sábado, 3 de setembro de 2016

Deus fala através da Bíblia

Fonte: Comunidade Shalom

Por sua misericórdia, Deus nos revela o caminho a seguir, por sua Palavra viva nos guia e alimenta a nossa união como filhos muito amados que somos. Deixa-nos escrito, por mãos humanas, à luz do Espírito Santo, a caminhada do seu povo até a plena Salvação: Jesus. “Toda a Escritura divina é o único livro, e este livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo” (Catecismo, 134).

Para tornar a Palavra de Deus viva e atual em nossa vida é preciso que Cristo, pela ação do Espírito Santo, nos ilumine a compreensão da Escritura (Lc 24,45). Não podemos pegar a Escritura para ler como um livro de análise de seus diversos gêneros literários e contextos culturais e sociais, pois mais do que um texto materialmente rico, ela é a voz de Deus ontem, hoje e sempre. É preciso ler cuidadosamente, meditar (escutar), dialogar com Deus(orar) e acolher o Deus revelado (calar, adorar e entregar-se inteiramente a Ele). A leitura da Bíblia deve ser sempre orante, jamais mecânica e vazia, jamais para cumprir uma obrigação ou para procurar algo que nem ao menos se sabe o que é.

Para a interpretação da Bíblia conforme o Espírito Santo a inspirou, há três critérios segundo o Concílio Vaticano II (Catecismo 112-114):

1º. “Prestar muita atenção ‘ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira’.”

2º. “Ler a Escritura dentro ‘da Tradição viva da Igreja inteira’.”

3º. “Estar atento à coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação”.

Sendo assim, não podemos interpretar a Escritura de modo descontextualizado ou ainda de acordo com nossos critérios e interesses próprios. A Bíblia é a Palavra de Deus, nunca poderá ser usada como instrumento de opressão e de discórdia. Afinal, Deus é Amor. Amor que se revela, cresce, norteia, morre, ressuscita e está conosco todos os dias. Este Amor somente pode nos fazer melhores, pois, próximos do pleno e eterno Amor, podemos e devemos propagar e contribuir com um mundo melhor.

Dai-nos, Deus de misericórdia, a graça de nos reencontrarmos com Tua Escritura. Àqueles que já estão em íntima união com sua Palavra, aumentai o vigor. Àqueles que a conheceram, mas a deixaram de lado, despertai o desejo de descobri-la novamente. Àqueles que não a conhecem, enviai operários da Vossa Messe para apresentá-la e instruí-los. Assim seja.

Brasil terá Ano Jubilar Mariano a partir de outubro

Fonte: Aleteia

Aumenta a expectativa pela possibilidade de retorno do Papa Francisco ao Brasil para participar das celebrações dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, em 2017.

Jardins do Vaticano terão imagem de Nossa Senhora Aparecida

Enquanto isso, neste sábado, 3 de setembro, será inaugurada nos Jardins do Vaticano uma imagem da Padroeira do Brasil. Estará em Roma uma grande delegação da Arquidiocese de Aparecida, liderada pelo cardeal arcebispo Dom Raymundo Damasceno.

Em entrevista exclusiva à Rádio Vaticano, Dom Raymundo reafirma que a devoção a Nossa Senhora faz parte da história do Brasil. “Maria sempre foi uma porta aberta ao conhecimento de Jesus; é o modelo de seguimento de Cristo, dos valores humanos que marcam a identidade religiosa do povo”.

Em Aparecida, o novo Campanário do Santuário Nacional, obra que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, será inaugurado no próximo dia 12 de outubro, abrindo o Ano Jubilar Mariano em comemoração aos 300 anos da aparição.

Ano Jubilar Mariano no Brasil

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – revela o cardeal – vai decretar um Ano Jubilar Mariano a partir de outubro. Será um ano de graça, de modo especial para o Brasil: um momento de louvor e agradecimento especial a Deus por tudo aquilo que Ele tem feito por nós, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira e nossa Rainha”.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Em entrevista, Bento XVI comenta sua relação com o Papa Francisco

Fonte: Agência Ecclesia


O Papa emérito Bento XVI afirma, numa entrevista divulgada nesta quarta-feira, 24, que a sua obediência a Francisco “nunca esteve em causa”, e ao Pontífice agradece pela “benevolência” com que o tem tratado.

“A obediência ao meu sucessor nunca esteve em causa. Depois há o sentimento de comunhão fraterna e de amizade”, refere, numa entrevista publicada pelo jornal italiano ‘La Republica’.

Bento XVI conversa com Elio Guerriero, numa entrevista que vai integrar a nova biografia do Papa emérito, ‘Servidor de Deus e da humanidade’ (Mondadori), com distribuição prevista para 30 de agosto. O prefácio da obra é escrito pelo Papa Francisco.
O papa emérito considera que a eleição de um cardeal sul-americano como seu sucessor representou um convite a uma “comunhão mais extensa, mais católica”.

“Pessoalmente, fiquei profundamente sensibilizado desde o primeiro momento pela extraordinária disponibilidade humana do Papa Francisco em relação à minha pessoa. Logo depois da sua eleição procurou contactar-me por telefone”, revela.

Desde então, explica Bento XVI, existe uma relação “maravilhosamente paterna-fraterna”, que inclui breves cartas e visitas de Francisco.

“Aquilo que [Francisco] diz em relação à disponibilidade para com as outras pessoas não são só palavras: coloca-o em prática comigo”, assinala.

A nova biografia explica que a decisão de renunciar ao pontificado foi tomada por Bento XVI após a viagem ao México e Cuba (23 a 29 de março de 2012), na qual o agora Papa emérito disse ter experimentado “os limites” da sua resistência física.

Em perspectiva, estava uma visita ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, que Bento XVI considerava não ser capaz de realizar.

“Naturalmente, falei destes problemas com o meu médico, Dr. Patrizio Polisca, e ficava claro que não estaria em condições de tomar parte na Jornada Mundial da Juventude”, relata.

Para Bento XVI, a presença de um Papa na JMJ é obrigatória, pelo que acabou por “decidir num tempo relativamente breve” a data da sua resignação [28 de fevereiro de 2013].

O Papa emérito rejeita a ideia de ter sido um homem só e sublinha que o apoio recebido se manteve após a renúncia. “Posso apenas estar grato ao Senhor e a todos os que me exprimiram e ainda me manifestam o seu afeto”, afirma.

Além da nova biografia, vai ser publicada em setembro outra obra dedicada a Bento XVI, intitulada ‘Last Testament: In His Own Word’ (Último Testamento: nas suas próprias palavras), em que o Papa emérito percorre vários temas do seu pontificado, em colaboração com o jornalista alemão Peter Seewald.

Bento XVI anunciou a sua renúncia ao pontificado a 11 de fevereiro de 2013 e mantém desde então uma vida de recolhimento, no Vaticano, surgindo esporadicamente em público para acompanhar cerimônias presididas pelo Papa Francisco ou receber homenagens.

Audiência Geral: Papa reza o Terço pelas vítimas do terremoto na Itália

Fonte: Comunidade Shalom

O Papa encontrou, nesta manhã de quarta-feira (24/8), na Praça São Pedro, os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a tradicional Audiência Geral. Ao saudar os presentes, Francisco disse:

“Havia preparado a catequese de hoje, como todas as quartas-feiras deste Ano da Misericórdia, sobre o tema da “proximidade de Jesus”. Mas, diante da notícia do terremoto, que atingiu o centro da Itália, devastando inteiras regiões e causando mortos e feridos, não posso deixar de expressar a minha grande dor e a minha proximidade a todas as pessoas presentes nos lugares atingidos pelo terremoto”.

Comoção

O Papa recordou ainda todas as pessoas, que perderam seus entes queridos e os que ainda estão abalados pelo medo e pelo terror.

O Pontífice expressou sua grande comoção ao citar as palavras do Prefeito de Amatrice – epicentro do terremoto – que disse: “Amatrice não existe mais” e ao saber que entre os mortos havia tantas crianças.

Por isso, o Santo Padre assegurou a todas as pessoas de Amatrice e circunvizinhanças e outras regiões – diocese de Rieti, de Ascoli Piceno e em todas as outras no Lácio, na Úmbria e nas Marcas – as suas preces, assegurando-lhes o carinho e o abraço de toda a Igreja. A todos, neste momento, a Igreja se une com seu amor materno. O Papa enviou ainda a todos os que sofrem pelo terremoto o seu abraço e o dos presentes na Praça São Pedro.

Por fim, Francisco agradeceu a todos os voluntários e os agentes da Defesa Civil, que estão socorrendo as populações atingidas:

“Peço-lhes que se unam a mim, na oração, para que o Senhor Jesus, que sempre se comoveu diante da dor humana, console estes corações entristecidos e lhes dê a paz, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria”.

Ao pedir aos presentes, para que “se comover como Jesus”, adiou a sua catequese da Audiência geral desta quarta-feira para a próxima semana.

Depois, Francisco convidou os fiéis a rezar com ele parte da Santo Rosário – os mistérios dolorosos – pelos irmãos e irmãs atingidos pelo terremoto.

No final da Audiência Geral, o Santo Padre passou a cumprimentar os presentes na Praça São Pedro em diversas línguas. Eis o que disse em português:

“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa do Brasil e de Portugal. Jesus os convida a levar aos outros a alegria do Evangelho, que nos ensina que ‘homens e mulheres partilham da mesma dignidade’, porque todos somos a mesma coisa em Cristo. Que Deus os abençoe”.

A seguir, falando em italiano, o Papa recordou que, nestas últimas semanas, os Observadores internacionais expressaram preocupação pela degeneração da situação na Ucrânia oriental, pela qual fez um premente apelo:

“Hoje, enquanto aquela querida nação celebra a sua festa nacional, que coincide com o 25° aniversário da Independência, asseguro as minhas orações

Por fim o Papa concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Assunção de Nossa Senhora

Fonte: ACI Digital


Na mensagem prévia à oração do Ângelus pela Solenidade da Assunção da Virgem Maria, neste 15 de agosto, o Papa Francisco destacou que assim é possível ver “que o Senhor tira os potentes dos tronos e eleva os humildes”.

O Evangelho de hoje, assinalou o Papa, apresenta como “o encontro entre Maria e a prima Isabel, destacando que ‘Maria se levantou e com pressa foi até a região montanhosa, em uma cidade de Judá’”.

“Naqueles dias, Maria corria em direção a uma pequena cidade próximo a Jerusalém para encontrar Isabel. Hoje a contemplamos na sua estrada em direção à Jerusalém celeste, para encontrar finalmente o rosto do Pai e rever o rosto do seu Filho Jesus”.

O Santo Padre destacou que a Virgem, “muitas vezes, na sua vida terrena havia percorrido áreas montanhosas, até a última dolorosa estação do Calvário, associada ao mistério da paixão de Cristo. Agora, a vemos chegar à montanha de Deus, ‘vestida como o sol, com a lua sob seus pés e, na cabeça, uma coroa de doze estrelas’ e atravessar os limites da pátria celeste”.

Santa Maria, indicou o Papa, “foi a primeira a acreditar no Filho de Deus, e é a primeira a subir aos céus em corpo e alma”.

“Inicialmente, acolheu e tomou conta de Jesus quando ainda era criança, e é a primeira a ser acolhida pelos braços de seu Filho para ser levada ao Reino eterno do Pai”.

O Santo Padre destacou que “Maria, moça humilde e simples de uma vila perdida na periferia do império, justamente porque acolheu e viveu o Evangelho, foi admitida por Deus para estar pela eternidade ao lado do trono do Filho”.

“É assim que o Senhor tira os potentes dos tronos e eleva os humildes”.

O mistério da Assunção de Maria é grande, disse, e “diz respeito a todos nós, sobre o nosso futuro”.

“Maria nos precede na estrada para a qual são encaminhados aqueles que, diante do Batismo, ligaram a sua vida a Jesus, como Maria entrelaçou a Ele a sua própria vida”.

O Papa assinalou que a exaltação de Maria, expressa no canto do Magnificat, “se torna canto de toda a humanidade, que se compraz no ver o Senhor que se inclina sobre todos os homens e todas as mulheres, humildes criaturas, e assume com Ele todos no céu”.

“Pensemos, em particular, às mulheres cansadas do fardo da vida e do drama da violência, às mulheres escravas da prepotência dos potentes, às meninas obrigadas a realizar trabalhos desumanos, às mulheres obrigadas a renderem-se no corpo e no espírito à cobiça dos homens”.

Francisco expressou seu desejo de que para estas mulheres possa chegar logo “o início de uma vida de paz, de justiça, de amor, à espera do dia em que finalmente se sentirão seguradas por mãos que não humilham, mas que com ternura as reerguem e as conduzem pela estrada da vida até o céu”.

“E peçamos ao Senhor para que Ele mesmo as leve em suas mãos pelo caminho da vida e as livre destas escravidões”, disse.

Missão dos Pais

Quando Deus te dá um filho, dá também a solene missão de moldar a argila mole, que animou com o milagre de seu sopro divino.
Nos sete primeiros anos de vida, tens de dar-lhe forma; dos sete aos quatorze, polimento.
Durante toda a sua vida, tens de depositar em seu interior o líquido da sabedoria e da temperança.
Tens de ensinar-lhe a ser obediente, pontual, disciplinado, pois tais qualidades lhe serão exigidas a todo instante.
Tens de despertar-lhe o amor ao trabalho, às ciências e à leitura, para que ele, sabendo dar, seja útil.
Tens de ensinar-lhe a renunciar, a sofrer com resignação, a crer na justiça divina, a perder e, principalmente, a vencer, para que ele, sabendo receber, possa receber sempre.
Tens de ensinar-lhe o valor do amor, da lealdade, dos sentimentos nobres, para que ele possa conhecer uma vida feliz e significativa.
Tens de despertar-lhe o interesse pelas coisas do céu, para que ele não seja esmagado pelas misérias da terra.
Tens de transmitir-lhe o significado da vida, para que ele não subordine a sua existência ao temor à morte.
Ele é a semente que plantarás. o teu cuidado com ele irá refletir em tua colheita.
Se lhe deres instantes, farás dele um conhecido. Se lhe deres tempo, farás dele um amigo. 
Se o quiseres comprar favores materiais, ele verá em ti uma fonte de ganhos fáceis. Se o conquistares com amor, serás para ele um PAI. 
"Aquilo que o homem semear, isto também ceifará." Gálatas 6:7

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 14 a 21 de agosto 2016

Tema: “A espiritualidade e a misericórdia cristã na família.” 


Um desafio às famílias para vivermos uma Semana diferente no nosso cotidiano, nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, mas que nos ajude a despertar a prática da espiritualidade e a misericórdia cristã na família. Que possamos viver uma espiritualidade encarnada na nossa vida do dia a dia e assim possamos resgatar o nosso jeito de ser família, conforme o projeto de Deus para nós.

Algumas dicas para bem vivermos esta semana:

* Valorizar a prática espiritual no seio da família.

* Rezar ler um trecho da Bíblia, agradecendo as bênçãos e graças recebidas e pedindo a intercessão de Jesus, Maria e José.

* Depois de experimentarem esta vivência, esta intimidade com Deus, em família e como família, que possamos continuar esta prática cristã.

* Participarem ao menos um dia desta semana, da Santa Missa, a família toda. 

* Experimentem a riqueza e os frutos de orar juntos.

* Desligar a TV por alguns momentos desta semana e aproveitar este tempo para uma conversa em família. Jantar em família, 

* Visitar os parentes que há tempo não encontram.

Gestos Concretos: Realizar uma ação solidária que beneficie uma família carente.

Abençoa Senhor as famílias, amém

Abençoa Senhor a minha também.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dia de São Lourenço e dia do Diáconos Permanentes

Fonte: ACI Digital



O site ACI Digital informou hoje (10/08/2016) que, por ocasião da Festa de São Lourenço, diácono e mártir da Igreja, neste dia 10 de agosto também é celebrado o Dia dos Diáconos Permanentes.

No século III, São Lourenço era um dos 7 diáconos de Roma que ajudavam o Papa Sisto II, que o nomeou administrador dos bens da Igreja e permitiu-lhe distribuir esmolas aos pobres e necessitados.

Na história da Igreja, os diáconos sempre ajudavam os sacerdotes ou presbíteros a desenvolver seu ministério. Embora o diácono tenha recebido o sacramento da Ordem, este não é propriamente um sacerdote e, portanto, não tem suas potestades.

O sacramento da Ordem tem três graus – episcopado, presbiterato e diaconato – que estão explicados entre os numerais 1554 e 1571 do Catecismo da Igreja Católica (CIC).

O diácono se ordena ao ministério da palavra, da liturgia e da caridade. Sua função principal é a assistência qualificada ao sacerdote nas celebrações e não é simplesmente um “ajudante”.

As outras funções dos diáconos estão explicadas na constituição dogmática Lumen Gentium e nos cânones 757, 835, 910, 943 e 1087 do Direito Canônico.

Algumas destas competências são: o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, ser ministros da exposição do Santíssimo e da bênção eucarística, ser ministro ordinário da sagrada comunhão, levar o viático aos doentes terminais, em nome da Igreja assistir e abençoar o matrimônio, ler a Sagrada Escritura aos fiéis, administrar os sacramentais como por exemplo a água benta, a bênção das casas, imagens e objetos, presidir o ritual fúnebre e o sepultamento.

O diaconato considerado em si mesmo como ministério permanente decaiu no ocidente depois do século V, e este primeiro grau do sacramento da ordem foi reduzida a uma simples etapa para chegar ao grau sucessivo, ou seja, ao sacerdócio.

Depois do Concílio Vaticano II, foi restabelecido o diaconato “como um grau particular dentro da hierarquia”.

A constituição Lumen Gentium, especifica no numeral 29: “Com o consentimento do Romano Pontífice, poderá este diaconado ser conferido a homens de idade madura, mesmo casados, e a jovens idóneos; em relação a estes últimos, porém, permanece em vigor a lei do celibato” (EV, 1/360).

Estes deverão ter uma preparação durante 3 anos para receber as sagradas ordens, conforme está estabelecido no Código de Direito Canônico numeral 236.

O Papa Paulo VI, em sua carta apostólica Sacrum diaconatus ordinem de 18 de junho de 1967, assinala que a ordem do diaconato “não deve ser considerada como simples grau para ascender ao sacerdócio, mas recebe tal riqueza pelo seu carácter indelével e pela sua graça particular que aqueles que a ele são chamados podem dedicar-se de modo estável aos ‘mistérios de Cristo e da Igreja’” (EV, 2/1369).

Santa Clara de Assis: “Um clarão luminoso que brilhou na Idade Média”

Fonte: Cléofas

Sem dúvida ela é uma das santas mais amadas; nasceu em 1193 e morreu em 1253, contemporânea de São Francisco. Sua vida mostra-nos o quanto a Igreja deve a mulheres corajosas e ricas na fé como ela, que fizeram a renovação da Igreja numa época difícil, onde a heresia cátara imperava. Havia luxo e pecado na vida de muitos filhos da Igreja; Francisco e Clara apresentaram o antídoto a essa triste moléstia espiritual.

Tomás de Celano apresenta uma biografia segura da Santa, bem como os autos do processo de canonização promovido Papa Alexandre IV (1254-1261), apenas dois anos após a morte de Santa Clara.

Clara pertencia a uma família aristocrática e rica. Renunciou à nobreza e à riqueza para viver pobre e humilde, adotando a forma de vida de Francisco de Assis. Seus pais queriam que ela se casasse com algum jovem da nobreza, mas Clara, aos 18 anos, com um gesto audaz, decide seguir a Cristo, e pela admiração por Francisco, deixou a casa paterna e, em companhia de uma amiga sua, Bona di Guelfuccio, uniu-se secretamente aos frades menores junto da pequena igreja da Porciúncula, na tarde do Domingo de Ramos de 1211: enquanto seus companheiros tinham nas mãos tochas acesas, Francisco cortou-lhe os cabelos e Clara vestiu o hábito penitencial. A partir daquele momento, tornava-se “virgem esposa de Cristo”, humilde e pobre, e a Ele totalmente se consagrava. Milhares de mulheres ao longo da história seguiram o exemplo de Clara: Esposa bela e pura de Cristo.

Santa Clara mostra sua espiritualidade na Carta que enviou a Santa Inês de Praga, filha do rei da Bohemia, que queria seguir seus passos; ela fala de Cristo, seu amado esposo, com expressões nupciais comoventes:

“Amando-o, és casta, tocando-o, serás mais pura, deixando-se possuir por ele, és virgem. Seu poder é mais forte, sua generosidade, mais elevada, seu aspecto, mais belo, o amor mais suave e toda graça. Agora tu estás acolhida em seu abraço, que ornou teu peito com pedras preciosas… e te coroou com uma coroa de ouro gravada com o selo da santidade” (Lettera prima: FF, 2862).

E convida sua amiga de Praga a se olhar no “espelho da perfeição de toda virtude”, que é o próprio Senhor. Escreve: “Feliz certamente aquela a quem se lhe concede gozar desta sagrada união, para aderir com o profundo do coração [a Cristo], àquele cuja beleza admiram incessantemente todas as beatas multidões dos céus, cujo afeto apaixona, cuja contemplação restaura, cuja benignidade sacia, cuja suavidade preenche, cuja recordação resplandece suavemente, a cujo perfume os mortos voltarão à vida e cuja visão gloriosa fará bem-aventurados todos os cidadãos da Jerusalém celeste. E dado que ele é esplendor da glória, candura da luz eterna e espelho sem mancha, olhe cada dia para este espelho, ó rainha esposa de Jesus Cristo, e perscruta nele continuamente teu rosto, para que possas te adornar assim toda por dentro e por fora… neste espelho resplandecem a bem-aventurada pobreza, a santa humildade e a inefável caridade” (Quarta carta: FF, 2901-2903).

O Papa Alexandre IV, na Canonização da Santa em 1255, apenas dois anos após sua morte, disse: “Quão vívida é a força desta luz e quão forte é a claridade desta fonte luminosa. Na verdade, esta luz estava fechada no esconderijo da vida de clausura, e fora irradiava esplendores luminosos; recolhia-se em um pequeno monastério, e fora se expandia por todo vasto mundo. Guardava-se dentro e se difundia fora. Clara, de fato, se escondia; mas sua vida se revelava a todos. Clara calava, mas sua fama gritava” (FF, 3284).

Santa Clara compôs uma Bênção para as Clarissas: “Bendigo-vos em minha vida e depois de minha morte, como posso e mais de quanto posso, com todas as bênçãos com as que o Pai de misericórdias abençoa e abençoará no céu e na terra seus filhos e filhas, e com as quais um pai e uma mãe espiritual abençoa e abençoará seus filhos e filhas espirituais. Amém” (FF, 2856).

Esta santa viveu 40 anos em um pequeno mosteiro ao lado da igrejinha de São Damião, na pobreza, e sob a Providência divina, sem nada possuir. Foi a primeira mulher a escrever uma Regra às consagradas. Recebeu do Papa Inocêncio III o chamado Privilegium Paupertatis (Privilégio da pobreza; cf. FF, 3279), que garantia a Clara e suas companheiras de São Damião não possuir nenhuma propriedade material. Ela viveu virtudes heroicas: a humildade, piedade, penitência e caridade. Bento XVI disse “Clara de Assis foi um verdadeiro clarão luminoso que brilhou na Idade Média”.

Seu amor a Eucaristia era exponencial. Só com a exposição do Santíssimo Sacramento, afastou os soldados mercenários sarracenos (muçulmanos), que estavam a ponto de agredir o convento de São Damião e de devastar a cidade de Assis. Foi um facho de luz a iluminar a Igreja.

Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Papa pede que jovens transformem dom recebido na JMJ em resposta cotidiana

Fonte: Comunidade Shalom
O Papa Francisco retomou esta quarta-feira as Audiências Gerais, que estiveram suspensas no mês de julho. Devido ao calor, o encontro dos fiéis com o Pontífice foi realizado na Sala Paulo VI. Em sua catequese, o pontífice recordou sua recente viagem à Polônia, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Mais uma vez, disse Francisco, os jovens responderam à convocação: “Vieram de todo o mundo, uma festa de cores, de vários rostos, de línguas e histórias diferentes. Vieram também com suas feridas, com seus interrogativos, mas sobretudo com a alegria de se encontrar; e mais uma vez formaram um mosaico de fraternidade. Eu não sei como fazem: falam línguas diferentes, mas conseguem se entender! E por que? Porque têm esta vontade de caminhar juntos, de fazer pontes, de fraternidade!

Para o Pontífice, uma imagem emblemática das JMJs são as bandeiras dos países carregadas pelos jovens, que se tornam “mais belas, se purificam, e nações em conflito ficam lado a lado”. E Francisco pediu aos jovens que fizessem o mesmo na Sala Paulo VI, já que entre os fiéis havia participantes da JMJ de Cracóvia.

Obras de Misericórdia

Neste grande encontro jubilar – prosseguiu -, os jovens do mundo acolheram a mensagem da Misericórdia, para levá-la a todos os lugares nas obras espirituais e corporais. “Agradeço a todos os jovens que vieram a Cracóvia! E agradeço aos que se uniram a nós de todas as partes da Terra! Que o dom que receberam se torne resposta cotidiana ao chamado do Senhor.” O Papa recordou uma jovem romana, Susanna, que morreu de meningite depois de participar da JMJ de Cracóvia.

Francisco acrescentou que além da Jornada, sua viagem foi uma visita à Polônia, em que pôde rezar diante da imagem de Nossa Senhora, em Chestochova, Mãe do povo polonês. “Sob aquele olhar, se compreende o sentido espiritual do caminho deste povo, cuja história está ligada de modo indissolúvel à Cruz de Cristo. A Polônia recorda hoje a toda a Europa que não pode existir futuro para o continente sem os valores que estão em sua base, que têm por sua vez a visão cristão do homem.” Entre esses valores, o Papa citou a misericórdia, de que foram testemunhas dois grandes apóstolos da nação: Santa Faustina Kowalska e S. João Paulo II.

Por fim, a viagem teve também uma dimensão universal, num mundo chamado a responder ao desafio de uma guerra em pedaços, que o está ameaçando. E assim Francisco relatou sua visita aos campos de concentração nazistas:

Silêncio em Auschwitz

“E aqui, o grande silêncio da visita a Auschwitz-Birkenau foi mais eloquente do que qualquer palavra. Naquele silêncio, ouvi a presença de todas as almas que passaram por lá; senti a compaixão, a misericórdia de Deus, que algumas almas santas souberam levar naquele abismo. Naquele grande silêncio rezei por todas as vítimas da violência e da guerra. E ali, naquele lugar, compreendi mais do que nunca o valor da memória, não somente como recordação de eventos passados, mas como advertência e responsabilidade pelo hoje e o amanhã, a fim de que a semente do ódio e da violência não germine e lance raízes nos sulcos da história.”

E prosseguiu: E nesta memória, também hoje há tantos homens e mulheres que sofrem as guerras. Olhando aquela crueldade, naquele campo de concentração, logo pensei na crueldade de hoje, que se assemelham: não tão concentrada naquele lugar, mas espalhada no mundo. Este mundo que está doente de crueldade, de dor, de guerra, de ódio, de tristeza. E por isso lhes peço a oração: que o Senhor nos dê a paz!

O Papa concluiu agradecendo a todos os que tornaram possível esta viagem, de modo especial ao Presidente da Polônia, ao Cardeal-Arcebispo de Cracóvia e aos jornalistas. E recordou uma repórter italiana que morreu enquanto fazia a cobertura de sua viagem.

Ao saudar os diversos grupos presentes na Sala Paulo VI, o Papa recordou que no dia 4 de agosto se celebra a memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes e especialmente dos párocos. Francisco recordou ainda que neste mesmo dia irá à Porciúncula, por ocasião dos 800 anos do “Perdão de Assis”.

“Será uma peregrinação muito simples, mas muito significativa neste Ano Santo da Misericórdia”, afirmou o Papa, pedindo a oração de todos.