quinta-feira, 18 de junho de 2015

Franciscanos falam da “Laudato si”

Fonte: franciscanos.org.br
Dois anos depois de surpreender o mundo ao aparecer no balcão Central da Basílica de São Pedro com o nome de Papa Francisco, revelando a inspiração que lhe deu o Poverello de Assis, neste dia 18 de junho de 2015, novamente o Papa Francisco volta a ser o centro do mundo ao lançar a sua primeira Encíclica: “Laudato si”, toda ela bebendo na fonte franciscana, inclusive o título do “Cântico das Criaturas”.

A encílica do Papa Francisco é lançada num momento crucial para o Planeta. Neste ano, de 30 de novembro a 11 de dezembro, será realizada em Paris no final do ano que vem uma grande conferência internacional (a COP 21), cuja agenda é chegar a um acordo global sobre mudanças climáticas, para entrar em vigor em 2020. Esse novo acordo deverá substituir o Protocolo de Kyoto, de 1997, que teve resultados decepcionantes.

Neste Especial, frades da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, entre eles dois bispos – Dom Jaime Spengler e Dom João Bosco – dão as primeiras impressões sobre esse momento histórico na Igreja.

O Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, propõe que esta Encíclica seja “um estilo de vida e uma dimensão transversal de toda a nossa evangelização franciscana”: “Penso que nós, Frades Menores, por dever vocacional de fidelidade ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e fiéis discípulos de São Francisco de Assis, devemos ser os novos arautos e mensageiros da essência desta primeira Encíclica do Papa Francisco. “Laudato Si” deve ser o nosso cântico de louvor e convite para que o ‘mundo universo’ se una no ‘cuidado da casa comum’”.

Para o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, o Papa chama a todos à responsabilidade, a cooperar na restauração de nossa ‘casa comum’: “É um documento com forte característica social. Ela trata da questão ecológica não de forma meramente intelectual; ela toca o coração! Chama-nos à corresponsabilidade… Diante dos tantos sinais de “dores de parto” diagnosticáveis na criação, somos instigados a reagir”.

Para o bispo Dom João Bosco,da Diocese de Osasco, muito mais se poderá ler nas quase 200 páginas, verdadeira cachoeira de água límpida, despejada por Francisco na imundície em que se tornou o mundo depauperado pela ganância e pela cultura da morte. “Com a Laudato Si’, o Papa fala ao mundo que está colocando a sua Igreja, mais uma vez, “em saída” para curar as feridas e as fragilidades de um mundo enfermo. Fazer-nos a todos, franciscanos ou não, missionários de uma nova humanidade, recriada à luz da sabedoria divina, é o que podemos esperar deste grande presente que nos oferece o Papa Francisco”.

Frei Gustavo Medella, coordenador da Frente de Evangelização da Comunicação, revelou que se emocionou ao escrever o texto sobre a Encíclica: “Francisco pede uma Igreja de saída e é o primeiro a sair. Sai sem medo, impulsionado pela fé firme de um apóstolo. Sai na direção do mundo, do ser humano e de seus grandes dramas. Sai com humildade, não como o “dono da verdade”, mas como fiel seguidor do Filho de Deus que se fez pobre e acessível. Ao sair, coloca-se todo à disposição e chama à responsabilidade”.

O exegeta Frei Ludovico Garmus, professor no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (ITF, RJ), diz que a Encíclica do Papa Francisco aos católicos, aos cristãos em geral e aos “homens de boa vontade”, nos coloca desafios inadiáveis a serem enfrentados urgentemente. “Temos em mãos um roteiro riquíssimo para nossa reflexão, que poderá nos conscientizar sobre a crise ecológica. Assim iluminados pela luz da fé, da palavra de Deus e da teologia, serem capacitados a cuidar melhor de nossa casa comum, a irmã e mãe terra, e de toda vida que ela abriga”.

O doutor em Teologia, com especialização em espiritualidade franciscana, Frei Fábio César Gomes, lembra o caráter propositivo do documento. “O Papa Francisco propõe a palavra diálogo como grande resposta para à crise: diálogo na política internacional, nacional, local; diálogo e transparência nos processos decisórios, diálogo entre política e economia, entre religião e ciência. Propõe também uma espiritualidade ecológica, de cunho sacramental e trinitário que exigirá, de todos nós, uma ‘conversão ecológica’.”

Já Frei Vitório Mazzuco, professor de espiritualidade franciscana do ITF, a Encíclica questiona, provoca e propõe um novo estilo novo de vida, de educação para respeitar o ambiente. “Ecologia não é mera militância de barulhentos ambientalistas, mas sim luta profética para melhorar a qualidade de vida. Tecnologia e progresso não são processos de destruição. Estilo de vida não é gastar excessivamente os recursos de energia e suas fontes”.

Para Frei Jean Ajluni Oliveira, recém-ordenado diácono e vice-mestre dos frades de profissão temporária em Rondinha, a importância desta encíclica é de nos fazer entender que o tema do cuidado é nuclear, não apenas na espiritualidade franciscana, mas na vida cristã. “Ao citar S. Francisco como ‘o exemplo por excelência do cuidado por aquilo que é frágil e de uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade’, o Papa traduz em poucas palavras um dos aspectos centrais mais belos da espiritualidade Franciscana, pensar a ecologia integralmente, somos irmãos de tudo e de todos, ligados e integrados por uma fraternidade cósmica que tem o Altíssimo como Pai, e por isso sermos gratos: ‘Louvado sejas meu Senhor’. Deste modo, o cuidado não é uma obrigação, mas um ato de fraterno de amor”.

Frei João Reinert, doutor em Teologia, agradece ao Papa Francisco por resgatar o verdadeiro sentido de ecologia integral em São Francisco de Assis. “Chama atenção a lucidez com que a Papa associa ecologia com outros valores ou contra-valores. Somente a partir dessa leitura parece ser possível associar Francisco de Assis à ecologia. Em outras palavras, a vida de Francisco de Assis, sua opção pelo Evangelho, sua vida pobre e fraterna é a chave de leitura para entendemos sua relação com toda a natureza”.
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terça-feira, 16 de junho de 2015

Ideologia de Gênero: algo que você precisa saber!

O que dizer sobre a ideologia do gênero?

Prof. Felipe de Aquino
A questão importantíssima da aprovação ou não da “Ideologia de gêneros”, nos Programas Municipais de Educação (PME), pegou a maioria dos católicos de surpresa; porque não estavam a par do que seja esta perigosa ideologia que quer nos obrigar a crer que não existe sexo, (homem e mulher), mas apenas “gêneros”, que podem ser muitos tipos de opções sexuais, como se Deus não tivesse criado o homem e a mulher, para “crescer e multiplicar” .

Pois bem, esta matéria será votada, até o dia 24 deste mês de junho de 2015, pelas Câmaras de Vereadores dos municípios do país; e, onde for aprovada, os professores ensinarão às crianças, a partir de 3 anos de idade, que elas não são nem homem e nem mulher, são apenas “indivíduos”; e que só mais tarde farão a sua opção sexual; um absurdo contra a natureza e contra Deus. Apesar da gravidade do assunto, a maioria dos católicos não sabia de nada.
Infelizmente a maioria de nossos comunicadores e formadores católicos não alertam, com a devida antecedência, o rebanho sobre os perigos dessas ideologias anticristãs, e somente “na última hora”, correm para informar o povo. Assim, corremos o risco de ver muitas matérias contra a fé e a moral católica serem aprovadas nas Câmaras e Assembleias Legislativas, e no Congresso Nacional, por falta de conhecimento do povo católico de sua perniciosidade, e a falta da devida mobilização para atuar contra a aprovação dessas medidas.

A IGREJA CATÓLICA EM UBERLÂNDIA ESTÁ ATENTA!

Laudato sii - Louvado seja

Dom Murilo S.R. KriegerArcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

O Vaticano confirmou que na próxima quinta-feira, dia 18 de junho, será divulgada uma nova encíclica do Papa Francisco. Uma encíclica é um documento pontifício em forma de carta circular que tem o objetivo de orientar a Igreja sobre determinado tema. Possui um caráter normativo e aborda questões dogmáticas, morais e litúrgicas. Tem também por objetivo refutar doutrinas errôneas ou corrigir comportamentos inadequados. 
O título da encíclica é tirado das primeiras palavras do texto oficial. Será a segunda encíclica do atual Papa. A primeira - "Lumen fidei" (Luz da fé) - começou a ser escrita pelo Papa Bento XVI no ano da Fé (2013) e foi completada e assinada pelo Papa Francisco (29.06.13). Tudo indica que essa segunda terá como título as primeiras palavras do Hino das Criaturas, de São Francisco de Assis, tido como o texto mais antigo da literatura italiana: "Laudato sii" (louvado seja). O tema será o meio ambiente e a desnutrição. Mesmo que o texto oficial ainda não tenha sido divulgado, não é difícil antever as grandes linhas dessa encíclica, pois o próprio Papa Francisco tem feito inúmeras referências ao tema. 
Há os que já se estão perguntando se o Papa não teria assuntos mais importantes para tratar, como, por exemplo, a guerra e a paz, a vida humana, a salvação das almas etc. Ora, a necessidade de nossa salvação eterna tem sido constantemente lembrada pelo atual Papa. Mas, assim como precisamos nos esforçar por tratar bem os outros, isto é, tratá-los com respeito e caridade, da mesma maneira somos chamados a respeitar o meio ambiente, tendo em vista a nossa responsabilidade para com as gerações futuras. Somos chamados a ser os guardiões da natureza, que é criação de Deus. Não podemos ficar indiferentes diante da destruição sistemática das florestas, dos hábitos dos consumidores, das mudanças climáticas, do aquecimento global etc. Ou mudamos as causas do que está acontecendo, ou entregaremos às próximas gerações um mundo em que não será fácil viver. 
Para alguns, a questão ambiental é uma preocupação que interessa aos ricos. Para outros, os pobres seriam os mais prejudicados com qualquer iniciativa nesse campo. Ledo engano: as catástrofes naturais, em qualquer parte do mundo, prejudicam mais os pobres do que os ricos. Estes podem pagar mais caro por alimentos que desejam consumir ou pela água que precisam beber, e, certamente, não morreriam de fome ou sede por causa disso. O mesmo não aconteceria com os pobres. 
Há ONGs que trabalham ativamente em busca de soluções para as questões do ambiente. A ação da Igreja vai além delas: o que nos move é a consciência de que Deus nos deu o mundo para que seja o nosso grande lar. Por isso, nossa própria salvação depende de como assumimos a responsabilidade de cuidar desse lar, para que seja um ambiente para todos e para sempre. O nosso "domínio" sobre a terra (cf. Gn 2.15) deveria ser como o do nosso Pai celeste: providencial e cuidadoso. Portanto, é preciso guardar a natureza com respeito. Isso implica, entre outras coisas, um estilo de vida simples e sóbrio, que contribua para preservar o ambiente para as gerações futuras, que também terão o direito de ter boa saúde. 
Numa das muitas vezes em que o Papa Francisco abordou a questão do ambiente, ele observou: "Gostaria que todos nós assumíssemos seriamente o compromisso de respeitar e conservar a criação, de prestar atenção a cada pessoa, de contrastar a cultura do desperdício e do descarte, a fim de promover uma cultura da solidariedade e do encontro" (05.06.2013). As reflexões que sua nova encíclica trará deverão ser na linha deste seu pensamento.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Corpus Christi.

Posted by Gabriel Chalita on Quinta, 4 de junho de 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Entender e viver Corpus Christi

Padre Alberto Gambarini

A solenidade de Corpus Christi é a ocasião oportuna para de um modo público, em nossas praças e ruas, testemunhar a nossa fé na certeza da presença real de Jesus na Eucaristia.Esta maravilha tão sublime e elevada, através da qual o Senhor se doa em alimento e remédio,para quem o recebe com fé, aconteceu na Quinta feira Santa.

Neste dia, Jesus, deu aos apóstolos a grande missão de continuarem a celebrar a ceia através dos tempos, ordenando: “Fazei isto em memória de mim.” Ao dizer fazei isto, apontou para uma realidade forte. Quando se celebra a eucaristia, não se trata de uma recordação ou representação simbólica, mas um ato a cumprir. Deste modo, cremos, que depois do sacerdote ter invocado o Espírito Santo, e repetido as palavras do Senhor na última ceia, o pão e o vinho se tornam o Seu Corpo e Sangue.
No discurso do pão da vida, Jesus é muito claro a este respeito, ao afirmar em Jo 6,51: “E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”A cada missa acontece o maior de todos os milagres, e a mais importante de todas as aparições.O próprio Jesus se faz presente para encher com a sua glória e poder, o lugar onde se celebra a Eucaristia, como também a cada pessoa presente neste momento tão sagrado e sobrenatural.
De todos os sacramentos, a Eucaristia, é o mais comovente, porque é aqui que Jesus Cristo nos mergulha no amor da sua entrega total realizada na cruz. Em 1Pdr 2,24 lemos: “Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” A cada Eucaristia torna-se presente este efeito da cruz. São Paulo em 1Cor 11,24, revela importantes gestos e palavras de Jesus durante a ceia:“e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós…” Onde foi partido e entregue o Corpo de Cristo? Na cruz.
Em 1Cor 11,25 também esta revelado:“Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim.” Ao falar Nova Aliança, recorda a Antiga Aliança do passado onde existia o sacrifício de animais.Onde Jesus foi sacrificado e derramou o Seu sangue precioso? Na cruz. Por isso, a Eucaristia é a maior fonte de cura para todas as dimensões da nossa vida. São Pedro nos disse: por suas chagas fomos curados.
Quando participamos da santa missa, entramos em um mundo espiritual, que está fora do tempo material, e se transforma na melhor hora de Deus para a nossa vida. Não podemos esconder tão grande tesouro e fonte de milagres.
A missa de Corpus Christi, com a procissão e bênção, é uma oportunidade especial para avivar a nossa fé no amor de Deus. É Jesus em pessoa, que não fica restrito as paredes de uma igreja, mas que passa no meio do povo, e santifica nossas ruas com a sua presença. Jesus vivo vai passar próximo de você, coloque em ação o poder da fé,e com certeza você experimentará a bênção de Deus agindo em sua vida.

ORIGEM DA FESTA DE CORPUS CHRISTI
Sua origem esta ligada a dois fatos do século XIII:
– As revelações feitas a Santa Juliana de Liege, onde Nosso Senhor Jesus Cristo pedia uma festa pública dedicada a Eucaristia. Nesta época era sacerdote, nesta diocese da Bélgica, o futuro papa Urbano IV.
– o Milagre Eucarístico de Bolsena (Itália), acontecido em 1263
O sacerdote Pedro de Praga fazia uma peregrinação à Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina. Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse da sua mente as dúvidas sobre a Sua presença real na Eucaristia. Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o Corpo de Cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo). Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos.
O milagre foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. Imediatamente organiza uma procissão para levar o corporal do milagre à presença do papa.O Papa resolve ir ao encontro da procissão. Quando o bispo mostra o corporal manchado de sangue, o papa se ajoelha e diz: “Corpus Christi” (Corpo de Cristo)!”
Em 1264, o papa Urbano IV, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Nove ideias para rezar o terço quando está ocupado

Decidi que rezar o terço diariamente será uma prioridade na minha vida. Se você acha que não dispõe de 20 minutos para sentar e fazer orações a Maria, meditando sobre os mistérios da vida do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, eu encontrarei 20 minutos em sua ocupada agenda.


Leve em consideração que você não precisa rezar os 5 mistérios de forma contínua, pode dividi-los durante o dia; e não é preciso carregar um terço com você o tempo todo: para isso, você tem 10 dedos que poderão ajudá-lo.

A seguir, apresento 9 ocasiões perfeitamente apropriadas para que você reze o terço hoje, por mais ocupado que esteja o seu dia:

1. Enquanto você corre
Você costuma correr, fazer exercício físico? Então pode acompanhar sua atividade física rezando o terço, ao invés de só ouvir música. Na internet, é possível encontrar muitos podcasts e aplicativos que lhe permitem escutar e rezar enquanto você corre.

2. No carro
É impressionante como aprendi a rezar o terço enquanto vou de um lugar a outro, enquanto vou ao supermercado, ao posto de gasolina, levar meus filhos à escola ou rumo ao trabalho. Os trajetos de carro costumam durar mais que 20 minutos, então eu os aproveito ativamente. Uso um CD com o terço e o rezo enquanto ouço. Isso me faz sentir como se estivesse rezando em grupo.

3. Enquanto você limpa a casa
Reze enquanto você organiza sua mesa de trabalho, enquanto passa o aspirador na sua casa, lava louça ou realiza outros afazeres domésticos. Enquanto reza, pode interceder e abençoar, com sua oração, todos aqueles que se verão beneficiados pelos seus esforços por um lar mais limpo e organizado.

4. Enquanto você leva o cachorro para passear
Você leva o cachorro para passear diariamente? Aproveitar o tempo de passeio para rezar o terço é muito melhor que deixar sua mente vagando sem sentido. Mantenha-a centrada em Jesus e em Maria!

5. Depois do almoço
Tenha um momento de descanso diariamente após seu almoço e aproveite-o para silenciar seu interior e rezar o terço. Nos dias de sol, você pode fazer isso contemplando as maravilhas da natureza que Deus nos deu.

6. Caminhando em um passeio sozinho
Uma vez por semana, lembre-se de rezar o terço caminhando. Nesses momentos, vale a pena levar o terço e caminhar no ritmo da oração. Outras pessoas poderão ver você rezar, o que acaba sendo uma oportunidade de dar testemunho.

7. Antes de deitar para dormir
Este é um momento belíssimo para ter Jesus e Maria como últimos pensamentos em sua mente antes de dormir. O único risco é pegar no sono antes de terminar o terço inteiro. Concentre-se no amor que você tem a Nossa Senhora e a Jesus para manter-se acordado.

8. Na igreja
É muito poderoso rezar o terço na presença de Jesus sacramentado e junto a outras pessoas da sua paróquia. Tenha um encontro semanal com Jesus para visitá-lo no Santíssimo Sacramento e rezar o terço em adoração. Ou, se sua paróquia tem a prática do terço em grupo, una-se!

9. Enquanto você está esperando
Quantas vezes estamos esperando algo ou alguém ao longo do dia? Na fila do banco, do supermercado, no consultório médico, no ponto de ônibus... você pode rezar pelo menos uma dezena do terço cada vez que espera, e no final do dia terá rezado o terço inteiro.

O Espírito segue sendo derramado na Igreja, recorda o Papa no Regina Coeli

Fonte: pantokrator.org.br
Neste domingo, 24, Solenidade de Pentecostes, o Santo Padre pronunciou como habitualmente a sua catequese ressaltando na ocasião que todo Católico recebe o Espírito Santo e compartilha com os Apóstolos, que foram os primeiros a receber o Espírito, a missão de anunciar a todos a Ressurreição. O Papa também recordou a beatificação de Dom Romero, bispos martirizado em El Salvador e da Irmã Irene, religiosa italiana que dedicou sua vida aos pobres e necessitados no Quênia.

“O Livro dos Atos dos Apóstolos narra que cinquenta dias depois da Páscoa, na casa onde se encontravam os discípulos de Jesus, veio do céu um ruído, como o agitar-se de um vendaval impetuoso, e todos ficaram repletos do Espírito Santo. Os discípulos foram completamente transformados por essa efusão e o medo cedeu o lugar para a coragem, o fechamento para o anúncio e toda dúvida foi expulsa pela fé, cheia de amor. É o batismo da Igreja que começa assim o seu caminho na história, guiada pela força do Espírito Santo”, disse o Papa Francisco.

“Este evento, que mudou o coração e a vida dos Apóstolos e dos discípulos, se repercutiu fora do Cenáculo. Aquela porta que ficou fechada durante cinquenta dias se abriu plenamente e a primeira comunidade cristã, não mais fechada em si mesma, começa a falar às multidões de várias proveniências sobre as grandes coisas que Deus fez, ou seja, sobre a Ressurreição de Cristo que foi crucificado. Cada um dos presentes ouve os discípulos falar em sua própria língua. O dom do Espírito restabelece a harmonia das línguas que tinha sido perdida em Babel e prefigura a dimensão universal da missão dos Apóstolos. A Igreja nasce universal, una e católica, com uma identidade precisa, mas aberta, que abraça o mundo inteiro, sem excluir ninguém”, frisou o Santo Padre.

“Com o dia de Pentecostes, o Espírito Santo é derramado continuamente também hoje sobre a Igreja e sobre cada um de nós para sairmos de nossa mediocridade e de nossos fechamentos e comunicar ao mundo o amor misericordioso do Senhor. Esta é a nossa missão! Também nos foi dado como dom a língua do Evangelho e o fogo do Espírito Santo para proclamarmos Jesus ressuscitado, vivo e presente em nosso meio, aproximando os povos a Ele que é caminho, verdade e vida”, sublinhou Francisco.

“Confiemo-nos à materna intercessão de Maria, que estava presente como Mãe em meio aos discípulos no Cenáculo, para que o Espírito Santo desça abundantemente sobre a Igreja de nosso tempo, encha os corações de todos os fiéis e acenda neles o fogo de seu amor”, concluiu.

Após a oração do Regina Coeli, o Papa disse que acompanha com preocupação a situação dos numerosos deslocados no Golfo de Bengala e no Mar de Andaman.

“Exprimo o meu apreço pelos esforços realizados pelos países que acolheram essas pessoas que estão passando por grandes sofrimentos e perigos. Encorajo a comunidade internacional a prestar-lhes a assistência humanitária necessária.”

O Santo Padre recordou que neste sábado, 23 de maio, foram beatificados Dom Oscar Romero, em El Salvador, e Irmã Irene Stefani, no Quênia. O arcebispo de San Salvador foi assassinado por ódio à fé enquanto celebrava a Eucaristia.

“Este pastor zeloso, seguindo o exemplo de Jesus, escolheu estar no meio de seu povo, especialmente dos pobres e oprimidos, pagando com a sua vida. A religiosa irmã Irene, italiana das Missionárias da Consolata, serviu o povo queniano com alegria, misericórdia e terna compaixão. Que o exemplo heroico desses Beatos suscite em cada um de nós o desejo ardente de testemunhar o Evangelho com coragem e abnegação.”

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Papa recorda as três palavras-chave para a paz na família

Fonte: Comunidade Pantokrator
“Com licença, obrigado e desculpas”: estas foram as palavras-chave da catequese proferida nesta quarta-feira (13/05) pelo Papa Francisco, na audiência geral. Segundo explicou, suas reflexões semanais terão como fulcro, a partir de agora, a vida real, cotidiana das famílias, em cuja porta, elas devem estar escritas.

A Praça São Pedro, iluminada e aquecida pelo sol de primavera, ficou lotada pela multidão de fiéis e turistas que acolheram com carinho o Papa quando entrou para a habitual volta com o Papamóvel. Francisco se deteve em oração alguns instantes diante de uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Reflexões

Prosseguindo suas reflexões preparatórias para o Sínodo de outubro próximo, o Pontífice voltou sobre a questão da ‘boa educação’, lembrando que aquelas três palavras, que já citou outras vezes no passado, são simples, mas ao mesmo tempo difíceis de colocar na prática. E quando não são usadas, podem-se abrir ‘rachaduras’ que levam as famílias a ‘desmoronar’.

Mas o hábito de ser ‘bem educado’ não pode se traduzir apenas em formalismo, em aridez – ressalvou Francisco, lembrando o provérbio “Por trás das boas maneiras escondem-se maus hábitos” e citando “o diabo, que quando tentou Jesus, parecia um cavalheiro”.

A boa educação deve ser entendida nos seus termos autênticos: o estilo das relações deve ser profundamente radicado no amor do bem e no respeito do outro. A família vive da ‘fineza’ de se querer bem.

Três palavras

O Papa começou pela palavra ‘licença’, explicando que “entrar na vida do outro, mesmo que faça parte da nossa, requer a delicadeza de um comportamento não invasor.

“A intimidade não autoriza a dar tudo por certo. Quanto mais íntimo e profundo o amor, mais exige respeito da liberdade e a capacidade de aguardar que o outro abra as portas de seu coração”.

A segunda palavra, ‘obrigado’, nos lembra que na nossa civilização atual, a gentileza e a capacidade de agradecer são vistas às vezes como um sinal de fraqueza.

“Sejamos intransigentes na educação à gratidão: a dignidade da pessoa e a justiça social passam por aqui. Se a vida familiar subestima este estilo, a vida social também o perderá. A gratidão, para quem crê, está no coração da fé: um cristão que não sabe agradecer é alguém que esqueceu a linguagem de Deus”, repetiu duas vezes.

Improvisando, o Papa revelou ter conhecido uma senhora de muita ‘sabedoria’, que dizia que “a gratidão é uma planta que cresce somente na terra de pessoas de alma nobre”.

Enfim, o termo ‘desculpas’, palavra difícil, mas muito necessária, afirmou o Papa, mencionando a oração do Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

“Se não formos capazes de pedir desculpas, não seremos capazes de perdoar. Nas casas aonde não se pede desculpas, falta ar e feridas começam a se abrir. Também na vida de casal briga-se muitas vezes, mas o conselho do Papa é sempre o mesmo: nunca terminar o dia sem fazer as pazes, e para isso, é suficiente um pequeno gesto.. pode ser até um carinho, sem palavras…”.

Concluindo, Francisco reiterou que “estas três palavras são tão simples que até podem nos fazer sorrir… mas quando as esquecemos, não é muito engraçado”.

“Que o Senhor nos ajude a colocá-las no lugar certo, no nosso coração, em nossas casas e também na convivência civil”, completou, convidando a Praça a repetir com ele as três palavras-chave e a invocação de fazer as pazes com a família antes de ir dormir.

O Papa Francisco e o futuro da Igreja

Fonte: Blog Carmadélio
Kerry Weber, editora executiva da revista America, dos jesuítas dos EUA, autora do livro “Mercy in the City”
Não interessa se ele está vestindo um poncho, falando para o Congresso ou admitindo que é um pouco ludita, parece que não passa um dia sem que o Papa Francisco seja notícia. E não são apenas os católicos que parecem estar ligados em cada palavra do Santo Padre. Pessoas de todas as origens respeitam a preocupação do papa pelos pobres, sua sinceridade, sua alegria. Nós nunca sabemos a próxima coisa que o que o Papa Francisco vai fazer. E isso é exatamente o que é tão emocionante.
Francisco lembra-nos em ser abertos ao Deus das surpresas. E ele usa continuamente a atenção que lhe é dada para levar seus seguidores de volta a Cristo. Eu já ouvi histórias de muitos jovens católicos, que antes se sentiam alienados, agora reconsiderando a relação com a Igreja, graças ao exemplo de Francisco. Mas, embora Francisco possa tornar a Igreja mais convidativa, ele não é razão suficiente para fazer as pessoas permanecerem nela. Felizmente, há muitas boas razões se ter esperanças sobre o futuro da Igreja Católica, e muitas razões para que os jovens católicos permaneçam por aqui, mesmo depois que passar o frenesi sobre Francisco. Aqui estão apenas algumas:
Crescente ênfase sobre a natureza global da Igreja. Graças às maravilhas da Internet, é mais fácil do que nunca para os jovens se conectarem com pessoas ao redor do mundo, e queremos que a nossa Igreja reflita essa diversidade. Os 20 novos cardeais nomeados pelo Papa Francisco representam 18 países diferentes. O grupo é diversificado, o que esperamos possa ajudar a aumentar a conscientização sobre a grande variedade de desafios enfrentados pelos católicos em diferentes regiões do globo. Algumas vozes globais já estão ganhando proeminência: bispos africanos têm manifestado preocupação com temas que vão da pobreza à poligamia ao Boko Haram. E o cardeal Luis Tagle, das Filipinas, chamou atenção recentemente sobre as dificuldades enfrentadas por muitos trabalhadores nas Filipinas.
Parcerias mais fortes entre leigos e ordens religiosas. Muitas ordens religiosas estão formalmente colaborando com leigos e leigas, em um esforço para aumentar a consciência dos seus carismas. A organização “The Jesuit Collaborative”, em parte, promove programas de liderança e retiros para jovens que querem enriquecer-se com a espiritualidade inaciana.
As Irmãs da Misericórdia estabeleceram o ramo chamado “Mercy Associates” [Associados da Misericórdia], a qual faço parte. Isso significa que eu me comprometi a tentar viver os valores de seu ministério, oração e espiritualidade em minha própria vida de leiga. As Irmãs da Misericórdia trabalham em estreita colaboração com os Associados, e nos veem como parceiros na sua missão e ministério. Como muitos jovens continuam a procurar experiências significativas de vida em comunidade, essas parcerias podem oferecer uma constante conexão para uma comunidade de fé, mesmo quando nos mudamos de um lugar para outro, ajudando-nos a incorporar essa espiritualidade em nossas vidas cotidianas. 
Maior apoio para as mulheres em papéis de liderança da Igreja. Desde o Concílio Vaticano II, as mulheres têm atuado em um número sem precedentes de cargos de liderança na Igreja. Elas lideram paróquias, escolas, hospitais e agências de serviços sociais. Um grande número de mulheres são ministras leigas, profissionais e teólogas, e algumas ensinam em seminários católicos. O Papa Francisco está entre aqueles que pedem um papel maior para as mulheres, especialmente em locais de autoridade na Igreja. No entanto, a este respeito, pouco progresso tem sido feito, e o próprio Francisco usa frequentemente uma terminologia desanimadora quando fala das mulheres. E embora alguns católicos esperam por uma discussão mais aprofundada sobre a ordenação de mulheres ao sacerdócio,Francisco disse que a ordenação de mulheres “não é uma questão aberta à discussão”. No entanto, muitos católicos – homens e mulheres – sugeriram uma série de maneiras criativas de forma que as mulheres católicas possam ocupar posições na Igreja, como à frente de uma congregação ou concílio na Cúria Romana, servindo no corpo diplomático da Santa Sé.
Maiores esforços para ouvir. Os jovens católicos querem ser ouvidos; e eles têm ideias que vale a pena ouvir. Várias dioceses fizeram esforços deliberados para coletar as opiniões dos católicos em nível paroquial antes do Sínodo sobre a Família. 
Um chamado contínuo a amar. Muitos jovens encontram esperança no Papa Francisco, porque ele constantemente nos lembra aquilo que Cristo nos lembrou: Amar-nos uns aos outros. Quando as pessoas se preocupam com o futuro da Igreja, muitas vezes essas preocupações estão relacionadas com as coisas tangíveis, os edifícios, as escolas, os cheiros e os sinos da liturgia. E a Igreja, de fato, inclui essas coisas. Mas é muito fácil esquecer que a Igreja também existe em cada um de nós. Ela existe nos pais juntando os seus filhos para ir à missa. Ela existe no jovem que duvida de Deus. Ela existe no homem ajoelhado diante da Eucaristia. Ela existe nos voluntários que servem comida e conhecem os convidados pelo nome em sua cozinha comunitária. Ela existe nos avós que rezam terços para os seus netos, e nos netos correndo em círculos em torno de seus avós Ela existe no perdão dos sobreviventes do genocídio, pessoas que conheci em Ruanda, e nos homens que conheci quando trabalhei na Prisão de San Quentin. Ela existe entre as pessoas de todas as classes e raças, Ela não conhece fronteiras políticas ou pastorais. A Igreja vai para as periferias. Está nas periferias. E está no centro de tudo que fazemos.
A Igreja é imperfeita. Eu sou apaixonada pela Igreja, por isso sempre há a possibilidade de ela partir meu coração. E ela já fez isso com alguma frequência. Mas a minha vulnerabilidade, essa fragilidade, muitas vezes permite um ponto de entrada para o Espírito Santo. Embora pesquisa após pesquisa mostre que muitos jovens estão optando por deixar para trás essa coisa toda de religião, eu descobri que a melhor maneira para lidar com minhas frustrações com a Igreja é aprofundar a minha fé. E então, mais e mais, encontro um sinal de esperança, o Espírito que trabalha, fora de vista, mesmo quando a Igreja ou o mundo parece estagnado e imutável. Para muitos jovens, de fato, as lições que aprendemos com a Igreja Católica fundamentaram o nosso desejo de trabalhar contra as injustiças dentro dela. Eu me importo com essa bela, controversa, hierárquica, histórica, falha, inspirada, abençoada e dolorosamente lenta instituição. Eu não sei o que o futuro reserva para a Igreja. Mas perseverar na incerteza, com esperança, é exatamente o que significa ter fé.
A Igreja é guiada pelo Espírito. Assim, onde quer que a Igreja vá, eu vou com ela. E eu estou aqui por opção. Eu estou aqui porque acredito, e porque todos os dias tenho de enfrentar minha incredulidade. Nesse meio tempo, tudo o que podemos fazer é continuar a trabalhar conjuntamente para tentar construir o Reino de Deus porque acreditamos que o Espírito Santo vai continuar a guiar a Igreja em direção ao que é verdadeiro, bom e belo. Nós nunca sabemos o que o Espírito Santo vai fazer a seguir. E isso é exatamente o que é tão emocionante.