segunda-feira, 25 de maio de 2015

Nove ideias para rezar o terço quando está ocupado

Decidi que rezar o terço diariamente será uma prioridade na minha vida. Se você acha que não dispõe de 20 minutos para sentar e fazer orações a Maria, meditando sobre os mistérios da vida do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, eu encontrarei 20 minutos em sua ocupada agenda.


Leve em consideração que você não precisa rezar os 5 mistérios de forma contínua, pode dividi-los durante o dia; e não é preciso carregar um terço com você o tempo todo: para isso, você tem 10 dedos que poderão ajudá-lo.

A seguir, apresento 9 ocasiões perfeitamente apropriadas para que você reze o terço hoje, por mais ocupado que esteja o seu dia:

1. Enquanto você corre
Você costuma correr, fazer exercício físico? Então pode acompanhar sua atividade física rezando o terço, ao invés de só ouvir música. Na internet, é possível encontrar muitos podcasts e aplicativos que lhe permitem escutar e rezar enquanto você corre.

2. No carro
É impressionante como aprendi a rezar o terço enquanto vou de um lugar a outro, enquanto vou ao supermercado, ao posto de gasolina, levar meus filhos à escola ou rumo ao trabalho. Os trajetos de carro costumam durar mais que 20 minutos, então eu os aproveito ativamente. Uso um CD com o terço e o rezo enquanto ouço. Isso me faz sentir como se estivesse rezando em grupo.

3. Enquanto você limpa a casa
Reze enquanto você organiza sua mesa de trabalho, enquanto passa o aspirador na sua casa, lava louça ou realiza outros afazeres domésticos. Enquanto reza, pode interceder e abençoar, com sua oração, todos aqueles que se verão beneficiados pelos seus esforços por um lar mais limpo e organizado.

4. Enquanto você leva o cachorro para passear
Você leva o cachorro para passear diariamente? Aproveitar o tempo de passeio para rezar o terço é muito melhor que deixar sua mente vagando sem sentido. Mantenha-a centrada em Jesus e em Maria!

5. Depois do almoço
Tenha um momento de descanso diariamente após seu almoço e aproveite-o para silenciar seu interior e rezar o terço. Nos dias de sol, você pode fazer isso contemplando as maravilhas da natureza que Deus nos deu.

6. Caminhando em um passeio sozinho
Uma vez por semana, lembre-se de rezar o terço caminhando. Nesses momentos, vale a pena levar o terço e caminhar no ritmo da oração. Outras pessoas poderão ver você rezar, o que acaba sendo uma oportunidade de dar testemunho.

7. Antes de deitar para dormir
Este é um momento belíssimo para ter Jesus e Maria como últimos pensamentos em sua mente antes de dormir. O único risco é pegar no sono antes de terminar o terço inteiro. Concentre-se no amor que você tem a Nossa Senhora e a Jesus para manter-se acordado.

8. Na igreja
É muito poderoso rezar o terço na presença de Jesus sacramentado e junto a outras pessoas da sua paróquia. Tenha um encontro semanal com Jesus para visitá-lo no Santíssimo Sacramento e rezar o terço em adoração. Ou, se sua paróquia tem a prática do terço em grupo, una-se!

9. Enquanto você está esperando
Quantas vezes estamos esperando algo ou alguém ao longo do dia? Na fila do banco, do supermercado, no consultório médico, no ponto de ônibus... você pode rezar pelo menos uma dezena do terço cada vez que espera, e no final do dia terá rezado o terço inteiro.

O Espírito segue sendo derramado na Igreja, recorda o Papa no Regina Coeli

Fonte: pantokrator.org.br
Neste domingo, 24, Solenidade de Pentecostes, o Santo Padre pronunciou como habitualmente a sua catequese ressaltando na ocasião que todo Católico recebe o Espírito Santo e compartilha com os Apóstolos, que foram os primeiros a receber o Espírito, a missão de anunciar a todos a Ressurreição. O Papa também recordou a beatificação de Dom Romero, bispos martirizado em El Salvador e da Irmã Irene, religiosa italiana que dedicou sua vida aos pobres e necessitados no Quênia.

“O Livro dos Atos dos Apóstolos narra que cinquenta dias depois da Páscoa, na casa onde se encontravam os discípulos de Jesus, veio do céu um ruído, como o agitar-se de um vendaval impetuoso, e todos ficaram repletos do Espírito Santo. Os discípulos foram completamente transformados por essa efusão e o medo cedeu o lugar para a coragem, o fechamento para o anúncio e toda dúvida foi expulsa pela fé, cheia de amor. É o batismo da Igreja que começa assim o seu caminho na história, guiada pela força do Espírito Santo”, disse o Papa Francisco.

“Este evento, que mudou o coração e a vida dos Apóstolos e dos discípulos, se repercutiu fora do Cenáculo. Aquela porta que ficou fechada durante cinquenta dias se abriu plenamente e a primeira comunidade cristã, não mais fechada em si mesma, começa a falar às multidões de várias proveniências sobre as grandes coisas que Deus fez, ou seja, sobre a Ressurreição de Cristo que foi crucificado. Cada um dos presentes ouve os discípulos falar em sua própria língua. O dom do Espírito restabelece a harmonia das línguas que tinha sido perdida em Babel e prefigura a dimensão universal da missão dos Apóstolos. A Igreja nasce universal, una e católica, com uma identidade precisa, mas aberta, que abraça o mundo inteiro, sem excluir ninguém”, frisou o Santo Padre.

“Com o dia de Pentecostes, o Espírito Santo é derramado continuamente também hoje sobre a Igreja e sobre cada um de nós para sairmos de nossa mediocridade e de nossos fechamentos e comunicar ao mundo o amor misericordioso do Senhor. Esta é a nossa missão! Também nos foi dado como dom a língua do Evangelho e o fogo do Espírito Santo para proclamarmos Jesus ressuscitado, vivo e presente em nosso meio, aproximando os povos a Ele que é caminho, verdade e vida”, sublinhou Francisco.

“Confiemo-nos à materna intercessão de Maria, que estava presente como Mãe em meio aos discípulos no Cenáculo, para que o Espírito Santo desça abundantemente sobre a Igreja de nosso tempo, encha os corações de todos os fiéis e acenda neles o fogo de seu amor”, concluiu.

Após a oração do Regina Coeli, o Papa disse que acompanha com preocupação a situação dos numerosos deslocados no Golfo de Bengala e no Mar de Andaman.

“Exprimo o meu apreço pelos esforços realizados pelos países que acolheram essas pessoas que estão passando por grandes sofrimentos e perigos. Encorajo a comunidade internacional a prestar-lhes a assistência humanitária necessária.”

O Santo Padre recordou que neste sábado, 23 de maio, foram beatificados Dom Oscar Romero, em El Salvador, e Irmã Irene Stefani, no Quênia. O arcebispo de San Salvador foi assassinado por ódio à fé enquanto celebrava a Eucaristia.

“Este pastor zeloso, seguindo o exemplo de Jesus, escolheu estar no meio de seu povo, especialmente dos pobres e oprimidos, pagando com a sua vida. A religiosa irmã Irene, italiana das Missionárias da Consolata, serviu o povo queniano com alegria, misericórdia e terna compaixão. Que o exemplo heroico desses Beatos suscite em cada um de nós o desejo ardente de testemunhar o Evangelho com coragem e abnegação.”

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Papa recorda as três palavras-chave para a paz na família

Fonte: Comunidade Pantokrator
“Com licença, obrigado e desculpas”: estas foram as palavras-chave da catequese proferida nesta quarta-feira (13/05) pelo Papa Francisco, na audiência geral. Segundo explicou, suas reflexões semanais terão como fulcro, a partir de agora, a vida real, cotidiana das famílias, em cuja porta, elas devem estar escritas.

A Praça São Pedro, iluminada e aquecida pelo sol de primavera, ficou lotada pela multidão de fiéis e turistas que acolheram com carinho o Papa quando entrou para a habitual volta com o Papamóvel. Francisco se deteve em oração alguns instantes diante de uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Reflexões

Prosseguindo suas reflexões preparatórias para o Sínodo de outubro próximo, o Pontífice voltou sobre a questão da ‘boa educação’, lembrando que aquelas três palavras, que já citou outras vezes no passado, são simples, mas ao mesmo tempo difíceis de colocar na prática. E quando não são usadas, podem-se abrir ‘rachaduras’ que levam as famílias a ‘desmoronar’.

Mas o hábito de ser ‘bem educado’ não pode se traduzir apenas em formalismo, em aridez – ressalvou Francisco, lembrando o provérbio “Por trás das boas maneiras escondem-se maus hábitos” e citando “o diabo, que quando tentou Jesus, parecia um cavalheiro”.

A boa educação deve ser entendida nos seus termos autênticos: o estilo das relações deve ser profundamente radicado no amor do bem e no respeito do outro. A família vive da ‘fineza’ de se querer bem.

Três palavras

O Papa começou pela palavra ‘licença’, explicando que “entrar na vida do outro, mesmo que faça parte da nossa, requer a delicadeza de um comportamento não invasor.

“A intimidade não autoriza a dar tudo por certo. Quanto mais íntimo e profundo o amor, mais exige respeito da liberdade e a capacidade de aguardar que o outro abra as portas de seu coração”.

A segunda palavra, ‘obrigado’, nos lembra que na nossa civilização atual, a gentileza e a capacidade de agradecer são vistas às vezes como um sinal de fraqueza.

“Sejamos intransigentes na educação à gratidão: a dignidade da pessoa e a justiça social passam por aqui. Se a vida familiar subestima este estilo, a vida social também o perderá. A gratidão, para quem crê, está no coração da fé: um cristão que não sabe agradecer é alguém que esqueceu a linguagem de Deus”, repetiu duas vezes.

Improvisando, o Papa revelou ter conhecido uma senhora de muita ‘sabedoria’, que dizia que “a gratidão é uma planta que cresce somente na terra de pessoas de alma nobre”.

Enfim, o termo ‘desculpas’, palavra difícil, mas muito necessária, afirmou o Papa, mencionando a oração do Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

“Se não formos capazes de pedir desculpas, não seremos capazes de perdoar. Nas casas aonde não se pede desculpas, falta ar e feridas começam a se abrir. Também na vida de casal briga-se muitas vezes, mas o conselho do Papa é sempre o mesmo: nunca terminar o dia sem fazer as pazes, e para isso, é suficiente um pequeno gesto.. pode ser até um carinho, sem palavras…”.

Concluindo, Francisco reiterou que “estas três palavras são tão simples que até podem nos fazer sorrir… mas quando as esquecemos, não é muito engraçado”.

“Que o Senhor nos ajude a colocá-las no lugar certo, no nosso coração, em nossas casas e também na convivência civil”, completou, convidando a Praça a repetir com ele as três palavras-chave e a invocação de fazer as pazes com a família antes de ir dormir.

O Papa Francisco e o futuro da Igreja

Fonte: Blog Carmadélio
Kerry Weber, editora executiva da revista America, dos jesuítas dos EUA, autora do livro “Mercy in the City”
Não interessa se ele está vestindo um poncho, falando para o Congresso ou admitindo que é um pouco ludita, parece que não passa um dia sem que o Papa Francisco seja notícia. E não são apenas os católicos que parecem estar ligados em cada palavra do Santo Padre. Pessoas de todas as origens respeitam a preocupação do papa pelos pobres, sua sinceridade, sua alegria. Nós nunca sabemos a próxima coisa que o que o Papa Francisco vai fazer. E isso é exatamente o que é tão emocionante.
Francisco lembra-nos em ser abertos ao Deus das surpresas. E ele usa continuamente a atenção que lhe é dada para levar seus seguidores de volta a Cristo. Eu já ouvi histórias de muitos jovens católicos, que antes se sentiam alienados, agora reconsiderando a relação com a Igreja, graças ao exemplo de Francisco. Mas, embora Francisco possa tornar a Igreja mais convidativa, ele não é razão suficiente para fazer as pessoas permanecerem nela. Felizmente, há muitas boas razões se ter esperanças sobre o futuro da Igreja Católica, e muitas razões para que os jovens católicos permaneçam por aqui, mesmo depois que passar o frenesi sobre Francisco. Aqui estão apenas algumas:
Crescente ênfase sobre a natureza global da Igreja. Graças às maravilhas da Internet, é mais fácil do que nunca para os jovens se conectarem com pessoas ao redor do mundo, e queremos que a nossa Igreja reflita essa diversidade. Os 20 novos cardeais nomeados pelo Papa Francisco representam 18 países diferentes. O grupo é diversificado, o que esperamos possa ajudar a aumentar a conscientização sobre a grande variedade de desafios enfrentados pelos católicos em diferentes regiões do globo. Algumas vozes globais já estão ganhando proeminência: bispos africanos têm manifestado preocupação com temas que vão da pobreza à poligamia ao Boko Haram. E o cardeal Luis Tagle, das Filipinas, chamou atenção recentemente sobre as dificuldades enfrentadas por muitos trabalhadores nas Filipinas.
Parcerias mais fortes entre leigos e ordens religiosas. Muitas ordens religiosas estão formalmente colaborando com leigos e leigas, em um esforço para aumentar a consciência dos seus carismas. A organização “The Jesuit Collaborative”, em parte, promove programas de liderança e retiros para jovens que querem enriquecer-se com a espiritualidade inaciana.
As Irmãs da Misericórdia estabeleceram o ramo chamado “Mercy Associates” [Associados da Misericórdia], a qual faço parte. Isso significa que eu me comprometi a tentar viver os valores de seu ministério, oração e espiritualidade em minha própria vida de leiga. As Irmãs da Misericórdia trabalham em estreita colaboração com os Associados, e nos veem como parceiros na sua missão e ministério. Como muitos jovens continuam a procurar experiências significativas de vida em comunidade, essas parcerias podem oferecer uma constante conexão para uma comunidade de fé, mesmo quando nos mudamos de um lugar para outro, ajudando-nos a incorporar essa espiritualidade em nossas vidas cotidianas. 
Maior apoio para as mulheres em papéis de liderança da Igreja. Desde o Concílio Vaticano II, as mulheres têm atuado em um número sem precedentes de cargos de liderança na Igreja. Elas lideram paróquias, escolas, hospitais e agências de serviços sociais. Um grande número de mulheres são ministras leigas, profissionais e teólogas, e algumas ensinam em seminários católicos. O Papa Francisco está entre aqueles que pedem um papel maior para as mulheres, especialmente em locais de autoridade na Igreja. No entanto, a este respeito, pouco progresso tem sido feito, e o próprio Francisco usa frequentemente uma terminologia desanimadora quando fala das mulheres. E embora alguns católicos esperam por uma discussão mais aprofundada sobre a ordenação de mulheres ao sacerdócio,Francisco disse que a ordenação de mulheres “não é uma questão aberta à discussão”. No entanto, muitos católicos – homens e mulheres – sugeriram uma série de maneiras criativas de forma que as mulheres católicas possam ocupar posições na Igreja, como à frente de uma congregação ou concílio na Cúria Romana, servindo no corpo diplomático da Santa Sé.
Maiores esforços para ouvir. Os jovens católicos querem ser ouvidos; e eles têm ideias que vale a pena ouvir. Várias dioceses fizeram esforços deliberados para coletar as opiniões dos católicos em nível paroquial antes do Sínodo sobre a Família. 
Um chamado contínuo a amar. Muitos jovens encontram esperança no Papa Francisco, porque ele constantemente nos lembra aquilo que Cristo nos lembrou: Amar-nos uns aos outros. Quando as pessoas se preocupam com o futuro da Igreja, muitas vezes essas preocupações estão relacionadas com as coisas tangíveis, os edifícios, as escolas, os cheiros e os sinos da liturgia. E a Igreja, de fato, inclui essas coisas. Mas é muito fácil esquecer que a Igreja também existe em cada um de nós. Ela existe nos pais juntando os seus filhos para ir à missa. Ela existe no jovem que duvida de Deus. Ela existe no homem ajoelhado diante da Eucaristia. Ela existe nos voluntários que servem comida e conhecem os convidados pelo nome em sua cozinha comunitária. Ela existe nos avós que rezam terços para os seus netos, e nos netos correndo em círculos em torno de seus avós Ela existe no perdão dos sobreviventes do genocídio, pessoas que conheci em Ruanda, e nos homens que conheci quando trabalhei na Prisão de San Quentin. Ela existe entre as pessoas de todas as classes e raças, Ela não conhece fronteiras políticas ou pastorais. A Igreja vai para as periferias. Está nas periferias. E está no centro de tudo que fazemos.
A Igreja é imperfeita. Eu sou apaixonada pela Igreja, por isso sempre há a possibilidade de ela partir meu coração. E ela já fez isso com alguma frequência. Mas a minha vulnerabilidade, essa fragilidade, muitas vezes permite um ponto de entrada para o Espírito Santo. Embora pesquisa após pesquisa mostre que muitos jovens estão optando por deixar para trás essa coisa toda de religião, eu descobri que a melhor maneira para lidar com minhas frustrações com a Igreja é aprofundar a minha fé. E então, mais e mais, encontro um sinal de esperança, o Espírito que trabalha, fora de vista, mesmo quando a Igreja ou o mundo parece estagnado e imutável. Para muitos jovens, de fato, as lições que aprendemos com a Igreja Católica fundamentaram o nosso desejo de trabalhar contra as injustiças dentro dela. Eu me importo com essa bela, controversa, hierárquica, histórica, falha, inspirada, abençoada e dolorosamente lenta instituição. Eu não sei o que o futuro reserva para a Igreja. Mas perseverar na incerteza, com esperança, é exatamente o que significa ter fé.
A Igreja é guiada pelo Espírito. Assim, onde quer que a Igreja vá, eu vou com ela. E eu estou aqui por opção. Eu estou aqui porque acredito, e porque todos os dias tenho de enfrentar minha incredulidade. Nesse meio tempo, tudo o que podemos fazer é continuar a trabalhar conjuntamente para tentar construir o Reino de Deus porque acreditamos que o Espírito Santo vai continuar a guiar a Igreja em direção ao que é verdadeiro, bom e belo. Nós nunca sabemos o que o Espírito Santo vai fazer a seguir. E isso é exatamente o que é tão emocionante.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Por que maio é o mês de Maria?

Fonte: Aletéia

No mês de maio, milhões de pessoas participam de romarias e peregrinações a santuários marianos, fazem orações especiais a Maria e lhe oferecem presentes, tanto espirituais quanto materiais.

Dedicar o mês de maio – também chamado de "mês das flores" no hemisfério norte – a Maria é uma devoção arraigada há séculos. Com sua poesia "Ben vennas Mayo", das Cantigas de Santa Maria, Afonso X o Sábio nos revela que esta tradição já existia na Idade Média.

A Igreja sempre incentivou tal devoção, por exemplo concedendo indulgências plenárias especiais e com referências em alguns documentos do Magistério, como a encíclica "Mense Maio", de Paulo Vi, em 1965.

"O mês de maio nos estimula a pensar e a falar de modo particular dEla – constatou João Paulo II em uma audiência geral, ao começar o mês de maio em 1979. De fato, este é o seu mês. Assim, o período do ano litúrgico [Ressurreição] e ao mesmo tempo o mês corrente, chamam e convidam os nossos corações a abrirem-se de maneira singular para Maria."

Mas, por que existe este mês, se outros contêm festas litúrgicas mais destacadas dedicadas a Maria? O beato cardeal John Henry Newman oferece várias razões em seu livro póstumo "Meditações e devoções".

"A primeira razão é porque é o tempo em que a terra faz surgir a terna folhagem e os verdes pastos, depois do frio e da neve do inverno, da cruel atmosfera, do vento selvagem e das chuvas da primavera", escreve de um país do hemisfério norte.

"Porque os dias se tornam longos, o sol nasce cedo e se põe tarde – acrescenta. Porque semelhante alegria e júbilo externo da natureza são os melhores acompanhantes da nossa devoção Àquela que é a Rosa Mística e a Casa de Deus."

"Ninguém pode negar que este seja pelo menos o mês da promessa e da esperança – continua. Ainda que o tempo não seja favorável, é o mês que dá início e é prelúdio do verão."

"Maio é o mês, se não da consumação, pelo menos da promessa, e não é este o sentido no qual mais propriamente recordamos a Santíssima Virgem Maria, a quem dedicamos o mês?", pergunta em sua obra, publicada em 1893.

Alguns autores, como Vittorio Messori, veem nesta manifestação da religiosidade popular uma cristianização de uma celebração pagã: a dedicação do mês de maio às deusas da fecundidade – na Grécia, Artemisa; em Roma, Flora. De fato, maio deve seu nome à deusa da primavera Maia.

Além disso, em muitos países, durante o mês de maio, comemora-se o Dia das Mães, e a lembrança se dirige também à nossa Mãe do céu.

Para muitos, maio é o mês mais bonito, como Maria é a mulher mais bela; o mês mais florido que conduz o coração até Ela, uma Palavra feita flor.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Santa Catarina de Sena


Fonte: Paulinas

Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo.


Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população européia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.
Permalink: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=santo&id=203#ixzz3Yj9Pd25d
 

Surge uma nova rede social para os católicos brasileiros e de língua portuguesa: a "areacatolica"

Fote: Zenit

O lançamento oficial será uma grande celebração com o Cardeal Dom Orani João Tempesta rezando o Regina Coeli junto com vários jovens no Cristo Redentor neste sábado, dia 2, às 12h.

Ganhador em primeiro lugar no prêmio Top Blog 2013/2014, na categoria de religião, o blog O Catequista, criado pelo carioca Alexandre Varela, agora chega com uma iniciativa nova: uma rede social destinada a todos os católicos brasileiros e de língua portuguesa, a Areacatolica.

O projeto, que será lançado oficialmente pelo Cardeal Dom Orani João Tempesta, no próximo dia 2 de Maio, no Cristo Redentor, tem como objetivo tornar-se o “maior projeto católico da internet”, como relata Alexandre.

Oficialmente já conta com o apoio da agência de notícias ZENIT e do Cardeal Dom Orani João Tempesta que apadrinhou o projeto e “imediatamente enxergou o imenso potencial de comunicação que uma ferramenta destas traz e embarcou no projeto, junto com a Arquidiocese do Rio”

A AreaCatolica, há poucas horas de estar no ar, já conta com quase 2 mil perfis – antes mesmo do seu lançamento oficial do sábado - e está destinada “a todo o nosso povo católico e também aos não católicos que tenham respeito pela nossa Igreja, pela nossa Doutrina e queiram conhecer mais sobre o nosso povo”.

Para criar o próprio perfil o endereço é areacatolica.com. Acompanhe abaixo a entrevista que Alexandre Varela concedeu hoje a ZENIT.

ZENIT: Alexandre, como surgiu a ideia do “areacatólica”?
Alexandre Varela: A ideia de uma rede social católica é um pensamento que já vem amadurecendo há uns dois anos. Queríamos ter uma maneira de conseguir reunir os católicos e potencializar conexões e ações conjuntas. Queríamos "virtualizar" aquele ambiente fantástico da Praia de Copacabana durante a JMJ Rio 2013. A AreaCatolica é uma filial da Praia Fidei!

E essa é uma grande oportunidade para botar em prática o pedido do Papa Francisco durante a Missa de Envio da Jornada: "Sejam Revolucionários!". Uma rede social que congregue os católicos potencializa isso: uma grande revolução no jeito católico de se expressar na internet. Acho que, com este projeto, rompemos uma grande fronteira e fincamos nossa bandeira também nesses novos ambientes.

ZENIT: Como você definiria o “areacatólica”? Uma rede social?
Alexandre Varela: É uma rede social, com tudo que todas as outras têm, mas com um grande diferencial: ela oferece conteúdo relevante e verdadeiramente católico e permite criar novas conexões entre católicos, o que certamente cria um enorme potencial para ações conjuntas e missionárias, além de permitir uma liberdade de expressão muito maior, livre do patrulhamento politicamente correto.

Não temos a pretensão de concorrer com o Facebook, ao contrário, somos complementares! Tanto que você consegue entrar na rede com o usuário do Facebook e consegue convidar seus amigos de lá. Enquanto eles são uma rede social aberta, a AreaCatolica é onde realmente estão os seus iguais. O Facebook é como andar na rua e, de vez em quando, cruzar com alguém que torce pro mesmo time que você. É legal, mas não se compara a sensação de ir a um estádio lotado e cantar junto com a sua torcida. A AreaCatolica é esse estádio lotado!

ZENIT: Então é um espaço de maior liberdade para os católicos se expressarem? Como assim?
Alexandre Varela: Hoje qualquer comentário ou post em redes sociais é passível de "denúncia" e isso é muito bom. O problema é que nos últimos tempos as pessoas têm sido punidas apenas por manifestar pensamentos diferentes do politicamente correto. E os católicos, sempre, sofrem muito com isso. Na AreaCatolica, vamos obviamente ficar de olho nos abusos, mas respeitaremos todas as opiniões e não haverá patrulhamento ideológico. Lá, você vai ser livre pra ser católico!

ZENIT: Ouvi dizer que o Cardeal Dom Orani apoia o projeto. O que ele fala desse projeto?
Alexandre Varela: Dom Orani apadrinhou o projeto e está nos apoiando de uma maneira incrível! É um cardeal aberto à novidades e tem um carinho muito grande pela juventude, que são os maiores usuários de redes sociais hoje. Quando apresentamos a AreaCatolica, ele imediatamente enxergou o imenso potencial de comunicação que uma ferramenta destas traz e embarcou no projeto, junto com a Arquidiocese do Rio.

ZENIT: A quem está destinado?
Alexandre Varela: A todo o nosso povo católico e também aos não católicos que tenham respeito pela nossa Igreja, pela nossa Doutrina e queiram conhecer mais sobre o nosso povo. 

Claro que os jovens são sempre os maiores interessados nas redes sociais e vão com certeza achar um ambiente extremamente interessante e, garanto, muito mais sadio do que em qualquer outra rede social. Acho que todas as famílias deveriam incentivar seus jovens a estarem na AreaCatolica!

ZENIT: Quando será o lançamento oficial e como?
Alexandre Varela: O lançamento oficial será uma grande celebração com o Cardeal Dom Orani João Tempesta rezando o Regina Coeli junto com vários jovens no Cristo Redentor neste sábado, dia 2, às 12h. Quem estiver no Rio de Janeiro já está convidado para celebrar conosco esse grande marco na Cultura do Encontro!

sábado, 18 de abril de 2015

Sacerdote para sempre

Fonte: ACI Digital

Seminarista com câncer terminal foi ordenado sacerdote

No final da tarde da terça-feira passada, o Papa Francisco telefonou para o seminarista Salvatore Mellone e lhe disse: “Salvatore, eu estou contigo. Serás ordenado e celebrarás Missa”. Doente terminal, ele teve seu sonho realizado: nesta última quinta-feira foi ordenado sacerdote, e enviou a sua primeira bênção ao Santo Padre.
“Descenda sobre o Papa Francisco a bênção de Deus Onipotente, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém”, estas foram as palavras do neossacerdote ao concluir a cerimônia que realizou na paróquia do Sagrado Crucifixo, presidida pelo Arcebispo de Trani-Barletta, Dom Giovanni Battista Pichierri.
Apesar do seu estado de saúde, o Pe. Salvatore, de 38 anos, prostrou-se no chão durante a cerimônia, à qual assistiram –comovidos-, os familiares mais próximos, os pais, a irmã e a avó e seus amigos do seminário. Quando lhe perguntaram se queria ser ordenado, respondeu: “Quero, com a ajuda de Deus”.
Em suas primeiras palavras, o Pe. Salvatore agradeceu o apoio da sua família e dos seus amigos, que durante estes anos se converteram em irmãos (…) Agradeço também a todos os médicos e enfermeiros por seu coração de samaritanos e a todos os doentes e aqueles que sofrem, es que nestes meses de luta extenuante contra a doença que padeço. Foram e serão meus evangelizadores”.
Nesse sentido, também mencionou seu chamado a evangelizar as pessoas que sofrem: “Quando Jesus Cristo disse ‘saia ao encontro deles’, eu procuro ir aos lugares onde estão as pessoas que sofrem, pois necessitam serem vistas, necessitam de ser acariciadas, necessitam conhecer e descobrir o sentido de uma vida plena, pura, ressuscitada na caridade, e afirmou com São Paulo: “estou convencido de que nem na morte, nem na vida (…) nenhuma criatura poderá separar-nos do amor de Deus que se manifesta em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

“Levar a estola com Cristo”

Salvatore Mellone –que trabalhava como jornalista- concluiu seu discernimento vocacional em junho do ano passado, mas começou a perceber alguns problemas de saúde e os médicos diagnosticaram câncer no esôfago.
No início deste ano a sua saúde piorou e Mellone expressou seu desejo de ser ordenado. Depois de uma cuidadosa avaliação, Dom Pichierri recebeu a autorização da Congregação do Clero para ordená-lo diácono e sacerdote.
“Hoje sinto que Cristo me carregou nos seus ombros; e como sacerdote levarei esta estola com Cristo, para a salvação do mundo... Celebrar por uma única vez a Eucaristia seria para mim a participação do sacerdócio real de Cristo”, seria a realização do plano de Deus na minha vida”, comentou antes de sua ordenação presbiteral.

Papa Francisco convoca Ano Santo da Misericórdia

Por Equipe Christo Nihil Praeponere 

Site Padre Paulo Ricardo

“Somos chamados a viver de misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia para conosco”, diz o Papa

Durante a celebração das Primeiras Vésperas do Domingo da Misericórdia, no último sábado (11), o Papa Francisco convocou oficialmente o Jubileu extraordinário da Misericórdia, a iniciar-se no próximo dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição. Na bula Misericordiae Vultus (“O rosto da misericórdia”), o Santo Padre explica por que decidiu proclamar este Ano Santo e indica os passos para vivê-lo com fruto.
A data escolhida por Francisco para iniciar o Jubileu é significativa. Em primeiro lugar, aponta para a experiência de misericórdia vivida por Maria Santíssima. “Depois do pecado de Adão e Eva, Deus não quis deixar a humanidade sozinha e à mercê do mal. Por isso, pensou e quis Maria santa e imaculada no amor, para que Se tornasse a Mãe do Redentor do homem”, disse o Papa. “Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa.”
O dia 8 de dezembro de 2015 também marca os 50 anos de encerramento do Concílio Vaticano II. O Papa Francisco assinalou este evento como “uma nova etapa na evangelização de sempre” e, citando São João XXIII e o Beato Paulo VI, ressaltou o primado da misericórdia na vida da Igreja.
Francisco também citou a doutrina perene de Santo Tomás de Aquino, para quem “é próprio de Deus usar de misericórdia e, nisto, se manifesta de modo especial a sua onipotência” . Em seguida, expôs o significado de seu lema episcopal: Miserando atque eligendo. De autoria de São Beda, o Venerável, a frase faz referência à vocação do apóstolo São Mateus. “Ao passar diante do posto de cobrança dos impostos, os olhos de Jesus fixaram-se nos de Mateus”. Ao mesmo tempo em que penetrou o coração do discípulo com aquele “olhar cheio de misericórdia” (miserando), o Senhor “escolheu-o (eligendo), a ele pecador e publicano, para se tornar um dos Doze”.
O Santo Padre estabeleceu como lema do Ano Santo a exortação de Jesus: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36), assinalando a virtude da misericórdia como um “critério para individuar quem são os seus verdadeiros filhos”. “Somos chamados a viver de misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia para conosco“, ensinou.
Ao indicar o caminho para praticar essa virtude, o Papa pediu aos fiéis que ficassem atentos à voz de Deus. “O imperativo de Jesus é dirigido a quantos ouvem a sua voz. Portanto, para ser capazes de misericórdia, devemos primeiro pôr-nos à escuta da Palavra de Deus. Isso significa recuperar o valor do silêncio, para meditar a Palavra que nos é dirigida“.
Sua Santidade também pediu que se redescubram as obras de misericórdia. “É meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual“. Comuns na catequese tradicional da Igreja, as obras de misericórdia corporal são: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos e enterrar os mortos. As de misericórdia espiritual, por sua vez, são: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas e rezar a Deus pelos vivos e defuntos.
O Papa Francisco também pediu que, no Ano Santo, se dê atenção especial ao sacramento da Confissão. “Ponhamos novamente no centro o sacramento da Reconciliação, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia“. Ele destacou a experiência daqueles que se aproximam do Sacramento da Penitência e “reencontram o caminho para voltar ao Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da sua vida”.
Ao fim de sua carta apostólica, o Papa Francisco chamou à conversão todos os que se encontram afastados da Igreja. “O meu convite à conversão dirige-se, com insistência ainda maior, àquelas pessoas que estão longe da graça de Deus pela sua conduta de vida”, disse. “A todos, crentes e afastados, possa chegar o bálsamo da misericórdia como sinal do Reino de Deus já presente no meio de nós”.

sábado, 11 de abril de 2015

Domingo da Misericórdia

No segundo domingo da Páscoa, conhecido também como “Domingo Branco”, muitas pessoas recordam o dia da sua Primeira Comunhão, ou da sua Comunhão Solene. Isso porque, em anos idos, era neste dia que se celebrava, preferencialmente, a primeira comunhão das crianças. Era uma bonita forma ligar a Eucaristia à Páscoa, completando, desta forma a alegria pela ressurreição de Jesus.
Também no segundo domingo da Páscoa a Igreja celebra a Misericórdia Divina, convidando-nos a nos aproximarmos de Deus sem medo de sermos menosprezados ou rejeitados. É um ensino bastante diferente daquilo que muitos de nós aprendemos na infância, quando éramos alertados a ter medo de Deus porque Ele nos iria castigar pelos pecados cometidos. Aliás, ainda hoje é comum escutar a afirmação de que “Deus não mata, mas castiga”.
A motivação para colocar o segundo domingo da Páscoa como o Domingo da Divina Misericórdia, encontra amparo na consciência de que “foi na ressurreição que o Filho de Deus experimentou de modo radical a misericórdia do Pai, que é mais forte do que a morte” (João Paulo II, Carta Encíclica Dives in Misericordia). Depois de ter passado pela dor do abandono e pela morte na cruz, “Cristo revelou o Deus do amor misericordioso, precisamente porque aceitou a Cruz como caminho para a ressurreição”. A experiência que o próprio Cristo fez da misericórdia do Pai, levou-o a nos ensinar que Deus é Pai de Misericórdia, que vai ao encontro do filho que o havia abandonado cobrindo-o de beijos, conforme nos ensina a parábola do Pai de Misericórdia, também conhecida como Parábola do Filho Pródigo (Lc 15,11-32).
Enquanto nos debruçamos sobre a misericórdia divina, somos também desafiados a fazermos da misericórdia uma das nossas virtudes cotidianas. João Paulo II dizia que “a mentalidade contemporânea tende a tirar do coração humano a ideia da misericórdia”. Em seu lugar, prefere a palavra “justiça”, que muitas vezes é usada como sinônimo de “vingança”. É o que se percebe em algumas manifestações populares onde a racionalidade cede lugar ao ódio.
João Paulo II prega que “o amor se transforma em misericórdia quando vai além da norma exata da justiça; norma precisa e, muitas vezes, por demais restrita”. É o que Jesus propõe ao dizer que são “felizes os misericordiosos” porque também eles “encontrarão misericórdia” (Mt 5,7).
Faço votos que nos abramos à misericórdia de Deus e acolhamos o dom da paz que nos é almejado pelo Ressuscitado. Ao mesmo tempo convido a nos empenharmos a também sermos misericordiosos e promotores da paz.