sábado, 11 de julho de 2015

Sobrevoando o território nacional Papa Francisco enviou uma saudação ao povo brasileiro

Fonte: ACI Digital

Durante a segunda etapa da sua viagem à América do Sul, o Papa Francisco enviou uma mensagem aos brasileiros ao sobrevoar o território nacional na quarta-feira, 8, quando viajou do Equador à Bolívia. O Pontífice manifestou sua proximidade e afeto, pedindo a Deus “abundantes graças” ao povo do Brasil.
A mensagem foi recebida pelo Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), em Manaus (AM), por volta das 17h (horário de Brasília). Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), as palavras foram captadas pela controladora de tráfego aéreo Sargento Karoline Santos. “Nunca esperava passar por uma situação como essa. No nosso trabalho controlamos todas as aeronaves com o mesmo padrão, mas quando há pessoas importantes a bordo como o Papa, é muito emocionante. Foi muito gratificante”, ressaltou a militar, dizendo que lembrará desse momento para sempre.
Conforme recordou a FAB, esta é a segunda vez que um de seus controladores de tráfego aéreo fez contato com o Pontífice. Em 2013, o Papa Francisco esteve no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu no Rio de Janeiro. Na ocasião, Francisco recebeu as boas-vindas ainda em voo, quando a aeronave entrou na área sob a jurisdição do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), do Recife (PE).
Leia abaixo a íntegra da mensagem do Papa Francisco:
“Excelentíssima Senhora Dilma Roussef, Presidente da República Federativa do Brasil, Brasília.
Ao sobrevoar o território brasileiro, para dar início a minha visita Pastoral à Bolívia e ao Paraguai, é muito grato desejar um cordial ‘saludo’ a V. Exa. e renovar a aproximação e afeto pelo povo brasileiro para que eu peço ao Senhor, abundantes graças e que vocês possam progressar os valores sociais e espirituais, aumentando o compromisso pela justiça, solidariedade e paz, atentamente. PAPA FRANCISCO”.

terça-feira, 7 de julho de 2015

No Equador, o Papa Francisco convida os fiéis a viverem a unidade fraterna

Em Quito, durante homilia, Papa Francisco pede aos fiéis que deem um autêntico testemunho cristão de comunhão fraterna

Alessandra Borges
Canção Nova

Nesta terça-feira, 7 de julho, o Papa Francisco presidiu uma Santa Missa campal no Parque Bicentenário, em Quito, capital do Equador, reunindo aproximadamente dois milhões de pessoas.
Durante sua homilia, o Santo Padre falou aos milhões de fiéis presentes e a todos que acompanharam a reflexão pelos meios de comunicação sobre a importância de um autêntico testemunho cristão com gestos de amor e solidariedade ao próximo. E destacou que “a nossa fé é sempre revolucionária”.

A reflexão do Papa Francisco, na Celebração Eucarística desta terça-feira, 7, foi baseada no Evangelho de São João 17, 11-23, na qual ele comparou o sussurro de Jesus na Última Ceia com o “Bicentenário do Grito de Independência Hispano-Americana”. E destacou que esses gritos devem servir como um belo desafio da evangelização.

“Nós todos juntos, aqui reunidos à volta da mesa com Jesus, somos um grito, um clamor nascido da convicção de que a sua presença nos impele para a unidade, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete desejável”, animou o Sumo Pontífice.

Sua Santidade também recordou aos fiéis que hoje vivemos em um mundo dilacerado pelas guerras e a violência, fato que acaba nos colocando uns contra os outros. E nos convidou a ser testemunhas da evangelização a fim de que consigamos “atrair os afastados com o nosso testemunho, e nos aproximarmos humildemente daqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja”.

“É precisamente a este mundo desafiador que Jesus nos envia, e a nossa resposta não é nos fazer de distraídos, argumentar que não temos meios ou que a realidade nos supera. A nossa resposta repete o clamor de Jesus e aceita a graça e a tarefa da unidade”, lembrou o Papa Francisco.

E indicou que a Igreja deve estar em um constante estado de missão para que os cristãos possam testemunhar a evangelização e ir ao encontro dos irmãos, por isso é necessário que haja comunhão entre as pessoas.

“Colocar a Igreja em estado de missão pede-nos para recriarmos a comunhão, pois já não se trata de uma ação voltada só para fora; fazemos missão para dentro e missão para fora, manifestando-nos ‘como mãe que vai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária'” (Documento de Aparecida 370), explicou Sua Santidade.

Francisco encerrou sua homilia pedindo aos fiéis que deem um testemunho vivo e verdadeiro da comunhão fraterna.

sábado, 4 de julho de 2015

Ecumênico para ser católico

Fonte: Catequese Hoje

Um fato

Certa vez, alguém convidou um agente de pastoral para um trabalho ecumênico junto com a Igreja Metodista e ele respondeu: “Não me meto nessas coisas porque sou católico!”
Pode ser que fosse mesmo católico, mas era pelo menos um católico que desconhecia o que a sua própria Igreja ensina sobre o relacionamento e a colaboração com outros cristãos.

O católico deve ser ecumênico

Ser ecumênico, hoje, na Igreja Católica, não é decisão opcional de gente avançada em busca de novidades. É parte integrante da doutrina da Igreja. Se alguém duvida, leia com cuidado o que dizia o Papa João Paulo II: ...“o ecumenismo, o movimento a favor da unidade dos cristãos, não é só uma espécie de apêndice, que se vem juntar à atividade tradicional da Igreja. Pelo contrário, pertence organicamente à sua vida e ação, devendo, por conseguinte, permeá-la no seu todo” ...(Ut Unum Sint 20) 

Poderíamos dizer com outras palavras: nós, católicos, não escolhemos ser ecumênicos apesar de sermos católicos, nem fazemos disso uma preferência particular, à margem da nossa participação na Igreja; somos ecumênicos exatamente por sermos católicos. E ao termos tal atitude, estamos seguindo orientações já antigas, que vêm do Concílio Vaticano II (1962-1965):

“Este Sagrado Concílio exorta todos os fiéis a que, reconhecendo os sinais dos tempos, solicitamente participem do trabalho ecumênico” (Unitatis Redintegratio, 4).

Alguns, com certa razão, haveriam de perguntar: “Não haveria riscos aí? Como vamos ser ecumênicos se ninguém nos preparou para isso? Tanta gente nem sabe muito bem a doutrina fundamental da Igreja Católica, e agora temos que entrar em diálogo com Igrejas diferentes? Vai dar a maior confusão!... “ 
O tempo urge! 

É verdade que outras prioridades têm capturado a atenção da nossa Igreja e poucos se preocupam em nos dar elementos para lidar com a exigência do ecumenismo. Mas, a cada dia que passa, torna-se mais urgente capacitar leigos e clero para essa aproximação fraterna, desejosa de paz. 

Nosso mundo moderno, urbano, pluralista, nos coloca todo dia em contato com pessoas de outras denominações religiosas. O cotidiano nos apresenta situações que exigem uma tomada de posição. 

Esse posicionamento, é claro, será um tanto diferenciado, de acordo com o grau de afinidade que tivermos com outros grupos religiosos. Por exemplo, estamos muito próximos das Igrejas ortodoxas. As chamadas Igrejas protestantes históricas também não nos são estranhas. Com várias delas já há entendimentos em nível oficial e participação conjunta em organismos ecumênicos. Mas com algumas Igrejas pentecostais a dificuldade é maior. 

E temos também que exercer o devido espírito crítico quando algum grupo religioso se estabelece com intenções mais questionáveis, se houve sinais de manipulação interesseira dos sentimentos do povo. 

É chegado o tempo de mudar de atitude 

É chegado o tempo de mudar de atitude, de buscar o diálogo em vez de preparar para a guerra. A mudança nos trará um outro enorme benefício, além da própria paz, da concórdia, do respeito mútuo, da fraternidade, da humildade, que são sempre coisas ótimas! É que, para conversar em paz com os de fora, vamos ter que conhecer melhor o que a nossa Igreja crê. Ou seja: para sermos ecumênicos teremos que ser melhores católicos. 

Para refletir 

Qual a sua experiência com outras Igrejas cristãs? Foi positiva?
Pode-se ser ecumênico sem conhecer bem a sua própria religião? O que isso tem a ver com a catequese?
Inês Broshuis (Texto extraído e adaptado do subsídio "Diálogo e Ecumenismo" da Catequese do Regional Leste 2)

Quatro Papas já visitaram a América Latina

Fonte: Gaudium Press

Primeiro foi o Papa Paulo VI, em seguida João Paulo II, depois foi a vez de Bento XVI: os três iniciam a lista de Papas que visitaram a América Latina.
O quarto Papa a visitar este subcontinente, denominado por João Paulo II como "da Esperança", foi o argentino Papa Francisco que, no domingo, inicia sua segunda viagem à América.
O Pontífice visita o continente onde nasceu, depois de ter estado no Brasil para a JMJ-2013, realizada no Rio de Janeiro, bem poucos meses após sua eleição para a Cátedra de Pedro.
Paulo VI
Paulo VI foi o Papa que historicamente iniciou as visitas à América Latina. Em agosto de 1968 ele visitou a Colômbia e, em Bogotá, fez a abertura da II Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe (CELAM).
João Paulo II
O ‘Papa que veio de longe', da Polônia, até agora, bateu todos os recordes de visita: esteve 18 vezes na América Latina e visitou, praticamente todos os países do continente.
"A América Latina - disse o Papa Wojtyla - é um continente jovem e cheio de esperança, no qual não faltam gritantes contrastes que impõe aos setores menos favorecidos da população o preço de intoleráveis custos sociais".
Em 1998, esteve em Cuba como "Mensageiro da Verdade e da Esperança".
No Brasil o Papa esteve em três ocasiões. Primeiro foi em 1980 quando, em 12 dias, ele percorreu 13 cidades.
A segunda viagem ao Brasil ocorreu entre os dias 12 e 21 de outubro de 1991. João Paulo II visitou 10 capitais e beatificou Madre Paulina.
A visita ao Brasil ocorreu em outubro 1997. Sua permanência foi de quatro dias. Ele esteve no Rio de Janeiro para participar do II Encontro Mundial das Famílias.
Em 2002, três anos antes de sua morte, João Paulo II esteve pela última vez no continente latino-americano.
Bento XVI
Bento XVI esteve em duas ocasiões no continente com o maior número de católicos.
A primeira visita foi ao Brasil em 2007, depois de dois anos de eleito. A segunda e última viagem de Bento XVI foi ao México e Cuba. Essa viagem foi realizada entre os dias 23 e 28 de março de 2012.
Francisco
Francisco considerou sua viagem ao Brasil, realizada entre 22 e 29 de julho de 2013, como "um grande presente" de Bento XVI, que havia apresentado sua renúncia em 11 de fevereiro e era esperado para presidir a JMJ no Rio de Janeiro.
A visita foi de sete dias. O Papa esteve no Santuário Nacional de Aparecida e ali celebrou uma Santa Missa, visitou favelas, encontrou o episcopado latino-americano e esteve centenas de milhares de jovens de todo o mundo, a beira-mar, nas areias de Copacabana.
Na sua segunda viagem à América Latina, Francisco visitará o Equador, a Bolívia e o Paraguai. Depois do dia 13 de julho, a visita já terá passado para a história: Vamos aguardar! (JSG)



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Franciscanos falam da “Laudato si”

Fonte: franciscanos.org.br
Dois anos depois de surpreender o mundo ao aparecer no balcão Central da Basílica de São Pedro com o nome de Papa Francisco, revelando a inspiração que lhe deu o Poverello de Assis, neste dia 18 de junho de 2015, novamente o Papa Francisco volta a ser o centro do mundo ao lançar a sua primeira Encíclica: “Laudato si”, toda ela bebendo na fonte franciscana, inclusive o título do “Cântico das Criaturas”.

A encílica do Papa Francisco é lançada num momento crucial para o Planeta. Neste ano, de 30 de novembro a 11 de dezembro, será realizada em Paris no final do ano que vem uma grande conferência internacional (a COP 21), cuja agenda é chegar a um acordo global sobre mudanças climáticas, para entrar em vigor em 2020. Esse novo acordo deverá substituir o Protocolo de Kyoto, de 1997, que teve resultados decepcionantes.

Neste Especial, frades da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, entre eles dois bispos – Dom Jaime Spengler e Dom João Bosco – dão as primeiras impressões sobre esse momento histórico na Igreja.

O Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, propõe que esta Encíclica seja “um estilo de vida e uma dimensão transversal de toda a nossa evangelização franciscana”: “Penso que nós, Frades Menores, por dever vocacional de fidelidade ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e fiéis discípulos de São Francisco de Assis, devemos ser os novos arautos e mensageiros da essência desta primeira Encíclica do Papa Francisco. “Laudato Si” deve ser o nosso cântico de louvor e convite para que o ‘mundo universo’ se una no ‘cuidado da casa comum’”.

Para o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, o Papa chama a todos à responsabilidade, a cooperar na restauração de nossa ‘casa comum’: “É um documento com forte característica social. Ela trata da questão ecológica não de forma meramente intelectual; ela toca o coração! Chama-nos à corresponsabilidade… Diante dos tantos sinais de “dores de parto” diagnosticáveis na criação, somos instigados a reagir”.

Para o bispo Dom João Bosco,da Diocese de Osasco, muito mais se poderá ler nas quase 200 páginas, verdadeira cachoeira de água límpida, despejada por Francisco na imundície em que se tornou o mundo depauperado pela ganância e pela cultura da morte. “Com a Laudato Si’, o Papa fala ao mundo que está colocando a sua Igreja, mais uma vez, “em saída” para curar as feridas e as fragilidades de um mundo enfermo. Fazer-nos a todos, franciscanos ou não, missionários de uma nova humanidade, recriada à luz da sabedoria divina, é o que podemos esperar deste grande presente que nos oferece o Papa Francisco”.

Frei Gustavo Medella, coordenador da Frente de Evangelização da Comunicação, revelou que se emocionou ao escrever o texto sobre a Encíclica: “Francisco pede uma Igreja de saída e é o primeiro a sair. Sai sem medo, impulsionado pela fé firme de um apóstolo. Sai na direção do mundo, do ser humano e de seus grandes dramas. Sai com humildade, não como o “dono da verdade”, mas como fiel seguidor do Filho de Deus que se fez pobre e acessível. Ao sair, coloca-se todo à disposição e chama à responsabilidade”.

O exegeta Frei Ludovico Garmus, professor no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (ITF, RJ), diz que a Encíclica do Papa Francisco aos católicos, aos cristãos em geral e aos “homens de boa vontade”, nos coloca desafios inadiáveis a serem enfrentados urgentemente. “Temos em mãos um roteiro riquíssimo para nossa reflexão, que poderá nos conscientizar sobre a crise ecológica. Assim iluminados pela luz da fé, da palavra de Deus e da teologia, serem capacitados a cuidar melhor de nossa casa comum, a irmã e mãe terra, e de toda vida que ela abriga”.

O doutor em Teologia, com especialização em espiritualidade franciscana, Frei Fábio César Gomes, lembra o caráter propositivo do documento. “O Papa Francisco propõe a palavra diálogo como grande resposta para à crise: diálogo na política internacional, nacional, local; diálogo e transparência nos processos decisórios, diálogo entre política e economia, entre religião e ciência. Propõe também uma espiritualidade ecológica, de cunho sacramental e trinitário que exigirá, de todos nós, uma ‘conversão ecológica’.”

Já Frei Vitório Mazzuco, professor de espiritualidade franciscana do ITF, a Encíclica questiona, provoca e propõe um novo estilo novo de vida, de educação para respeitar o ambiente. “Ecologia não é mera militância de barulhentos ambientalistas, mas sim luta profética para melhorar a qualidade de vida. Tecnologia e progresso não são processos de destruição. Estilo de vida não é gastar excessivamente os recursos de energia e suas fontes”.

Para Frei Jean Ajluni Oliveira, recém-ordenado diácono e vice-mestre dos frades de profissão temporária em Rondinha, a importância desta encíclica é de nos fazer entender que o tema do cuidado é nuclear, não apenas na espiritualidade franciscana, mas na vida cristã. “Ao citar S. Francisco como ‘o exemplo por excelência do cuidado por aquilo que é frágil e de uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade’, o Papa traduz em poucas palavras um dos aspectos centrais mais belos da espiritualidade Franciscana, pensar a ecologia integralmente, somos irmãos de tudo e de todos, ligados e integrados por uma fraternidade cósmica que tem o Altíssimo como Pai, e por isso sermos gratos: ‘Louvado sejas meu Senhor’. Deste modo, o cuidado não é uma obrigação, mas um ato de fraterno de amor”.

Frei João Reinert, doutor em Teologia, agradece ao Papa Francisco por resgatar o verdadeiro sentido de ecologia integral em São Francisco de Assis. “Chama atenção a lucidez com que a Papa associa ecologia com outros valores ou contra-valores. Somente a partir dessa leitura parece ser possível associar Francisco de Assis à ecologia. Em outras palavras, a vida de Francisco de Assis, sua opção pelo Evangelho, sua vida pobre e fraterna é a chave de leitura para entendemos sua relação com toda a natureza”.
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terça-feira, 16 de junho de 2015

Ideologia de Gênero: algo que você precisa saber!

O que dizer sobre a ideologia do gênero?

Prof. Felipe de Aquino
A questão importantíssima da aprovação ou não da “Ideologia de gêneros”, nos Programas Municipais de Educação (PME), pegou a maioria dos católicos de surpresa; porque não estavam a par do que seja esta perigosa ideologia que quer nos obrigar a crer que não existe sexo, (homem e mulher), mas apenas “gêneros”, que podem ser muitos tipos de opções sexuais, como se Deus não tivesse criado o homem e a mulher, para “crescer e multiplicar” .

Pois bem, esta matéria será votada, até o dia 24 deste mês de junho de 2015, pelas Câmaras de Vereadores dos municípios do país; e, onde for aprovada, os professores ensinarão às crianças, a partir de 3 anos de idade, que elas não são nem homem e nem mulher, são apenas “indivíduos”; e que só mais tarde farão a sua opção sexual; um absurdo contra a natureza e contra Deus. Apesar da gravidade do assunto, a maioria dos católicos não sabia de nada.
Infelizmente a maioria de nossos comunicadores e formadores católicos não alertam, com a devida antecedência, o rebanho sobre os perigos dessas ideologias anticristãs, e somente “na última hora”, correm para informar o povo. Assim, corremos o risco de ver muitas matérias contra a fé e a moral católica serem aprovadas nas Câmaras e Assembleias Legislativas, e no Congresso Nacional, por falta de conhecimento do povo católico de sua perniciosidade, e a falta da devida mobilização para atuar contra a aprovação dessas medidas.

A IGREJA CATÓLICA EM UBERLÂNDIA ESTÁ ATENTA!

Laudato sii - Louvado seja

Dom Murilo S.R. KriegerArcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

O Vaticano confirmou que na próxima quinta-feira, dia 18 de junho, será divulgada uma nova encíclica do Papa Francisco. Uma encíclica é um documento pontifício em forma de carta circular que tem o objetivo de orientar a Igreja sobre determinado tema. Possui um caráter normativo e aborda questões dogmáticas, morais e litúrgicas. Tem também por objetivo refutar doutrinas errôneas ou corrigir comportamentos inadequados. 
O título da encíclica é tirado das primeiras palavras do texto oficial. Será a segunda encíclica do atual Papa. A primeira - "Lumen fidei" (Luz da fé) - começou a ser escrita pelo Papa Bento XVI no ano da Fé (2013) e foi completada e assinada pelo Papa Francisco (29.06.13). Tudo indica que essa segunda terá como título as primeiras palavras do Hino das Criaturas, de São Francisco de Assis, tido como o texto mais antigo da literatura italiana: "Laudato sii" (louvado seja). O tema será o meio ambiente e a desnutrição. Mesmo que o texto oficial ainda não tenha sido divulgado, não é difícil antever as grandes linhas dessa encíclica, pois o próprio Papa Francisco tem feito inúmeras referências ao tema. 
Há os que já se estão perguntando se o Papa não teria assuntos mais importantes para tratar, como, por exemplo, a guerra e a paz, a vida humana, a salvação das almas etc. Ora, a necessidade de nossa salvação eterna tem sido constantemente lembrada pelo atual Papa. Mas, assim como precisamos nos esforçar por tratar bem os outros, isto é, tratá-los com respeito e caridade, da mesma maneira somos chamados a respeitar o meio ambiente, tendo em vista a nossa responsabilidade para com as gerações futuras. Somos chamados a ser os guardiões da natureza, que é criação de Deus. Não podemos ficar indiferentes diante da destruição sistemática das florestas, dos hábitos dos consumidores, das mudanças climáticas, do aquecimento global etc. Ou mudamos as causas do que está acontecendo, ou entregaremos às próximas gerações um mundo em que não será fácil viver. 
Para alguns, a questão ambiental é uma preocupação que interessa aos ricos. Para outros, os pobres seriam os mais prejudicados com qualquer iniciativa nesse campo. Ledo engano: as catástrofes naturais, em qualquer parte do mundo, prejudicam mais os pobres do que os ricos. Estes podem pagar mais caro por alimentos que desejam consumir ou pela água que precisam beber, e, certamente, não morreriam de fome ou sede por causa disso. O mesmo não aconteceria com os pobres. 
Há ONGs que trabalham ativamente em busca de soluções para as questões do ambiente. A ação da Igreja vai além delas: o que nos move é a consciência de que Deus nos deu o mundo para que seja o nosso grande lar. Por isso, nossa própria salvação depende de como assumimos a responsabilidade de cuidar desse lar, para que seja um ambiente para todos e para sempre. O nosso "domínio" sobre a terra (cf. Gn 2.15) deveria ser como o do nosso Pai celeste: providencial e cuidadoso. Portanto, é preciso guardar a natureza com respeito. Isso implica, entre outras coisas, um estilo de vida simples e sóbrio, que contribua para preservar o ambiente para as gerações futuras, que também terão o direito de ter boa saúde. 
Numa das muitas vezes em que o Papa Francisco abordou a questão do ambiente, ele observou: "Gostaria que todos nós assumíssemos seriamente o compromisso de respeitar e conservar a criação, de prestar atenção a cada pessoa, de contrastar a cultura do desperdício e do descarte, a fim de promover uma cultura da solidariedade e do encontro" (05.06.2013). As reflexões que sua nova encíclica trará deverão ser na linha deste seu pensamento.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Corpus Christi.

Posted by Gabriel Chalita on Quinta, 4 de junho de 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Entender e viver Corpus Christi

Padre Alberto Gambarini

A solenidade de Corpus Christi é a ocasião oportuna para de um modo público, em nossas praças e ruas, testemunhar a nossa fé na certeza da presença real de Jesus na Eucaristia.Esta maravilha tão sublime e elevada, através da qual o Senhor se doa em alimento e remédio,para quem o recebe com fé, aconteceu na Quinta feira Santa.

Neste dia, Jesus, deu aos apóstolos a grande missão de continuarem a celebrar a ceia através dos tempos, ordenando: “Fazei isto em memória de mim.” Ao dizer fazei isto, apontou para uma realidade forte. Quando se celebra a eucaristia, não se trata de uma recordação ou representação simbólica, mas um ato a cumprir. Deste modo, cremos, que depois do sacerdote ter invocado o Espírito Santo, e repetido as palavras do Senhor na última ceia, o pão e o vinho se tornam o Seu Corpo e Sangue.
No discurso do pão da vida, Jesus é muito claro a este respeito, ao afirmar em Jo 6,51: “E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”A cada missa acontece o maior de todos os milagres, e a mais importante de todas as aparições.O próprio Jesus se faz presente para encher com a sua glória e poder, o lugar onde se celebra a Eucaristia, como também a cada pessoa presente neste momento tão sagrado e sobrenatural.
De todos os sacramentos, a Eucaristia, é o mais comovente, porque é aqui que Jesus Cristo nos mergulha no amor da sua entrega total realizada na cruz. Em 1Pdr 2,24 lemos: “Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” A cada Eucaristia torna-se presente este efeito da cruz. São Paulo em 1Cor 11,24, revela importantes gestos e palavras de Jesus durante a ceia:“e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós…” Onde foi partido e entregue o Corpo de Cristo? Na cruz.
Em 1Cor 11,25 também esta revelado:“Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim.” Ao falar Nova Aliança, recorda a Antiga Aliança do passado onde existia o sacrifício de animais.Onde Jesus foi sacrificado e derramou o Seu sangue precioso? Na cruz. Por isso, a Eucaristia é a maior fonte de cura para todas as dimensões da nossa vida. São Pedro nos disse: por suas chagas fomos curados.
Quando participamos da santa missa, entramos em um mundo espiritual, que está fora do tempo material, e se transforma na melhor hora de Deus para a nossa vida. Não podemos esconder tão grande tesouro e fonte de milagres.
A missa de Corpus Christi, com a procissão e bênção, é uma oportunidade especial para avivar a nossa fé no amor de Deus. É Jesus em pessoa, que não fica restrito as paredes de uma igreja, mas que passa no meio do povo, e santifica nossas ruas com a sua presença. Jesus vivo vai passar próximo de você, coloque em ação o poder da fé,e com certeza você experimentará a bênção de Deus agindo em sua vida.

ORIGEM DA FESTA DE CORPUS CHRISTI
Sua origem esta ligada a dois fatos do século XIII:
– As revelações feitas a Santa Juliana de Liege, onde Nosso Senhor Jesus Cristo pedia uma festa pública dedicada a Eucaristia. Nesta época era sacerdote, nesta diocese da Bélgica, o futuro papa Urbano IV.
– o Milagre Eucarístico de Bolsena (Itália), acontecido em 1263
O sacerdote Pedro de Praga fazia uma peregrinação à Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina. Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse da sua mente as dúvidas sobre a Sua presença real na Eucaristia. Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o Corpo de Cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo). Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos.
O milagre foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. Imediatamente organiza uma procissão para levar o corporal do milagre à presença do papa.O Papa resolve ir ao encontro da procissão. Quando o bispo mostra o corporal manchado de sangue, o papa se ajoelha e diz: “Corpus Christi” (Corpo de Cristo)!”
Em 1264, o papa Urbano IV, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.