segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

5000 fiéis se revezam há 75 anos em adoração ao Santíssimo Sacramento em Belo Horizonte

Jefferson da Fonseca Coutinho – Jornal Estado de Minas

De joelhos, por adoração perpétua e laica, o milagre da multiplicação do tempo ajuda a escrever a história da Igreja Católica no Brasil. De 31 de outubro de 1937 ao mesmo dia de 2011 foram anotadas 639.360 horas corridas, transformadas em 15.965.079 horas de fé e boa vontade. Média de 25 fiéis, 24 horas por dia, prostrados diante do Santíssimo Sacramento, na Catedral da Boa Viagem, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Espécie de pronto-socorro do espírito, bem perto da área hospitalar, a primeira igreja da cidade conta com cerca de 5 mil adoradores cadastrados, que se revezam em dois turnos. Tudo para não deixar o Cristo exposto só, um minuto sequer. Corrente jamais quebrada, prestes a festejar 75 anos.
“Sinto um grande encantamento por Jesus na Eucaristia, que é a fonte onde nossas almas buscam o alimento espiritual, que sacia a nossa fome e sede de Deus. Aqui, diante do trono de Jesus, passamos momentos de paraíso e vivemos instantes de vida eterna. Faço da Santíssima Eucaristia a razão de ser da minha vida”. O depoimento é de João Araújo Coelho, de 68 anos, adorador desde 1967, com plantões da meia-noite às 6h, nos dias 1, 6, 11, 13 e 18 de cada mês. Hoje é 28, seu João… “Mas é véspera do meu aniversário”, responde, feliz com a noite extra de devoção.
Nascido em Ubá, cidadão honorário de BH, o advogado Escândar Nagib Borjaili, de 76, há 52 anos frequenta a catedral todas as noites, entre 21h e 0h. No dia 11, é um dos 31 zeladores, responsáveis pelo mês. Escândar, morador da Rua Guarani, na Região Central, foi presidente da Adoração de 1994 a 2009. Hoje, faz parte da diretoria. Dos momentos mais marcantes, em mais de meio século de dedicação, o advogado conta a madrugada em que um adorador passou mal e pediu um copo d’água. “Ele bebeu, agradeceu e faleceu, aqui, perante Jesus”, relembra. Fala ainda de pessoas com tendências suicidas que, ali, tiveram suas vidas transformadas.
Transformação 
Maria Noêmia Diniz Mateus, de 62, de Carmo do Cajuru, há 10 anos, ao menos três vezes por semana marca presença na Igreja da Boa Viagem. Entre 23h e 1h, a vendedora autônoma faz suas preces e agradece graças alcançadas em família. Diz que a Adoração é herança deixada pela avó, Carmelita. Moradora do Bairro Havaí, na Região Oeste da capital, Maria Noemia enfrenta a vinda e a volta de ônibus pelo amor ao Santíssimo. Prefere a noite e ajuda a reforçar os horários em que o movimento diminui. Na noite do dia 28 para 29, por exemplo, a Adoração das 23h caiu de 115 para 4, à meia-noite. Apenas três pessoas até às 2h.
Entre os seis adoradores que esperaram o sol voltar a iluminar o santuário estava José Antônio Pereira dos Santos, de 60, do Bairro Carlos Prates. Casado, pai de três filhas e avô de sete netos, há 10 anos, todos os dias – inclusive aos sábados, domingos e feriados –, José Antônio dedica oito horas de presença ao Santíssimo. Razão especial? “O amor a Deus”. O leigo conta que conheceu a Adoração Perpétua, quando passava de ônibus na Rua Timbiras, numa noite de 1991. “Vi o movimento, procurei saber do que se tratava e passei a frequentar a igreja”. Sacramentino, o homem afirma ter a vida transformada pela presença de Cristo.
Prova de fé para jovens
Não são somente os mais maduros adoradores do Santíssimo na Catedral da Boa Viagem. Muitos moços fazem parte da ação de fé. Há até a “Noite do Jovem”, todo dia 18. Entre os participantes, Gilto D’Alcantara Souza Júnior, de 26. O médico residente se dedica diariamente à adoração, com até duas horas de preces. Para o anestesista, cada dia mais, os mais novos também estão sendo tocados por Deus. O homem se transforma naquilo que contempla. “Quem está no mundo vê as coisas do mundo. Quem está na igreja vê as coisas da igreja”, ressalta.
Integrante da Renovação Carismática Católica, Gilto também faz parte do Projeto Jovens Adultos Master Fanuel, da Paróquia Nossa Senhora Rainha, do Bairro Belvedere, em Belo Horizonte, e da Missão PHN (Por Hoje Não, por hoje não vou mais pecar). O médico fala com alegria do agrupamento de jovens, frequentadores da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, São Paulo. “Cada dia mais, os jovens estão sendo tocados por Deus. Está acontecendo um fenômeno interessante… hoje, muitos jovens estão levando a igreja para casa, convertendo os pais”, comenta.
CARAVANA
A Catedral da Boa Viagem é ponto de encontro das 258 paróquias de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Todo dia 28, há quatro anos, cerca de 120 fiéis da Igreja São Gonçalo, em Contagem, ajudam a multiplicar as horas de Adoração Perpétua, contabilizadas pela Boa Viagem. Augusto Aurélio Noce, de 62, coordenador, fala em “expansão de conhecimento”. “Com este ato de fé, buscamos sair do beatismo sem produtividade. Com o movimento, evangeliza-se para trazer à tona a realidade. É um trabalho de conscientização.
Nos bancos mais próximos ao altar, à meia-noite, uma família chama a atenção. O zelador do dia 28, Carlos Augusto de Azevedo, de 65, ex-oficial do Exército, a apresenta: “É a família do senhor Ildeu”, que desde 1994 comparece. O comerciante Ildeu Rodrigues Machado, de 74, uma vez por mês, traz a mulher e os filhos para a Adoração Noturna. Com ele e a mulher, Maria do Carmo, estão os filhos Moacir e Adriana – ambos com pouco mais de 30 anos. “É um tempo de agradecer. O que ganhamos, agradecemos. O que perdemos, agradecemos também.” Para Ildeu, a fé em Deus é o que mantém a família.
“Os adoradores são soldados de Deus. Por meio de alguns, todos são contemplados” – José Ângelo Superbi, presidente da Adoração Perpétua da Boa Viagem
A força dos bastidores
Homem de devoção, o atual presidente da Adoração Perpétua, José Ângelo Superbi, de 55, conta duas ausências apenas em quase 20 anos de dedicação à Catedral da Boa Viagem. É plantão dele no primeiro dia de cada mês. Vicentino, como a maioria dos zeladores, José Ângelo só vê o mundo ainda possível, “apesar de todas as fraquezas do homem”, graças àqueles que creem em Cristo. “Os adoradores são soldados de Deus. Por meio de alguns, todos são contemplados. O mal não vai vencer”, acredita o comerciante de Ponte Nova, que veio para BH nos anos 1980.
Além da fé inabalável que mantém a Adoração Perpétua há quase 75 anos, há ainda um sistema operacional administrativo de fazer inveja às mais organizadas corporações. Não. Nada de tecnologia ou computadores de primeiro mundo. É por meio de caneta e de papel, em fichas, livros e pastas muito bem organizadas, que relatórios listam e somam hora a hora, desde 31 de outubro de 1937. Centenas de voluntários, dia e noite, cruzam décadas para evitar que a ação seja prejudicada. Não só para que um mínimo de dois adoradores estejam sempre na presença do Santíssimo, mas também para que a contabilidade não falhe.
Entre a boa e generosa gente leiga, que se doa à Adoração, está Elzita Mourão, de 83, desde 1945, de corpo e alma na Catedral da Boa Viagem. Solteira, com 123 sobrinhos, a adoradora considera a igreja “o céu na terra”. De segunda a sexta-feira, das 13h30 às 16h30, Elzita trabalha na administração da obra, “uma bênção para todas as pessoas”. “Se fôssemos escrever todos os milagres que acontecem aqui, seriam livros e mais livros…”, considera. Algum pedido especial atendido, dona Elzita? Aqui, meu filho, não é necessário pedir… Deus se antecipa”, sorri.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Papa Francisco: A divisão entre nós cristãos é um escândalo!

Fonte: ACI Digital
Diante dos milhares de fiéis e peregrinos nesta manhã na Praça de São Pedro, o Papa Francisco dedicou sua catequese a refletir sobre a Semana de oração pela unidade dos cristãos: “um tempo dedicado à oração para seguir a vontade de Cristo”.
O Pontífice recordou que “sábado passado iniciou-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se concluirá no próximo sábado, festa da conversão de São Paulo apóstolo. Esta iniciativa espiritual, mais do que nunca preciosa, envolve as comunidades cristãs há mais de cem anos. Trata-se de um tempo dedicado à oração pela unidade de todos os batizados, segundo a vontade de Cristo”.
O Santo Padre disse logo que este ano o tema desta semana veio do Canadá e faz referência à pergunta dirigida por São Paulo aos cristãos de Corinto: “Então estaria Cristo dividido?”. “Certamente Cristo não está dividido. Mas devemos reconhecer sinceramente e com dor que as nossas comunidades continuam a viver divisões que são um escândalo. As divisões entre nós cristãos são um escândalo. Não há outra palavra: um escândalo. Cada um de vós – escrevia o apóstolo – diz: ‘Eu sou de Paulo’, ‘Eu sou de Apolo’, ‘E eu de Cefas’, ‘E eu de Cristo’”.
“Mesmo aqueles que professavam Cristo como seu líder não são aplaudidos por Paulo, porque usavam o nome de Cristo para separar-se dos outros dentro da comunidade cristã. Mas o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio para fazer comunhão entre nós, não para dividir-nos. O Batismo e a Cruz são elementos centrais do discipulado cristão que temos em comum. As divisões, em vez disso, enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização e arriscam esvaziar a Cruz do seu poder”.
O Santo Padre disse que apesar do “apesar do sofrimento das divisões, que infelizmente ainda permanecem, acolhemos as palavras de Paulo como um convite a alegrar-nos sinceramente pelas graças concedidas por Deus a outros cristãos. Temos o mesmo Batismo, o mesmo Espírito Santo que nos deu a Graça: reconheçamos isso e nos alegremos”.
“É belo reconhecer a graça com a qual Deus nos abençoa e, ainda mais, encontrar nos outros cristãos algo de que necessitamos, algo que podemos receber como um dom dos nossos irmãos e irmãs. O grupo canadense que preparou os subsídios desta Semana de Oração não convidou as comunidades a pensarem naquilo que poderiam dar a seus vizinhos cristãos, mas os exortou a encontrar-se para entender aquilo que todos podem receber de tempos em tempos dos outros”.
Para concluir o Papa disse que “isso requer algo a mais. Requer muita oração, requer humildade, requer reflexão e contínua conversão. Sigamos adiante neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo seja exterminado e não esteja mais entre nós. Obrigado!”.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Profeta da mansidão e da ternura

Dom Roberto Francisco Ferreira Paz
Bispo Diocesano de Campos
A Igreja celebra hoje a festa de São Francisco de Sales, um seguidor de Cristo que se caracterizou pela doçura e pelo diálogo, com os cristãos da Reforma em Genebra sua Diocese. Diante da doutrina fria da predestinação que mostrava um Deus impassível e severo juiz, que causava certamente a angustia de pensar na condenação eterna , São Francisco de Sales vivenciou e testemunhou a confiança inabalável em Deus, conseguindo assim uma grande liberdade e tranquilidade espiritual. Outra marca do seu pastoreio e mensagem foi defender um principio da renovação conciliar: a santidade universal, ou seja, o acesso de todos os batizados a perfeição evangélica. Na sua obra clássica: Filotéia, afirma que cada cristão no jardim de Deus em que foi plantado deve dar frutos de santidade segundo a sua espécie e estado.
Outro aspecto que fez parte da sua forma de relacionar-se com os fieis e a sociedade secular da época foi a sua proverbial gentileza e cortesia, pois, sempre ensinou que se atraem mais moscas com uma gota de mel que com um barril de vinagre, o apostolado inicia com a acolhida bem humorada, empática, e paciente fazendo-se como frisava São Paulo: "tudo para todos" , 1 Cor 9,22 ).
Em 1923 o Papa Pio XI o declarou Padroeiro da Boa Imprensa e de todos os jornalistas, pelo valioso empenho deste santo em usar a mídia impressa para chegar a todos, colocando debaixo das portas das casas dos irmãos de todas as confissões, suas mensagens abertas a reflexão e a tolerância.
Curiosamente nos adverte o Papa Emérito Bento XVI, sua casa em Annecy está de fronte a casa de Jean Jacques Rousseau, duas personalidades confrontadas na modernidade, um o santo convertido a Cristo, revelou o caminho da bondade, mansidão e da confiança para realização da pessoa humana, o outro o arauto da educação "natural" sem interferências, sem levar a sério o pecado original, omitindo qualquer referencia a valores o que seria uma imposição autoritária, terminou colocando seus próprios filhos num abrigo para órfãos, renunciando a sua responsabilidade de pai.
Duas opções e dois caminhos, que também hoje se defrontam no campo da cultura e da educação, mas que olhando para o resultado destas duas pessoas e duas vidas, conhecemos os frutos e as consequências. Deus seja louvado!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Santa Inês - 21 de janeiro

A existência desta mártir de doze anos, que viveu no início do século IV e foi vítima da feroz perseguição de Diocleciano, é bem documentada. Sua popularidade e devoção se estenderam por toda a cristandade desde o início até agora. Acreditando em uma tradição grega o papa Damaso diz que Inês foi martirizada numa fogueira. O poeta Prudêncio e toda a tradição latina afirma que Inês não quis sacrificar à deusa Vesta e por isso foi decapitada. Isso é verossímil. O fato foi comentado por santo Ambrósio com estas palavras: “Em um corpo tão pequeno, havia lugar onde ferir? As meninas da sua idade não resistem ao olhar repreensivo dos pais e o cutucão de uma agulha as faz chorar. Inês, porém, oferece o corpo inteiro ao fio da espada que o carrasco vibra com todo o furor sobre ela”.

Em volta de sua pessoa quiseram tecer as mesmas vicissitudes das outras virgens romanas, também inscritas no Cânon da missa. Segundo essa lenda até o filho do prefeito de Roma foi tentar contra a pureza de Inês. Uma vez desprezado, delatou-a como cristã. O prefeito ordenou-lhe prestar homenagem à deusa Vesta. Levaram-na a um lugar infame. O primeiro homem que se aproximou dela caiu morto a seus pés. Então, decapitaram-na. A obstinação do prefeito não lhe permitiu avaliar o prodígio do testemunho dado a Cristo por esta vida tenra e pura: ele não se rendeu. Um rito antigo perpetua a lembrança deste exemplo de pureza. Na manhã de 21 de janeiro são benzidos dois cordeiros e, depois, oferecidas ao papa as lãs deles para servir de pálio aos arcebispos. Essa antiquíssima cerimônia se desenvolvia na basílica de santa Inês, construída na via Nomentana por Constantina, filha do imperador Constantino, pelos anos de 345, mais ou menos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Por que o católico não pode ser espírita?

Prof. Felipe Aquino
Cada religião possui seus dogmas, seus artigos de fé. Se duas religiões possuíssem os mesmos pensamentos e dogmas não seriam duas, mas apenas uma. Por isso, uma pessoa não pode participar de duas religiões, pois não cumprirá honestamente nem uma, nem outra.
O católico não pode ser espírita porque:
1. O católico admite a possibilidade do Mistério e aceita Verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus.
2. O espírita proclama que não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender é falso e deve ser rejeitado.
3. O católico instruído crê que Deus pode e faz milagres.
4. O espírita rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer as leis da natureza.
5. O católico crê que a Bíblia foi inspirada por Deus e, portanto, não pode conter erros em questão de fé e moral.
6. O espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que esta nunca foi inspirada por Deus.
7. O católico crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente a sua doutrina.
8. O espírita declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo quanto transmitiram está errado ou foi falsificado.
9. O católico crê que o papa, sucessor de São Pedro, é infalível em questões de fé e moral. O espírita declara que os papas só espalharam o erro e a incredulidade.
10. O católico crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar a sua obra. O espírita declara que até a vinda de Allan Kardec, a obra de Cristo estava inutilizada e perdida.
11. O católico crê que Jesus ensinou toda a Revelação e que não há mais nada para ser revelado. O espírita proclama que o Espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e até mesmo substituir o Evangelho de Cristo.
12. O católico crê no mistério da Santíssima Trindade.
13. O espírita nega esse augusto mistério.
14. O católico crê que Deus é o Criador de tudo, Ser pessoal, distinto do mundo. O espírita afirma que os homens são partículas de Deus (verdadeiro panteísmo).
15. O católico crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo. O espírita afirma que nossa alma é resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.
16. O católico que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma. O espírita afirma que é composto entre perispírito e alma e que o corpo é apena um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espírito”.
17. O católico obedece a Deus que, sob severas penas, proibiu a evocação dos mortos. O espírita faz desta evocação uma nova religião.

Jovem sacerdote falecido comove as redes sociais com carta dirigida ao Papa

Fonte: ACI Digital
Um jovem sacerdote tem comovido ultimamente as redes sociais com a carta que dirigiu ao Papa Francisco antes de morrer no dia 1 de janeiro, solenidade de Maria Mãe de Deus, devido a um tumor que fez metástase no fígado e no baço. Quem o conhece afirma que o presbítero sempre enfrentou com alegria o sofrimento e que sempre os oferecia pela Igreja e o Santo Padre. 
Segundo informa a página Aleteia, um site de notícias e conteúdo católico ligado ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, o Padre Fabrizio de Michino nasceu em Nápoles no dia 8 de setembro de 1982. Quase três mil pessoas se reuniram na cidade de Ponticelli para despedi-lo na Basílica de Nossa Senhora das Neves, onde era vigário paroquial aos seus 31 anos.
O sacerdote faleceu em sua casa aonde sempre foi visto com “um sorriso e uma palavra de consolo para os parentes e amigos que estiveram ao seu lado até o último suspiro”.
A seguir a carta do falecido sacerdote publicada em português por Aleteia:
Santo Padre,
nas orações diárias que dirijo a Deus, não deixo de rezar pelo senhor e pelo ministério que Deus lhe confiou, para que Ele possa lhe dar forças e alegria para continuar anunciando a boa nova do Evangelho.
Eu me chamo Fabrizio De Michino e sou um jovem padre da diocese de Nápoles. Tenho 31 anos e há cinco sou sacerdote. Desempenho meu serviço no Seminário Arcebispal de Nápoles como professor de um grupo de diáconos, e em uma paróquia em Ponticelli, que se encontra na periferia de Nápoles. A paróquia, recordando o milagre registrado na colina Esquilino, recebe o nome de Nossa Senhora das Neves.
Ponticelli é um bairro degradado por sua pobreza e alta criminalidade, mas a cada dia descubro verdadeiramente a beleza de ver o que o Senhor realiza nestas pessoas que confiam em Deus e na Virgem.
Também eu, desde que estou nesta paróquia, pude ampliar cada vez mais meu amor pela Mãe Celeste, experimentando também nas dificuldades a sua proximidade e proteção. Infelizmente, há três anos eu luto contra uma doença rara: um tumor no interior do coração. Há um mês estou com metástase no fígado e no baço. Nesses anos difíceis, no entanto, nunca perdi a alegria de ser anunciador do Evangelho. Também no cansaço eu percebo, verdadeiramente, esta força que não vem de mim, mas de Deus, que me permite desempenhar com simplicidade o meu ministério. Há uma citação bíblica que tem me acompanhado e me enche de confiança na força do Senhor: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne” (Ez 36, 26).
Neste tempo tem sido muito próxima a presença do meu bispo, o cardeal Crescenzio Sepe, que me apoia constantemente, ainda que às vezes me peça para descansar, para que eu não me sobrecarregue.
Agradeço a Deus também por meus familiares e meus amigos sacerdotes que me ajudam e apoiam, sobretudo quando faço as diferentes terapias, compartilhando comigo os momentos de inevitável sofrimento. Também os meus médicos me apoiam muito e fazem o impossível para encontrar os tratamentos adequados para mim.
Santo Padre, estou me alongando muito, mas só quero dizer que ofereço a Deus tudo isso, pelo bem da Igreja e pelo senhor de um modo especial, para que Deus o abençoe sempre e o acompanhe neste ministério de serviço e amor.
Eu lhe rogo que reze por mim: o que peço todos os dias ao Senhor é que seja feita a Sua vontade, sempre e em todas as partes. Não peço a Deus a minha cura, mas a força e a alegria de continuar sendo um verdadeiro testemunho de Seu amor e um sacerdote segundo o Seu coração.
Seguro de suas orações paternas, o saúdo devotamente.
Padre Fabrizio De Michino

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O dia certo para desmontar o presépio e a árvore de Natal

Imagem do presépio de nossa Paróquia, inspirado nos presépios napolitanos
Fonte: Revista Fiel Católico
O NATAL, uma das épocas mais esperadas do ano, em que os cristãos celebram o nascimento de Jesus Cristo, ao contrário do que muitos pensam, não termina depois das festas. Muitos correm a desmontar o presépio e retirar todos os enfeites que lembram a Natividade do Senhor logo após o dia 25 de Dezembro.
Tanto a árvore de Natal quanto o presépio fazem parte das pias tradições do Natal, e todos os anos casas e ruas são enfeitadas em como símbolo da reverência por esse tempo de espera e alegria pela Encarnação do Salvador do mundo. Os ambientes tornam-se mais agradáveis, e um sutil sentimento de júbilo, inexplicável, incontido, toma conta dos corações e mentes mais sensíveis, até mesmo dos não cristãos. Enfeites, árvores e presépios são alegorias, símbolos que serve para nos fazer lembrar desse época tão santa e tão importante.
Geralmente, o recomendado é que se monte o presépio, a árvore e os enfeites de Natal pelo início do Tempo do Advento, que começa com as vésperas do domingo mais próximo ao dia 30 de novembro. E para desmontá-lo, tem alguma data certa? A resposta é sim. E se possível, desmonte neste dia, pois isso também é uma piedosa e importante tradição, principalmente para os católicos.
Apesar de muita gente achar que se deve desmontar o presépio e a árvore de Natal no dia da Epifania, mais conhecido como Dia de Reis, em que os "Reis Magos" visitaram o Menino Jesus recém-nascido, não é essa data em que se deve desmontar a árvore e o presépio. - Dom Tomé, bispo diocesano de São José do Rio Preto (SP), esclarece: "O dia de desmontar o Presépio, corretamente, é sempre no dia seguinte à Solenidade do Batismo de Jesus, quando se encerra o Tempo do Natal. Esta é uma solenidade móvel, sem data fixa".
Neste ano, 2014, a festa do Batismo do Senhor será em 12 de janeiro. Desmonte o presépio, portanto, no dia 13. É nesse dia que começa o Tempo Comum na Liturgia.

Outras imagens do presépio de nossa Paróquia, que poderá ser visitado até o dia 12 de janeiro, na igreja matriz de São Francisco de Assis e Santa Clara.







Acreditamos no amor (I Jo 4,16)

Ana Neucele
O título do primeiro capítulo da carta encíclica Lumen Fidei é precisamente este: Acreditamos no amor. Este foi o testemunho do apóstolo João e de todos os demais apóstolos. Acreditar no amor decorre da experiência que se faz do mesmo. O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado – Rm 5,5. A experiência do amor de Deus por nós é antes de tudo uma iniciativa divina.
Mulher, ninguém te condenou? Ninguém, Senhor. Eu também não te condeno. Vá em paz e não te tornes a pecar. Jo 8, 10-11
A palavra ‘conhecer’ na Bíblia muitas vezes expressa uma relação pessoal entre o que se conhece e o que é conhecido, diz respeito a experiência de algo ou de alguém. Se digo ‘conheço o amor de Deus’, isto deve ser entendido ‘eu experimento o amor de Deus em mim, por mim e ao meu derredor’. Esta experiência é fundamental na vida de um cristão que é enviado para dar testemunho do amor. Todo batizado está capacitado para tal testemunho. O Espírito Santo nos foi dado. É o Espírito Santo quem atesta que sou amada por Deus, que sou preciosa, que valho mais que pássaros, que meu nome está gravado na mão de Deus, que os olhos amorosos de Deus estão sobre mim, que Deus guarda meus passos noite e dia, que Deus cuida de mim nos mínimos detalhes da minha existência. Na medida em que o Espírito Santo testemunha a verdade, Ele também se encarrega de conduzir à verdade e para o cristão a verdade é uma pessoa: Jesus Cristo. O Espírito Santo nos leva a Jesus – a prova mais brilhante do amor de Deus pelos homens. ‘Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna’ – Jo 3, 16. O testemunho do Espírito Santo é verdadeiro, pois Ele é o Espírito da Verdade. O fato, porém, é que muitos daqueles que se dizem cristãos ainda estão fechados à ação maravilhosa do Espírito Santo. Quem acolhe o testemunho do Espírito Santo goza do encontro pessoal com Jesus Cristo. Deste encontro a existência humana ganha um outro colorido. ‘Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!’ – II Co 5, 17. Vamos lançando fora da nossa vida tudo que é caduco, ultrapassado. A novidade é uma vida pontilhada toda ela pelo amor.  O amor nos vai fazendo entender que muito do que existe em nossas vidas está na linha das vãs preocupações e por isso lançamos fora.
Há quem não acredita no amor e outros que fizeram da própria existência um eloquente testemunho do amor.  Fica a questão: em qual destes grupos eu me encontro?

sábado, 4 de janeiro de 2014

Papa doa R$ 11,7 milhões para saldar dívida da JMJ

Fonte: Canção Nova
A Assessoria de Imprensa do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 informou nesta sexta-feira, 3, que o Papa Francisco dispôs a contribuição de R$ 11,7 milhões para saldar parte dos últimos investimentos feitos para a realização da Jornada.
Segundo a nota divulgada pelo COL, "quando o Papa Francisco esteve no Rio, em julho de 2013, ficou bem impressionado com tudo que experimentou naqueles dias, manifestando a intenção de contribuir financeiramente com a Jornada Mundial da Juventude. Foi uma iniciativa que partiu dele, reconhecendo a importância da JMJ para a juventude, a sociedade e a Igreja". 
A JMJ foi pensada pelo Papa João Paulo II e trata-se do maior evento católico do mundo e de grande importância para a evangelização. 
A vinda do Papa Francisco ao Brasil foi a primeira viagem internacional de seu Pontificado e o primeiro retorno à América Latina após ter sido eleito Papa. No Rio de Janeiro, o Pontífice encontrou uma Igreja jovem, viva e atuante. Sensibilizado, ele propôs contribuir com a ajuda financeira para saldar parte dos últimos investimentos da Jornada.
Dívidas 
Há um esforço local para saldar os compromissos financeiros assumidos pelo COL. Os contratos que ainda estão em aberto estão sendo renegociados e os valores pendentes devem ser quitados o mais breve possível. Após o evento, com a negociação com fornecedores da JMJ e venda de um imóvel, o saldo da dívida com credores ficou em R$ 43,2 milhões. O imóvel, de propriedade da Casa do Pobre de Nossa Senhora de Copacabana, foi vendido a título de empréstimo.
Desde outubro está sendo realizada uma campanha de doações. A JMJ também lançou quatro produtos, cujas vendas serão fonte de recursos. São três DVDs e um CD. O DVD “Papa Francisco no Brasil - A Santa Missa” traz a Missa celebrada pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Rio2013 na Praia de Copacabana. O documentário “Rio de Fé, um encontro com Papa Francisco”, dirigido por Cacá Diegues, foi lançado em 6 de dezembro. O terceiro DVD da JMJ Rio2013 chegou às lojas no dia 10 de dezembro. É um DVD duplo, chamado "Uma Jornada de Esperança", que traz a cobertura completa da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.
Todos os gastos da Jornada Mundial da Juventude Rio2013 estão sendo pagos com recursos próprios. O COL esclareceu que não houve qualquer aporte de dinheiro público, sendo falsa a informação publicada pela imprensa, de que a Jornada teria recebido R$ 118 milhões dos Governos Federal, Estadual e Municipal. A participação da administração pública se deu exclusivamente para assegurar o funcionamento dos serviços públicos essenciais durante o evento, sem qualquer repasse financeiro.
A JMJ Rio2013 considera a isenção fiscal a prestadores de serviços como uma forma de apoio, mas não um aporte financeiro para o evento. Consideramos aporte financeiro a injeção direta de recursos públicos nas contas da JMJ, o que não ocorreu. 
A Jornada foi equiparada aos grandes eventos, como Copa e Olimpíadas, considerados de interesse público. A JMJ deixou um valioso legado econômico, social e, principalmente, uma juventude que quer ser protagonista de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O Santíssimo Nome de Jesus

É em nome do Divino Salvador que a Igreja reza, cura os enfermos, evangeliza os povos, expulsa os demônios, enfim, realiza sua obra de salvação das almas.

E seu nome será: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz" 
(Is 9, 5).

Sim, quanto é maravilhoso, rico e simbólico este nome que, segundo o Profeta Isaías, significa "Deus conosco"! Como o Arcanjo Gabriel deve ter enlevado a Santíssima Virgem Maria - que ponderava todas as coisas em seu coração - com estas palavras no momento da Anunciação: "E Lhe porás o nome de Jesus"! (Lc 1,31).
Fecunda fonte de inspiração
Esta frase, que ficou indelevelmente gravada no Imaculado Coração de Maria, chega aos ouvidos dos fiéis de todos os tempos, no orbe terrestre inteiro, fecundando os bons afetos de todo homem batizado. Ao longo dos séculos, diversas almas monásticas e contemplativas foram inspiradas por ela a tal ponto que inúmeras composições de canto gregoriano versam sobre o suave nome do Filho de Deus.
Há uma misteriosa e insondável relação entre o nome de Jesus e o Verbo Encarnado, não sendo possível conceber outro que lhe seja mais apropriado.
É o mais suave e santo dos nomes. Ele é um símbolo sacratíssimo do Filho de Deus, e sumamente eficaz para atrair sobre nós as graças e favores celestiais. O próprio Nosso Senhor prometeu: "Qualquer coisa que peçais a meu Pai em meu nome, Ele vo-la concederá" (Jo 14,13). Que magnífico convite para repeti-lo sem cessar e com ilimitada confiança!
Invoque este nome poderosíssimo!
A Santa Igreja, mãe próvida e solícita, concede indulgências a quem invocá-lo com reverência, inclusive põe à disposição de seus filhos a Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus, incentivando-os a rezá-la com freqüência.
No século XIII, o Papa Gregório X exortou os bispos do mundo e seus sacerdotes a pronunciar muitas vezes o nome de Jesus e incentivar o povo a colocar toda sua confiança neste nome todo poderoso, como um remédio contra os males que ameaçavam a sociedade de então. O Papa confiou particularmente aos dominicanos a tarefa de pregar as maravilhas do Santo Nome, obra que eles realizaram com zelo, obtendo grandes sucessos e vitórias para a Santa Igreja.
Um vigoroso exemplo da eficácia do Santo Nome de Jesus verificou-se por ocasião de uma epidemia devastadora surgida em Lisboa em 1432. Todos os que podiam, fugiam aterrorizados da cidade, levando assim a doença para todos os recantos de Portugal. Milhares de pessoas morreram. Entre os heróicos membros do clero que davam assistência aos agonizantes estava um venerável bispo dominicano, Dom André Dias, o qual incentivava a população a invocar o Santo Nome de Jesus.
Ele percorria incansavelmente o país, recomendando a todos, inclusive aos que ainda não tinham sido atingidos pela terrível enfermidade, a repetir: Jesus, Jesus! "Escrevam este nome em cartões, mantenham esses cartões sobre seus corpos; coloquem-nos, à noite, sob o travesseiro; pendurem-nos em suas portas; mas, acima de tudo, constantemente invoquem com seus lábios e em seus corações este nome poderosíssimo".
Maravilha! Em um prazo incrivelmente curto o país inteiro foi libertado da epidemia, e as pessoas agradecidas continuaram a confiar com amor no Santo Nome de nosso Salvador. De Portugal, essa confiança espalhou-se para a Espanha, França e o resto do mundo.
Uma retribuição agradável a Deus
O ardoroso São Paulo é o apóstolo por excelência do Santo Nome de Jesus. Diz ele que este é "o nome acima de todos os nomes", e louva seu poder com estas palavras: "Ao nome de Jesus dobrem-se todos os joelhos nos céus, na terra e nos infernos" (Fil 2,10).
São Bernardo era tomado de inefável alegria e consolação ao repetir o nome de Jesus. Ele sentia como se tivesse mel em sua boca, e uma deliciosa paz em seu coração. São Francisco de Sales não hesita em dizer que quem tem o costume de repetir com freqüência o nome de Jesus, pode estar certo de obter a graça de uma morte santa e feliz. Outro imenso favor!
Mas este grande dom não nos pede alguma retribuição?
Sim. Além de muita confiança e gratidão, o desejo sincero de viver em inteira consonância com as infinitas belezas contidas no santíssimo Nome de Jesus. E também - a exemplo do venerável bispo português Dom André Dias - o empenho em divulgá-lo aos quatro ventos. Digna de honra e louvor é a mãe verdadeiramente católica, que ensina seus filhos a pronunciar os doces nomes de Jesus e de Maria mesmo antes de dizer mamãe e papai, bem como a pautar sua vida pela desses dois modelos divinos.
Muitos habitantes de Jerusalém assistiram à cena tão bem narrada nos Atos dos Apóstolos, que o leitor tem a impressão de estar também presente.
Pedro e João subiam ao Templo para rezar. Um coxo de nascença, postado na Porta Formosa, lhes pediu esmola.
- Olha para nós! - disse-lhe o Príncipe dos Apóstolos. - O pobre fitou-os com atenção, perguntando- se quanto iria receber.
- Não tenho prata nem ouro, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus de Nazaré, levanta-te e anda. - Dando um salto, o aleijado pôs-se de pé e entrou com eles no Templo, saltando e louvando a Deus. E de tal forma agarrou-se aos dois Apóstolos que em torno destes juntou-se uma multidão estupefata. Ao ver isso, Pedro assim falou:
- Varões israelitas, por que olhais para nós, como se por nosso poder tivéssemos feito andar este homem? O Deus de nossos pais glorificou seu filho Jesus. Mediante a fé em seu nome é que esse mesmo nome deu a cura perfeita a este homem que vós vedes e conheceis.
Não há outro nome pelo qual sejamos salvos
Continuou São Pedro seu discurso, exortando os ouvintes à conversão, até ser interrompido por alguns sacerdotes e saduceus, acompanhados do chefe da guarda do Templo, o qual prendeu os dois homens de Deus. No dia seguinte, foram eles conduzidos à presença do Sumo Sacerdote e seu Conselho.
- Com que poder e em nome de quem fizestes isso? - perguntaram-lhe. A resposta veio serena, mas firme:
- Príncipes do povo e anciãos, ouvi- me! Já que somos aqui interrogados sobre a cura de um homem enfermo, seja notório a todo o povo de Israel que é em nome de Jesus Cristo Nazareno, é por ele que este homem está são diante de vós. Não há salvação em nenhum outro, porque não há sob o céu nenhum outro nome pelo qual devamos ser salvos.
Por que proibir?
A firmeza do Primeiro Papa deixou desconcertados os inimigos de Jesus. Fazendo-os sair da sala do Conselho, deliberaram entre si: "Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar. Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos que no futuro falem a alguém nesse nome" (At 4, 16-17).
Chamaram, então, de volta os dois discípulos do Senhor e os intimaram terminantemente a nunca mais falar ou ensinar em nome de Jesus. Ordem à qual, aliás, Pedro e João declararam de forma categórica que não obedeceriam, pois deviam obediência a Deus antes de tudo. Qual o motivo de tão injustificada proibição?
Na perspectiva dos inimigos de Deus e de sua Igreja, não é difícil entender a razão: muitos dos que ouviram aquela pregação de São Pedro creram, "e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil" (At 4, 4). Compreende-se, assim, a sanha do Sinédrio, pois percebia bem que, nessa proporção, em pouco tempo a Igreja se expandiria por todo o mundo.
Pregar o Evangelho é proclamar o nome de Jesus
Como poderia a Santa Igreja deixar de orar, pregar, batizar e curar em nome de Jesus?
Desde os primeiros dias do Cristianismo, pregar o Evangelho é proclamar esse nome glorioso entre todos. É pelo seu poder divino que se operam os milagres: "Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas (...) imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados" (Mc 16, 17-18).
O nome do Redentor não podia deixar de ocupar um lugar proeminente na vida da Igreja, uma vez que Ele próprio afirmou: "Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei" (Jo 14, 13). E no ato do Batismo, pelo qual nasce o cristão, é "em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus" que a alma é lavada, santificada e justificada (Cf. 1Co 6, 11).
Tudo isso tem uma valiosa aplicação em nossa vida de católicos: a invocação do Santíssimo Nome de Jesus é uma fonte inesgotável de graças para a santificação pessoal e as obras de evangelização. (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2005, n. 37, p. 22-25)