quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Uma caminhada de fé

Nossa Senhora, conosco na caminhada!

“Naqueles dias, Maria se levantou, dirigindo-se, às pressas, às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel”. Lc 1, 39 – 40


Uma caminhada de cinquenta, oitenta, cem quilômetros ou mais, pode refletir o tamanho de nossa fé? Ou pode traduzir o tamanho de nossa gratidão? 
Quando saímos de nossa casa e nos colocamos em caminhada em direção a um santuário... Será que o que levamos em nosso coração pode ser respondido ou explicado por qualquer outra pessoa, por mais próxima que seja? 
Uma grande manifestação de fé, podemos observar na devoção ao Divino Pai Eterno, na Cidade de Trindade em Goiás, bem no inicio do mês de julho. Para lá se deslocam muitas pessoas movidas por um desejo e um objetivo de se chegar ao Santuário, uns para fazer um pedido a Deus, outros para agradecer uma graça recebida... 
Uma grande multidão de pessoas durante o mês de agosto se coloca em caminhada nas margens das rodovias que levam à cidade de Romaria, bem aqui, no nosso Triângulo Mineiro. 
Existem várias paróquias ou comunidades reverenciando Nossa Senhora da Abadia, presentes em quase todas as cidades do Triângulo Mineiro, e ainda assim tantas e tantas pessoas se colocam em caminhada, enfrentando sol, frio, poeira, risco de acidentes, preferindo ir ao Santuário da Cidade de Romaria. A elas se somam outras tantas pessoas que também se colocam, à beira da rodovia, nem sempre em caminhada, com o propósito de ajudar os que caminham, “dar assistência”. 
Quem já fez a experiência de fazer a mesma caminhada, sabe bem o que ela significa, e o significado de se chegar até o Santuário, seja ele o do Divino Pai Eterno, em Trindade, Nossa Senhora da Abadia em Romaria, Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, SP, e tantos outros centros de peregrinações. 
Provavelmente, ao tentarmos explicar o motivo que nos move a fazer tal experiência, jamais conseguiremos oferecer uma explicação racional ao entendimento de outrem. Porém, em nosso coração sabemos sim, quão grandioso foi, e é para nós. O que muitas vezes para mim tem a dimensão de um milagre, pode não ter o mesmo significado para outro. Um exemplo plausível, pode-se citar, é o da família do cantor Leonardo, que por diversas declarações manifestaram que consideraram um milagre a recuperação da saúde de Pedro Leonardo. Ele, que foi vitima de um grave acidente, apresenta-se em franca e rápida recuperação. Será que todas as pessoas consideram este fato um milagre, ou “um cuidado” bem sucedido da medicina e dos médicos ou uma abastada conta bancária capaz de sustentar despesas médicas, hospitalares, e etc? 
Talvez, se perguntassem a Maria ao encontrá-la caminhando por entre as montanhas em direção à uma cidade de Judá, para se encontrar com Isabel, o que a levava, às pressas por entre as montanhas, (Lc 1, 39) ela respondesse: “Estou indo ver Isabel, por que está grávida, conforme me disse o Anjo do Senhor” (Lc 1,36). Certamente, qualquer pessoa que a ouvisse dizer isso naquele momento diria: “que loucura desta mulher... andando por estes lugares... correndo risco!”. Porém, somente ela – Maria - sabia o significado daquela caminhada. 
Não precisamos procurar explicação para entender a fé de cada um, basta que deixemos que cada coração fale a Deus a respeito de sua fé. 

Nossa Senhora D’Abadia, rogai por nós!

Virmones Pereira de Miranda

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

15 de agosto - Assunção de Nossa Senhora

Maria, glorificada no corpo, mostra-se hoje como estrela de esperança para a Igreja e para a humanidade... A sua altura sublime não a afasta do seu Povo nem dos problemas do mundo, pelo contrário, permite-lhe vigiar de maneira eficaz sobre as vicissitudes humanas com a mesma solicitude atenciosa com que obteve de Jesus o primeiro milagre, durante as Bodas de Caná. 
Ao celebrar a sua Assunção ao Céu em corpo e alma, oramos a Maria para que ajude os homens e as mulheres do nosso tempo a viverem com fé e esperança neste mundo, procurando o Reino de Deus em todas as coisas; oxalá ela ajude os crentes a abrirem-se à presença e à ação do Espírito Santo, Espírito Criador e Renovador, capaz de transformar os corações; ilumine as mentes acerca do destino que nos espera, da dignidade de cada pessoa e da nobreza do corpo humano. (Papa João Paulo II)

sábado, 11 de agosto de 2012

Clara de Assis: valores evangélicos e humanos

Frei Fernando de Araújo, OFMConventual
No documento da proclamação do oitavo centenário do nascimento de Santa Clara de Assis, os quatro Ministros Gerais (OFM, OFMConv., OFMCap., TOR), convocaram todos os franciscanos e franciscanas a mergulharem profundamente nos valores fundamentais que fez de Clara de Assis uma mulher fora do comum para sua época. Os valores humanos e evangélicos que Clara encarnou em seu tempo, fazendo-se discípula do Evangelho e humilde plantinha do bem-aventurado Francisco, foram as grandes conquistas de Clara ao projeto de vida iniciado pelo pobrezinho de Assis. 
É importante destacar que Clara começou sua jornada espiritual de baixo para cima, ou seja, tendo recebido a herança espiritual de Francisco se consumiu totalmente na contemplação do amor de Deus pelos homens e mulheres e que o amadurecimento humano era uma condição para uma verdadeira experiência de Deus. 
Ao contemplá-Lo, de forma constante, percebeu a importância da vida, da presença de cada irmão e irmã, como também de toda criação. E esses valores estão sempre presentes na vida de Clara, pois ela, para progredir constantemente no discipulado do Senhor, precisou ter esses ideais para uma profunda contemplação do amor de Deus. 
Mas, o maior valor que Clara cultivou foi deixar tudo por Jesus Cristo! O abandono da casa paterna com todo o seu conforto, foi por Jesus Cristo. Deixar tudo para abraçar o Cristo pobre, humilde e crucificado foi o único e verdadeiro valor de sua vida. Por isso, ela O toma com esposo, como razão da sua existência. Não mais os pobres, mas o pobre; não mais oração, mas o encontro com Ele na oração! 
Por isso, na caminhada espiritual de Clara é preciso perceber os valores espirituais que ela vai adquirindo com o passar do tempo! Um valor importante que ela aprendeu com a convivência com Francisco foi a experiência do Crucificado. Tendo feito a experiência da cruz, Clara percebeu a pobreza como um valor indispensável na vida dela e na das demais companheiras. A pobreza proposta por Clara é a mesma que Francisco: “porque Jesus e sua Mãe foram pobres”. Ela não consegue ver Jesus Cristo senão como um pobre. Para isso, podem-se recordar os diversos passos de sua vida, como ela os vê no seu espelho de contemplação. Sua adesão maior foi na luta por não ter nada de próprio, como aprendeu com Jesus e Francisco. 
Outro ponto importante para essa mulher extraordinária era a contemplação que cultivava, pois sempre foi uma “porta segura” para abraçar a causa do Crucificado, sempre na ótica de Francisco de Assis. E a característica da contemplação de Clara é toda visual, como a de Francisco: é pelos olhos que ela abre as portas para que as imagens vivas do Senhor presente na natureza e nas pessoas arranquem de sua interioridade aquela figura do Crucificado Pobre que sobe desde as suas raízes mais profundas. 
Mas, para chegar a esta visão, Clara percebeu a beleza da vocação, que precisou ser cultivada a cada dia, com uma profunda intimidade com o Senhor. E tudo isso, porque ela enxergava em toda a vida a santidade, bem como toda existência humana, como uma resposta a vocação: dom constante de Deus que chamou à vida e ao qual se tem que querer corresponder diariamente, sempre crescendo do humano para o divino, para poder chegar ao princípio de tudo, que é Deus. 
E a resposta à vocação recebida é o louvor ao Criador, que Clara aprende de Francisco e ensina a todos. Como a de Francisco, a vida de Clara é uma explosão de louvor a Deus. Todos os seus escritos transbordam dessa alegria de que vive descobrindo a presença do amor em tudo, pois sabia que tudo que existia vinha das mãos bondosas do Criador. 
Estes foram alguns dos valores importantes existentes na vida de Clara de Assis, que a fizeram irradiar alegria e paz para todas suas companheiras e para todos. Por isso, olhando esses exemplos da fundadora das Damas Pobres, todos os homens e mulheres são convidados a cultivarem esses valores importantes para vida, principalmente o valor da gratidão a Deus pela existência.
(fonte:reflexoesfranciscanas.com.br)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

10 de agosto – São Lourenço, patrono dos diáconos

Fonte: Canção Nova
Nós festejamos, neste dia, a vida de santidade e martírio do Diácono que nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III. 
 Conta-nos a história que São Lourenço como primeiro dos Diáconos tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: "Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?". E o Papa respondeu: "Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!". São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados. 
Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos... Todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo - com bom humor - disse: "Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte".
Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou - no Espírito Santo - força para dizer no auge do sofrimento na grelha: "Vira-me que já estou bem assado deste lado".
Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.
São Lourenço, rogai por nós! 

Nossa oração por todos os diáconos, em especial, pelo querido Diácono Antônio Falleiros, que atua em nossa comunidade, servindo e evangelizando com dedicação e responsabilidade. Rezemos também pelo Diácono Ubirajara, amigo de nossa comunidade, que sempre esteve ao nosso lado e que, atualmente, se recupera de uma cirurgia. Que o Senhor fortaleça com a graça do Espírito Santo todos os diáconos, para que desempenhem com alegria e fidelidade a missão a eles confiada. São Lourenço, diácono e mártir, intercedei pelos diáconos, servos do povo de Deus!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

800 anos do Carisma Clariano

As Irmãs Clarissas do Mosteiro Monte Alverne, em Uberlândia, convidam para as festividades em honra a Santa Clara de Assis, quando celebram o Jubileu de 800 anos de fundação da Ordem das Clarissas. 
7, 8 e 9 de agosto - Tríduo com a Santa Missa às 19:30h
10 de agosto - Glorioso Trânsito de Santa Clara - 19:30h
11 de agosto - 19:30h - Solenidade de Santa Clara
19 de agosto - Tarde Clariana, das 15 às 17h - confraternização com os grupos de oração "Família Santa Clara" e Cantata de Santa Clara

domingo, 5 de agosto de 2012

Oração pelos sacerdotes

Senhor Jesus, que naquele dia memorável, instituístes o sacerdócio, a fim de permanecerdes entre nós pelo ministério sacerdotal, nós vos pedimos neste dia, pelos padres do mundo inteiro. Dai-lhes amor e fidelidade para que possam desempenhar com dignidade a tarefa maravilhosa para a qual foram chamados. 
Enviai-nos santos padres, dedicados, fervorosos e fiéis à sua vocação! 
Pedimos-vos, especialmente, por todos os padres de nossa Diocese, pelo nosso bispo Dom Paulo, que conduz a Igreja em Uberlândia e pelo querido padre Flávio, que está à frente de nossa paróquia. Que o Senhor os abençoe, ilumine e fortaleça na difícil missão para a qual foram chamados, no pastoreio do povo de Deus, levando o Pão da Palavra e da Eucaristia àqueles que deles necessitam. 
Pedimos-vos, também, pelo nosso amado Padre Antônio, que o Senhor chamou para junto de Si. Que pelo seu exemplo de dedicação e amor, muitos jovens se sintam chamados a vocação sacerdotal. Louvamos e agradecemos a vós, Senhor, pela vida do Padre Antônio, por sua presença em nossa comunidade e pelo testemunho que ele deixa para os padres de hoje e os que ainda virão. 
Maria, nossa Mãe e Rainha dos Sacerdotes, protegei-os, guiai-os e intercedei por eles junto ao vosso Divino Filho, Jesus. Amém!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

2 de agosto - Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula: o perdão de Assis


Carta do Papa João Paulo II sobre a Porciúncula  (sempre atual!)

Ao Reverendíssimo Padre 
Giacomo Bini
Ministro geral
da Ordem Franciscana dos Frades Menores 

1. A reabertura da Basílica e da Capela da Porciúncula, após os restauros realizados em conseqüência do terremoto de 1997, oferece-me a agradável oportunidade de dirigir uma afetuosa saudação a você, Irmão amado, e à Comunidade franciscana que, em Assis, desempenha um precioso serviço eclesial e zela pelo decoro dos lugares caros à memória do 'Poverello' de Assis e pelos fiéis e peregrinos que chegam à terra de Francisco e Clara para uma experiência espiritual intensa. Os pés dos fiéis se detêm às portas de Assis, que, por tantas maravilhas de misericórdia ali realizadas, com razão é definida como “cidade predileta do Senhor (LegSC 21). 
Hoje, a Capela da Porciúncula e a Patriarcal Basílica que a guarda reabrem suas portas para receber as multidões de pessoas atraídas pela saudade e pelo fascínio da santidade de Deus, copiosamente manifestada no seu servo Francisco. O Poverello acreditava que “a graça divina podia ser concedida aos eleitos em todos os lugares; mas sabia, por experiência, que o lugar de Santa Maria da Porciúncula estava repleto de uma graça mais fecunda [...] e, por isso, muitas vezes dizia aos frades: [...]Este lugar é verdadeiramente santo, morada de Cristo e da Virgem, sua Mãe” (EspPf 83). Para Francisco, a humilde e pobre igrejinha tornou-se a imagem de Maria Santíssima, a “Virgem feita Igreja” (SaudVM 1), uma humilde e “pequena porção do mundo” (2Cel 18), mas indispensável para que o Filho de Deus se fizesse homem. Por isso o Santo invocava Maria como tabernáculo, casa, manto, serva e Mãe de Deus (cf. SaudVM 4-5). 
Exatamente na Capela da Porciúncula, que ele havia restaurado com as próprias mãos, Francisco, iluminado pelas palavras do capítulo 10 do Evangelho de Mateus, decidiu abandonar a precedente breve experiência eremítica, para dedicar-se à pregação entre o povo, “com a simplicidade de sua palavra e a generosidade de seu coração”, como atesta o primeiro biógrafo, Tomás de Celano (1Cel 23). Assim, deu início a seu típico ministério itinerante. Mais tarde, é na Porciúncula que se dá a vestição de Santa Clara e se funda a Ordem das “Pobres Damas de São Damião”. Aqui também, Francisco impetrou de Cristo, mediante a intercessão da Rainha dos Anjos, o grande perdão ou “indulgência da Porciúncula”, confirmada por meu venerável Predecessor, o Papa Honório III, a partir de 2 de agosto de 1216. A partir de então teve início a atividade missionária, que levou Francisco e seus frades a alguns países muçulmanos e a várias nações da Europa. Aqui, enfim, cantando, o Santo recebeu “nossa irmã a Morte corporal” (CantS 12). 

2. A igrejinha da Porciúncula conserva e difunde uma mensagem e uma graça muito especiais da experiência do Poverello de Assis; mensagem e graça que perduram até hoje e que constituem uma fonte de apelo espiritual para os que se deixam fascinar por seu exemplo. Nesse sentido, é importante o testemunho de Simone Weil, a filha de Israel fascinada por Cristo: “Enquanto estava sozinha na pequena capela românica de Santa Maria dos Anjos, incomparável milagre de pureza e onde Francisco rezou tantas vezes, pela primeira em minha vida, alguma coisa mais forte do que eu me obrigou a ajoelhar-me” (Autobiografia espiritual). 
A Porciúncula é um dos lugares mais veneráveis do franciscanismo, caro não só à Ordem dos Menores, mas também a todos os cristãos que aqui, como que esmagados pela intensidade das memórias históricas, recebem luz e estímulo para uma renovação de vida, sob o sinal de uma fé mais enraizada e de um amor mais genuíno. Por isso, para mim é muito caro destacar a mensagem especial que brota da Porciúncula e da indulgência a ela ligada. É uma mensagem de perdão e de reconciliação, isto é, de graça, que, se estivermos bem dispostos, a bondade divina derrama sobre nós, porque Deus é verdadeiramente “rico em misericórdia” (Ef 2,4). Como não reavivar diariamente em nós a humilde e confiante invocação da redentora graça de Deus? Como não reconhecer a grandeza desse dom que ele nos ofereceu em Cristo “uma vez para sempre” (Hb 9,12) e nos repropõe continuamente com imutável bondade? É o dom do perdão gratuito, que nos dispõe à paz com Ele e com nós mesmos, infundindo-nos renovada esperança e alegria de vida. Considerando tudo isso, é fácil compreender a austera vida de penitência de Francisco e por que somos convidados a ouvir o apelo a uma constante conversão, que nos separe de uma conduta egoísta e, com decisão, oriente nosso espírito para Deus, ponto focal de nossa existência. 

3. Tenda do encontro de Deus com os homens, o Santuário da Porciúncula é casa de oração. “Quem rezar com devoção neste lugar conseguirá o que pedir” (1Cel 106), gostava de repetir Francisco, depois que pessoalmente havia feito experiência disso. Dentro dos velhos muros da pequena igreja, todos podem saborear a doçura da oração em companhia de Maria, a mãe de Jesus (cf. At 1,14), e experimentar sua poderosa intercessão. Naquele edifício restaurado com suas mãos, o homem novo Francisco ouviu o convite de Jesus que o chamava a modelar a própria vida “segundo a forma do santo Evangelho” (Test 14) e a percorrer as estradas dos homens, anunciando o Reino de Deus e a conversão, em pobreza e alegria. Dessa forma, aquele lugar santo se tornara, para Francisco, “a tenda do encontro” com o próprio Cristo, Palavra viva de salvação. A Porciúncula é, particularmente, “terra do encontro” com a graça do perdão, que amadureceu numa íntima experiência de Francisco que, como escreve São Boaventura, “um dia, quando, [...] a chorar, deplorava amargamente os anos passados, sentiu-se invadido pela alegria do Espírito Santo e teve a certeza de que seus pecados tinham sido plenamente perdoados” (LegM III,6). Querendo que todos participassem de sua pessoal experiência da misericórdia de Deus pediu e obteve a indulgência plenária para aqueles que, arrependidos e confessados, peregrinassem à igrejinha para receber a remissão dos pecados e a superabundância da graça divina (cf. Rm 5,20). 

4. A todos que, em autêntica atitude de penitência e reconciliação, seguem as pegadas do Poverello de Assis e recebem a indulgência da Porciúncula com as requeridas disposições interiores, desejo que experimentem a alegria do encontro com Deus e a ternura do seu amor misericordioso. Este é o “espírito de Assis”, espírito de reconciliação, de oração, de respeito mútuo que, de coração, espero que seja para todos um estímulo à comunhão com Deus e com os irmãos. É o mesmo espírito que marcou o encontro de oração pela paz com os representantes das religiões do mundo, que acolhi na Basílica de Santa Maria dos Anjos, a 27 de outubro de 1986; um acontecimento do qual guardo uma viva e grata recordação.Com estes sentimentos, também eu me dirijo em peregrinação espiritual para esta celebração da indulgência da Porciúncula na restaurada Basílica da Bem-aventurada Virgem, Rainha dos Céus, na iminência do Grande Jubileu da encarnação de Cristo. A Nossa Senhora, filha eleita do Pai, confio aqueles que em Assis e em todas as partes do mundo querem receber hoje o “Perdão de Assis”, para fazer do próprio coração uma morada e uma tenda para o Senhor que vem. 
A todos a minha bênção, Castel Gandolfo, 1° de agosto de 1999, vigésimo primeiro de Pontificado.
Fonte: (franciscanos.org)



ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DOS ANJOS

Ó Nossa Senhora dos Anjos, na pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco recebeu as vossas bênçãos generosas juntamente com sua Ordem.

Ele depositara na vossa presença materna uma grande confiança e devoção, sendo atendido em seus pedidos. Continuai a dispensar os vossos favores sobre nós e sobre nossas necessidades particulares.

Nós vos suplicamos, dai-nos a graça da penitência dos pecados, a correção de nossas más inclinações e fortalecimento nos momentos de fraqueza. Quantos recusam a salvação e preferem caminhar nas trevas do erro! Tudo é possível para aquele que crer, para aquele que se arrepender!
Vós, ó Mãe, manifestastes a São Francisco o grande desejo de reconciliar os pecadores com Jesus, que se entregou em uma cruz para nos salvar. Rogai por nós, agora e na hora de nossa morte. Por isso, com todos os anjos do céu, vos saudamos: Ave Maria …

terça-feira, 31 de julho de 2012


Morreu padre Antônio Fernandes, um dos fundadores da Casa da Misericórdia

Fonte: Diocese de Uberlândia (elodafe.com)

Faleceu na manhã desta terça-feira, 31, por volta das 07h, padre Antônio Fernandes Francisco, vítima da uma parada cardiorrespiratória. Ele estava internado no Hospital de Clínicas da Universidade Federal da Uberlândia. Haverá missa de corpo presente na quarta-feira, 01/08, às 09h, na matriz da Paróquia São Francisco e Santa Clara, no bairro Umuarama. Em seguida, o cortejo fúnebre seguirá para o Cemitério São Pedro, onde será realizado o sepultamento no jazigo do clero da Diocese de Uberlândia.
Natural de Coimbra (Portugal), o religioso nasceu em 15 de agosto de 1930. Foi ordenado padre também no dia da Assunção de Nossa Senhora (15/08) em 1966. Na Diocese de Uberlândia, padre Antônio Fernandes Francisco atuou na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, hoje Santuário, Paróquia Nossa Senhora Mães dos Homens, em Estrela do Sul/MG e Capelania São Francisco e Santa Clara, no bairro Umuarama, hoje Paróquia São Francisco e Santa Clara.
O presbítero foi um dos fundadores da Casa Assistencial São Francisco de Assis, intitulada “CASA DA MISERICÓRDIA”, em 2003. A missão da entidade é “dar acolhimento, com hospedagem e alimentação, aos pacientes portadores de câncer, comprovadamente carentes e oriundos de cidades do interior, durante o tempo necessário ao seu tratamento. Essas pessoas deverão estar em tratamento no Hospital do Câncer de Uberlândia”.
Outro trabalho social de destaque do padre Antônio Fernandes Francisco foi auxiliar na construção de casas destinadas às famílias menos favorecidas de Uberlândia.

domingo, 29 de julho de 2012

Daqui um ano, a Jornada!

Fonte: Zenit 

Permalink: http://www.zenit.org/article-30920?l=portuguese


Mensagem de Dom Orani Tempesta sobre a JMJ Rio 2013 

Estamos a um ano do grande acontecimento que deverá unir o mundo jovem aqui no Rio de Janeiro. Exatamente daqui a um ano estaremos em plena Jornada Mundial da Juventude. 
Aos poucos estamos nos preparando! A Cruz das jornadas e o Ícone de Nossa Senhora entregues pelo Papa Beato João Paulo II aos jovens já percorreram mais da metade do país, com belas e solenes manifestações por onde passaram. Esses símbolos não só nos preparam para a Jornada, mas estimulam a participação e o protagonismo jovem na Igreja e na Sociedade. 
Já temos a Logomarca e a Oração Oficial divulgadas. Estamos ultimando a escolha do Hino Oficial. As inscrições para o voluntariado continuam e estamos quase atingindo a meta. Muitos voluntários já estão exercendo a sua missão aqui e no exterior. Sente-se uma grande alegria nesses jovens em poder colaborar com esse momento ímpar: a segunda Jornada na América Latina, 25 anos após a de Buenos Aires! Os jovens sabem de sua importância para a sociedade e querem exercê-la com generosidade e responsabilidade. 
O Rio de Janeiro, que continua lindo, está de braços abertos para receber todos. As paróquias e casas religiosas se movimentam na preparação e captação de locais para a hospedagem de tantos que estão se preparando para celebrar esse momento em terras cariocas. Brasileiros e estrangeiros serão todos cidadãos cariocas de 23 a 28 de julho do próximo ano. 
Esta cidade, especialista em receber bem, como é a sua marca registrada – o Cristo Redentor de braços abertos – também se rejuvenescerá com a vinda de tantos jovens de etnias e línguas diversas. Será o maior evento desses últimos tempos nesta cidade maravilhosa. 
O Comitê Organizador da Jornada está a pleno vapor. São pessoas responsáveis em planejar todos os detalhes possíveis, para que tudo esteja preparado daqui a um ano. Nossos relacionamentos com as autoridades do município, do estado e federal nos ajudam a procurar os melhores caminhos para a logística, deslocamento, acomodação, celebração desse momento. 
Os eventos se multiplicam no Rio de Janeiro e nas paróquias de todo o Brasil. A colaboração com a nossa Conferência Episcopal, principalmente com a Comissão para a Juventude, tem sido rica e importante para uma bela continuidade desse trabalho inicial. Temos certeza de que após a Jornada muitos valores essenciais para a vida da pessoa humana estarão presentes em nossa sociedade plural. 
As várias empresas que estão investindo e acreditando na juventude sabem que estão ajudando a construir um futuro melhor. Sabem também do grande retorno financeiro que um evento desse porte traz para a economia do país. As estatísticas das outras jornadas demonstram com clareza a importância para o país que a recebe. 
Mas, sem dúvida, o mais bonito é você poder olhar no rosto de nossos jovens, felizes e alegres pela importância que assumem, e vê-los disponíveis para atuarem com responsabilidade no hoje de nossa sociedade. Sem dúvida, aqui iremos ver o verdadeiro empenho pelos jovens e a esperança na construção da civilização do amor. 
Esse grande encontro da juventude sempre teve a presença do sucessor de Pedro, o Papa. Serão momentos importantes também para o Brasil e para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. O contágio do bem deverá levar muitos outros jovens a valorizarem o bem e o belo para sempre bons! 
A Jornada Mundial da Juventude também terá legados sociais, como a preocupação, educação e acolhimento para ajudar na questão da dependência química, além da procura de trabalhar com responsabilidade ecológica. A valorização de todas as regiões da cidade também faz parte desse trabalho, levando os olhos de todos a se voltarem para todos os lados dela e ver as suas diferentes belezas. 
Os patronos e intercessores da JMJ, já escolhidos e divulgados, demonstram que em todas as épocas e em todos os continentes, jovens foram protagonistas de novas civilizações, grandes empreendimentos e deram exemplo de vida digna e fraterna. Se isso foi possível no passado também é possível hoje. 
Estejamos atentos em apoiar a nossa juventude e anunciar a nossa confiança em todos os jovens. Um país que os valoriza, sem dúvida está construindo um futuro melhor. 
Assim como a sentinela que vê a manhã chegar, que eles sejam os anunciadores do sol que nasce iluminando a nossa manhã do amanhã. 
Feliz Jornada Mundial da Juventude a todos! 
† Orani João Tempesta, O. Cist.  - Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro