domingo, 17 de junho de 2012

Santa Sé na Rio+20

(Fonte: CNBB)
“Por uma aliança entre homem e meio ambiente.” Este é o título do documento divulgado pela Santa Sé sobre a Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20), contendo algumas recomendações aos participantes da III Sessão do Comitê Preparatório, que terminou na última sexta-feira, 15 de junho, no Rio de Janeiro.
A Santa Sé considera a Rio+20 uma importante etapa de um percurso que ofereceu contribuições significativas para compreender melhor o conceito de desenvolvimento sustentável. No âmbito deste percurso, emergiu um consenso unânime sobre o fato de que a tutela do meio ambiente passa por um melhoramento da vida dos povos e, vice-versa, que a degradação ambiental e o subdesenvolvimento são temas relacionados entre si e interdependentes.
Em todos os eventos internacionais, a presença da Santa Sé é caracterizada não tanto na promoção de soluções técnicas, mas, sobretudo, em destacar que não se pode reduzir a um problema “técnico” tudo o que diz respeito à dignidade do homem e dos povos. A busca de soluções não pode ser separada da nossa compreensão do ser humano.
O ser humano, de fato, está em primeiro lugar. É a pessoa humana que está no centro do desenvolvimento sustentável. Cabe a ela a boa gestão da natureza, e por isso não pode ser dominada pela técnica e se tornar para ela um objeto. Essa conscientização deve levar os Estados a refletirem juntos sobre o futuro do planeta a curto e médio prazo.
Colocar o bem do ser humano no centro da atenção para o desenvolvimento sustentável é, na realidade, a maneira mais segura para alcançar este fim, assim como para a proteção da natureza.
Partindo desses pressupostos, a Santa Sé propõe aos participantes da Rio+20 uma série de reflexões sobre alguns aspectos que têm repercussões éticas e sociais sobre toda a humanidade. Entre eles, o princípio da subsidiariedade, o desenvolvimento humano integral e a economia verde.
A Santa Sé deseja que o resultado da Rio+20 seja considerado não somente bom, mas também, e principalmente, um resultado inovador e capaz de olhar para o futuro, contribuindo para o bem-estar material e espiritual de todas as pessoas, de suas famílias e comunidades.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

15 de junho - Sagrado Coração de Jesus

Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu à Santa Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança, exatamente a 16 de junho de 1675. Ela recebeu a missão de divulgar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração. Naquela época, a fé cristã passava por momentos difíceis. 
Em 1686, onze anos após a aparição, foi comemorada pela primeira vez a festa do Sagrado Coração de Jesus. Margarida Maria tinha 39 anos. Em 1856, ou seja, 166 anos após seu falecimento, foi instituída oficialmente pela Igreja, a festa do Sagrado Coração de Jesus.
Margarida Maria, falecida aos 43 anos, foi canonizada em 1920, tornando-se então, SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE.
O Sagrado Coração de Jesus significa AMOR que transborda os limites humanos, calor, abrigo, vida que jorra em abundância e encarna o próprio CRISTO como sentido de vida.
Consagremos nossa família, neste mês ao Coração de Jesus, colocando no seu coração todas as nossas necessidades e agradecimentos por tantos benefícios recebidos.
Coração de Jesus, expressão do amor infinito do Pai pelos homens, conscientes de nossos compromissos de batizados, consagramos-te nossa família e imploramos tua proteção sobre ela. Que nossa casa seja a tua casa, nossa mesa seja também a tua. Não sejas hóspede, Jesus, mas um de nossa família, o amigo íntimo, o irmão e companheiro de todas as horas. Cada um de nós, tudo o que somos ou temos te pertence. Faze-nos fiéis até a morte. Que Maria, tua e nossa Mãe nos assista como filhos, abençoe nosso lar e o faça tão feliz como ela fez feliz a família de Nazaré. Dá-nos, Jesus, a tua paz e tua bênção. Amém! (Fonte: O Culto ao Coração de Jesus - segundo o Cardeal Sheidt)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Amor, Oração e Santidade

Dom Orani João Tempesta

Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) 

O mês de junho é rico em comemorações e celebrações. Uma das que marcam fortemente este mês é a festa do Sagrado Coração de Jesus. Uma solenidade celebrada dentro do Tempo Comum. Comemorado na segunda sexta-feira após a festa solene de Corpus Christi, a solenidade do coração Sacratíssimo de Nosso Senhor Jesus Cristo dá especial atenção ao seu amor incondicional e à sua misericórdia sem fim. A origem desta festa se encontra nas inspirações (entre 1673 a 1675) de Santa Margarida Maria de Alacoque, religiosa pertencente à Congregação da Ordem da Visitação. Receberam especiais destaque e divulgação as doze promessas a todos quantos se dedicassem a esta devoção, participando das comunhões reparadoras nas primeiras sextas feiras de cada mês, dia dedicado ao Sagrado Coração de Jesus todos os meses em nossas comunidades. 
Vários papas incentivaram esta devoção, dentre eles, Pio X, Pio XI, Pio XII, Leão XIII, Gregório Magno, entre outros. Vários santos, canonizados, fizeram o mesmo: Santa Margarida, Santa Gertrudes, Santa Catarina de Sena, Beata Maria do Divino Coração, e outros. 
A devoção ao Coração de Jesus é muito preciosa para a vida da Igreja. Comporta uma teologia tal, onde se enfatiza o amor, a ternura e o cuidado de Deus para com a salvação de seu povo, confiando-lhe sempre mais meios para se alcançar este fim. 
Manifesta a revelação que está muito clara nas Escrituras: Deus é Amor e nos ama! O coração de Jesus simboliza exatamente esse Amor que deu a vida por nós, derramando o seu sangue para nos redimir. Recorda para nós o amor infinito do Senhor. 
Esse dia, que neste ano cai no dia 15 de junho, é também o dia da Jornada de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Nossas comunidades paroquiais são convidadas a fazer orações especiais nessa intenção. Temos as cartas do Prefeito da Congregação para o Clero enviando o texto para reflexão. A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB também enviou uma bela carta aos padres por ocasião da passagem desse dia. Numa mensagem especial para este dia, o Papa Bento XVI chama a atenção não apenas para a santificação do clero, como postura comum a todas as pessoas, mas para a necessidade de que sejam, cada vez mais, ministros da santificação. E, isto, segundo o papa, deve ser assumido em cada ação ministerial desempenhada. Recorda o Santo Padre que o destino do sacerdote é a santificação de seus irmãos e, só assim, o presbitero poderá santificar-se a si próprio. Ressalta que nossas falhas não são suficientes para apagar este desejo em nós e nem o sinal dele para o mundo. 
O sacerdote, diz o papa, com sua adoração diária e seu ministério cotidiano, deve reconduzir tudo e todos à comunhão trinitária, atingindo o coração de cada homem e reconduzindo-o à pátria definitiva. E conclui, orando: “Que no serviço à Igreja e ao mundo os sacerdotes sejam santos”. Neste dia, ao Coração de Jesus dedicado, rezemos por nossos sacerdotes para que desempenhem sempre mais e com maior fidelidade o encargo de Cristo mesmo recebido. 
A santidade deve ser o nosso projeto pastoral! O Papa Beato João Paulo II no ano 2000 recordava: “em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para onde deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). 
Convido todas as comunidades católicas a se reunirem nesse dia para momentos de oração por essa intenção, e para também deixarem-se conduzir para viver uma intensa caminhada de conversão sincera do coração. 
Por isso mesmo, o tema deste ano para esse dia é a Santidade: “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação! (1Ts 4,3). Mas, ao mesmo tempo, devemos nos tornar “ministros da santificação” para os irmãos. 
Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em vós!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Bento XVI: Reconhecimento aos doadores de sangue

Fonte: Zenit
Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado em 14 de junho 

No Ângelus deste domingo (10), Bento XVI dedicou palavras de reconhecimento aos doadores de sangue. "Gostaria de recordar que na próxima quinta-feira, 14 de junho, celebramos o Dia Mundial do Doador de Sangue, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Manifesto o meu sincero apreço por todos que praticam esta forma de solidariedade, indispensável para a vida de tantos doentes". 
A OMS escolheu a data de 14 de junho para homenagear os milhões de humanos que, ao doarem sangue, salvam vidas e melhoram a saúde do próximo. 
A jornada destaca a importância de doar sangue periodicamente para prevenir a escassez em hospitais e clínicas, especialmente nos países em desenvolvimento, onde as reservas são exíguas. Dos 80 países com baixo índice de doação de sangue (menos de 10 doações por mil pessoas), 79 são nações em desenvolvimento. 
Este evento anual pretende demonstrar que as boas políticas de saúde são eficazes para tornar as transfusões de sangue seguras e acessíveis em todo o mundo. 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Namorar certo para dar certo

Fonte: Canção Nova

Seja amigo da pessoa com quem você pretende se casar 

A experiência prova que namorar certo dá certo. Mas como namorar certo? Talvez seja esta a principal questão para quem deseja viver um namoro cristão. A Palavra de Deus diz em Eclesiástico 3 que: “há um tempo para cada coisa debaixo do Céu...”. E acrescenta que não há nada melhor para o homem do que viver bem cada coisa ao seu tempo. 
 A fase do namoro é o tempo propício para se conhecer o outro. Entrar na história um do outro, descobrir os gostos, conhecer os sonhos, compreender as lutas, passear de mãos dadas, cultivar a amizade, abraçar, beijar, mas sem ir muito além disso. Uma vez que depois do namoro vem o noivado com aquilo que lhe é próprio. É no noivado, por exemplo, que se vive o envolvimento maior entre as famílias de ambos e os compromissos mais concretos quanto ao futuro do casal na preparação da casa e a organização do casamento também faz parte dessa etapa. Depois, sim, vem o tão sonhado dia do casamento e, com ele, abre-se um novo horizonte, no qual a vida a dois trará a feliz descoberta do amor que se realizar na doação de um ao outro a cada dia e para sempre. 
Tudo isso é lindo, e é plano de Deus para quem tem vocação ao matrimônio, mas é preciso viver bem cada coisa a seu tempo, para experimentar a verdadeira felicidade. Querer desfrutar das etapas fora do momento, certamente não trará bons resultados. Com a natureza aprendemos muito, inclusive que é preciso esperar o tempo certo para colher os frutos mais saborosos. Se tirarmos uma laranja ainda verde do pé, provavelmente perderemos toda a doçura que ela poderia nos oferecer no futuro. Na vida não é diferente e a responsabilidade é ainda maior. 
 Quando o assunto é namoro, digo-lhe por experiência, que vale a pena esperar cada instante, mês ou até anos para ver os desígnios de Deus se realizando em sua vida por intermédio do matrimônio com a pessoa certa, no momento certo. Sou casada há pouco mais de um ano e quando conheci meu esposo, já de início percebi que ele era o rapaz com quem eu gostaria de formar uma família. Fomos apresentados e quanto mais íamos nos conhecendo, tanto mais íamos nos encontrando nas partilhas, nos sonhos e em todos os sentidos. Por ser um sentimento recíproco, “tínhamos tudo para ficar juntos” em pouco tempo. 
Porém, como é próprio nos nossos relacionamentos aqui na Canção Nova, começamos trilhando um caminho de amizade, conhecimento e espera. Um ano depois, demos os passos e iniciamos o namoro, depois o noivado e só depois de três anos é que chegou o momento do casamento. Nem sempre é fácil passar por todo o processo, mas posso afirmar, com segurança, que vale a pena! Hoje, quando olho para nossa história, percebo que toda as etapas vividas foram importantes na construção da nossa família, inclusive o tempo inicial em que cultivamos a amizade. 
Meu esposo é meu melhor amigo e isso faz toda a diferença em nosso relacionamento a partir das coisas simples do dia a dia. Se você aceita um conselho, é este que lhe dou: Seja amigo (a) da pessoa com quem você pretende se casar. “Gaste tempo” conhecendo sua história, seus sonhos, seus gostos, sua alma... Não tenha pressa na conquista, o amor é provado também pelo tempo. E seja qual for o motivo de sua espera ou a etapa em que se encontra hoje, procure dar sentido a este tempo. 
Uma coisa é certa: Deus quer sua felicidade e não está alheio às suas necessidades. Enquanto espera, procure descobrir e apreciar a beleza que está à sua volta e abra-se às novidades que a vida lhe oferece. Abra-se aos relacionamentos, seja acolhedor (a), procure ser agradável, preste atenção nas pessoas, exalte as virtudes de quem está à sua volta, não pare nos defeitos, ninguém é perfeito neste mundo e é o amor que nos faz vencer os limites. 
Nossa espera precisa ser confiante e ativa. Investir na cura interior, por exemplo, é uma ótima dica para quem deseja namorar certo para dar certo. Leia a respeito do assunto, escute as pessoas e não desanime, nem se deixe vencer pelo cansaço, espere de boa vontade com os olhos fixos no Senhor. 
"Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças" (Isaías 40, 31a). 
Lembra-se de que o tempo de Deus é diferente do nosso, por isso fique atento (a), hoje mesmo Ele pode lhe fazer uma ótima surpresa. 
Estamos juntos! 
Dijanira Silva – missionária da Canção Nova
dijanira@geracaophn.com

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bote Fé na vida em todas as dioceses do Brasil

Fonte: Zenit
Evento marcará contagem regressiva para a JMJ 2013 

Conforme anunciado durante o Seminário de Jovens Comunicadores, realizado no último fim de semana em Brasília, no dia 22 de Julho desse ano, justamente um ano antes da JMJ 2013, em todas as dioceses do Brasil, acontecerá o Bote Fé na Vida. 

O Bote Fé na vida consistirá numa corrida de rua, evento que ocorre muito no Brasil, principalmente nas capitais, mas que agora terá também um aspecto religioso em preparação da JMJ 2013. 

Em Brasília quem anunciou a abertura do evento foi o Triatleta Diego Ciarrochi, que participa também da organização do evento, conforme anunciado pela assessoria de imprensa de Jovens Conectados. 

Jovens Conectados preparou um série de materiais práticos para que cada diocese organize o seu Bote Fé na vida no dia 22 de Julho.
Permalink: http://www.zenit.org/article-30381?l=portuguese
Para mais informações acesse:
 http://www.jovensconectados.org.br/bote-fe-vida

Papa concede audiência à Renovação Carismática

Fonte: Zenit 
O Santo Padre recebe o movimento no seu 40º aniversário, em 26 de maio
O Santo Padre Bento XVI concede à Renovação Carismática (RC) uma audiência especial no seu 40º aniversário de fundação na Itália. É um grande presente para os membros do movimento, que, na vigília de Pentecostes, no próximo sábado, se reunirão na Praça de São Pedro para ser recebidos pelo papa. 

Milhares de peregrinos de toda a Itália se encontrarão no maior evento deste ano "jubilar" da RC, revivendo os encontros anteriores com os papas Paulo VI e João Paulo II. Às 9 horas da manhã acontece a abertura do evento, com oração, cantos e testemunhos, organizados pelo Comitê Nacional e pelo Serviço Nacional da Música e do Canto da RC. 

Às 10h da manhã, em sinal de comunhão com todas as igrejas onde a RC está presente e ativa, será celebrada a missa presidida pelo cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana. Depois da missa, o Santo Padre chegará à praça para se reunir com os fiéis, que ouvirão as suas palavras de acolhimento. Em nome de todos os membros, o presidente nacional da RC italiana, Salvatore Martinez, cumprimentará e agradecerá ao papa pelo encontro. 

Bento XVI quis conceder à Renovação Carismática uma indulgência plenária nas condições habituais para todos os participantes na audiência. 

Martinez se manifestou sobre o evento extraordinário de 26 de maio fazendo um convite, que reproduzimos: 

“Uma grande festa está sendo preparada. Nós gostaríamos que não faltasse nenhum dos nossos amigos, parentes, simpatizantes da nossa experiência de vida ou interessados em experimentá-la. Será uma alegria acolher a todos, juntos, unidos em uma só voz, para agradecermos ao papa por este presente especial. Não nos cansamos ​​de gritar ao mundo as maravilhas de Pentecostes. Nestes primeiros quarenta anos, nós começamos a sentir o gosto da vida nova no Espírito e uma nova alegria de viver que queremos compartilhar com todos. Nós acreditamos, mais do que nunca, nas surpresas do Espírito e esperamos que este encontro com o Sucessor de Pedro, no Ano da Fé e do Sínodo sobre a Nova Evangelização, signifique um novo impulso de testemunho, um novo começo da nossa história. Queremos que o termo renovação não seja um ideal abstrato a ser perseguido, mas uma jornada, uma prática já em ato, pronta para ser compartilhada”. 
A RC tem mais de 200 mil membros na Itália, agrupados em mais de 1.900 grupos e comunidades.
Permalink: http://www.zenit.org/article-30383?l=portuguese

O Espírito Santo nos impulsiona a chamar Deus de Pai

Fonte: Canção Nova
Nesta quarta-feira, 23, o Papa Bento XVI continuou o ciclo de Catequeses sobre a oração, baseada nas Cartas de São Paulo. Aos peregrinos e fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre ressaltou que o Espírito Santo “nos ensina a nos dirigir a Deus como filhos, chamando-O de ‘Abbá, Pai’” com a simplicidade, o respeito, a confiança e o afeto de um filho por seus pais.

 “Queridos irmãos e irmãs, o Espírito Santo nos ensina a tratar Deus, na oração, com os termos afetuosos de ‘Abbá, Pai!’, como fez Jesus. São Paulo, tanto na carta aos Gálatas como na carta aos Romanos, afirma que é o Espírito que clama em nós ‘Abbá, Pai!’”, ressaltou o Pontífice.

Bento XVI enfatiza ainda que a Igreja acolheu esta invocação, que é repetida na oração do "Pai-Nosso" e "poder chamar Deus de Pai é um dom inestimável". Ele não é somente o Criador, explica o Papa, mas é quem conhece cada um pelo nome, Aquele que cuida e ama todos imensamente, como ninguém no mundo é capaz de amar.
“Hoje muitos não se dão conta da grandeza e da consolação profunda contidas na palavra 'Pai', dita por nós a Deus na oração. O Espírito Santo ilumina o nosso espírito, unindo-nos à relação filial de Jesus com o Pai. Realmente, sempre que clamamos 'Abbá, Pai!', fazemos isso movidos pelo Espírito, com Cristo e em Cristo, e sempre em união com toda a Igreja”, afirma o Papa.
Talvez o homem de hoje, ressaltou o Pontífice, não perceba a beleza, a grandeza e a consolação profunda contida na palavra “pai”, porque a própria figura paterna não seja suficientemente presente e, muitas vezes, suficientemente positiva na vida cotidiana. 
“A ausência do Pai, o fato de um pai não ser presente na vida de uma criança é um grande problema do nosso tempo, por isso, torna-se difícil entender na sua profundidade o que quer dizer que Deus é Pai para nós”, salienta.
Na oração, explica ainda Bento XVI, entramos numa relação de intimidade e familiaridade com um Deus pessoal, que quis nos fazer participantes da plenitude da vida, que nunca nos abandona. Na oração, não somente nos dirigimos a Deus, mas entramos numa relação recíproca com Ele. Uma relação em que nunca estamos sós: Cristo nos acompanha pessoalmente, e também a comunidade cristã, com toda a diversidade e a riqueza dos seus carismas, como família dos filhos de Deus.
No final da catequese, o Santo Padre saudou os fiéis e grupos de peregrinos nos vários idiomas, entre eles, os brasileiros.
“Queridos peregrinos de língua portuguesa: sede bem-vindos! Saúdo de modo particular os brasileiros do Rio de Janeiro, do Rio Grande de Sul, bem como as Irmãs Franciscanas de São José. Com a proximidade da solenidade de Pentecostes, procurai, a exemplo de Nossa Senhora, estar abertos à ação do Espírito Santo na vossa oração, de tal modo que o vosso pensar e agir se conformem sempre mais com os do seu Filho Jesus Cristo. De coração vos abençôo a vós e às vossas famílias!”, disse o Papa em português.
Permalink: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=286271


domingo, 13 de maio de 2012

Dando asas à imaginação... Escolhendo a própria Mãe


A Trindade vê-se diante de um impasse. Deus Pai está sério, preocupado. Seu Filho está decidido a visitar a Criação, assumindo a natureza humana e fazendo-se um de nós.
O Pai resmunga contrafeito que isto é coisa de menino criado sem mãe. O Filho rebate que não foi criado, que é Unigênito, e a discussão parece não ter solução. O pior é que nem se pode falar em conflito de gerações, pois o Filho repete que não foi gerado, que é “consubstancial ao Pai”. Não adiantam nem os conselhos sábios do Espírito Santo. A eles o Filho responde com outro argumento; Se Deus é o Artista e a Criação é sua Obra Prima, “todo Artista tem que ir aonde o povo está...”
Por fim, prevalece o entendimento e a Trindade está em consenso. É preciso revelar ao Homem o verdadeiro caráter de Deus, resgatando-o e comunicando a ele o sonho que esteve presente desde o início dos tempos: Deus, que É amor, criou o homem POR amor e PARA o amor.
Isto posto, a Trindade vê-se diante de um mistério: a Encarnação supõe ensinar Deus a ser Homem. Que desafio!
O Espírito, em sua sabedoria, sugere um método bem natural: Como os homens aprendem a ser homens? Com uma mãe, claro!
Aqui cabe um parêntesis: para mim, que sou professor, é interessante pensar que um dos primeiros desafios que Deus enfrentou já tinha a ver com educação...
Mas continuando minha meditação, há então que se escolher uma mãe. Uma mulher que aceite o desafio de ser a mãe de Deus. Já pensaram? Aqui, vamos dar mais asas à imaginação.
Deus, sem limites de Tempo e Espaço, de passado, presente, futuro ou lugar tem diante de si toda a História. Seu olhar percorre épocas, civilizações, culturas, países, cidades, pessoas... A tarefa é original: escolher a própria mãe (Freud iria adorar!).
Quanta dúvida! Em que lugar, em que momento da História, em que povo, país ou cidade estará escondida mulher tão especial?
Quem sabe, na Grécia Antiga, berço extraordinário de cultura, da filosofia? Ou na Roma dos Césares, com seu poder e influência? Talvez no Império Britânico, com toda a sua pompa e circunstância?
E se Deus fosse escolher em nossa época; nos Estados Unidos, por exemplo, a superpotência hegemônica, símbolo de poder diante de todas as nações? O Brasil teria chance de esconder esta mulher?
Mas não... Deus abandona os países e civilizações e começa a procurar por pessoas...
Quem sabe, buscando entre as figuras femininas que se destacaram ao longo dos séculos?
E o olhar de Deus contempla (e nós vamos junto...) o desfile de mulheres notáveis ao longo da História: Teresa D’Avila, Joana D’Arc, Madre Teresa, Irmã Dulce e tantas outras. Algumas fortes, poderosas e influentes, como Golda Meir, Indira Gandhi... Outras, heróicas, sofridas e anônimas, Marias e Clarices admiráveis de todos os tempos.
Não, nenhuma delas...
E é, mais uma vez, o Espírito Santo que chama a atenção para uma época “desimportante” da História. Num canto obscuro do Império Romano, num pequeno país, invadido e subjugado pelo poder estrangeiro, numa aldeia perdida entre as montanhas da Galiléia, Nazaré, brilha a luz de uma camponesa simples, uma mulher CHEIA DE GRAÇA!
O Filho, emocionado, contempla sua Mãe... e sorri.
O Pai enche-se de orgulho pela sua Criação, e sorri.
O Espírito, transbordante de Amor, prepara o momento que será chamado de Plenitude dos Tempos e sorri.
A Trindade constata, mais uma vez, que tudo o que foi criado é bom. E toda a bondade do mundo cabe no coração daquela mulher que é filha de Deus Pai, será mãe de Deus Filho e esposa de Deus Espírito Santo.
E assim, um dia... alguém segurou Deus em seu colo e o chamou de “meu filho” Ensinou-o a andar e falar. Riu de suas travessuras, soletrou com Ele as primeiras letras.
Mais tarde, preocupou-se com suas viagens, acolheu os amigos que trazia nas raras visitas à casa. Ouviu, com o coração aos saltos, seus discursos. Acompanhou seus passos e gestos, esteve com Ele até o fim... Que, na verdade, era apenas o começo...
Pois é... nem Deus abriu mão de um carinho de Mãe...

Termina aqui minha meditação, mas vou me permitir tirar daí uma última e pequena contemplação. Há um momento, na relação que se estabeleceu entre Maria e seu Filho, que me parece fundamental, exemplar. Este momento talvez traduza a maior mensagem, o maior ensinamento que Maria Mãe nos deixou.
Aconteceu a partir de uma situação absolutamente banal e doméstica. Numa festa de casamento, em Caná da Galiléia. Fim de festa. O vinho acabara e os convidados, nada de ir embora. Os donos da casa estão envergonhados e constrangidos. Maria, aquela que percebe o que falta, apela para o seu Filho. A resposta, em princípio, parece ser uma negativa, até um pouco ríspida, daquele filho rebelde: “Mulher, ainda não é a minha hora...”
Maria volta-se para os criados que aguardam e diz:
“FAÇAM TUDO O QUE ELE DISSER! ”
Façam tudo o que Ele disser... Eis aí o modelo de vida deixado por Maria.
O que aconteceu depois, todos sabemos. Imagino Maria, chamando Jesus a um canto e dizendo-lhe, com firmeza mas sem perder a ternura jamais: “Eu sou sua Mãe, eu sei qual é a sua hora...”
E a festa estendeu-se até o dia amanhecer e todos beberam do vinho mais delicioso que já haviam provado...
Diante dos desafios que a vida propõe, nas encruzilhadas diante das quais nem sempre sabemos por onde ir, que caminho escolher, talvez seja este o recado que vem da Mãe de Deus, da Nossa Mãe...
FAÇAM TUDO O QUE ELE DISSER...
Mas, para isso, é preciso, primeiro, aprender a ouví-Lo...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Presença de ternura


Em Nova Iorque, realizou-se, anos atrás, uma célebre exposição internacional, atraindo turistas de todo o mundo. Era o triunfo do engenho humano, presente em todos aqueles pavilhões: computadores eletrônicos, o homem viajando à lua, explorando os abismos do mar. Amostras, as mais refinadas, de todo o arsenal tecnológico acumulado nas últimas décadas. Os visitantes passavam surpresos de deslumbramento a outro.
À noite, todo aquele parque monumental transformava-se numa festa iluminada: fontes e chafarizes coloridos, fogos de artifício, cinema e restaurantes ao ar livre...
Detalhe curioso, porém; o pavilhão do Vaticano foi o mais visitado, em meio àquela montanha tecnológica, exaltando a inteligência humana.
Ali, sem nenhum aviso prévio, o turista silenciava... Silenciava, ao natural, diante da Pietá, de Michelangelo. Os gracejos morriam, as gargalhadas findavam, os comentários morriam na garganta. Um respeitoso silêncio-oração impregnava o ambiente. Dentro daquela exposição mundial, a Virgem Santíssima sustentando sobre os joelhos maternos seu filho morto. Em plena Nova Iorque, uma das maiores cidades do mundo, a famosa Pietá surgia como um símbolo vigoroso, lembrando que Deus continua vivo no coração dos homens, no coração dos cidadãos do século XX. Século de tantos contrastes chocantes, materializado, hedonista, superficial, voando baixinho espiritualmente e muito pouco santo em tantas áreas...
Aquele silêncio reverente era uma homenagem irrefutável a Deus. Um preito filial à mulher mais amada e mais venerada do mundo: Maria, filha de Joaquim e Ana. Naquele silêncio coletivo, internacional, ecoava a profecia da própria Virgem Maria: “Bem-aventurada chamar-me-ão todas as gerações, através dos tempos”.
Prodigioso o destino dessa criança de Israel, da tribo de Davi, humilde camponesa igual a tantas outras... Pouquíssimas linhas consagraram-lhe os evangelistas. Mas, sem ela o plano da Redenção não teria acontecido. Em sua humildade Deus a encontrou. É sempre com os mais humildes e despojados que a Providência divina opera as maravilhas.
Maria, a silenciosa. Maria, a sempre presente. Presença infinitamente discreta. Presença sofrida. Presença de Mãe, que mais inspira do que ordena. Que mais encoraja e nunca violenta. Presença maternal, cujo sorriso, cujo olhar e cujas lágrimas falam mais alto do que as palavras... E sua presença de carinho e ternura, de generosidade e amor permanece como um oásis da humanidade. (Fonte: Maria de Deus, Maria do povo - Padre Roque Schneider - Ed. Santuário, pg. 66)