quarta-feira, 21 de março de 2012

"Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa, porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito".
Padre Fábio de Melo!

terça-feira, 20 de março de 2012

Mutirão de Confissões

No dia 20/3, em nossa Matriz de São Francisco de Assis e Santa Clara, acontecerá um Mutirão de Confissões em preparação para a Páscoa.
Horários: das 15h às 17h e das 19h às 22h.
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos darei descanso” 

Quaresma: tempo de confissão, por quê?

Por que se confessar?
Porque é o Sacramento da Misericórdia de Deus. Quase todo dia a gente cai e se levanta. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dEle, que é o caminho da santidade. Pela confissão a gente recupera aquele estado de purificação e santidade que recebemos no Batismo.

Quem inventou a Confissão?
Jesus Cristo. Ele sempre convidou à penitência e à mudança de vida. Ele oferece sempre o perdão. “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15); “Vai e não peques mais” (Jo 8,11); “estão perdoados os teus pecados” (Mt 9,2); “A quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23).

Por que se confessar com o sacerdote, se ele também é pecador?
Ninguém cresce sozinho, nem na vida biológica, nem na vida profissional… Nem na vida cristã. Precisamos uns dos outros. Somos uma comunidade de irmãos. Jesus deu aos Apóstolos (e seus sucessores) o poder de perdoar pecados: “a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,23).
Só Deus perdoa os pecados. Jesus exerce esse Poder Divino, e, em virtude de sua autoridade, transmite esse poder aos homens, para que o exerçam em seu Nome. Não é o padre quem nos perdoa, pois ele mesmo, ao final da confissão, diz: "Eu te perdoo EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. É Deus quem nos perdoa através do sacerdote.
Muitas pessoas não sabem, mas os padres também se confessam com outros padres. Da mesma forma os bispos, os cardeais e o Papa. Eles também se confessam com frequência e muitos possuem até um orientador espiritual para os auxiliar na caminhada rumo a Deus.

Com que frequência devo me confessar?
A Igreja recomenda AO MENOS uma confissão por ano, na ocasião da Páscoa. Mas não é verdade que ninguém gosta de receber o salário mínimo? Pois é. Na nossa vida espiritual também deve ser assim. Não devemos nos contentar com o mínimo. Devemos nos confessar sempre que nossa consciência nos acusar de alguma falta.

Quais as consequências do pecado e da falta de confissão?
As consequências negativas do pecado não são apenas a nivel individual. São, de igual modo, comunitárias e eclesiais (para toda a Igreja).
Podemos fazer uma comparação com uma imagem para que você possa compreender melhor. A Igreja seria como o pneu de uma roda de bicicleta. Essa roda possui vários raios (varetas) que se ligam ao pneu. Nós somos esses raios. Cada vez que alguém peca, um raio entorta e o movimento da roda fica comprometido. Se o pecado é grave, o raio entorta bastante. Por isso, é preciso que todos os raios da roda estejam bem ajustados, para que o todo não seja comprometido.

Como fazer uma boa confissão?
1. Reze ao Espírito Santo pedindo sua Luz para conhecer a Palavra e reconhecer sinceramente seus pecados.
2. Examine sua consciência, faça uma revisão de vida, desde a sua última confissão.
3. Arrependimento ou contrição por ter pensado ou agido contra os ensinamentos de Deus. Pedir ao Espírito Santo a graça de reconhecer seu pecado, e de sentir dor por ter pecado.
4. Confissão ou ato de acusação ao Padre. Chegando diante dele diga-lhe: “Padre, dá-me a benção porque pequei. Há… tantos meses (anos) não me confesso. Meus pecados são…” confesse somente os seus pecados; não precisa dar justificativas ou explicações de seus pecados.
5. Penitência: são as obras que o Padre exorta a fazer (orações, jejuns, oferta aos pobres, reparação…) reze, também, o ato de contrição, como segue o exemplo:
“Meu Deus, eu me arrependo de todo o meu coração, de vos ter ofendido, porque sei que sois bom e amável. Prometo com a vossa graça nunca mais pecar. Meu Jesus Misericórdia”.
6. Compromisso ou bom propósito de mudança de vida a partir da confissão.
Permalink: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2009/03/14/quaresma-tempo-confissao/

segunda-feira, 19 de março de 2012

Confissão em preparação para a Páscoa

Vamos ao encontro de Cristo na confissão. Ele é o bom pastor que conhece as suas ovelhas e as ovelhas escutam a sua voz chamando: Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados com o peso de vossos fardos e eu vos aliviarei. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. 

Deus fala pelo profeta Ezequiel: “Eu mesmo vou apascentar as ovelhas, procurarei aquela que se perdeu, reconduzirei a desgarrada, curarei a que se feriu ou que estiver doente e guardarei a que estiver gorda. (Ez 34,15-16). 

Quando decidimos confessar devemos pensar mais em Cristo do que nos nossos pecados. Claro que é necessário um bom exame de consciência, porém a força motivadora que nos move até o confessionário é a alegria do encontro com Cristo, pois Ele nos espera pacientemente. 
Como o Filho Pródigo, cada confissão é o reencontro com o Pai e experimentar novamente a alegria de ser salvo. Devemos sentir desejo por este encontro com a misericórdia. 
Durante toda a vida teremos que pedir perdão muitas vezes e o Senhor sempre nos perdoa. Somos amparados na esperança do salmista: “Tende piedade de mim Senhor, segundo a vossa imensa misericórdia. 
Sempre pedimos mais que merecemos e recebemos de Deus, mais do que pedimos. Deus não despreza um coração contrito. Por isso Deus nos pede somente a Contrição perfeita, ou seja, o reconhecimento humilde e sincero de nossas culpas, a acusação pessoal destes pecados, associada à dor pelo pecado. 
São Josémaria Escrivá ensinava que a confissão dever ser: concisa, concreta, clara e completa. Vale a pena cuidar bem destes quatro aspectos da confissão. 
A confissão também proporciona luz de Deus e fortaleza para nossa luta diária. Todo Sacramento é uma torrente transbordante de graças especiais (sacramentais) que são um auxílio indispensável. Mesmo não tendo pecados mortais a confessar, confessar-se dos pecados do dia-a-dia mostra uma delicadeza de alma e ajuda a evitar as ocasiões de pecar. A confissão sincera deixa sempre na alma uma grande paz. (Padre Funchal – Diocese de Osasco)  

19 de março - São José, rogai por nós!

O convívio de José com Jesus 


José amou Jesus como um pai ama seu filho, dando-lhe tudo o que tinha de melhor. Cuidou daquele Menino como lhe tinha sido ordenado, e fez dele um artesão: transmitiu-lhe o seu ofício. Por isso os vizinhos de Nazaré se referiam a Jesus indistintamente como artesão e filho do artesão. Jesus trabalhou na oficina de José e junto de José. Como seria José, como teria atuado nele a graça, para ser capaz de desempenhar a tarefa de educar o Filho de Deus nos aspectos humanos? 

Porque Jesus devia parecer-se com José: no modo de trabalhar, nos traços do seu caráter, na maneira de falar. No realismo de Jesus, no seu espírito de observação, no seu modo de se sentar à mesa e de partir o pão, no seu gosto em expor a doutrina de maneira concreta, tomando como exemplo as coisas da vida corrente, reflete-se o que foi a infância e a juventude de Jesus e, portanto, o seu convívio com José. 
Não é possível desconhecer a sublimidade do mistério. Esse Jesus que é homem, que fala com o sotaque de uma região determinada de Israel, que se parece com um artesão chamado José, esse é o Filho de Deus. E quem pode ensinar alguma coisa a Deus? Mas é realmente homem, e vive normalmente: primeiro como criança, depois como adolescente, ajudando na oficina de José; finalmente como homem maduro, na plenitude da idade. Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça, diante de Deus e dos homens. 
Nas coisas humanas José foi mestre de Jesus, conviveu diariamente com ele, com carinho delicado, e cuidou dEle com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos este varão justo, este Santo Patriarca, em quem culmina a fé da Antiga Aliança, como mestre de vida interior? A vida interior não é outra coisa senão uma relação de amizade assídua e íntima com Cristo, para nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus. Por isso não abandonemos nunca a devoção que lhe dedicamos: Ide a José, como diz a tradição cristã, servindo-se de uma frase tirada do Antigo Testamento. 
Mestre de vida interior, trabalhador empenhado no seu ofício, servidor fiel de Deus, em relação contínua com Jesus: este é José. Com São José, o cristão aprende o que significa pertencer a Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Procuremos a intimidade com José e encontraremos Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré. (Fonte: “É Cristo que passa” Josemaría Escrivá, 2ª edição, pg 68)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pelo Dia Internacional da Mulher - 8 de março

Duas mulheres, duas crianças: um encontro

Maria Clara L. Bingemer - Teóloga

Talvez poucas épocas na história da humanidade tenham sido tão controvertidas quanto a nossa, no que diz respeito à identidade e situação da mulher no mundo e na sociedade. Vivemos, por um lado, a libertação crescente da mulher; ascendendo ao mercado de trabalho, ao espaço público e até mesmo a cargos de chefia e governo. Por outro lado, porém, a violência contra a mulher cresce em números assustadores; as mulheres de hoje encontram-se divididas e exigidas, além de seus limites, entre a casa e o trabalho; os meios de comunicação oprimem a mulher com imposições sobre seu corpo e performance estética, ao mesmo tempo em que a amedrontam sobre o que é sua riqueza e mistério mais belo e maior: a maternidade.
O encontro de Maria e Isabel nos apresenta a figura de duas mulheres que podem consolar a todas nós, mulheres de hoje: tanto jovens como velhas. A jovem mulher Maria, recém fecundada pelo Espírito Santo e já mãe do Verbo Encarnado, se defronta com a velha e estéril Isabel, que já não esperava que de seu ventre murcho pudessem brotar novas crias e novos frutos. Lucas, o evangelista que nos narra o episódio, põe frente a frente as duas gestantes, para que ambas possam louvar a Deus pela sua ação em suas vidas, e para que fique claro que o filho de Isabel é o precursor do filho de Maria. 

A criança se agitando no ventre de Isabel - e toda mulher que já carregou no ventre um filho teve essa emocionante experiência - dá testemunho de que João reconhece a presença do Senhor no menino que Maria tem em seu seio. E a velha Isabel, que já exulta de alegria e louvor ao Deus que finalmente fecundou seu ventre estéril, chama a jovem prima de Bendita. Bendita porque acreditou e não expulsou o filho que Deus lhe dera para a morte. Bendita porque acolheu, nas mais difíceis circunstâncias, a gravidez que daria à humanidade o Salvador. Bendita porque soube ser mulher, plenamente mulher, e plenamente filha de Deus. 

O Evangelho quer dizer, com carinho e força, a todas as mulheres, que se alegrem porque são benditas. Benditas porque têm em seu corpo a marca da vida e são convidadas a carregá-la. Benditas porque Deus deseja dar-lhes a fecundidade que faz crescer seu povo e conta com elas para que não se neguem a isso. Benditas porque o mesmo Deus conhece seus sofrimentos e dificuldades e nunca deixará de ampará-las no corajoso sim que disserem à vida de outros. Jovens ou velhas, benditas mulheres! Benditas aquelas que crêem que seu jovem corpo não serve apenas para malhar nas academias, mas é destinado a missões bem maiores. Benditas aquelas que crêem e proclamam que, apesar da maternidade biológica não lhes ser mais possível, maior é o Deus que faz brotar a vida mesmo ali onde esta pareceria impossível.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Nossa Paróquia recebe réplica da Cruz e do Ícone da JMJ

Ontem, 4 de março, em uma linda celebração, cheia de alegria e entusiasmo da juventude, nossa Paróquia recebeu, pelas mãos dos jovens da Paróquia São Mateus e da Comunidade São João Batista do B. Segismundo Pereira, a réplica da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora enviados pelo Papa para a Jornada Mundial da Juventude. Essas réplicas estão percorrendo as comunidades de nossa Diocese e deverão permanecer em nossa Paróquia por duas semanas. Durante a semana, estão sendo preparados momentos de oração em intenção dos jovens e da JMJ 2013. Amanhã, dia 6 de março, o Grupo de Oração São Miguel Arcanjo preparou uma noite de oração especial para a juventude. No dia 7, os grupos de terço das famílias se reunirão na igreja, após a missa, para rezar o terço em intenção dos jovens peregrinos e da JMJ, que acontecerá no Rio de Janeiro, em julho de 2013. A presença da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora motiva e traz um novo ardor à juventude, que se prepara para a grande mobilização de 2013. No final da semana, os símbolos irão para a comunidade São João Batista do Bairro Aclimação. Venha participar conosco! 
Veja algumas fotos da celebração de ontem.











sábado, 25 de fevereiro de 2012

Encontro de Formação da Campanha da Fraternidade 2012

(Fonte: Diocese de Uberlândia)
Neste domingo, 26, acontece o Encontro de formação da Campanha da Fraternidade 2012, organizado pela Diocese de Uberlândia através da Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Pastoral Familiar e Legião de Maria.
O local do evento é o auditório do bloco 3Q, do Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com início às 7h e término às 17h30.
 “O objetivo desse encontro é apresentar o tema da Campanha da Fraternidade 2012 promovendo um amplo debate sobre a saúde pública da cidade com a finalidade de surgir propostas e ações que possam melhorar a saúde na cidade. Ao final do encontro, entregaremos essas propostas às autoridades responsáveis”, explica o responsável pela Pastoral da Saúde na Diocese de Uberlândia, Dr. Marcelo Viana Porta.
 A campanha da Fraternidade é divida em três etapas: Ver, Julgar e Agir. A primeira etapa “Ver” é a apresentação de um histórico do tema; a etapa “Julgar” é uma análise crítica segundo a teologia do assunto; a terceira etapa “Agir” é a formulação de propostas e ações em função de melhorias.
Os participantes do evento poderão contar com três palestras, a “Ver” com Dr. André Luiz de Oliveira, a “Julgar” com o Pe. Júnior Vasconcelos e a “Agir” com Dr. André Luiz de Oliveira, e logo em seguida será montado um trabalho em grupo: “Como anda nossa saúde”, que será promovida discussões e ações para a saúde pública.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A CF 2012 e a realidade da saúde pública no Brasil

Fonte: Zenit

Entrevista com o Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade, Padre Luiz Carlos Dias
O padre Luiz Carlos Dias pertence à diocese de São João da Boa Vista (SP) e à província de Ribeirão Preto, e chegou à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no dia 25 de abril do ano passado.

O que é a Campanha da Fraternidade para a Igreja do Brasil?
É um grande projeto de Evangelização da Igreja no Brasil que chega à sua 49ª edição. A primeira etapa é realizada no tempo da quaresma, e a segunda, de realização de projetos de transformação da realidade proposta, no decorrer do ano. É um projeto que pretende levar a Igreja no Brasil a tarefas transformadoras na sociedade, em prol da justiça e da vida. É, portanto, um belo projeto evangelizador que empenha os católicos e pessoas de boa vontade em ações transformadoras.

Que tipo de mudanças se espera? 
Com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, a Campanha da Fraternidade de 2012, quer suscitar em nossas comunidades e na sociedade em geral uma sadia discussão sobre a realidade da saúde pública no Brasil, e mobilizar as nossas comunidades e a sociedade em geral em ações que resultem em melhorias no atendimento e na assistência à saúde da população. Ao final da Campanha, intentamos levar às autoridades competentes Para que a “saúde se difunda sobre a terra”, também é necessário lembrar às pessoas que a saúde é um dom a ser preservado com hábitos de vida saudável. E, por fim, queremos dar visibilidade e impulsionar as pastorais ligadas à saúde, um autêntico tesouro de nossa Igreja, que disponibiliza cerca de 500 mil voluntários de nossas comunidades na atenção às pessoas em momento de fragilidade da saúde. 

Há um risco na saúde brasileira? 
A CF 2012 aponta para uma das feridas sociais mais agudas de nosso país e, quer dar voz ao clamor daqueles que não têm uma estrutura de atendimento à saúde nas proximidades de onde residem, o que ainda ocorre em algumas regiões, dos que enfrentam as longas filas para o atendimento e necessários exames, hospitais lotados, dos que não têm acesso aos medicamentos. São situações que contrastam com os que podem contar com serviços de planos de saúde, os quais já respondem pelo atendimento de um quarto da população, sendo que, alguns apresentam restrições das quais os usuários se darão conta somente quando recorrem a estes serviços. Além disso, são constantes as reivindicações por melhor remuneração dos serviços e salário dos profissionais da saúde pública. 
Portanto, não é exagero dizer que a saúde pública no país não vai bem. E, os problemas hoje verificados na área da saúde são reflexos do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, hoje globalizada, que não admite a iluminação ético-moral e nem o horizonte de valores sociais, ou seja, é um sistema destituído de compromissos com o povo, com as pessoas, e com a saúde, especialmente daqueles em situação de exclusão. 

Qual é a presença da Igreja na saúde brasileira, nos hospitais, na área da saúde? 
A Igreja tem um papel importante na história da saúde pública no Brasil. No início da colonização tivemos as iniciativas dos jesuítas, a seguir as Santas Casas, as quais ainda representam um terço dos leitos no país. Os religiosos e as religiosas foram presença marcante e contribuíram para um atendimento humanizado. 
Hoje, se somarmos os voluntários das pastorais da Saúde, da Criança, do Idoso, da Aids, chegamos a cerca de quinhentas mil pessoas. Portanto, a nossa Igreja tem uma presença significativa, e não só pelos números, sobretudo, pelo cuidado exercido a inúmeros irmãos e irmãs em momento de fragilidade e enfermidade. Em relação aos hospitais, percebemos que em muitos a tendência é dificultar a presença da Igreja no atendimento aos pacientes, dada também a diversidade de religiões. No entanto, é bom frisar que este atendimento é um direito assegurado em âmbito internacional. Precisamos vencer as barreiras para exercitarmos a samaritanidade junto a essas pessoas, o que é essencial à missão da Igreja. 

Qual é a resposta que se espera de todos os católicos? 
A Campanha não vem para tomar o lugar da nossa caminhada quaresmal, que é o tema fundamental: a vivência deste tempo procurando retomar a fidelidade ao discipulado e adesão cada vez mais consistente aos valores evangélicos mediante a conversão como preparação para a celebração da Páscoa, mistério central de nossa fé, é o fundamental e nada pode deve se sobrepor a este mistério. E a Campanha da Fraternidade com suas temáticas, como a deste ano, contribui neste processo. Além disso, é preciso perceber que ações transformadoras em realidades como a saúde pública, beneficiam especialmente os mais necessitados, os pequeninos, segundo a expressão evangélica. 
Mas, a satisfação de perceber uma série de sinais de movimentação e interesse nas paróquias e nas diversas dioceses por esta Campanha, a julgar pelas inúmeras formações e pela quantidade de material requisitado. Portanto, esperamos que a proposta da Campanha da Fraternidade venha contribuir para as devidas melhorias na saúde pública, para que a saúde se difunda sobre a terra. 
Por Thácio Siqueira
Permalink: http://www.zenit.org/article-29774?l=portuguese

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A caminhada para a Páscoa


A vida é caminhada, peregrinação. Somos povo a caminho, destinados à pátria celeste... Eis a mensagem da Escritura, especialmente do Novo Testamento. Mensagem que, na prática tendemos a ignorar ou na qual preferimos não pensar. O mundo do aqui e agora é que toma nossa atenção. Como se nada houvesse além do mundo visível e material. Perdemos nosso senso de direção e de propósito, esquecemos que destino mais alto nos aguarda. 
De tempo em tempo, precisa-se retomar a caminhada com ímpeto novo. A Quaresma é esse tempo, “tempo favorável”, em que iniciamos com novo propósito a caminhada que nos conduz, enfim, a Deus. Nosso objetivo imediato é a Páscoa, a passagem cristã, mas ela própria é símbolo e antegozo da festa pascal no céu. Por isso, a época quaresmal pode ser vista como microcosmo da própria vida. O caminho dessa alegria passa pela estreita porta da penitência. Ilusão esperar por alegria fácil ou instantânea. Implica observância que pode ir deveras contra nossa vontade. Haverá elemento de combate, de autorrestrição, de firmeza. Na oração da coleta na missa da quarta-feira de Cinzas, pedimos ao Senhor “para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal”, ao iniciarmos a Quaresma. Assim, devemos nos preparar para a batalha. Mas não deve haver a encenação farisaica da cara amarrada. O oferecimento deve ser feito com júbilo, já que “Deus ama a quem dá com alegria” (2Cor 9,7). No espírito da liturgia oriental, exclamemos: “guardemos todos esses dias com alegria”. (Fonte: Quaresma e Semana Santa, Vincent Ryan, OSB - Ed. Paulinas-1991)