segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida visita nossa paróquia
Nossa paróquia acolheu ontem, dia 1/11, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, uma réplica daquela encontrada pelos pescadores em 1717. Essa imagem veio direito do Santuário Nacional de Aparecida e a peregrinação dela faz parte das comemorações pelo jubileu de 300 anos do encontro da imagem que será celebrado em 2017, com a presença do Papa Francisco.
A imagem passou os últimos dias na Paróquia Nossa Senhora das Graças, onde nosso pároco e nossos paroquianos foram buscá-la ontem à tarde, em carreata. Abaixo, a programação completa para que todos possam participar desses dias de visita em nossa paróquia.
01/11 - domingo - 19:30 - Chegada em nossa paróquia
02/11 - segunda - 9:00/19:30 - Missa Finados matriz/ Terço dos homens - Comunidade São João Batista
03/11 - terça - 19:00 - Terço do Grupo de Oração da Renovação na matriz e palestra mariana
04/11 - quarta - 19:30 - Santa Missa na matriz / Terço cantado na matriz
05/11 - quinta - 19:30 - Missa na Nossa Senhora da Paz
06/11 - sexta - 19:00 - Santa Missa com participação do Apostolado da Oração
07/11 - sábado - 16:00 / 18:00 - Ofício de Nossa Senhora/ Santa Missa na matriz / Visita aos jovens
08/11 - domingo - 8:00/9:30/18:00/19:30 - Missa nas três comunidades
09/11 - segunda - visitas
10/11 - terça - 12:00/19:30 - Santa Missa do Grupo de Oração Universitário - Anfiteatro da UFU / Santa Missa no Condomínio Buritis
11/11 - quarta - 16:00/19:30 - Casa da Misericórdia - Santa Missa no Condomínio Paradiso
12/11 - quinta - 19:30 - Santa Missa na Nossa Senhora da Paz
13/11 - sexta - 9:00 / 15:00 - Santa Missa no Hospital do Câncer / Santa Missa no Hospital das Clínicas
14/11 - sábado - 16:00 / 18:00 - Santa Gemma / Santa Missa na Matriz
15/11 - domingo - 8:00; 9:30 e 18:30 - Missas nas comunidades / entrega da imagem à Paróquia Nossa Senhora da Abadia
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Visita da imagem peregrina de N. Sra. Aparecida
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Três coisas a recordar quando você quer compartilhar a sua fé com um cristão não católico
Fonte: Aleteia
Ser católico é ser apaixonado
1. Seja humilde
Não confunda humildade com indecisão. Para o mundo de hoje em dia, acreditar que algo é verdade significa ser arrogante; compartilhar a fé significa ser grosseiro. A busca da verdade se vê rapidamente diante de acusações ad hominem.
Deixe que insultem. Seja grato ao ser caluniado por causa de Cristo. Deixe que Deus faça o trabalho através de você. G.K. Chesterton dizia que, em nossa época, as pessoas são consideradas humildes não quando duvidam de si mesmas, e sim quando duvidam que alguma coisa seja verdade.
Deixe que o insultem – mas não omita a fé “transmitida aos crentes de uma vez por todas” (Jd 1, 3).
Talvez ninguém ache você “gentil” por compartilhar a sua fé católica, mas amor e gentileza não são a mesma coisa. Aliás, há muitas doutrinas “gentis” – mas isso não é uma medida da sua verdade.
2. Seja bíblico
Mas leia a Bíblia com a Igreja. Não partilhe a sua interpretação pessoal com os não católicos. Partilhe a interpretação da Igreja católica. É graças à Igreja católica que sabemos, por exemplo, que a segunda carta de Paulo a Timóteo é parte legítima da Bíblia, e, justamente nessa carta, Paulo diz que a Escritura é “inspirada por Deus e útil para ensinar, convencer, corrigir e formar na justiça” ( 2 Tm 3, 16). Ao chamá-la de “útil”, Paulo indica que a Escritura pode e deve ser “usada”.
Se a ideia da “sola scriptura” fosse verdadeira, por que os apóstolos, evangelistas e padres da Igreja não teriam conhecimento dessa suposta doutrina? Jesus não prometeu aos seus seguidores que, um dia, centenas de anos após a sua ascensão, uma coletânea de textos seria fielmente copiada e traduzida para que qualquer pessoa alfabetizada pudesse abri-la e interpretar suas palavras como base da verdade. Não. Jesus instituiu uma Igreja, uma Igreja apostólica, para levar adiante a sua missão de proclamar a verdade (Mt 16, 17-19; Lc 10, 16; Jo 16, 13; 17, 20; 20, 21-23; Atos 1, 20). De acordo com a própria Bíblia, a Igreja é a coluna e a base da verdade (1 Tm 3, 15). Escrito por católicos para católicos, canonizada por católicos, traduzida e preservada por católicos, a Bíblia é o livro da Igreja católica.
O eunuco etíope não conseguia entender a Bíblia sozinho. Felipe lhe explicou as Escrituras e pediu-lhe não para recitar a oração do crente, mas para ser batizado (Atos 8, 26-39). Filipe era um dos sete nomeados pelos doze apóstolos para cuidar da Igreja nascente (Atos 6, 1-6; 21: 8). Ele foi à Samaria para pregar e realizar milagres (Atos 8, 4-6). Converteu o mago Simão (Atos 8, 9-13) e, no fim, viveu em Cesareia (Atos 21, 8). Suas quatro filhas tinham o dom da profecia (Atos 21, 9).
Seja como Felipe. Abra as Escrituras com os não católicos. Ensine-os, mas também esteja disposto a aprender com eles. Os cristãos não católicos conhecem e amam a Bíblia. Mas a leem a partir de outros pressupostos e usam outros “óculos doutrinais”. Assim como o eunuco etíope, eles não receberam ainda a explicação da Igreja católica sobre aquilo que estão lendo. Eles ainda não tiveram a alegria de contar com a autoridade da única Igreja santa, católica e apostólica de Cristo. Como Felipe, o seu trabalho é compartilhar a verdade do ensinamento da Igreja sobre a humildade.
3. Ore
A oração faz muito mais do que a persuasão. No esforço de compartilhar a verdade da transubstanciação, por exemplo, você pode analisar Apocalipse, I Coríntios 10 e João 6 – e pode não ser suficiente. Você pode apelar para os paralelos entre o Antigo Testamento e o testemunho dos Padres da Igreja – e pode não ser suficiente.
A verdade, afinal, é um dom de Deus. A sabedoria é um dom de Deus (Ef 1, 17). A fé é um dom de Deus (1 Tm 1, 14). O amor é um dom de Deus (1 Ts 3, 12 ). A salvação é um dom de Deus (Ef 2, 8). E os bispos católicos são simplesmente administradores dos dons de Deus (2 Tim 2, 2). Você tem que orar para deixar que Deus aja através da sua Igreja. Todo dom perfeito vem do alto (Tiago 1, 17).
Ore. Dedique-se à apologética, à hermenêutica e à história da Igreja, mas não antes de ficar de joelhos. “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverantes na oração” (Rm 12, 12). Compartilhe a fé católica em palavras e atos, mas, antes, ore. “Perseverai em oração e vigiai dando graças” (Col 4, 2). Não lute antes contra a ignorância e a indiferença, mas contra os gigantes do orgulho e da soberba. Longe de Cristo, nada podemos fazer (Jo 15, 5). Então, por que não oramos?
Conclusão
Ser católico é ser apaixonado. O amor pela Trindade e pela Igreja flui no amor por todos. O católico que ama não pode deixar de compartilhar a fé.
Deus é o tesouro. Você é só o vaso. Ele é a água viva. Você é só mulher junto ao poço. A Trindade é a fonte da alegria eterna, o princípio e o fim. Você é só o dedo indicador.
A Igreja católica existe para dar glória ao Deus uno e trino unindo-se a Cristo em sua missão de salvação. Somos chamados não somente para compartilhar a boa notícia de Jesus com toda pessoa no mundo, mas também para encorajar todos a acreditarem, e não só acreditarem, mas também a serem batizados; e não só a serem batizados, mas também a crescerem na plena estatura de Cristo através das obras e da graça sacramental de Deus. É um início completamente novo. Deus recria toda pessoa a partir de dentro, para a sua máxima alegria e para a glória divina.
Seja humilde e confiante. Seja bíblico e católico. Ore. E, assim, acima de tudo, ame (Jo 13, 35).
De Tyler Blanski, em “The Catholic Gentleman”
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domingo, 25 de outubro de 2015
Por que o Papa Francisco sempre leva flores para Nossa Senhora?
Fonte: Aleteia
Durante a visita do Papa Francisco aos Estados Unidos, cada vez que ele entrava em uma igreja (antes de fazer qualquer outra coisa), levava um ramo de flores à capela dedicada a Nossa Senhora.
Eu me converti recentemente ao catolicismo. Não fui criada na tradição de festas de maio dedicadas a Maria nem entendia o costume de oferecer presentes materiais a uma representação artística dela.
No último dia da visita do Papa aos EUA, depois da missa em meu bairro, decidi fazer uma visita a Maria. Eu havia visto mulheres idosas, especialmente filipinas, e sabia aonde ir. Ajoelhei-me diante da imagem de Maria com o Menino Jesus e a observei.
Sinceramente, eu esperava ver apenas gesso branco, mas fiquei impressionada ao ver que Maria parecia olhar para mim através daquela imagem, com uma expressão maternal e a mão livre aberta como se fosse um convite.
Está claro: estas imagens criadas por artistas pretendem nos surpreender e estimular nossa imaginação, para que possamos contemplar Maria como nossa mãe. As imagens de Maria nos recordam que Ela é nossa mãe, mãe de Jesus. E a resposta correta é a reverência.
Que bom filho é o Papa Francisco, que oferece flores à sua Mãe!
As flores a Maria são um sinal da nossa gratidão pelo seu papel na história da salvação.
Por que oferecer flores? As flores são um presente divino da natureza. E nós precisamos desse aspecto físico e visual para nos unir àquilo que vai além da nossa humanidade, além do nosso mundo.
Oferecer um presente material vai além das palavras e orações. É a expressão de gratidão de um filho a uma boa mãe, que quer somente o melhor para nossas almas.
Ao ver as flores diante de uma imagem de Maria, recordamos seu amor por nós, e esse amor traz grande beleza e esperança às nossas vidas.
As flores são uma lembrança física, um símbolo da realidade espiritual da nossa relação com Nossa Senhora.
As homilias e discursos pronunciados pelo Papa Francisco em sua visita aos Estados Unidos oferecem muito material para nossas reflexões e inspirações. Igualmente, o exemplo desta simples e constante homenagem a Maria me deixam muito mais rica espiritualmente do que era antes.
E você, já levou flores a Nossa Senhora? O que está esperando?
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
O que significa a palavra “amém”?
Fonte: Ecclesia
Seu significado é tão concreto e especial que não tem correspondência exata em outros idiomas
Seu significado é tão concreto e especial que não tem correspondência exata em outros idiomas
“Amém” é uma palavra cujo uso na língua hebraica é muito antigo. Do ponto de vista etimológico, “amém” deriva do verbo “aman”, usado para reforçar ou confirmar algo. Basicamente, significa “que conste”, “em verdade”.
Esta palavra não tem equivalência exata nas línguas ocidentais. O seu significado tem de ser entendido como uma resposta de confirmação a algo que é considerado firme, estável, imutável. É por isto que a tradição judaico-cristã manteve esta palavra inalterada, sem traduzi-la: qualquer tradução empobreceria o sentido original da palavra, que, em sentido estrito, só pode ser dita em referência a Deus.
Estendido ao cristianismo, o termo “amém” é muito usado na Bíblia para afirmar que algo “tem de ser”. A palavra é também uma das aclamações litúrgicas mais frequentes como fórmula para encerrar as orações, significando “assim seja”.
Pronunciar a palavra “amém” é proclamar que se tem por verdadeiro o que acaba de ser dito, com o objetivo de ratificar uma proposição ou unir-se a ela. No âmbito do culto religioso, significa que a assembleia “está de acordo” com o que é celebrado e afirmado.
A expressão é usada pelo próprio Jesus nos evangelhos para iniciar um discurso, dando-lhe a conotação de solidez e contundência. É por isso que Jesus diz: “Em verdade, em verdade vos digo”.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Mais um casal de santos no céu!
Fonte: Cléofas
A canonização dos pais de Santa Teresinha do Menino Jesus
Uma preocupação do Papa são João Paulo II era a canonização de casais santos que muitas vezes não são notados. Nos acostumamos com santos apenas padres ou freiras; mas há muitos santos casados. O Papa falava em mostrar aos casais que o casamento é uma via fértil de santidade dos esposos. Então, ele queria beatificar e canonizar casais que fossem para os esposos exemplos de vida santa e intercessores no céu. A luta dos casais católicos para se manterem fiéis um ao outro por toda a vida, educando os filhos na fé do Cristo e da Igreja, torna-se uma “escola de santidade”, como foi com o casal Luis Martín e Maria Zélia,pais de Santa Teresinha.
São Paulo disse que a mulher santa, santifica seu esposo, e comparou o matrimônio com a união de Cristo e a Igreja. “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5,25). É esse amor de um pelo outro, que vai até à entrega da própria vida, que santifica o casal.
Neste domingo (18/10/2015) o Papa Francisco canonizou os pais de Santa Teresinha.
É a primeira vez que um Papa canoniza ao mesmo tempo um marido e sua esposa. Outros casais já foram canonizados, mas em datas diferentes.
Disse o Papa Francisco na homilia de canonização deles que : “Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus.
O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na proteção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão”.
Outros casais já foram canonizados, como: Santos Aurélio e Natália; Feliz e Liliosa; Santa Margarida e Malcolm Camore, reis da Escócia; São Luiz IX, rei da França e sua esposa Margarida de Proença; São Tomás More e Santa Jane Colt; Santa Francisca Romana e Lourenço de Ponziani e outros beatos e veneráveis.
O nosso Catecismo, quando fala da canonização dos santos diz:
“Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solene que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores. “Os santos e as santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis da história da Igreja.” Com efeito, “a santidade é a fonte secreta e a medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã missionário”.(n.828)
Luís e Zélia Martin casaram-se em 1858. Ambos haviam aspirado entrar para a vida religiosa. De caráter contemplativo, mais silencioso, Luís, nascido em Bordéus, França, aos 22 de agosto de 1823 sonhara em ser monge cartuxo. Não foi aceito porque não sabia latim. Voltou a Alençon, onde residia com os pais, e aí montou uma relojoaria. Zélia tentou ser religiosa visitandina, mas a Superiora logo intuiu que a jovem não era chamada à vida religiosa. Ambos foram levados a desistir da vocação religiosa. Após o casamento, permaneceram convivendo como se fossem monges. Um confessor convenceu-os a ter filhos e, assim preparar almas para o céu.
Alençon é, na França, a capital da confecção de rendas; Zélia cursara a Escola de rendeiras e, aos 22 anos, estabelecera-se por conta própria. Ao casar, havia cinco anos que fabricava rendas. O seu negócio prosperava. O negócio de Luís era algo mais do que estagnante. Não demora em desistir da relojoaria e pôr-se a serviço da esposa. Como tantas mulheres modernas, em toda sua vida Zélia acumulara as tarefas de mulher, de mãe e de trabalhadora.
Eles tiveram nove filhos, sete meninas e dois meninos. Zélia intercedia por eles: “Senhor, dá-me muitos filhos, e que eles sejam todos consagrados a ti”. Oração atendida integralmente, pois cinco filhas serão religiosas!
Não havia nada de extraordinário na vida deste casal cristão. Sua vida é simples, decididamente voltada para Deus, que está no centro: missa diária, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, participação em alguns movimentos de igreja… Seu amor é profundo. “Estou ansiosa para estar perto de ti, meu querido Luís” – escreve Zélia durante uma viagem. “Eu te amo de todo meu coração e ainda agora sinto redobrar minha afeição pela experiência da privação de tua presença.” Eles se completam harmoniosamente, tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes.
Os dois têm um grande desejo de ser santos. Para isso, vivem com fidelidade suas obrigações de estado, exercendo seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos.
Eles experimentam a provação de perderem dois filhos e duas filhas ainda criancinhas. Uma de suas filhas, Leônia, manifesta um caráter difícil e lhes dá preocupações. Mas isso não altera, em seus pais, a confiança em Deus, que redobram as orações por ela: “Quanto mais percebo sua dificuldade, mais eu me convenço de que o Bom Deus não permitirá que ela permaneça nesse estado. Vou rezar tanto que Ele se abrandará”. Esta oração será atendida pois Leônia será também religiosa visitandina e é considerada, entre as Martin, como a que melhor entendeu e viveu a pequena Via de sua irmã Teresa.
Desde 1864, Zélia começou a sentir os primeiros sintomas do câncer de mama que a levará para Deus em 1877. Ela assume com coragem sua doença e se dedica a seus filhos e a seu trabalho até o fim. Ela fala em viver simplesmente o instante presente, que é onde Deus se revela, dando-nos uma lição de confiança: “Eu me resigno a todos os acontecimentos adversos que me vêm ou que me podem vir. Eu penso: foi Deus quem quis assim! E não penso mais nisso!”. Zélia morre com 46 anos em 28 de agosto de 1877. Teresa tem 4 anos e meio.
Depois de sua morte, Luís se muda para Lisieux, para casa Buissonnets. Ele vendeu todos os seus negócios e dedicou-se inteiramente à educação de suas cinco filhas. Primeiro Paulina, primogênita, depois Maria, entraram no Carmelo. Teresa anuncia-lhe o desejo de ir também. Apesar da dor da separação, Luís apoia totalmente a escolha de sua filha.
Luís Martin tem consciência de todas as graças que recebeu do Senhor. Ele conta a suas filhas que faz esta oração: “Senhor, é demais! Sim, sou muito feliz. Mas não é possível ir ao céu desta maneira. É preciso que eu sofra um pouco por Vós…”. E ele se oferece. Pouco tempo depois ele experimenta a terrível humilhação da doença mental, consequência de uma arteriosclerose. Ele é internado no Bom Salvador em Caen, um hospital onde se tratam os loucos. Mais tarde Teresa compreenderá que Deus permitia esta dolorosa provação para sua glória e de seu pai. Assim, ela pôde escrever: “Os três anos do martírio de meu pai pareceram-me os mais amáveis, os mais frutuosos de toda nossa vida. Eu não os trocaria por todos os êxtases e as revelações dos santos.” (MS A 73rº). Em 29 de julho de 1894, Luís Martin morreu tranquilamente.
Zélia disse em uma carta:
“Ao ter filhos, nossas ideias mudaram muito; não vivíamos senão para eles, estando ai a nossa felicidade, e em nenhuma outra parte , fora deles, encontramo-la. Enfim, nada mais nos custava; o mundo já não nos preocupava. Tal era a minha grande compensação; eu também desejei ter muitos filhos para educa-los para o céu”.
Um dia ela escreveu: “Meu marido é um santo”. Santa Teresinha nasceu quando Zélia tinha 41 anos, já doente e fragilizada. Ela disse: “Quando medito… que depositei toda a minha confiança em Deus e que coloquei em suas mãos os cuidados das minhas coisas e as do meu marido, não posso duvidar de que sua divina Providência vela com especial cuidado de meus filhos”.
Os dois iam a Missa todos os dias e rezavam com a família as orações diárias aos pés de uma imagem da Virgem Maria.
Que neste dia especial, inspirados pelo exemplo de Luís Martín e Maria Zélia, peçamos a Deus que nasçam muitos outros casais santos, dispostos a lutar pela vida, por Deus e pela Igreja!
Contemos sempre com estes nossos intercessores no Céu.
São Luís Martin e Santa Maria Zélia Guérin, rogai por nós!
Prof.Felipe Aquino
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Foto viral: menino reza com super-heróis e comove redes sociais
Fonte: ACI Digital
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| Foto: Maria Juliana Escallon / Instagram
Esta foto deu a volta ao mundo em poucos dias, porque muitas páginas e comunidades católicas compartilharam-na sem cessar nas redes sociais. Trazemos alguns detalhes da história desta imagem viral.
Ocorreu há alguns dias em Bogotá, Colômbia. O menino se chama Pablo, tem 2 anos e meio, é o mais novo de três irmãos, que recentemente pediu ao seu pai para brincar com seus super-heróis e com Jesus.
“Seu papai lhe disse que os super-heróis deviam pedir a Jesus que lhes dessem seus superpoderes, e em seguida, ele pôs seus bonecos nessa posição e ficou ao lado deles e começou a rezar a Jesus”, relatou Maria Juliana Escallon, madrinha de Pablo, ao Grupo ACI.
A foto foi feita por Diego, pai de Pablo. Maria Juliana compartilhou a imagem no Instagram e nunca imaginou que esta se tornaria tão popular.
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Por que os muçulmanos amam Santa Teresinha
Fonte: Zenit
Frei Patricio Sciadini OCD, superior carmelita no Egito, explica essa relação
São já 6 anos que vivo no Egito. É claro que não posso esquecer do Brasil que me “deseducou” de um certo estilo italiano formal, rígido e me educou a uma liberdade de coração que me ajuda a ser eu mesmo. Mas no Egito aprendi a viver a minha fé com alegria num mundo onde somos minoria. O Egito é o berço do monaquismo, fonte da espiritualidade dos padres do deserto que ensinam a sabedoria que não tem idade, sempre velha e sempre nova. No Egito, nós carmelitas temos uma grande e bela basílica estilo bizantino dedicada a Teresa do Menino Jesus. Normalmente durante o ano é quase vazia pelo escasso números dos católicos, mas todos os dias há um “pinga pinga” de cristãos e de muçulmanos, especialmente mulheres que vem visitar, como ele dizem, Santa Teresinha do Menino Jesus. Sempre me pergunto por que os muçulmanos tem tanto amor a esta Santa, a qual é dedicada até uma estacão do metrô que passa bem perto da basílica? Por que esta monja que durante a sua vida pouco sabia do Egito? Embora ela o cite na sua poesia sobre a Virgem Maria quando fala da fuga no Egito onde Jesus viveu, fugindo da ira de Herodes.
Tenho tentado perguntar o porquê e tenho recebido várias respostas. Uma delas é que um grande cantor egípcio muçulmano que estava doente, foi agraciado por Teresinha; falava dela com muito amor e ajudou na construção da basílica. Perguntei ao meu irmão Abuna Kirilo Makar e ele me disse que o cantor se chamava Abd El-Halim, sofria de varizes no esôfago e em 1957 devia fazer uma cirurgia perigosa. Visitando a basílica de Santa Teresinha, o frei Gabriel muito estimado e bom deu lhe uma medalhinha da santa e prometeu rezar por ele. O cantor foi a Inglaterra para fazer a cirurgia e no dia marcado fez novamente os exames e não houve mais a necessidade da cirurgia: foi uma coisa inexplicável. Ele voltou ao Egito, foi agradecer a Santa Teresinha, colocou uma placa por graça alcançada e nela escreveu: “graças a Deus e a Santa Teresinha”. Ele ajudou muito na construção da basílica e na difusão da devoção a Santa Teresinha. Isto, sem duvida, muito cooperou. Muitas outras pessoas começaram a ter devoção por Santa Teresinha, a receber graças e a fama da Santa das graças foi se espalhando de boca em boca por todo o Egito.
Uma outra causa é que o vestido de Santa Teresinha é muito semelhante ao das mulheres muçulmanas que se identificam com ela; isto sem duvida é de grande importância na difusão dos santinhos de Santa Teresinha no meio do povo. Pessoalmente e com ajuda dos meus irmãos tenho tentado falar e compreender tudo isto. Há uma empatia, uma simpatia entre Teresinha e todas as pessoas. Na cripta da nossa basílica há uma imagem que a retrata morta: seu rosto é sereno, tranquilo, comunica uma grande paz interior. No Egito existem só três destas imagens que foram feita por um irmão comboniano; elas tem um uma fisionomia de serenidade. Eu mesmo tantas vezes desço na cripta da basílica e quando tenho problemas, dificuldades - que graças a Deus não me faltam- rezo a Teresinha que chamo carinhosamente de minha “secretária particular”: sinto em mim mesmo uma paz, uma força, uma coragem para não desanimar e retomar o caminho.
No dia da festa de Santa Teresinha que nós celebramos no dia 3 de outubro - já é uma tradição e seria difícil mudar- a basílica é pequena para conter tantas pessoas que vem de todos os lugares para prestar sua homenagem simples, de coração a Santa das rosas que sempre “atende” os pedidos de todos sem distinção nem de raça e de nem de religião. No Egito há várias igrejas católicas dedicadas a Santa Teresinha mas a basílica de Schubra, aqui no Cairo, é a mais conhecida e amada por todos. A novena não é muito concorrida, é o dia da festa que impressiona e este “pinga pinga” de gente devota, sofrida, cheia de esperança que vem pedir ajuda a Santa do coração. Ela, Teresinha, entra sempre pela porta do amor. Há muitas pessoas que dizem ter sonhado com Santa Teresinha e recebido rosas e graças. Eu respondo que Teresinha está sempre comigo e para mim não manda rosas mas toda a floricultura.
É uma grande alegria saber que o papa Francisco tem uma devoção especial por Teresinha, da qual fala sempre com extremo amor e a qual confia os problemas mais difíceis: “quando tenho um problema peço a Santa Teresinha não para resolvê-lo mas para pegá-lo na mão e me ajudar a aceitá-lo. E como sinal recebo quase sempre uma rosa branca.” Eis que o papa diz na suas palavras, vamos fazer o mesmo e ensinar a fazer o mesmo.
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sábado, 10 de outubro de 2015
“Viva a Mãe de Deus e nossa”
Fonte: Elo da Fé
Padre Claudemar (Diocese de Uberlândia)
Daqui a dois anos, em 2017, o Brasil celebrará os 300 anos de um de seus maiores símbolos: o encontro da imagem de 36 cm de Nossa Senhora da Conceição, aparecida no Rio Paraíba a três pescadores no ano de 1717.
De lá para cá, são anos de devoção à Mãe de Deus, cultuada nessas terras de Santa Cruz como a “Senhora Aparecida”, cuja expressão de fé e de piedade popular a reconheceu como padroeira do Brasil.
O Brasil ainda estava em gestação. Faltava-lhe quase tudo, inclusive, uma identidade religiosa. Afinal, se cada país tinha um olhar especial da mãe de Deus, era justo que esta nação contasse com a sua própria face estampada no rosto da mãe de Jesus. E talvez essa seja a sua prerrogativa mais visível: a Senhora do Brasil é de traços eminentemente mestiços. Seu semblante evoca a nossa multiplicidade, nossa cultura e nosso jeito continental de ser.
A cor negra na pele da imagem da mãe de Deus trouxe alento aos homens e mulheres escravizados, desejosos de libertação. Identificar-se com eles, num momento em que se era lícito segregar o ser humano por causa de sua cor, tornou Maria ainda mais próxima dos brasileiros e de todos aqueles que se viam desprovidos de sua dignidade e de seu direito de ir e vir.
A “mãe negra” foi achada nas águas barrentas de um rio. Primeiro, encontrou-se o corpo. Lançada novamente a rede, os pescadores encontraram a cabeça da imagem. Estavam em busca de peixe para alimentar o novo governador à época em visita à vila de Guaratinguetá. Após a pesca da imagem, abundantes foram os peixes encontrados. Isso nos faz lembrar aquela outra pesca, narrada pelos evangelistas (cf. Lc 5, 1ss).
Os discípulos haviam labutado uma noite inteira, sem sucesso. Pela manhã, Jesus foi ao encontro deles. Dirigindo-lhes a palavra, disse: “Lançai as redes para águas mais profundas”. Pedro, o pescador por excelência, respondeu-lhe: “Mestre, trabalhamos uma noite inteira, e não pescamos nada. Mas, por causa da Tua Palavra, lançarei as redes”. E grande foi a quantidade de peixes recolhidos!
Ao longo desses três séculos, os discípulos de Jesus continuam a lançar suas redes e a olhar com confiança para aquela que é ovacionada como a “mãe de Deus e nossa”. Diante dos olhos pequenos e negros da imagem de Maria em seu Santuário Nacional, já passaram homens ilustres e simples, reis e rainhas, camponeses e plebeus, jovens e crianças, idosos e papas.
Aos pés de Nossa Senhora Aparecida foram deixadas inúmeras réplicas de partes do corpo humano como sinal das curas e dos milagres operados graças à sua materna intercessão.
Há 11 anos, temos em nossa Diocese um Santuário dedicado à Mãe de Deus sob o auspicioso título de “Nossa Senhora Aparecida”. Daqui, nossos corações vibram, pois se encontram com aquele outro coração que nos foi confiado pelo Crucificado: “Filho, eis aí tua mãe”. E, desde então, nós a trouxemos para casa. Ela vive e convive conosco e, daqui, nos orienta: “fazei tudo o que Ele vos disser”.
Nossa Senhora Aparecida, rogai pela Diocese de Uberlândia.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Imagens da Festa de São Francisco de Assis em nossa Paróquia
Missa na manhã de 4 de outubro com bênção dos animais
Missa Solene na noite de 4 de outubro com a procissão
Barraquinhas
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