domingo, 9 de agosto de 2015

Qual é a missão dos Diáconos Permanentes na Igreja?

Fonte: Cleofas

Desde o tempo dos Apóstolos a Igreja teve diáconos permanentes: Santo Estevão, mártir; São Lourenço, São Beda Venerável, doutor da Igreja, etc.. Os diáconos permanentes são homens casados ou celibatários que, chamados para seguir Jesus Cristo Servidor, recebem o Sacramento da Ordem do Diaconato através da imposição das mão do Bispo. O diácono dá testemunho de vida em comunhão, de forma privilegiada, a partir de sua família e ambiente de trabalho.

“Existem situações e lugares, principalmente nas zonas rurais e afastadas e nas grandes áreas urbanas densamente povoadas, onde somente através do diácono um ministro ordenado se faz presente”. (Documento de São Domingo, 77)

“O carisma do diácono, sinal sacramental de “Cristo Servo”, tem uma grande eficácia para a realização missionária com visitas à libertação integral do homem”. (Documento de Puebla, 697)

O Papa João Paulo II se referiu aos diáconos permanentes, dizendo que: “apresentam um rosto característico da Igreja, à qual tem prazer de estar próxima do povo e de sua realidade
cotidiana para arraigar em sua vida o anúncio da mensagem de Cristo”. Por isso mesmo cresce na Igreja em todo o mundo o número de diáconos casados, apoiados por suas esposas e filhos.

O ministério dos diáconos floresceu até o século V. Por diferentes razões, declinou depois lentamente até o ponto de que este ministério chegou a ser tão só uma fase intermediária para os candidatos à ordenação sacerdotal. O Concílio Vaticano II abriu o caminho para restaurar este ministério como “grau próprio e permanente da hierarquia”, permitindo que possa ser conferido a homens em idade madura já casados.

João Paulo II agradeceu aos diáconos permanentes “a missão que realizam pela Igreja como servidores do Evangelho, acompanhando, com frequência no marco profissional, que é o primeiro contexto de seu ministério, o povo cristão”. “Com sua palavra e sua exigente vida pessoal, conjugal e familiar dão a conhecer a mensagem cristã e fazem os homens e mulheres refletir sobre questões sociais para que resplandeçam os valores evangélicos”.

No ano 2001 em todo o mundo, já havia 28.626 diáconos permanentes diocesanos e 578 diáconos permanentes religiosos, segundo o Anuário Estatístico da Igreja.

A “Congregação para a educação católica” e a “Congregação para o Clero” da Santa Sé, publicaram as “Normas fundamentais para a formação dos diáconos permanentes”, em 22/02/1998.

O Catecismo da Igreja Católica, fala sobre os diáconos:

§1571. Os diáconos participam de modo especial na missão e graça de Cristo. São marcados pelo sacramento da Ordem com um sinal (“caráter”) que ninguém poder apagar e que os configura a Cristo, que se fez “diácono”, isto é, servidor de todos. Cabe aos diáconos, entre outros serviços, assistir o Bispo e os padres na celebração dos divinos mistérios, sobre tudo a Eucaristia, distribuir a Comunhão, assistir ao Matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir o funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade.

§1572. Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja latina restabeleceu o diaconato “como grau próprio e permanente da hierarquia”, a passo que as Igrejas do Oriente sempre o mantiveram. Esse diaconato permanente, que pode ser conferido a homens casados, constitui um importante enriquecimento para a missão da Igreja. De fato, ser útil e apropriado que aqueles que cumprem na Igreja um ministério verdadeiramente diaconal, quer na vida litúrgica e pastoral, quer nas obras sociais e caritativas, “sejam corroborados e mais intimamente ligados ao altar pela imposição das mãos, tradição que nos vem desde os apóstolos. Destarte desempenharão mais eficazmente o seu ministério mediante a graça sacramental do diaconato”.

S. Inácio de Antioquia, já no século I, dizia: “Sem o Bispo, os presbíteros e os diáconos, não se pode falar de Igreja”.

O papel do diácono é fundamental sobretudo para levar o Evangelho no meio do povo, nas casas, nas famílias, onde pode levar a Sagrada Eucaristia, benzer as casas, etc.

“Não podemos mais fechar-nos e aguardar os batizados nas nossas Igrejas. Temos de ir buscá-los onde vivem e trabalham, com uma ação missionária permanente, com especial atenção aos pobres das periferias urbanas”, disse o Cardeal D. Claudio Hummes aos diáconos quando foi Prefeito da Congregação para o Clero (13/08/2009).

Destacando o “ministério da Palavra” confiado aos diáconos permanentes, o Cardeal pediu “uma familiaridade constante com a Sagrada Escritura, principalmente com os Evangelhos”. “Ouvir, meditar, estudar e praticar a Palavra de Deus deve ser um esforço permanente”.

D. Claudio falou “das responsabilidades que podem ser confiadas aos diáconos na pastoral batismal e na pastoral matrimonial-familiar, para além de toda a ação da caridade, a solidariedade para com os pobres, a justiça social”.

No Documento da santa Sé encontramos essa afirmação: “O diácono é também ministro ordinário da exposição do Santíssimo Sacramento e da benção eucarística” (pag 120, cap II do diretório, paragrafo 32 sobre eucaristia).

Nas Missas, o Bispo, o Presbítero e o diácono podem distribuir a comunhão em igualdade de condições, sendo que o diácono ao distribuir a comunhão não o faz como auxiliar do padre, mas no exercício de seu próprio ministério. O diácono não é auxiliar do padre, mas serve o Altar no exercício de seu ministério próprio e está ligado diretamente ao Bispo.

O diácono pode exercer todas as funções do presbítero, à exceção da Consagração, Confissão e Unção dos enfermos. Portanto, pode distribuir a comunhão, conceder bênçãos, conceder a bênção do Santíssimo, presidir casamentos, realizar batizados e exéquias, fazer homilias nas Missas e celebrações da Palavra, presidir celebrações da Palavra, presidir todos os sacramentais, etc..; sendo que nas Missas presididas pelo padre, bispo e até pelo Papa, é o Diácono quem proclama o Evangelho.

O responsável pelo diaconato é o Bispo; o diaconato no caso de pessoas que não vão se ordenar sacerdote só pode ser após os 35 anos. E deve ser um candidato que conheça bem a doutrina católica, tenha um bom domínio da Sagrada Escritura, formação teológica e pastoral; viva de acordo com a fé da Igreja e seja uma pessoa de boa conduta na sociedade. São Paulo disse: “Os diáconos não sejam casados senão uma vez, e saibam governar os filhos e a casa. E os que desempenharem bem este ministério, alcançarão honrosa posição e grande confiança na fé, em Jesus Cristo”(1 Tm 3,12-13). Se o diácono permanente ficar viúvo, não pode se casar novamente.

O Código de Direito Canônico diz: “Os aspirantes ao diaconato permanente, de acordo com as prescrições da Conferência dos Bispos, sejam formados a cultivar a vida espiritual e instruídos a cumprir devidamente os deveres próprios dessa ordem” (Cân. 236). Falando aos diáconos permanentes Dom Claudio pediu que se esmerassem na santificação pessoal, na vida de oração e da espiritualidade diaconal.

O candidato ao diaconato deve ser alguém que ama a Igreja, tem zelo apostólico, desejo de evangelizar e salvar almas e vive intensa vida de oração e sacramental. Assim, poderá cumprir bem a sua missão.

Agradecemos a Deus, nosso Pai, pela vida e missão dos nosso diáconos Antônio Falleiros e Romeu! Deus os abençoe e ilumine!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano do Ocidente

Fonte: Aleteia
O dia 5 de agosto é dedicado pela Igreja à memória da Santa Mãe de Deus, venerada na basílica romana de Santa Maria Maior. A basílica foi a primeira igreja do Ocidente dedicada a Nossa Senhora: sua construção foi determinada pelo papa Sisto III no ano de 431, em seguida ao Concílio de Éfeso, no qual foi solenemente proclamado o reconhecimento de Maria como a Mãe de Deus.
A basílica também guarda em uma capela especial o célebre ícone mariano “Salus Populi Romani” (Salvação do Povo Romano), que teria sido pintado pelo evangelista São Lucas. 

A Festa da Dedicação de Santa Maria Maior é celebrada todo dia 5 de agosto, antecedida por um tríduo espiritual que vai de 2 até 4 de agosto. Após a missa, é feita na basílica a já tradicional encenação do "Milagre da Neve".

Na noite de 5 de agosto do ano de 358, no auge do calor de verão no hemisfério Norte, caiu neve no lugar onde a basílica seria posteriormente construída. Nossa Senhora apareceu em sonho ao papa Libério e pediu a ele que erguesse uma igreja onde a neve caísse. O Milagre da Neve é relembrado anualmente desde 1983 por meio um espetáculo de som e luz, no qual a neve é representada por uma chuva de pétalas brancas lançadas do teto sobre o hipogeu.
A basílica de Santa Maria Maior tem profundos vínculos com os papas. Francisco sozinho, entre visitas públicas e privadas, já foi 23 vezes saudar Maria nesse templo romano, ao qual nunca deixa de ir antes e depois de suas viagens pontifícias.
João Paulo II mandou colocar e manter acesa dia e noite uma lâmpada de óleo sob a efígie da Salus Populi Romani. Em 8 de dezembro de 2001, dia da Imaculada Conceição, ele inaugurou na basílica o Museu de Santa Maria Maior, com obras de arte históricas sobre Maria.

sábado, 18 de julho de 2015

Filmes sob a luz do Magistério da Igreja

Julho - tempo de férias escolares e de dedicar um tempo a mais às nossas crianças. Que tal um bom filme? A Comunidade Shalom, através do blog Projeções de Fé, nos apresenta um filme ótimo para passarmos bons momentos com nossos pequenos!
Fonte:http://blog.comshalom.org/projecoesdefe

Uma animação para crianças e adultos!

Sinopse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no centro dos Estados Unidos, para viver em São Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. Embora esses grupos sejam normalmente organizados, a chegada de Riley a uma nova escola faz com que todas as emoções se misturem.

A Pixar tem o [bom] hábito de nos trazer belas animações que, assim como a trilogia Toy Story, servem para adultos e crianças. Divertida Mente é um desses casos, em que as crianças, com certeza, irão se apaixonar pelos personagens, dar risadas e chorar com cada um deles, mas os adultos terão ótimas lições para a sua vida e de seus filhos/netos/sobrinhos/afilhados.

As personagens que estão na cabeça de Riley (e dos pais também … quer dizer, de todo mundo) foram muito bem caracterizados, tanto na personalidade específica de cada um, como nas cores e trejeitos. Cada detalhe foi colocado de forma simples e, ao mesmo tempo, brilhante.

Cada um tem na cabeça algo que podemos chamar de “torre de controle”, em que as emoções controlam as reações da pessoa. Em alguns momentos, vemos as diferenças de “mentalidade” da filha, da mãe e do pai, mostrando não só a maturidade, em razão da idade, como a diferença em virtude do sexo (o que também vale para as emoções que habitam na respectiva “torre”).

A beleza do filme está em mostrar o relacionamento das emoções e como tentamos afastar (ou abafar) a tristeza e deixar a alegria tomar conta. Nós, os adultos, no desejo de proteger as crianças, tentamos fazer o mesmo com elas. Esquecemos que a tristeza faz parte do crescimento, amadurecimento e formação da personalidade de cada pessoa e que, muitas vezes, ela é necessária em diversos momentos para se aprender a enfrentar as diversas dificuldades da vida.

O papel dos pais é estar presente, é ajudar a enfrentar os momentos tristes e participar dos alegres. É também ser o ombro amigo, e quando necessário a autoridade que dá os limites. É tudo isso e muito mais, mas sem controlar a criança, como se ela fosse programável igual a uma máquina.

Que maravilhosa lição aos pais, algo que o Papa Francisco já nos falou:
“Portanto, a primeira necessidade é precisamente esta: que o pai esteja presente na família. Que se encontre próximo da esposa, para compartilhar tudo, alegrias e dores, dificuldades e esperanças. E que esteja perto dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; pai presente, sempre. Estar presente não significa ser controlador, porque os pai demasiado controladores anulam os filhos e não os deixam crescer. (…)
Um pai bom sabe esperar e perdoar, do profundo do coração. Sem dúvida, também sabe corrigir com firmeza: não se trata de um pai fraco, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem aviltar é o mesmo que sabe proteger sem se poupar.”

Ao mesmo tempo é uma outra lição para nós adultos, que esquecemos muitos de nossos momentos na vida, de aprendizados, de coisas que gostamos. Em alguns momentos eu pensei em mim, ainda criança ou adolescente, as mudanças próprias da idade, o enfrentamento das dificuldades, minhas tristezas e alegria, as coisas que tive que deixar pelo caminho e outras que acolhi. Sim, assim como tantos outros filmes da Pixar, meus olhos ficaram marejados … e tenho certeza de que você passará por uma experiência semelhante. Pode não ser a melhor animação da Pixar, mas está facilmente entre as melhores.

Que possamos assistir (de preferência no cinema e até mesmo dublado – ótima dublagem) de coração aberto, vendo a vida com os olhos de cada emoção na “torre de controle”, pensando no crescimento de tantas crianças ao nosso redor e lembrando de nós mesmos. (André Brandalise)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Papa pede atenção ao contexto e hermenêutica dos seus discursos para evitar "instrumentalização" das suas palavras

ACI Digital
O Papa Francisco lamentou a instrumentalização de algumas das suas palavras pronunciadas em sua recente passagem pela América do Sul e durante o voo de regresso à Roma pediu respeito ao contexto e à hermenêutica dos seus discursos e que suas palavras não sejam “instrumentalizadas” pela mídia.
Desta forma, o Santo Padre esclareceu as diversas mal interpretações e as análises que várias pessoas e meios fizeram de acordo aos seus próprios interesses no mundo todo.
No avião de regresso de Asunción (Paraguai), o Pontífice declarou aos jornalistas: “É muito importante no trabalho de vocês a hermenêutica de um texto. Um texto não pode ser interpretado com uma frase. A hermenêutica tem que ser em todo o contexto."
“Existem frases que são a chave da hermenêutica. Outras que são ditas por alto. É necessário analisar todo o contexto da situação, inclusive ver a história narrada neste momento. Ou, se estamos falando de um determinado momento, devemos interpretar um fato passado com a hermenêutica desse tempo”, indicou o Papa.
O Pontífice advertiu ainda: “Cada palavra, cada frase de um discurso pode ser instrumentalizada”, como por exemplo, no caso equatoriano, quando alguns diziam que eu era a favor do governo, outros contra o governo” “Por isso prefiro falar da hermenêutica total”, disse o Papa, porque seus discursos “são sempre instrumentalizados” e lamentou que “algumas vezes existam notícias nas quais pegam uma frase fora de contexto”, mas assegurou que “não tem medo” desta atitude da mídia.
“Simplesmente digo: olhem o contexto e se me equivoco, com um pouco de vergonha, pedirei perdão e seguirei em frente”, assegurou.
Ao chegar ao Equador, no dia 5 de abril, o Pontífice destacou que “o povo equatoriano se colocou de pé, com dignidade” o que levou a que, em meio aos problemas políticos, greves e manifestações neste país, sua mensagem fosse interpretada de forma conveniente por ambos lados do conflito.
Durante a coletiva de imprensa, no voo que o levou do Paraguai à Roma, o Santo Padre assinalou que “evidentemente, sei que havia problemas políticos e greves. Eu sabia”, embora “não conhecesse as intrigas na política do Equador. Seria néscio se desse uma opinião a respeito do tema”.
O Papa Francisco destacou que “me disseram que houve um parêntese (nos protestos) durante minha visita, e eu agradeço. É um gesto de um povo que está de pé respeitar a visita do Papa. Agradeço e valorizo isto”.
“Evidentemente agora continuam os problemas e as discussões políticas”, indicou.
O Santo Padre explicou também que quando se referiu a que “o povo equatoriano se colocou de pé, com dignidade”, em seu discurso ao chegar ao Equador, referiu-se “a uma maior consciência que o povo equatoriano foi tomando da sua dignidade”.
“O Equador, - indicou o Papa – passou por uma guerra de fronteiras com o Peru há alguns anos, depois da qual existe uma maior consciência da maior riqueza étnica”.
“Equador não é um país de descarte, ou seja, me refiro a todo o povo e a toda a dignidade desse povo, que depois da guerra de fronteiras, se colocou de pé e tomou cada vez mais consciência da sua dignidade”, disse.
O Papa Francisco lamentou que “essa frase tenha sido instrumentalizada para explicar ambas as situações: que o governo colocou de pé o Equador, ou que teriam colocado de pé os opositores do governo”, concluiu.

sábado, 11 de julho de 2015

Fonte: Cléofas

Hoje comemoramos São Bento, nascido em Nórsia, na Úmbria, por volta do ano 480. Homem amante das coisas concretas e claras, Bento resumia sua Regra num lema eficaz: Ora e trabalha, restituindo à ascese cristã o caráter de contemplação e ação, conforme o espírito e a letra do Evangelho. Após concluir seus estudos em Roma, retirou-se para o monte Subíaco e se entregou à oração e à penitência. Ele é o fundador do importantíssimo mosteiro do Monte Cassino, onde escreveu ali sua famosa Regra como o verdadeiro monge devia ser – assim se lê no segundo capítulo da Regra: “Não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não murmurador, não detrator… mas casto, manso, zeloso, humilde, obediente”. Depois de meditações e penitências, teve breve estada entre os monges de Vicovaro, que o elegeram pior e depois tentaram desfazer-se dele, envenenando-lhe a bebida, pois estavam descontentes com a disciplina que lhes havia imposto. Com um grupo de jovens, emigrou para Nápoles, escolhendo sua morada no sopé da Montanha de Cassino, onde edificou o primeiro mosteiro, fechado dos quatro lados, como uma fortaleza e aberto à luz do alto como uma grande vasilha que recebe do céu a benéfica seiva para depois despejá-la no mundo. O emblema monástico, a cruz e o arado tornou-se a expressão deste novo modo de conceber a ascese cristã – oração e trabalho – para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade, sobre as ruínas do mundo romano. São Bento morreu no dia 21 de março do ano 547. Duzentos anos após a sua morte, a Regra beneditina havia espalhado pela Europa inteira, tornando-se forma de vida monástica durante toda a Idade Média. Em 1964, o Papa Paulo VI, declarava São Bento padroeiro principal da Europa, tributando desse modo justo reconhecimento ao santo a quem a civilização européia deve muito. 
Oremos: A Cruz Sagrada seja minha luz, Não seja o dragão o meu guia, retira-te satanás. Nunca me aconselhes coisas vãs, e o mau que tu me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos.

Papa Francisco deixa na Bolívia as condecorações que recebeu de Evo Morales


Fonte: ACI Digital

O Papa Francisco deixou na Bolívia as duas condecorações que o Presidente Evo Morales lhe deu na última quarta-feira, 9, durante o intercâmbio de presentes no Palácio de Governo, pouco depois da sua chegada ao país.
Morales entregou a máxima condecoração da Bolívia, a medalha Condor dos Andes, e a distinção Luis Espinal.
Nesta segunda condecoração está a imagem de Cristo sobre a foice e o martelo, elaborada pelo falecido sacerdote jesuíta nos anos 70 e cuja réplica o mandatário obsequiou ao Santo Padre, algo que gerou grande controvérsia em diversas redes sociais.
Segundo informou a Santa Sé, o Papa celebrou Missa pela manhã na capela da residência do Arcebispo Emérito de Santa Cruz de la Sierra, Cardeal Julio Terrazas.
No final da Celebração Eucarística, o Santo Padre entregou à Virgem de Copacabana, Padroeira da Bolívia, as duas condecorações presenteadas pelo Presidente Evo Morales, na última quarta-feira, durante sua visita de cortesia ao Palácio Presidencial de La Paz.
O Papa Francisco pronunciou as seguintes palavras, seguidas de uma oração: “O Senhor Presidente da Nação através de um gesto de acolhida teve a delicadeza presentear-me com duas condecorações em nome do povo boliviano”.
“Agradeço o carinho do povo boliviano e agradeço este detalhe, esta delicadeza do Senhor Presidente e gostaria de deixar estas duas condecorações à Padroeira da Bolívia, à Mãe desta nobre Nação para que Ela sempre se lembre do seu povo”.
A oração que pronunciou o Pontífice foi a seguinte:
Mãe do Salvador e Mãe nossa, tu que és a Rainha da Bolívia, do alto de teu Santuário em Copacabana, atende as súplicas e necessidades dos seus filhos, protege especialmente os mais pobres e abandonados.
Recebe como obséquio do coração da Bolívia e de meu amor filial os símbolos do carinho e da proximidade que –em nome do Povo boliviano– me entregou o Senhor Presidente Evo Morales Ayma com afeto cordial e generoso, com motivo desta Viagem Apostólica, que confiei à tua intercessão.
Eu te imploro que estes reconhecimentos, que deixo aqui na Bolívia aos teus pés, e que recordam a nobreza do voo do Condor nos céus dos Andes e o comemorado sacrifício do Pe. Luis Espinal, S.I. sejam emblemas do amor perene e da perseverante gratidão do Povo boliviano à tua forte ternura.
Neste momento, coloco no teu coração minhas orações por todas as preces dos seus filhos, que recebi durante estes dias, tantas Mãe: te suplico que as escute;
Concede-lhes teu amparo e tua proteção, e manifesta à Bolívia tua ternura de mulher e Mãe de Deus, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

Sobrevoando o território nacional Papa Francisco enviou uma saudação ao povo brasileiro

Fonte: ACI Digital

Durante a segunda etapa da sua viagem à América do Sul, o Papa Francisco enviou uma mensagem aos brasileiros ao sobrevoar o território nacional na quarta-feira, 8, quando viajou do Equador à Bolívia. O Pontífice manifestou sua proximidade e afeto, pedindo a Deus “abundantes graças” ao povo do Brasil.
A mensagem foi recebida pelo Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), em Manaus (AM), por volta das 17h (horário de Brasília). Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), as palavras foram captadas pela controladora de tráfego aéreo Sargento Karoline Santos. “Nunca esperava passar por uma situação como essa. No nosso trabalho controlamos todas as aeronaves com o mesmo padrão, mas quando há pessoas importantes a bordo como o Papa, é muito emocionante. Foi muito gratificante”, ressaltou a militar, dizendo que lembrará desse momento para sempre.
Conforme recordou a FAB, esta é a segunda vez que um de seus controladores de tráfego aéreo fez contato com o Pontífice. Em 2013, o Papa Francisco esteve no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu no Rio de Janeiro. Na ocasião, Francisco recebeu as boas-vindas ainda em voo, quando a aeronave entrou na área sob a jurisdição do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), do Recife (PE).
Leia abaixo a íntegra da mensagem do Papa Francisco:
“Excelentíssima Senhora Dilma Roussef, Presidente da República Federativa do Brasil, Brasília.
Ao sobrevoar o território brasileiro, para dar início a minha visita Pastoral à Bolívia e ao Paraguai, é muito grato desejar um cordial ‘saludo’ a V. Exa. e renovar a aproximação e afeto pelo povo brasileiro para que eu peço ao Senhor, abundantes graças e que vocês possam progressar os valores sociais e espirituais, aumentando o compromisso pela justiça, solidariedade e paz, atentamente. PAPA FRANCISCO”.

terça-feira, 7 de julho de 2015

No Equador, o Papa Francisco convida os fiéis a viverem a unidade fraterna

Em Quito, durante homilia, Papa Francisco pede aos fiéis que deem um autêntico testemunho cristão de comunhão fraterna

Alessandra Borges
Canção Nova

Nesta terça-feira, 7 de julho, o Papa Francisco presidiu uma Santa Missa campal no Parque Bicentenário, em Quito, capital do Equador, reunindo aproximadamente dois milhões de pessoas.
Durante sua homilia, o Santo Padre falou aos milhões de fiéis presentes e a todos que acompanharam a reflexão pelos meios de comunicação sobre a importância de um autêntico testemunho cristão com gestos de amor e solidariedade ao próximo. E destacou que “a nossa fé é sempre revolucionária”.

A reflexão do Papa Francisco, na Celebração Eucarística desta terça-feira, 7, foi baseada no Evangelho de São João 17, 11-23, na qual ele comparou o sussurro de Jesus na Última Ceia com o “Bicentenário do Grito de Independência Hispano-Americana”. E destacou que esses gritos devem servir como um belo desafio da evangelização.

“Nós todos juntos, aqui reunidos à volta da mesa com Jesus, somos um grito, um clamor nascido da convicção de que a sua presença nos impele para a unidade, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete desejável”, animou o Sumo Pontífice.

Sua Santidade também recordou aos fiéis que hoje vivemos em um mundo dilacerado pelas guerras e a violência, fato que acaba nos colocando uns contra os outros. E nos convidou a ser testemunhas da evangelização a fim de que consigamos “atrair os afastados com o nosso testemunho, e nos aproximarmos humildemente daqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja”.

“É precisamente a este mundo desafiador que Jesus nos envia, e a nossa resposta não é nos fazer de distraídos, argumentar que não temos meios ou que a realidade nos supera. A nossa resposta repete o clamor de Jesus e aceita a graça e a tarefa da unidade”, lembrou o Papa Francisco.

E indicou que a Igreja deve estar em um constante estado de missão para que os cristãos possam testemunhar a evangelização e ir ao encontro dos irmãos, por isso é necessário que haja comunhão entre as pessoas.

“Colocar a Igreja em estado de missão pede-nos para recriarmos a comunhão, pois já não se trata de uma ação voltada só para fora; fazemos missão para dentro e missão para fora, manifestando-nos ‘como mãe que vai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária'” (Documento de Aparecida 370), explicou Sua Santidade.

Francisco encerrou sua homilia pedindo aos fiéis que deem um testemunho vivo e verdadeiro da comunhão fraterna.

sábado, 4 de julho de 2015

Ecumênico para ser católico

Fonte: Catequese Hoje

Um fato

Certa vez, alguém convidou um agente de pastoral para um trabalho ecumênico junto com a Igreja Metodista e ele respondeu: “Não me meto nessas coisas porque sou católico!”
Pode ser que fosse mesmo católico, mas era pelo menos um católico que desconhecia o que a sua própria Igreja ensina sobre o relacionamento e a colaboração com outros cristãos.

O católico deve ser ecumênico

Ser ecumênico, hoje, na Igreja Católica, não é decisão opcional de gente avançada em busca de novidades. É parte integrante da doutrina da Igreja. Se alguém duvida, leia com cuidado o que dizia o Papa João Paulo II: ...“o ecumenismo, o movimento a favor da unidade dos cristãos, não é só uma espécie de apêndice, que se vem juntar à atividade tradicional da Igreja. Pelo contrário, pertence organicamente à sua vida e ação, devendo, por conseguinte, permeá-la no seu todo” ...(Ut Unum Sint 20) 

Poderíamos dizer com outras palavras: nós, católicos, não escolhemos ser ecumênicos apesar de sermos católicos, nem fazemos disso uma preferência particular, à margem da nossa participação na Igreja; somos ecumênicos exatamente por sermos católicos. E ao termos tal atitude, estamos seguindo orientações já antigas, que vêm do Concílio Vaticano II (1962-1965):

“Este Sagrado Concílio exorta todos os fiéis a que, reconhecendo os sinais dos tempos, solicitamente participem do trabalho ecumênico” (Unitatis Redintegratio, 4).

Alguns, com certa razão, haveriam de perguntar: “Não haveria riscos aí? Como vamos ser ecumênicos se ninguém nos preparou para isso? Tanta gente nem sabe muito bem a doutrina fundamental da Igreja Católica, e agora temos que entrar em diálogo com Igrejas diferentes? Vai dar a maior confusão!... “ 
O tempo urge! 

É verdade que outras prioridades têm capturado a atenção da nossa Igreja e poucos se preocupam em nos dar elementos para lidar com a exigência do ecumenismo. Mas, a cada dia que passa, torna-se mais urgente capacitar leigos e clero para essa aproximação fraterna, desejosa de paz. 

Nosso mundo moderno, urbano, pluralista, nos coloca todo dia em contato com pessoas de outras denominações religiosas. O cotidiano nos apresenta situações que exigem uma tomada de posição. 

Esse posicionamento, é claro, será um tanto diferenciado, de acordo com o grau de afinidade que tivermos com outros grupos religiosos. Por exemplo, estamos muito próximos das Igrejas ortodoxas. As chamadas Igrejas protestantes históricas também não nos são estranhas. Com várias delas já há entendimentos em nível oficial e participação conjunta em organismos ecumênicos. Mas com algumas Igrejas pentecostais a dificuldade é maior. 

E temos também que exercer o devido espírito crítico quando algum grupo religioso se estabelece com intenções mais questionáveis, se houve sinais de manipulação interesseira dos sentimentos do povo. 

É chegado o tempo de mudar de atitude 

É chegado o tempo de mudar de atitude, de buscar o diálogo em vez de preparar para a guerra. A mudança nos trará um outro enorme benefício, além da própria paz, da concórdia, do respeito mútuo, da fraternidade, da humildade, que são sempre coisas ótimas! É que, para conversar em paz com os de fora, vamos ter que conhecer melhor o que a nossa Igreja crê. Ou seja: para sermos ecumênicos teremos que ser melhores católicos. 

Para refletir 

Qual a sua experiência com outras Igrejas cristãs? Foi positiva?
Pode-se ser ecumênico sem conhecer bem a sua própria religião? O que isso tem a ver com a catequese?
Inês Broshuis (Texto extraído e adaptado do subsídio "Diálogo e Ecumenismo" da Catequese do Regional Leste 2)

Quatro Papas já visitaram a América Latina

Fonte: Gaudium Press

Primeiro foi o Papa Paulo VI, em seguida João Paulo II, depois foi a vez de Bento XVI: os três iniciam a lista de Papas que visitaram a América Latina.
O quarto Papa a visitar este subcontinente, denominado por João Paulo II como "da Esperança", foi o argentino Papa Francisco que, no domingo, inicia sua segunda viagem à América.
O Pontífice visita o continente onde nasceu, depois de ter estado no Brasil para a JMJ-2013, realizada no Rio de Janeiro, bem poucos meses após sua eleição para a Cátedra de Pedro.
Paulo VI
Paulo VI foi o Papa que historicamente iniciou as visitas à América Latina. Em agosto de 1968 ele visitou a Colômbia e, em Bogotá, fez a abertura da II Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe (CELAM).
João Paulo II
O ‘Papa que veio de longe', da Polônia, até agora, bateu todos os recordes de visita: esteve 18 vezes na América Latina e visitou, praticamente todos os países do continente.
"A América Latina - disse o Papa Wojtyla - é um continente jovem e cheio de esperança, no qual não faltam gritantes contrastes que impõe aos setores menos favorecidos da população o preço de intoleráveis custos sociais".
Em 1998, esteve em Cuba como "Mensageiro da Verdade e da Esperança".
No Brasil o Papa esteve em três ocasiões. Primeiro foi em 1980 quando, em 12 dias, ele percorreu 13 cidades.
A segunda viagem ao Brasil ocorreu entre os dias 12 e 21 de outubro de 1991. João Paulo II visitou 10 capitais e beatificou Madre Paulina.
A visita ao Brasil ocorreu em outubro 1997. Sua permanência foi de quatro dias. Ele esteve no Rio de Janeiro para participar do II Encontro Mundial das Famílias.
Em 2002, três anos antes de sua morte, João Paulo II esteve pela última vez no continente latino-americano.
Bento XVI
Bento XVI esteve em duas ocasiões no continente com o maior número de católicos.
A primeira visita foi ao Brasil em 2007, depois de dois anos de eleito. A segunda e última viagem de Bento XVI foi ao México e Cuba. Essa viagem foi realizada entre os dias 23 e 28 de março de 2012.
Francisco
Francisco considerou sua viagem ao Brasil, realizada entre 22 e 29 de julho de 2013, como "um grande presente" de Bento XVI, que havia apresentado sua renúncia em 11 de fevereiro e era esperado para presidir a JMJ no Rio de Janeiro.
A visita foi de sete dias. O Papa esteve no Santuário Nacional de Aparecida e ali celebrou uma Santa Missa, visitou favelas, encontrou o episcopado latino-americano e esteve centenas de milhares de jovens de todo o mundo, a beira-mar, nas areias de Copacabana.
Na sua segunda viagem à América Latina, Francisco visitará o Equador, a Bolívia e o Paraguai. Depois do dia 13 de julho, a visita já terá passado para a história: Vamos aguardar! (JSG)