nos mais diversos e inesperados rincões.
Que bom que isto aconteça!
Afinal, os santos são apresentados pela Igreja exatamente para que se tornem exemplos de vida, de ação, de modo de ser na caminhada desta terra, rumo ao Céu.
Os Santos, depois de apontados pela Igreja como dignos de serem imitados, transformam-se em paradigmas, padrões que todos devem imitar, sem medo, com alegria, com entusiasmo.
Na vida de um Santo, cada fato, por menor que seja, mesmo sendo algo do dia-a-dia, torna-se um acontecimento digno de memória, digno de ser seguido, repetido, imitado.
E isto porque o Santo pensou, viveu e agiu de acordo com os conselhos evangélicos: "Sede perfeitos como o Pai Celeste é perfeito..."
"Novena de emergência"
Tem sido cantado em prosa e verso todo o bem que Santa Teresa de Calcutá praticou. Recorda-se sobretudo seu amor pelo próximo, pelos mais pobres, sofredores, miseráveis.
É importante falar e comentar esta verdade histórica de sua vida: elas refletem sua vida posta na imitação de Cristo. Mas, um diamante tem muitas facetas onde refletir a variedade e unidade da luz divina.
De tudo que se tem dito da nova Santa, duas destas facetas que refletem luzes chamam a atenção: a devoção ao Santíssimo Sacramento e seu amor a Nossa Senhora.
E um pequeno fato, um fatinho, chama a atenção:
Santa Madre Teresa criou uma maneira de invocar a intercessão da Virgem Maria que ela denominou de "Novena de emergência".
Diante dos diversos problemas que tinha que enfrentar diariamente, dentro de um ritmo de vida acelerado que ela era obrigada a levar, recorria a sua novena de emergência (Flying Novena).
Era sua "arma espiritual rápida".
Como se sabe, as novenas são orações rezadas durante nove dias e são bastante comuns nas comunidades da Congregação das Missionárias da Caridade.
Entretanto, esta oração difundida e muito utilizada por Madre Teresa consistia em rezar dez Memorare em um só dia, de forma rápida, com o propósito em mente.
Deveriam ser nove os Memorares, contudo ela rezava dez. E isso porque a décima oração era já para agradecer o que ela tinha certeza de que alcançaria.
Memorare
O ‘Memorare' é uma oração de intercessão feita à Santíssima Virgem e cuja a criação é atribuída a São Bernardo de Claraval. Madre Teresa a rezava com frequência.
Esta "Novena de emergência" tinha algo em comum com as novenas comuns, de nove dias, de nove meses: a confiança na aceitação da intercessão, como também fizeram os apóstolos durante nove dias juntos com "Maria, a Mãe de Jesus, e as mulheres" (Atos dos apóstolos 1,14) à espera da ajuda prometida pelo Espírito Santo.
Ela rezava o Memorare constantemente. Para pedir pela cura de um menino doente, antes de conversas importantes, quando os passaportes desapareciam, para solicitar a ajuda celestial quando as provisões acabavam etc.
E a Santa ensinava que o Memorare "expressa de maneira efetiva sua confiança no poder da intercessão de Maria como mediadora de todas as graças", diz o postulador da causa de canonização de Madre Teresa.
Segundo ele, "Flui do amor e da confiança que tinha em Maria; era uma forma simples de apresentar seus pedidos. A resposta rápida que recebia era sua inspiração para recorrer à Mãe do Céu cada vez com maior confiança através das palavras desta oração".
A oração
A oração do "memorare" ou "lembrai-vos" está transcrita abaixo:
"Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tenham recorrido à vossa proteção, implorado o vosso socorro, fosse por vós desamparado.
Animado eu pois com igual confiança, a vós recorro como minha Mãe, ó Virgem entre todas singular, e de vós me valho. Gemendo sob o peso dos meus pecados me prostro a vossos pés.
Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de alcançar-me o que vos rogo. Amém". (JSG)

domingo, 4 de setembro de 2016

Festa no céu e na terra: O Papa canonizou Madre Teresa de Calcutá!

Papa Francisco: Santa Teresa de Calcutá sempre defendeu toda a vida humana

Fonte: ACI Digital

Na homilia da Missa de canonização de Santa Teresa de Calcutá celebrada neste domingo, 4 de setembro, o Papa Francisco afirmou que a querida religiosa sempre defendeu e acolheu toda a vida humana.

Diante de uma multidão de cerca de 120 mil pessoas na Praça de São Pedro e na Via della Conciliazione, o Santo Padre ressaltou que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados”.

“Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”, sublinhou.

Francisco recordou que a nova Santa “inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera”.

Além disso, afirmou, “fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos. A misericórdia foi para ela o ‘sal’, que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento”.

Sua missão, prosseguiu o Papa, “nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres”.

O Pontífice propôs que ela seja um modelo de santidade para os voluntários e desejou que “esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião”.

Madre Teresa, continuou o Papa, “gostava de dizer: ‘Talvez não fale a língua deles, mas posso sorrir’. Levemos no coração o seu sorriso e o ofereçamos a quem encontremos no nosso caminho, especialmente àqueles que sofrem”.

Desse modo, assinalou, “abriremos horizontes de alegria e de esperança numa humanidade tão desesperançada e necessitada de compreensão e ternura”.

Papa Francisco também referiu que seguir Jesus, como Madre Teresa, “é um compromisso sério e ao mesmo tempo alegre; exige radicalidade e coragem para reconhecer o divino Mestre no mais pobre e descartado da vida e colocar-se ao seu serviço”.

Por isso, “os voluntários que servem os últimos e necessitados por amor de Jesus não esperam nenhum agradecimento ou gratificação, mas renunciam tudo isso porque encontraram o amor verdadeiro”.

“Como o Senhor veio até mim e se inclinou sobre mim na hora da necessidade, assim vou ao seu encontro e me inclino sobre aqueles que perderam a fé ou vivem como se Deus não existisse, sobre os jovens sem valores e ideais, sobre as famílias em crise, sobre os enfermos e os prisioneiros, sobre os refugiados e imigrantes, sobre os fracos e desamparados no corpo e no espírito, sobre os menores abandonados à própria sorte, bem como sobre os idosos deixados sozinhos”.

Em seguida, o Papa afirmou que “onde quer que haja uma mão estendida pedindo ajuda para levantar-se, ali deve estar a nossa presença e a presença da Igreja, que apoia e dá esperança”.