quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Temas espirituais em Star Wars

Fonte: O fiel católico

GEORGE LUCAS OBTEVE uma façanha absolutamente inegável: desde o longínquo ano 1977, os filmes de sua saga interplanetária vêm quebrando todos os recordes de bilheteria e popularidade, um após outro. Foram-se duas trilogias, que mudaram a história do cinema e entre outras coisas revolucionaram a tecnologia dos efeitos especiais. Inicia-se agora uma terceira, – desta vez dirigida por J. J. Abraams, fã confesso da série, – que já antes do lançamento causou grande euforia e, mais uma vez, confirma as expectativas de grande fenômeno popmundial, voltando a estabelecer novos e impressionantes recordes.

As ideias de Lucas geraram, no mundo inteiro, um imenso universo de fã-clubes e dedicados grupos de estudos, além de livros, graphic-novels, álbuns, brinquedos (muitos!), trajes, subséries de TV, etc, etc. O cineasta tornou-se um ícone para bem mais de uma geração, e inscreveu o seu nome no hall da fama dos grandes mitos do cinema. Seria desnecessário dizer que, como uma espécie de bônus adicional, tornou-se multimilionário.

Mas o que ele declaradamente queria, antes de tudo, é que "Star Wars" se tornasse uma nova mitologia que proporcionasse a toda uma nova geração, – que já enveredava pelos caminhos do consumismo materialista á época em que foi produzido e lançado o primeiro episódio (na realidade o quarto da série), – a introdução para uma autêntica espiritualidade, a noção do bem e do mal, da honra, as bases dos bons valores que construíram a nossa civilização. Ele deliberadamente se utilizou, entre outras fontes, de temas comuns das histórias bíblicas e da tradição cristã, além das novelas de cavalaria medievais e sua mitologia. Algo semelhante ao que fizeram, antes dele, – talvez com mais propriedade e cada um ao seu modo, – J. R. R. Tolkien com "O Senhor dos Anéis", e C. S. Lewis com suas "Crônicas de Nárnia ('O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa')".

É claro que existem problemas na obra de Lucas, e as interpretações negativas são sempre possíveis. Não estamos aqui recomendando assistir o filme como se fosse uma obra de piedade ou um exercício de santidade. Nada disso. Apenas admitimos que a saga não deixa de trazer uma reflexão válida, – ainda que superficial e permeada por cenários, personagens e situações fantasiosas, – sobre o que nos torna vulneráveis ​​à tentação do egoísmo, do medo e do ódio. Na história, a fé e o altruísmo fazem a diferença: Han Solo, por exemplo, um dos personagens mais queridos, começa como um incrédulo mas acaba "se convertendo" e transmitindo sua fé para uma nova geração que pensava que as velhas histórias fossem apenas mitos e contos de fadas.

O padre Roderick Vonhögen, sacerdote da arquidiocese de Utrecht, Holanda, autor de "Geekpriest, confessions of a new media pioneer", elaborou um a lista de sete temas espirituais fundamentais que podem ser encontrados na saga imaginada por George Lucas, a qual apresentamos abaixo:

O esperado retorno de Luke Skywalker (Mark Hamill)
em 'The Force Awakens', agora como um velho 'jedi',
– inesperadamente muito semelhante ao seu velho mestre
Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness), – emocionou velhos fãs
Uma lista de sete temas fundamentais que podemos encontrar em Star Wars:
1. Vocação: O chamado, a recusa inicial e a aceitação do chamado
Luke é um simples garoto de fazenda vivendo uma vida simplérrima em um planeta remoto. Assim como o filho pródigo da parábola de Cristo, mesmo tendo sangue nobre vive como um pobre servo, sem grandes esperanças ou possibilidades de alçar a uma vida melhor. Tudo muda quando ele encontra o velho Obi-Wan, que o chama para aprender os caminhos da misteriosa "Força", – um princípio orientador que traz esperança para quem lhe abre coração e mente. – Luke num primeiro momento se recusa, mas, finalmente, resolve deixar tudo para trás e seguir seu mestre (que mais tarde será Yoda) para se tornar um cavaleiro "Jedi".

2. A existência de um poder superior invisível
O aprendiz de Jedi precisa aprender a se abrir a este poder superior que irá guiá-lo e que lhe poderá  conferir capacidades especiais: “Use a força, Luke”, dizem-lhe seus mestres.

3. A tentação do caminho espaçoso e a virtude necessária para escolher o caminho estreito dos jedis
Seguir o lado luminoso da Força é difícil e exige dedicação, desprendimento e sacrifício. Por usar seus talentos e dons para fins egoístas, por medo, raiva e/ou ódio, Anakin Skywalker (pai de Luke), um bom e talentoso menino, é seduzido pelo que poderíamos chamar de "caminho espaçoso" na versão Star Wars, que é aderir ao lado negro da "Força", e assim torna-se Darth Vader, um dos mais temíveis e conhecidos vilões da história do cinema.

4. A existência do Mal como ausência de Bem, e sua influência sobre os seres humanos
A realidade do Mal que se origina a partir da escolha em se recusar o Bem e a opção deliberada para a escuridão tem consequências tremendas para o indivíduo e para o universo que o cerca. Alguns personagens em Star Wars parecem encarnar este Mal de modo pessoal, como Darth Maul, com sua aparência diabólica, e especialmente Darth Sidious, o Imperador Palpatine.

5. Sacrifício redentor
Não há maior amor do que dar a vida pelo bem do próximo. Às vezes, a busca por salvar pessoas da escuridão pode levar ao sofrimento e exigir sacrifício. Obi-Wan se deixa matar por Darth Vader para que Luke, Leia e Han Solo possam se salvar (em vários sentidos).

6. Conversão
Apesar do poder que a escuridão tem sobre as almas, há sempre um chamado do bem em algum lugar profundo dentro do ser humano. A conversão, o perdão e a redenção continuam a ser possíveis até o fim. No episódio 6, Luke diz a Darth Vader: “Eu sinto o bem em você”. Bem que finalmente vence, e Vader se torna de vilão a grande herói, superando a influência do nefasto Imperador e salvando o universo.

7. Renascimento e ressurreição
A morte física não é o fim; uma vida bem vivida pode continuar gerando bons frutos mesmo após a morte. Obi-Wan, Anakin e Yoda aparecem a Luke após mortos.

A obra Star Wars é, ou ao menos pode ser, uma metáfora para os nossos tempos, já que tantos de nossos jovens se esqueceram de nossa herança religiosa, das histórias que nortearam as escolhas dos nossos avós, dos bons valores e costumes.

Ainda que por caminhos tortuosos, de muitos modos as Verdades eternas se manifestam continuamente no mundo e ao mundo, pois Deus não deixa de se revelar, já que dotou os homens da capacidade de reconhecê-lo. "Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar" (1Rm 1,20).

Ref.: Aleteia.Org, disp. em: http://pt.aleteia.org/2015/12/29/7-temas-espirituais-em-star-wars-vii/
• Os 7 temas apresentados neste artigo foram elaborados pelo padre Roderick Vonhögen, da arquidiocese de Utrecht, Holanda, e autor de 'Geekpriest, confessions of a new media pioneer'.

Probabilidade de o Santo Sudário ser falso: 1 em 225 bilhões!

Fonte: Aleteia
santo sudario


Fala o Dr. Pierluigi Baima Bollone, professor de Medicina Legal na Universidade de Turim e médico forense que avaliou as amostras de sangue do tecido

Quando era criança e ouvia falar do Santo Sudário de Turim, o Dr. Pierluigi Baima Bollone, professor de Medicina Legal na Universidade de Turim, ficava empolgado. Ele não imaginava que uma comissão de especialistas haveria de levantar a hipótese da presença de traças de soro no Santo Lenço e que ele seria o primeiro patologista capaz de analisá-las. Foi em 1978, avaliando uma dúzia de fios tirados do Sudário e uma microcrosta de frações de milímetros extraída por uma equipe de cientistas suíços.


“Assim descobri que se tratava de sangue humano. Depois, com a ajuda de alguns especialistas em DNA, eu pude identificar algumas de suas características”, disse o professor em entrevista ao site Vatican Insider. “Eu era um jovem médico forense que se interessava por microvestígios. O Pe. Coero-Borga me perguntou se eu conseguiria esclarecer se as manchas do Santo Sudário eram verdadeiramente de sangue”, conta ele.

O médico aceitou o desafio e analisou as amostras com microscópio ótico, depois com um eletrônico e assim chegou à maravilhosa descoberta.

“Foi um momento que jamais poderei esquecer. Estava com outros médicos patologistas na biblioteca do Palácio Real, que tinha as janelas bloqueadas com sacolas negras que tínhamos posto. O Sudário estava estendido sobre uma grande mesa, iluminado por uma luz rasante com uma inclinação de 45 graus para retirar os fragmentos de pano, e nos sentávamos um por vez sobre um cavalete. Quando foi a minha vez, tive a impressão de que a imagem virava um corpo. Era como se eu a visse em três dimensões, e pensei que meus olhos estivessem aprontando comigo”.

Desde então, os estudos do prof. Bollone sobre o Sudário nunca cessaram.

“Com a ajuda de Grazia Mattutino, uma das mais importantes criminologistas, meus estudos estão indo para frente. Há certo tempo, conseguimos individuar partículas de ouro e de prata que devem ter pertencido ao relicário que continha o Santo Sudário durante o incêndio acontecido em Chambéry em 1532. O Santo Sudário, para mim, é mais do que um simples objeto de estudo. Além de contribuir para a minha formação humana, ele condicionou positivamente toda a minha atividade profissional posterior. Minha educação e meu senso da espiritualidade não têm nada a ver com as minhas convicções sobre o Santo Sudário. Por motivos racionais e científicos, estou convencido de que o Lençol de que estamos falando é o próprio que envolveu Jesus Cristo há dois mil anos. Eu diria isto ainda que fosse ateu. E, entre os pesquisadores que acreditam na autenticidade do Santo Sudário, encontram-se numerosos judeus, protestantes e agnósticos”.

Diante de alguém que diz ser uma falsificação, o Prof. Bollone explica que respeitaria a sua convicção, mas “lhe diria que está enganado, enunciando-lhe detalhadamente todas as razões que postulam sua absoluta veracidade”.

“Até porque, pelo cálculo de probabilidades, a chance de o Santo Sudário ser falso é de 1 em 225 bilhões”.

Do blog Ciência Confirma a Igreja

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Papa: oração faz milagres e impede que o coração endureça

A oração faz milagres e impede que o coração endureça, esquecendo a piedade: foi o que disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã de terça-feira (12/01).
homilia Franscisco
Podemos ser pessoas de fé e perder o sentido da piedade sob as cinzas dos juízo, das infinitas críticas. Este é o sentido da narração comentada pelo Papa. Os protagonistas são Ana – mulher angustiada com a própria esterilidade, que suplica a Deus o dom de um filho – e um sacerdote, Eli, que a observa distraidamente de longe, sentado numa cadeira do templo. A cena descrita no livro de Samuel relata primeiro as palavras de Ana e, depois, os pensamentos do sacerdote, que não conseguindo ouvir o que ela diz, sentencia de que se trata de uma “bêbada”. Mas, ao invés, aquele choro copioso faz com que Deus realize o milagre suplicado:
“Ana rezava em seu coração e somente os lábios se moviam, mas não se escutava a voz. Esta é a coragem de uma mulher de fé que, com a sua dor, com as suas lágrimas, pede a graça ao Senhor. Tantas mulheres corajosas são assim na Igreja, muitas! Que rezam como se fosse uma aposta…. Pensemos somente numa grande mulher, Santa Mônica, que com as suas lágrimas conseguiu obter a graça da conversão do seu filho, Santo Agostinho. Existem muitas mulheres assim”.
Eli, o sacerdote, é ”um pobre homem” pelo qual, admite Francisco, sinto uma “certa simpatia” porque “também vejo em mim defeitos que me aproximam dele e me fazem entende-lo melhor”. “Com quanta facilidade – afirma o Papa – nós julgamos as pessoas, com quanta facilidade não temos respeito e dizemos ‘O que terá em seu coração?’ Não sei… mas não digo nada…”. Quando “falta piedade no coração, sempre se pensa mal” e não se entende aqueles que rezam “com dor e angústia” e “confiam a dor e a angústia ao Senhor”:
“Jesus conheceu esta oração no Jardim das Oliveiras, quando eram tamanhas a dor e a angústia que Jesus suou sangue e não repreendeu o Pai: “Pai, se quiser, tire-me isto, mas seja feita a sua vontade”. E Jesus respondeu do mesmo jeito que a mulher: com a mansidão. Às vezes, nós rezamos, pedimos ao Senhor, mas muitas vezes não sabemos chegar à luta com o Senhor, às lágrimas, a pedir, a pedir a graça”.
O Papa lembra ainda a história do homem de Buenos Aires que, com a filha de 9 anos hospitalizada em fins de vida, ia a Virgem de Lujàn e passou a noite grudado nos portões do Santuário para pedir a graça da cura para a menina. E na manhã seguinte, ao voltar ao hospital, encontrou a filha curada:
“A oração faz milagres, faz milagres também para os cristãos, sejam leigos, como sacerdotes e bispos que perderam a devoção e a piedade. A oração dos fiéis muda a Igreja: não somos nós, os Papas, os bispos, os sacerdotes, as religiosas a levar avante a Igreja… são os santos! E os santos são estes, como esta mulher. Os santos são aqueles que têm a coragem de crer que Deus é o Senhor e que tudo pode fazer”.
Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Teatro de Natal - Amiguinhos de Francisco

Teatrinho de Natal do Grupo Amiguinhos de Francisco, que anima as celebrações do segundo domingo de cada mês, em nossa Paróquia! As crianças amam... e os adultos também! Lindo, criativo, alegre!
Parabéns, Juju! Parabéns, equipe do Amiguinhos de Francisco!

domingo, 20 de dezembro de 2015

O que você sabe sobre: ‘Ano Jubilar extraordinário’, ‘Porta Santa’, ‘indulgência plenária’?

Blog Carmadélio

Começamos o Ano Santo da Misericórdia, um Ano Jubilar Extraordinário convocado pelo Papa Francisco.

Mas, o que significa isso? Respondemos as suas perguntas.

O que é um Ano Santo?

A tradição católica de celebrar um Ano Santo (Ano Jubilar) começou com o Papa Bonifácio VIII em 1300, e desde 1475, estabeleceu-se que os seguintes jubileus se comemorassem a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos um em sua vida.

O Ano Santo é tradicionalmente um ano de perdão e penitência pelos pecados de cada um. Também é um ano de reconciliação entre inimigos e conversão para receber o Sacramento da Reconciliação.

Até então, somente foram realizadas 26 celebrações jubilares ordinárias, a última das quais foi o Jubileu do ano 2000 convocado por São João Paulo II.

O que é um Ano Jubilar Extraordinário?

Um Jubileu Extraordinário pode ser convocado em uma ocasião especial ou por um evento que tenha uma importância especial, como é o caso do Ano Santo da Misericórdia.

O primeiro Jubileu extraordinário foi convocado no século XV e os mais recentes foram em 1933, quando o Papa Pio XI quis celebrar os 1.900 anos da Redenção, e em 1983 quando São João Paulo II proclamou um a fim de honrar os 1.950 anos da redenção depois da morte e ressurreição de Cristo.

O que é uma Porta Santa?

Aqueles que acompanharam a visita do Papa Francisco à África em novembro provavelmente viram a abertura da Porta Santa em Bangui, República Centro-Africana. Essa foi a primeira vez na história que um Papa abriu uma Porta Santa fora de Roma.

Cada uma das quatro basílicas papais de Roma tem uma porta Santa, as quais normalmente são seladas do lado de dentro a fim de que não sejam abertas. As portas santas somente são abertas durante o Jubileu, para que os peregrinos possam entrar através delas e ganhar a indulgência plenária vinculada ao Jubileu.

O rito da abertura da Porta Santa pretende ilustrar simbolicamente que aos fiéis da Igreja lhes oferece um “caminho extraordinário” para a salvação durante o tempo do Jubileu. Simboliza deixar para trás o mundo e entrar na presença de Deus, de maneira análoga a que os supremos sacerdotes do Antigo Testamento atravessavam a entrada do santuário interior do Tabernáculo em Yom Kipur – a comemoração judia do Dia da Expiação, do perdão e do arrependimento de coração – para entrar na presença de Deus e oferecer sacrifícios.

Depois da abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, serão abertas as portas das outras três basílicas romanas: São João Latrão, São Paulo Extramuros e Santa Maria Maior. Durante o Ano Santo da Misericórdia, o Papa Francisco também deu permissão aos bispos diocesanos para designar Portas Santas específicas em suas Dioceses.

O que é uma indulgência plenária?

Um Ano Santo concede aos fiéis a possibilidade de ganhar a indulgência plenária. De acordo com o parágrafo 1471 do Catecismo, uma indulgência é:

“…a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições, pela ação da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos”.

No caso de uma indulgência plenária, é uma completa remissão dos pecados.

Como obter uma indulgência durante um Ano Santo?

De acordo com a Penitenciária Apostólica, para ganhar indulgências plenárias (ou parciais), é necessário que os fiéis estejam em estado de graça e além disso:

– Tenham a disposição interior de um desapego total do pecado, inclusive venial;

– Confessem sacramentalmente seus pecados;

– Recebam a Sagrada Eucaristia (preferivelmente, mas não necessariamente durante a Missa)

– Rezem pelas intenções do Papa

O ideal seria confessar-se, receber a comunhão e realizar a indulgência no mesmo dia, mas é suficiente que estes sacramentos e orações sejam realizados dentro de 20 dias, antes ou depois do ato da indulgência.

As orações pelas intenções do Papa são encarregadas aos fiéis, mas um “Pai Nosso” e uma “Ave Maria” são as orações habituais. Uma confissão sacramental é suficiente para várias indulgências plenárias, mas uma comunhão e uma oração pelas intenções do Santo Padre são necessárias para cada indulgência plenária.

Podem ser feitas exceções com os doentes e as pessoas que não podem sair de suas casas.

As indulgências sempre podem ser aplicadas a nós mesmos ou pelas almas dos defuntos, mas não podem ser aplicadas a outras pessoas vivas.

A cada quanto tempo posso obter a indulgência plenária?

Uma vez por dia.

Onde posso obter uma indulgência durante o Ano Santo da Misericórdia?

Durante um Ano Santo, o Papa escolhe lugares específicos de peregrinação para obter indulgências, além das quatro Portas Santas de Roma. Para o Ano Santo da Misericórdia, as portas santas nas catedrais de cada Diocese, assim como em outras igrejas designadas pelos bispos diocesanos são lugares de peregrinação para os fiéis leigos como parte da aquisição da indulgência plenária. Como Francisco escreveu em sua carta sobre a indulgência do Ano Santo:

“Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro”.


Abertura da Porta Santa da Catedral de Santa Terezinha,em nossa Diocese
* Em nossa Diocese, além da Catedral de Santa Teresinha, são Igrejas Jubilares, onde poder-se-á receber as indulgências anexas ao Ano da Misericórdia, o Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida, a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, em Araguari, a Matriz de São Mateus, a Matriz de São Pedro, a Matriz de Nossa Senhora da Abadia, do Custódio Pereira, a Matriz de São Benedito, em Uberlândia e, finalmente, a Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Araporã.

35 ideias para viver a misericórdia no dia a dia

Fonte: Aleteia

Escolha uma por dia e espalhe misericórdia pelo mundo!


1. Resista ao sarcasmo, que é o oposto da misericórdia.
2. Compartilhe algum bem com os mais necessitados.
3. Telefone para uma pessoa solitária, sobretudo se você conhece a razão da sua solidão.
4. Escreva e envie uma carta de perdão a alguém.
5. Planeje uma mini peregrinação.
6. Adote um comportamento responsável na internet.
7. Seja generoso o bastante para permitir que alguém o ajude. As pessoas precisam se sentir úteis.
8. Ofereça-se para ajudar alguém a cuidar das crianças ou na cozinha.
9. Segure sua língua.
10. Ofereça-se para fazer as compras para alguém que não pode sair de casa.
11. Ajude uma pessoa carente (uma refeição, uma doação etc.).
12. Ao compartilhar uma refeição, escolha o menor pedaço para você.
13. Ofereça-se para levar um idoso à missa.
14. Desligue um pouco o celular e preste mais atenção nas pessoas à sua volta.
15. Aproveite alguma liquidação para comprar algo útil para alguém que precise.
16. Leia a encíclica “Dives in Misericordia”, de João Paulo II.
17. Peça perdão a alguém pessoalmente.
18. Faça a lista dos seus “inimigos” e reze por eles diariamente.
19. Sorria, diga “bom dia” e puxe um papo agradável com desconhecidos.
20. Ofereça algo de que você realmente gosta a alguém que vá valorizar isso.
21. Responda às provocações com o respeito que você gostaria de testemunhar.
22. Faça uma visita a Jesus Eucaristia durante a semana.
23. Quando uma conversa baixar de nível, procure mudar de assunto.
24. Visite um asilo para ler, cantar ou simplesmente fazer companhia aos idosos.
25. Visite um cemitério e reze um terço pelos defuntos.
26. Faça um retiro espiritual ou dedique uma tarde ao recolhimento interior.
27. Faça uma boa confissão.
28. Convide alguém para rezar com você.
29. Abençoe alguma pessoa.
30. Participe de alguma atividade organizada pela sua paróquia.
31. Compartilhe sua história de fé com alguém.
32. Ofereça sua hospitalidade a alguém que você não convidaria espontaneamente.
33. Pague o estacionamento ou pedágio para quem estiver atrás de você na fila.
34. Leia Bento XVI e surpreenda-se.
35. Reze pelas almas do purgatório.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Os olhos milagrosos da Virgem de Guadalupe

Fonte: Aleteia

Um dos maiores milagres de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem, projetada sobre um tecido feito de cacto que não costuma durar mais de 20 anos. No entanto, o manto com a imagem milagrosa da Mãe de Deus existe há quase cinco séculos sem que os peritos em pintura e química tenham encontrado nele qualquer sinal de corrupção! Além de ter passado intacto por um período de 16 anos em que permaneceu sem proteção nenhuma, o tecido foi “vítima” de um grave acidente em 1971: alguns peritos deixaram cair ácido nítrico sobre toda a imagem. Nem sequer a força desse ácido altamente corrosivo, porém, conseguiu danificá-la.

A vasta quantidade de estudos científicos realizados com a imagem aponta que a Virgem de Guadalupe não foi pintada sobre o pobre tecido: ela está, de algum modo, estampada “acima” do tecido, como que “flutuando”ligeiramente sobre ele, sem tocá-lo!

Quanto à imagem propriamente dita de Maria, que é representada grávida, há nela toda uma miríade de elementos inexplicáveis. Vamos destacar aqui apenas seus olhos.

Os olhos milagrosos da Virgem de Guadalupe
Assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, estão refletidos nos olhos de Nossa Senhora as figuras do índio Juan Diego, do bispo da Cidade do México e do intérprete entre eles. Cientistas dos Estados Unidos estudaram as imagens refletidas e concluíram que as figuras não são pintadas, mas gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

O diminuto tamanho das córneas na imagem, de cerca de 7mm a 8mm, descartam a possibilidade de pintura. Além disso, o rudimentar tecido de fibras do cacto maguey apresenta poros e falhas na costura que são maiores que as próprias córneas da imagem. Nem mesmo a tecnologia de hoje permite reproduzir tamanha riqueza de detalhes sobre um tecido tão inadequado.

Os estudos dos olhos da Virgem de Guadalupe levaram à descoberta de 13 pequenas imagens. Mas as surpresas vão além. 1 milímetro da imagem foi ampliado 2.500 vezes e descobriu-se que, num dos seus pontinhos microscópicos, pode-se ver a pupila do bispo dom Zumárraga, que aparece por inteiro na pupila de Nossa Senhora. Acontece que, também na pupila do bispo, está refletida a imagem de Juan Diego mostrando o poncho com a imagem da Virgem de Guadalupe.

A imagem de Juan Diego, portanto, aparece duas vezes: uma nos olhos da Virgem e outra nos olhos do bispo, que, por sua vez, está refletido nos olhos da Virgem.
O papa Bento XIV, em 1754, declarou sobre a imagem: “Tudo nela é milagroso: uma imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… Uma imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, podem-se ver o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Aniversário de ordenação

Ontem, 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, comemoramos também o 14º aniversário de ordenação de nosso pároco, Padre Flávio. A comunidade celebrou com fé e alegria essa data e juntos rezamos pela vocação do Padre Flávio.
Pedimos a Deus, nosso Pai, por intercessão de Nossa Senhora da Imaculada Conceição que derrame abundantes bênçãos sobre o o nosso padre. Que o ilumine com Seu Santo Espírito e o fortaleça nas dificuldades da missão, dando-lhe a perseverança e aumentando sua fé. Que Jesus caminhe ao lado dele, para que ele nunca perca o sentido de sua belíssima missão, no pastoreio de seu rebanho e que Nossa Senhora esteja sempre, protegendo-o ternamente, como a um filho predileto.
Parabéns, Padre Flávio! E que venham mais, 14, 28, 56...
Vejam abaixo algumas fotos, registradas pela Diva:




















Cinco maneiras de reativar sua vida de oração

Fonte: Aleteia

Você conhece a importância da oração, mas talvez ache que Deus não quer ouvi-lo porque você se afastou durante algum tempo. Você provavelmente sabia que a oração madura é algo além de simples petições a Deus, mas talvez não esteja seguro de como proceder.

Talvez você esteja realmente ocupado, e tema que buscar a “prática da oração” exija um compromisso que você não pode assumir. Ou pode ser que você tenha medo de “fracassar” em sua tentativa de orar em profundidade.

Seja como for, fique tranquilo. A única maneira de fracassar na oração é deixar de orar. Não há nada que Deus não queria ouvir de você. Ele o ama, não se esqueça disso!

Anote aí as 5 dicas para voltar a orar intensamente:

1. Faça o sinal da cruz

Esta é uma maneira rápida e eficaz de se conectar com Deus e recordar, num só gesto, toda a entrega de Jesus por nós. Esta é uma oração rápida e um bom ponto de partida.

2. Inclua gotinhas de oração ao longo do seu dia

As jaculatórias ajudam a manter-nos na presença de Deus. São orações breves, em forma de frases simples, que dirigimos a Deus em meio às atividades cotidianas, colocando nelas toda a força da nossa fé e todo o carinho do nosso coração ao pronunciá-las. Alguns exemplos: “Senhor, tu sabes tudo, sabes que te amo”, “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, “Estou em tuas mãos, faça-se a tua vontade”, “Maria, sou todo teu”, “Espírito Santo, ilumina-me”, “Sagrado Coração de Jesus, confio em ti” etc.

3. Observe algo belo

A beleza das coisas ao nosso redor nos remete a Deus. Você pode observar uma flor, uma folha caída no chão, a alegria de uma criança, um amanhecer… O ser humano é o único animal capaz de admirar a beleza, Deus nos deu este dom – talvez precisamente para que nos encontremos com Ele.

4. Escute

Você não precisa estar com o fone de ouvido o tempo todo, pode desligar o celular e a televisão de vez em quando. Programe-se para desligar os estímulos externos em alguns momentos da semana e curta o silêncio. Nesses momentos, pode dizer para Deus: “Tu me chamaste, Senhor, aqui estou”. E permanecer em paz e silêncio, para ir aprendendo a identificar a voz de Deus em seu interior.

5. Cante

Santo Agostinho dizia que quem canta ora duas vezes. Você certamente conhece algumas canções espirituais ou pode explorar mais este universo. Monte sua seleção e curta momentos de intimidade com Deus por meio da música. Cante a Maria também, porque isso conforta nosso coração de filhos e a deixa alegre como Mãe. Você também pode cantar partes da missa, se isso o ajudar a se conectar com Deus.

Está disposto a recomeçar? Deus com certeza já recomeçou, já está esperando você. Apenas dê o primeiro passo, e o resto será mais fácil. Confie.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

10 perguntas essenciais sobre o Ano Santo da Misericórdia

Fonte: Aleteia

Salvador Aragonés

Um ótimo resumo com tudo o que você precisa saber sobre este grande acontecimento da Igreja Católica

No próximo dia 8 de dezembro, festividade da Imaculada Conceição, o Papa Francisco abrirá a Porta Santa na Basílica de São Pedro de Roma, ao mesmo tempo em que serão abertas as portas santas de todas as dioceses do mundo, para que todos possam viver o Jubileu.

Apresentamos, a seguir, 10 perguntas essenciais sobre como viver o Ano Santo, de acordo com a bula papal “Misericordiae vultus” (MV), com a qual o Papa convocou este jubileu.

1. O que é um Ano Santo ou Jubileu Extraordinário?

Na tradição católica, o Jubileu é o ano que a Igreja proclama para que as pessoas se convertam em seu interior e se reconciliem com Deus, por meio da penitência, da oração, da caridade, dos sacramentos e da peregrinação, “porque a vida é uma peregrinação e o homem é um peregrino” (MV 14).

Em todos os anos santos é possível ganhar indulgências, graças especiais que a Igreja concede e que podem ser aplicadas à remissão dos próprios pecados e suas penas, ou também aos defuntos que estão no purgatório.

O lema deste Ano Santo é “Misericordiosos como o Pai”, e a principal intercessora do Jubileu é Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe de misericórdia.

A cada 25 anos, a Igreja celebra um Ano Santo Ordinário. O próximo será em 2025. Fora dos anos santos ordinários, a celebração do Ano Santo é “extraordinária”.

2. Por que este Ano Santo é o da misericórdia?

O Papa quis que o tema fosse a misericórdia para nos unir mais ao rosto de Cristo, no qual se reflete a misericórdia do Pai, que é “rico em misericórdia” (MV 1). A misericórdia é superior à justiça. Deus é justo, mas vai muito além da justiça, com sua misericórdia e seu perdão. E é isso que podemos vivenciar neste Ano Santo.

3. Quando começa e quando termina este Ano Santo?

O Ano Santo começa no dia 8 de dezembro de 2015, com a celebração dos 50 anos do final do Concílio Vaticano II, e termina na festa de Cristo Rei, em 20 de novembro de 2016, o último dia do ano litúrgico.

4. O que o Papa pede que façamos?

O Papa Francisco insiste na iniciativa “24 horas para o Senhor, que desejo que seja celebrada em toda a Igreja”, entre a sexta-feira e o sábado antes do 4º domingo da Quaresma, porque “é expressão desta necessidade da oração”.

Além disso, ele aconselha que pratiquemos as obras de misericórdia, além de viver intensamente a oração, o jejum e a caridade na Quaresma (MV 17); também recomenda que nos confessemos, para poder receber melhor as graças do ano jubilar. E que cada um realize uma peregrinação, de acordo com suas capacidades, para atravessar a Porta Santa.

5. É preciso ir a Roma para atravessar a Porta Santa e ganhar indulgências?

Não. Você pode ir à catedral da sua diocese ou às igrejas e basílicas destinadas a isso. Em cada diocese haverá uma Porta Santa e, cruzando-a, você ganhará as indulgências do Ano Santo (quando a peregrinação for acompanhada de confissão, comunhão no dia da peregrinação, um ato de fé – recitação do Credo – e uma oração pelo Papa).

6. O que são as obras de misericórdia?

Existem 14 obras de misericórdia, 7 espirituais e 7 corporais.

Obras de misericórdia corporais:

1-Dar de comer a quem tem fome;
2-Dar de beber a quem tem sede;
3-Vestir os nus;
4-Visitar os doentes;
5-Visitar os presos;
6-Acolher os peregrinos;
7-Enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais:

1-Dar bom conselho;
2-Corrigir os que erram;
3-Ensinar os ignorantes;
4-Suportar com paciência as fraquezas do próximo;
5-Consolar os aflitos;
6-Perdoar os que nos ofenderam;
7-Rezar pelos vivos e pelos mortos.

7. O que são e o que fazem os “missionários da misericórdia”?

O Papa Francisco anunciou que enviará padres em todas as dioceses, chamados “missionários da misericórdia”, os quais poderão celebrar missões pregadas nas paróquias e despertar o chamado à misericórdia. Além disso, poderão perdoar pecados muito grandes, como crimes mafiosos, assassinatos cometidos para enriquecer, bem como o gravíssimo pecado da corrupção.

8. É necessário se confessar no Ano Santo?

Durante o Ano Santo, a reconciliação com Deus é vivida especialmente através do sacramento da confissão, muito unido ao da Eucaristia. É aconselhável confessar-se várias vezes ao longo do Jubileu, para experimentar mais profundamente a misericórdia de Deus.

9. Qual é a importância do Ano Santo no pontificado de Francisco?

O centro do pontificado do Papa Francisco é a misericórdia de Deus e, portanto, este ano jubilar é o cume do seu pontificado.

10. O Ano Santo é importante para outras religiões?

A misericórdia “ultrapassa os confins da terra” (MV 23); ela nos relaciona com o judaísmo, como se vê no Antigo Testamento, em que a misericórdia de Deus é evidente; também os relaciona com o islamismo, que atribui ao Criador os nomes de “misericordioso” e “clemente”. O Papa Francisco pede o diálogo com todas as “nobres tradições religiosas” do mundo.